sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Livro sobre gesso é publicado em Pernambuco

Pernambuco possui 30% das reservas de gipsita do país

O pesquisador do Núcleo de Tecnologia do Gesso do Itep, Luciano Peres, em parceria com os professores Mohand Benachour (UFPE) e Valdemir A Santos (Universidade Católica de Pernambuco) escrevem livro sobre o gesso no Brasil e no mundo. A obra intitulada “Gesso: produção e utilização na construção civil” mostram as características do produto e os métodos para otimizar a produção, manuseio e gestão do gesso. O livro é uma publicação do Sebrae.De acordo com coordenadora do NTG do Itep, Katarzyna Michalewicz, o livro mostra os principais processos de Calcinação – método para formação do gesso-; fabricação de pré-moldados; características e formas de secagem.Além de revestimentos e ferramentas para aplicação; sistemas construtivos e aditivação do gesso. Ela acrescenta que a publicação também mostra a gestão de reciclagem do produto no país e no exterior. Segundo Luciano Peres o livro é um passeio no mundo do gesso.No livro, o leitor descobrirá entre outros enfoques que as variadas características do gesso estão relacionadas com a sua fabricação. Os elementos pré-moldados são constituidos na forma de placas ou blocos. A secagem do produto pode ser realizada sendo exposta ao ar livre ou num processo chamada de estufa forçada. E também que a melhoria da qualidade física e mecânica do produto se dá por meio do processo de aditivação. Reconhecimento – O livro “Gesso: produção e utilização na construção civil” é uma idealização do ex-presidente do Sindicato do Gesso de Pernambuco, Josias Inojosa de Oliveira (falecido), garante Peres. Para ele, o livro também é uma homenagem aos operários que trabalham com o gesso nos canteiros de obras do Estado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Bioma caatinga já perdeu 59% de sua área


A caatinga entrou definitivamente na corrida para definir que bioma brasileiro vai conseguir igualar primeiro o índice de destruição já alcançado pela mata atlântica, que é de 93%. Tabulação de dados recente feita por uma equipe de pesquisadores nordestinos revela que 59% do bioma tão exaltado por Euclides da Cunha e outros escritores já está alterado. A reportagem é de Eduardo Geraque e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-06-2008.
A floresta amazônica, por exemplo, cada vez mais o destino de todos os holofotes ambientais, apresenta 18% de sua cobertura vegetal original modificada, segundo números divulgados nesta semana.
A compilação de dados das imagens de satélite do “primo pobre” dos biomas brasileiros gerou dezenas de mapas. O resultado que surge é diferente das últimas estimativas, que apontavam uma alteração de 30%, aproximadamente.
A cifra de mudança da cobertura vegetal original, calculada por Washington Rocha, da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), também não bate com os números oficiais com que o MMA (Ministério do Meio Ambiente) trabalha desde o lançamento dos mapas da flora remanescente dos biomas brasileiros, no final de 2006. Para o governo, só 37% dessa formação nordestina foram devastados.
“Nós contamos apenas as áreas sem nenhuma alteração. Existem outras que já sofreram atividades antrópicas e não sabemos até que ponto elas podem apresentar regeneração”, disse Rocha. Os dois números surgiram da análise da mesma base de dados.
Pequenos núcleos de caatinga - alguns botânicos, como já identificaram diferenças importantes dentro do mesmo bioma, defendem o uso do termo “caatingas”, no plural - foram excluídos da conta.
Um mito que cai
Pelo menos nos últimos cinco anos, como lembra Rocha, todos os estudos apontam para o mesmo caminho. A biodiversidade da caatinga, já chamada de “paraíso” por Euclides da Cunha, é bastante elevada.
Apenas dentro do grupo dos mamíferos, mostra um levantamento feito pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, existem no bioma 143 espécies. Desse total, 19 são exclusivas do semi-árido do Brasil.
Se a preferência for por peixes ou pássaros, a caatinga também terá. São 240 e 510 espécies, respectivamente.
“A cana-de-açúcar e a desertificação [que será potencializada pelas mudanças climáticas globais] são as duas maiores ameaças para a caatinga atualmente”, afirma Rocha.
Segundo o pesquisador de Feira de Santana, a tendência de a produção de álcool explodir no Nordeste por causa dos biocombustíveis é uma clara ameaça para o ecossistema.
Existem ainda áreas historicamente complicadas, lembra o biólogo José Maria Cardoso da Silva, da ONG Conservação Internacional. “O famoso pólo gesseiro de Pernambuco” é uma delas, diz o pesquisador. As indústrias costumam derrubar a caatinga e usar as plantas lenhosas para alimentar os fornos onde o gesso é produzido.
Com todas essas ameaças pairando sobre a caatinga, que agora praticamente se igualou ao cerrado em termos de alteração antrópica, a importância das unidades de conservação ganha muito mais peso.
Ainda mais quando menos de 2% do bioma está protegido de forma legal. Existem áreas muito bem preservadas, como lembra Silva, - como as dunas do rio São Francisco perto de Xique-Xique, na Bahia, e seus lagartos, que só existem lá-, que ainda estão aguardando um parque nacional, que foi proposto, mas nunca criado.
(Fonte: Portal EcoDebate) Lei mais em: Bioma caatinga já perdeu 59% de suas áreas

