O Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco - CERBCAA/PE, tem por objetivo apoiar e coordenar a implantação da Reserva da Biosfera da Caatinga, priorizando a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico. Divulgar questões relacionadas ao bioma caatinga, atuando em ações ligadas à educação ambiental, exercendo os princípios da Reserva da Biosfera da Caatinga. Vinculado ao Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Impacto global: Piauí e Pernambuco podem perder até 70% da agricultura. Vai custar mais caro não fazer nada.
Efeitos do aquecimento na agricultura brasileira serão dramáticos. O Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura. Um estudo mostra os efeitos do aquecimento global na economia brasileira. Na agricultura, a água deixou de ser gratuita e passou a ser cobrada.
domingo, 15 de novembro de 2009
XVII Reunião Ordinária do CERBCAA e I Seminário Ecoambiental do Pajeú será em Floresta (PE)
O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE e a ONG EMA, realizam a XVII Reunião Ordinária e o I Seminário Ecoambiental do Pajeú nos dias 03 e 04 de dezembro de 2009 na cidade de Floresta (PE). O evento tem o patrocínio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Floresta e apoio do Clube de Diretores Lojistas – CDL, Compare LOGÍSTICA, Supermercado Preço Justo e MAXIMUS Supermercado. O evento será realizado no Auditório da Câmara de Vereadores situado na Praça Cel. Fausto Ferraz em Floresta-PE.
Confiram abaixo a programação completa dos dias do evento.
QUINTA – 03.12.2009
14h00 - Abertura.
14h10 - Leitura da Ata da última Reunião.
14h30 - Exposição sobre a EMA
Dr. Alípio Carvalho Filho.
15h30 - Intervalo.
15h45 - Palestra: Árvores da Caatinga
Dra. Rita de Cássia Araújo Galindo - IPA (Doutora em Botânica)
16h45 - Debates.
17h00 – Encerramento das atividades do dia.
SEXTA – 04.12.2009
08h30 - Palestra: Bioma Caatinga: Desenvolvimento Sustentável.
Dr. Élcio Alves Barros e Silva - IPA (Mestre em Meio Ambiente e Coordenador Geral do CERBCAA)
09h30 - Debates.
09h45 - Exibição dos Filmes:
1. Patativa do Assaré.
2. Árvore Sagrada.
10h45 – Encerramento do Evento.
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Abaixo apresentamos as fotos da I Mostra de Cinema da Caatinga, nas cidades de Custódia, Ibimirim, Inajá, sob a coordenação da cienasta Cléa Lúcia.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O Ministério Público de Pernambuco realiza o Seminário Estadual sobre os Impactos Ambientais na Área Gesseira
Em quinze anos, de 1989 a 2004, 17% da caatinga (168.752 hectares) foram desmatados para abastecer os fornos das calcinadoras do Araripe, que transformam o minério gipsita em gesso, segundo levantamento de 2005 da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA).
Os impactos causados pela atividade serão tema do Seminário sobre impactos ambientais na área gesseira, no Sertão, dias 19 e 20, das 18h às 22h, com 180 vagas. Será no auditório do Centro Tecnológico do Araripe, em Araripina. A carga horária, de oito horas, inclui visitas de campo, pois no segundo dia, pela manhã, haverá visitas a mineradora, calcinadora e fábrica de pré-moldados. Inscrições até dia 17 pelo telefone 3182-7348. Veja programação completa abaixo. (Foto de Beto Figueiroa/JC Imagem, 16/02/2006) - Fonte: Verônica Falcão.
PROGRAMAÇÃO (Clique aqui)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
ICMBio quer criar corredores ecológicos para salvar macacos ameaçados de extinção
A criação de corredores ecológicos no Nordeste é a melhor opção para impedir o desaparecimento do macaco-prego-galego (Cebus flavius) e do guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul), duas espécies de primatas originários da Mata Atlântica nordestina ameaçados de extinção pela crescente redução de seu habitat.
O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coordenador de uma pesquisa sobre o tema, Marcos Fialho, informa que a proposta deverá ser incluída no plano de ação para preservação dessas espécies, a ser apresentado em breve pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e pela Diretoria de Conservação de Biodiversidade (Dibio) do Instituto Chico Mendes.
A sugestão de criação dos corredores é resultado de um estudo, realizado entre 2006 e 2009, no qual pesquisadores do CPB, com apoio do Ibama da Paraíba e de Alagoas, mapearam as populações de macacos-prego-galego e de guaribas-de-mãos-ruivas em vários estados brasileiros situados ao norte do Rio São Francisco a fim de identificar a situação desses animais, descobrir as causas que os têm levado à extinção e propor sugestões de políticas de conservação para as espécies.
A devastação e a fragmentação do habitat é o principal motivo, segundo o estudo, da redução do número de primatas no Nordeste. As informações coletadas em campo sustentam também uma série de outras sugestões para preservação dos macacos, incluindo aí um projeto que visa a promover um forte trabalho de educação ambiental entre as populações da região da zona da mata e do agreste nordestino, muitas das quais caçam macacos para se alimentar deles.
