terça-feira, 6 de abril de 2010

Álbum de figurinhas sobre a Caatinga



Elaborado pelo professor Luiz Antônio Gomes Santos, o Projeto Mata Branca (caatinga em tupi-guarani) lança um Álbum de Figurinhas, sobre o Bioma Caatinga, que começou a ser distribuído em 29.03 para alunos do de escolas da rede pública de seis municípios (Tauá, Crateús, Novo Oriente, Independência, Parambu e Quiterianópolis) da Região dos Inhamuns, onde há intervenção direta das ações do projeto que visa a preservação daquele bioma.
Trata-se de uma maneira didática de levar ao educando a riqueza da Caatinga, único bioma encontrado, exclusivamente, no Nordeste brasileiro. A ideia do álbum foi desenvolvida por um grupo de técnicos do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), capetaneado pela presidente, em exercício, Maria Tereza Bezerra Farias Sales.
O álbum é composto por 144 figurinhas e traz, além das fotos de espécies da flora e fauna existentes na Caatinga, ações desenvolvidas pelas comunidades assistidas pelo Projeto Mata Branca, mediante arranjos produtivos. A educação ambiental é objeto de enfoque das figuras, bem como um quadro dedicado ao mapeamento dos sítios arqueo-paleontológicos.
No álbum, também não foram esquecidos personagens cearenses que ajudaram na preservação do meio ambiente e na difusão do bioma ameaçado de extinção. Assim, a última página é dedicada aos ambientalistas cearenses, de renome internacional, como o poeta Patativa do Assaré, e ao ícone da Região dos Inhamuns, pioneiro na defesa da região e quem iniciou o trabalho de preservar o rico acervo paleontológico do sertão dos Inhamuns: Joaquim de Castro Feitosa.
A importância e os benefícios do álbum foram, ainda, detalhados pela presidente do Conpam. “Nós encontramos uma maneira prática de disseminar o projeto Mata Branca para as crianças que muitas vezes não conhecem as ações do projeto que estão sendo realizadas na região e nem mesmo as belezas da Caatinga. O álbum de figurinhas já é uma realidade deles, então, assim, fica fácil apresentar o bioma para a garotada”.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Gravatá ganha complexo ecoturístico com reserva de mata de caatinga


A área de 100 hectares é a primeira reserva de caatinga
privada em área urbana do Estado.


Situada a 80 Km do Recife, no agreste pernambucano, na microrregião do Vale do Ipojuca, Gravatá se destaca no Nordeste como pólo serrano de atração para o turismo, consagrando atividades hoteleiras, gastronômicas e imobiliárias e, neste sábado (03), vai ampliar estas potencialidades com o lançamento pela PKF Empreendimentos de um projeto diferenciado: o complexo ecoturístico de Karawa tã. O nome em tupi guarani significa “mato que fura”, gênero de planta da família das bromélias também chamada Caroatá,Caroá ou Gravatá.
O projeto, concebido pelo arquiteto Paulo Roberto Barros e Silva, localiza-se numa área de 200 hectares, e incorpora práticas ecologicamente corretas e ambientalmente sustentáveis para produzir bens e serviços usando cada vez menos recursos naturais. O empreendimento possui 100 hectares de mata de caatinga em fase de regeneração, já reconhecido como Reserva de Patrimônio Privado Natural (RPPN) em portaria publicada em janeiro de 2009, e em conformidade ao disposto no decreto estadual 19.815/97.
Fauna e flora-Um estudo realizado pelo Instituto de Estudos e Monitoramento de Impactos Ambientais (Monitore) constata que predomina na área a caatinga arbustiva de cerca de 3 metros de altura, em franca regeneração, ora mais densa, ora mais esparsa. Alguns trechos marginais de riachos cortam a propriedade, especialmente o riacho da Botija. A mata Karawa tã abriga fauna diversificada de aves, peixes e anfíbios.
(Fonte: Leia Moda)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jabutis serão soltos no Sertão do Estado


Ação em Sertânia faz parte do programa de soltura em massa da espécie realizado
pelo Ibama em parceria com o Parque Dois Irmãos