sábado, 10 de janeiro de 2009

Com Minc, governo dá 39% mais licenças ambientais

Ministro Carlos Minc - Foto MMA

A concessão de licenças ambientais pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aumentou 39% após Carlos Minc assumir a pasta do Meio Ambiente, em 27 de maio.
O licenciamento ambiental é uma obrigação para a instalação de qualquer empreendimento e atividade potencialmente poluidores ou que degradem o ambiente, como ferrovias, hidrelétricas e rodovias.
A demora na concessão de licenças era a principal queixa contra a ex-ministra Marina Silva, e Minc entrou no governo com a missão de destravar o Ibama, do qual trocou o comando. Em julho passado, ele anunciou medidas como o prazo máximo de 13 meses para todas as etapas de licenciamento.
Ambientalistas dizem que o ministro cedeu à pressão política do governo para facilitar a liberação de licenças a empreendimentos, principalmente os do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Minc disse ontem à Folha que sofre pressões de ministros para liberar obras, mas que não cede. Ele afirmou ainda que encontrou muita burocracia no Ibama, ao tomar posse.
"Não é o tempo que uma licença demora que atesta sua qualidade. Você pode ficar dois ou três anos rolando lero e dar uma licença frouxa. A gente vai continuar nessa linha. Vamos avançar mais na simplificação ambiental e mais ainda no rigor", afirmou Minc.
As estatísticas sobre licenciamento do Ibama apontam que, de 27 de maio a 31 de dezembro, foram concedidas 324 licenças contra 233 no mesmo período de 2007, ainda na administração de Marina.
Na comparação com todo o ano de 2007, o Ibama expediu 374 licenças contra 469 durante 2008, um acréscimo de 25,4%. Os dados, porém, mostram que com Marina o instituto mantinha em 2008 o mesmo ritmo. De janeiro a maio de 2007, foram 141 licenças. No mesmo período do ano passado, 145 -aumento de 2,8%.

(Fonte: Folha de São Paulo - 10.01.08)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Biólogos salvam animais ameaçados por transposição do 'Velho Chico'

Ambientalistas tentam recuperar espécies típicas da caatinga.
Transposição do São Francisco está transformando o Nordeste.