Apesar de o estudo com um diagnóstico preliminar sobre a situação dessas espécies ter sido apresentado no I Seminário de Pesquisa e Iniciação Científica do ICMBio – realizado em Brasília, entre os dias 26 e 28 de agosto, com o título “Pesquisa em conservação da biodiversidade: experiências e desafios” –, os dados do trabalho ainda estão em fase de sistematização e sua conclusão depende da realização da 14ª expedição, prevista para ocorrer ainda este ano.
A expedição, segundo Fialho, servirá para os pesquisadores confirmarem a ocorrência das duas espécies de primatas em três remanescentes de Mata Atlântica no Estado de Alagoas. “Temos o relato de que eles estão lá, mas queremos confirmá-lo visualmente”, disse. A pesquisa evidenciou a existência de vários empecilhos à sobrevivência dos macacos, dentre os quais, em primeiro e em segundo lugares, respectivamente, destacam-se o desmatamento e a caça de filhotes para serem vendidos como animais de estimação ou usados como alimento.
O mapeamento das espécies faz parte de um projeto maior, em curso no CPB, intitulado “Primatas do Norte da Mata Atlântica e Caatinga”, o qual inclui também estudos sobre a espécie guigó (Callicebus) nos Estados de Sergipe e da Bahia.
sábado, 7 de novembro de 2009
Flora da caatinga
Nesta reportagem é mostrada a grande diversidade no bioma caatinga e os estudos sendo realizados com as plantas e animais. O semi-árido brasileiro é uma das regiões semi-áridas mais populosas do mundo. Estima-se que 28 milhões de brasileiros habitam o bioma Caatinga, das quais 38% vivem em áreas rurais. Abriga a população mais pobre do Nordeste e uma das mais pobres do Brasil. Cerca de 51% da população nordestina ou 22,9 milhões de pessoas são pobres, comportando 42% da população pobre do Brasil. Na maioria dos municípios a renda média per capita não excede meio salário mínimo. Em apenas 4,6% dos municípios da região o IDH é igual ou superior a 0,5 e a taxa de analfabetismo para maiores de 15 anos é bastante elevada, sendo entre 40 e 60 % em quase todos os municípios. A pressão sobre os recursos naturais é muito grande principalmente devido à pobreza e a falta de alternativas da população da região. A vegetação é a principal fonte de renda de uma parcela substancial da população nordestina do Brasil, pois esta, direta ou indiretamente, precisa explorar os seus recursos naturais para sobreviver. A caça, a captura de animais silvestres e as queimadas vem reduzindo de forma acelerada o hábitat e processo de degradação e desertificação do semi-árido representam as maiores ameaças para a conservação de sua biodiversidade. Apesar de ser um bioma frágil e sob forte pressão, é o menos protegido dos biomas brasileiros. Menos de 1% de sua área está protegida em Unidades de Conservação (UCs) de uso indireto e é o bioma com o menor numero de Unidades de Conservação de proteção integral. É também o menos estudado e conhecido dos biomas brasileiros e um dos mais antropisados, ultrapassado apenas pela Mata Atlântica e Cerrado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Bioma Caatinga: Fazendas de uva recebem selo por preservar a natureza
Certificação vale por dois anos e valoriza o produto.
Proprietários ainda investem no bem-estar dos funcionários.
Nove fazendas de uva do Vale do São Francisco, na divisa de Pernambuco com a Bahia, receberam um selo de certificação internacional por adotarem práticas socioambientais responsáveis. Além de cuidar da preservação da natureza, os proprietários também investem no bem-estar dos funcionários.
Uma placa indica que, na área de 19 hectares, o bioma caatinga está protegido. Pode não parecer comum, mas a fazenda que fica no Vale do São Francisco tem uma área de 30 hectares onde são cultivadas uvas sem sementes para exportação. Além da área de reserva, a coleta do lixo é seletiva e placas indicam o perigo das embalagens de defensivos.
Por causa desses cuidados, pela primeira vez no Brasil, nove propriedades de uva da região foram certificadas pela rede de agricultura sustentável, que indica o cultivo de produtos agrícolas a partir de práticas socioambientais responsáveis.
“A gente fica credenciado a ter acesso a um mercado específico, reconhecido no exterior, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, que reconhece esse certificado como uma fruta feita de uma maneira responsável tanto ambiental como social, o que nos garante, teoricamente, um preço um pouco diferenciado”, falou o agricultor Edis Ken Matsumoto.
Para conseguir a certificação, não foram adotadas apenas práticas de preservação ambiental. As nove fazendas que formam a cooperativa tiveram de investir em ações voltadas para o bem-estar social dos funcionários. “Se a gente quiser fazer exame de vista ou precisar ir ao dentista, eles têm um convênio”, contou o trabalhador rural Joaquim Severino.