Biólogos, veterinários, estudantes e professores da UNIVASF-Universidade Federal do Vale do São Francisco seguem na dianteira da obra de transposição do Rio São Francisco. A missão é identificar e afugentar os animais e preservá-los. Os que não conseguem fugir são recolhidos.
A caranguejeira e a lagartixa da caatinga bem que tentaram se esconder. Os ambientalistas têm pressa. O barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado. A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho de 2009, um reforço para os militares do exército que deram a arrancada. O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza. As árvores cortadas foram empilhadas. É madeira a perder de vista. Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capital Walfredo Galvão. Para os ambientalistas esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára. “Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos. Ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado. Vejam o vídeo clicando na fonte. (Fonte: G1 20/12/08)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Destaque de 2008: Centenário de João Vasconcelos Sobrinho

Professor João Vasconcelos Sobrinho



Por Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco


João Vasconcelos Sobrinho nasceu no dia 28 de abril de 1908, em Moreno, cidade da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco.
Pioneiro na área dos estudos ambientais no Brasil, é considerado uma das maiores autoridades em ecologia da América Latina.
Criou e dirigiu, por muito tempo, o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos — atual Parque de Dois Irmãos — inaugurado no dia 14 de janeiro de 1939, pelo então interventor de Pernambuco Agamenon Magalhães, no bairro recifense de Dois Irmãos.
Foi um dos responsáveis pela criação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde introduziu as disciplinas Ecologia Conservacionista (primeira do gênero ministrada no Brasil) e Desertologia, além de ter exercido também o cargo de reitor (1963).
Professor, engenheiro agrônomo e ecólogo conservacionista, Vasconcelos Sobrinho exerceu diversos cargos, entre os quais o de titular de Botânica da UFRPE; professor catedrático da cadeira de Botânica Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); diretor do serviço de Inspeção Florestal e Proteção à Natureza de Pernambuco; diretor do Serviço Florestal do Ministério da Agricultura - posteriormente denominado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF); diretor do Centro Pernambucano da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza e consultor da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi um dos primeiros cientistas a alertar sobre a formação de deserto em algumas regiões brasileiras, sendo convidado para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação em Nairóbi, no Quênia. Também muito se empenhou na campanha pelo reflorestamento do pau-brasil e fundou a Estação Ecológica de Tapacurá (UFRPE).
O problema da desertificação passou a ser mais destacado a partir da década de 1970, quando Vasconcelos Sobrinho alertava que estaria surgindo no semi-árido brasileiro um grande deserto com todas as características ecológicas que conduziriam à formação dos grandes desertos hoje existentes em outras regiões do globo.
Publicou mais de vinte trabalhos, todos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais, entre os quais podem ser destacados: Dicionário de termos técnicos de botânica (2.ed., 1945); As regiões naturais de Pernambuco, o meio e a civilização (1949), o seu livro mais conhecido; As regiões naturais do Nordeste, o meio e a civilização (1970); Ciência, religião sem dogmas (2.ed., 1973); Catecismo da ecologia (1979); Processos de desertificação ocorrentes no Nordeste do Brasil: sua gênese e sua contenção (1982); Desertificação no Nordeste do Brasil (coletânea de trabalhos publicados pelo Departamento de Planejamento de Recursos Naturais da Sudene, em 2002).
João Vasconcelos Sobrinho faleceu no dia 4 de maio de 1989, no Recife.
Em sua homenagem, a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), desde 1990, criou o Prêmio Vasconcelos Sobrinho, um reconhecimento ao homem que, através de seu trabalho e ideal, despertou o sentimento de amor à natureza, disseminando a prática de ações objetivas de cuidados com o meio ambiente.
Também em sua homenagem, existe, na Serra dos Cavalos, em Caruaru, Pernambuco, o Parque Ecológico Professor João Vasconcelos Sobrinho, reserva estadual de Mata Atlântica, com uma área de brejo de 359 hectares.
(Fonte: Fundaj: Recife, 6 de maio de 2008.)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aquecimento deixa planeta em alerta

Fazendeiro observa sua fazenda, gravemente atingida pela seca

Nos últimos 150 anos, a temperatura da Terra, segundo apontam pesquisas científicas, aumentou de forma nunca vista. O fenômeno preocupa o meio acadêmico, que prevê conseqüências catastróficas para o planeta, caso continue esquentando. É importante ter-se claro que variações climáticas – mesmo eventualmente bruscas – são comuns e fazem parte dos processos naturais. O preocupante, conforme o professor Jefferson Cardia Simões, do Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (Nupac), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é a velocidade com que essas modificações no clima têm se processado nos últimos 10 anos. Ele afirma que nada similar ocorreu em 650 mil anos. Mas o que estaria provocando esse aumento tão rápido e intensivo do calor? Para o coordenador do Curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Otávio Acevedo, – e também para grande parte da comunidade científica – é sem dúvida a ação do homem. A queima de combustíveis fósseis e outras atividade produtivas humanas aumentariam a concentração de gás carbônico (CO2) e metano (CH4) na atmosfera, potencializando o efeito estufa. Essa preocupação científica ganhou força mundialmente com a divulgação, em fevereiro de 2007, de um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) afirmando que a ação humana é, provavelmente, responsável por esse aumento na temperatura. De acordo com esse estudo, a probabilidade de o homem ser responsável pelo aquecimento global é de 90%. O relatório do IPCC indica um possível aumento de até 4,5ºC na temperatura terrestre. Segundo o texto, os efeitos já podem ser sentidos, e continuarão a atuar pelos próximos séculos, mesmo que a emissão de gases estufa pelo homem seja eliminada imediatamente.
(Fonte: André Crespani - Ambiente)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Apenas 5% de áreas de conservação do país têm gestão adequada

Foto: Parque Nacional do Ubajara

Das 299 unidades de conservação (UCs) espalhadas pelo país, apenas 16 têm gestão considerada satisfatória pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração dessas áreas, que somam quase 80 milhões de hectares de território.“Somente 5% das unidades estão no patamar da gestão consolidada, desejada”, reconheceu nesta quinta-feira (18/12) o presidente do Instituto, Rômulo Mello. Das unidades com “gestão consolidada”, apenas uma está situada na Amazônia: a Floresta Nacional de Tapajós (PA).Mais de 74% das UCs federais têm “processo insuficiente de gestão” ou “gestão mínima”, segundo dados do próprio instituto. Na prática, isso se reflete em casos como o do Parque Nacional Mapinguari, no Amazonas, em que apenas uma pessoa é responsável pela gestão dos mais de 1,6 milhão de hectares de floresta.Cálculos do ICMBio revelam a necessidade de R$ 3 milhões, em média, para consolidação de cada unidade de conservação. “Isso sem contar os custos da regularização fundiária”, comentou Mello ao detalhar o plano de reestruturação do Instituto, apresentado hoje pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.A estimativa inicial é que sejam necessários mais de R$ 700 milhões para consolidar todas as unidades. A meta é consolidar 60 UCs em seis anos e chegar a “condições dignas de gestão” em mais 110 até 2012.A ação mais imediata do plano será a instalação de 11 coordenações regionais do ICMBio, para aproximar as unidades da sede e reduzir a burocracia na administração das áreas. As instalações e pessoal para essas unidades “já estão sendo encaminhados”, informou Mello.As unidades regionais do ICMBio serão instaladas em Porto Velho (RO), Manaus (AM), Itautuba (PA), Belém (PA), Parnaíba (PI), Cabedelo (PB), Porto Seguro (BA), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Chapada dos Guimarães (MT) e Lagoa Santa (MG).Minc aproveitou a apresentação das medidas e anunciou para o início de 2009 a criação da unidade de conservação número 300: a Área de Proteção Ambiental da Serra da Meruoca (CE). O ministro também prometeu tirar do papel a Reserva Extrativista de Cassurubá (BA), que há anos é motivo de imbróglio entre grandes empresários de carcinicultura (criação de camarões) e pescadores artesanais da região do Arquipélago de Abrolhos.
(Fonte: Agência Brasil)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...