Com o selo, os agricultores esperam conseguir vender a caixa da uva por um preço 5% acima do valor de mercado. A certificação vale por dois anos.
(Fonte: G1.globo.com )
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Reflexão sobre mudanças no Código Florestal no âmbito da Caatinga
Por Francisco Barreto Campelo
É importante que os envolvidos na luta pela conservação da Caatinga, não fiquem distantes desse debate. Podemos ser surpreendidos por conceitos e imposições que favoreçam o desaparecimento de nossas Caatingas.
Penso que temos uma oportunidade para valorizar no Código Florestal o Manejo Florestal Sustentável. Esse instrumento, que possibilita a gestão das florestas, complementando o processo de conservação e mantendo os serviços ambientais, é mais falado do que utilizado. Precisamos impulsionar a pratica do manejo florestal para reverter o processo de degradação no bioma Caatinga e lutar para que as atividades produtivas sigam padrões de sustentabilidade. Os estudos do PROBIO demonstra que temos áreas suficientes no bioma que podem atender a todas as condicionantes ambientais e as demandas por produtos florestais. O que precisamos é ordenar os usos com critérios de sustentabilidade.
O manejo florestal sustentável é necessário não somente para a obtenção de lenha ou outros produtos madeireiros, ele é fundamental também para a pecuária extensiva e para os produtos não madeireiros. A Caatinga tem um potencial florestal que gera renda com inclusão social, precisamos valorar esses ativos ambientais.
Estudos da rede de Manejo da Caatinga já demonstram que a Caatinga submetida ao manejo por meio da talhadia simples, se regenera e mantém a biodiversidade e os serviços ambientais, comparáveis a áreas totalmente protegidas. Assim, devemos aproveitar esse momento para não permitir que afastem os produtores rurais dos negócios ambientais/floresta is. Precisamos superar os preconceitos e dar credito aos estudos realizados na Caatinga.
O comportamento que vemos para o manejo florestal ainda é pequeno e preconceituoso diante da intensidade de uso que se faz dos recursos florestais. Não damos conta de que no Nordeste o manejo florestal é praticado nas áreas de uso alternativo do solo, onde é permitida ao produtor rural a eliminação da floresta para implantação de pasto ou agricultura e nesse momento de intensa alteração da paisagem não questionamos: a biodiversidade, a viabilidade econômica, a sustentabilidade ambiental e econômica, a compactação do solo, entre outras. A Caatinga tem um potencial forrageiro que possibilita termos nossa pecuária, sem a necessidade de desmatar para formar pastos.
Assim, sem percebermos e sempre querendo o bem para o meio ambiente, empurramos os produtores para o desmatamento. Devemos aproveitar esse momento para impormos de fato critérios para o uso sustentável da Caatinga:
Porque suprimir a Caatinga para formar pasto se a mesma tem um potencial forrageiro. Onde está a viabilidade econômica e ambiental desse pasto que se diz superior a Caatinga?
Estudos demonstram que com até 30% de sombreamento não existe alteração na produção forrageira dos pastos, porque permitir o suprimento total da vegetação para essa finalidade?
A capacidade de carga animal na Caatinga já é conhecida, mas mesmo assim, temos sempre novos projetos sendo apoiado, o que faz com que em várias áreas a capacidade esteja superada. Onde esta a sustentabilidade, quem pode frear esse desmatamento silencioso?
Como podemos assegurar o desenvolvimento regional se a economia da região utiliza a lenha sem nenhum planejamento ambiental? A Matriz energética precisa ser atendida em base sustentável, é inadmissível que nos dias atuais ainda tenhamos a segunda fonte energética dessa matriz sendo atendida por atividades de supressão da vegetação e sem uma atenção maior por parte do planejamento energético. Precisam criar mecanismos para um programa que valorize a lenha, nosso bicombustível solido.
O Manejo Florestal é uma atividade produtiva em base sustentável que colabora com o processo de conservação. Com o manejo florestal uma propriedade rural pode ser produtiva, com a utilização de 5 ou 7% de sua área e mantendo praticamente 95% com cobertura florestal.
Precisamos fortalecer o Manejo Florestal Sustentável, esse importante instrumento de gestão ambiental que assegura a produção florestal sem comprometer os serviços ambientais, promovendo a conservação da biodiversidade com inclusão social.
Assim, gostaríamos de sugerir um debate a ser realizado conjuntamente com a Universidade Rural de Pernambuco, o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga e a Associação Nordestina dos Eng. Florestais – ANEF, para apresentarmos sugestões que qualifiquem o Código Florestal, incorporando os avanços da Ciência Florestal em seu contexto.
Leia também: Valor Econômico - Pacote de Lula tenta pôr fim à disputa do Código Florestal
Minc detalha proposta do MMA sobre Código Florestal e Reserva Legal
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