Um grupo de 60 jabutis do Parque Dois Irmãos será solto na manhã desta quinta-feira (25), em Sertânia, no Sertão, com mais 20 animais vindos de criadores particulares. A ação faz parte do primeiro programa de soltura em massa da espécie realizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região do Semiárido.
O objetivo é reintroduzir os jabutis na caatinga, que é seu bioma natural. Além de auxiliar na conservação da espécie, a soltura também visa ao reflorestamento da caatinga, uma vez que esses quelônios são grandes dispersores de sementes.
Sob responsabilidade do Núcleo de Fauna - Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, a libertação será feita por técnicos dos dois órgãos públicos na Fazenda Algodões, imóvel de propriedade particular. Cada soltura inclui atividades de educação ambiental com as comunidades locais para informar as pessoas sobre os objetivos do programa, os hábitos dos animais e sobre o seu papel no ecossistema do Semiárido.
A maior parte dos 60 jabutis chegou ao Zoo ao longo dos anos por encaminhamento do próprio Ibama, vindos de pessoas comuns que não quiseram ou não puderam mais mantê-los. Desde novembro de 2008, os animais são acompanhados e ercebem tratamento médico e comportamental.
A primeira ação do programa do Ibama aconteceu em 26 de fevereiro último, quando 46 jabutis (seis do Zoo) foram libertados em propriedade rural no município de Taquaritinga do Norte, Agreste. Segundo o analista ambiental Edson Andrade, do Núcleo de Fauna do órgão federal, todos os animais foram analisados e marcados com números nos cascos, para que venham a ser monitorados pelos próximos dois anos.
(Fonte: PE360graus)




domingo, 21 de março de 2010

Desmatamento na caatinga, uso de lenha e carvão, desertificação e mudanças climáticas. Algumas reflexões.

O ecologista Frans Pareyn, da entidade não-governamental
Associação Plantas do Nordeste (APNE) entende que o problema
não é o uso do bioma, o desastre ambiental se dá pela falta de manejo.


Neste importante artigo, o engenheiro Florestal, Frans Pareyn, da APNE - Associação Plantas do Nordeste, faz uma reflexão objetiva da situação recentemente divulgada pelo Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc sobre o desmatamento na Caatinga: 276.300 hectares por ano.  Frans Pareyn analisa as causas e faz algumas propostas. Confira o seu artigo abaixo.
Leia também: Até 2013 indústrias deverão deixar de comprar carvão vegetal de mata nativa
e A caatinga pode ou não ser manejada com sustentabilidade?
Manejo florestal é alternativa para conservação da caatinga

sábado, 20 de março de 2010

Caatinga: Carvão ecológico


Na caatinga também tem carvão vegetal, 100% natural.
Solução inteligente de baixo custo.



A desertificação do semiárido vem contribuindo para a degradação do bioma Caatinga. Nesse desmonte acelerado da natureza, o Ceará teve, em seis anos, 4.132 quilômetros quadrados desmatados, colocando-se em segundo lugar na voragem contra seus parcos recursos de flora e fauna. Nesse quadro de destruição, o Estado só perde para a Bahia, onde foram desmatados nove mil quilômetros quadrados no período entre 2002 e 2008.
Essa lamentável realidade está contida no último relatório sobre o bioma Caatinga, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. A extensão da Caatinga, no País, era de 826 mil quilômetros quadrados, conforme mapeou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Dessa imensa faixa territorial, 45,39% já não mais existem, afetados pela mão destruidora do homem.
A Caatinga, riqueza ambiental típica do Nordeste brasileiro, ocupa 11% do espaço nacional, sendo o ecossistema menos estudado e, por isso, menos conhecido, apesar de sua riqueza potencial. Sua história se caracteriza pela acentuada destruição dos recursos ambientais, ao longo do processo da formação brasileira. Nunca houve interesse do poder público em mobilizar seus pesquisadores para a identificação, em profundidade, do que ela representa para o semiárido.
Bahia e Ceará, os Estados mais afetados nessa configuração ambiental de grave crise, são os espaços territoriais do Nordeste onde há a maior presença do bioma. No Ceará, a Caatinga corresponde a 83% do território total do Estado. Qualquer baixa nela registrada repercute mais do que em qualquer outro Estado do semiárido. De positivo, ele possui, atualmente, o monitoramento das áreas degradadas, feito pela Funceme, com o emprego de sofisticados recursos tecnológicos, como os satélites, identificando especialmente as queimadas.
A desertificação ronda o entorno de Santa Quitéria, Crateús, Tauá, Saboeiro, Boa Viagem, Acopiara e Barro. A destruição da mata nativa para sua transformação em lenha foi uma das causas de tantos malefícios ao meio ambiente. A lenha ainda serve como insumo básico para atividades industriais exercidas pelas padarias e pizzarias, principalmente. A destruição da mata é completada para a produção de carvão.
Contudo, no município de Tejuçuoca, afetado pela desertificação em curso na região de Irauçuba, surgiu uma ideia simples, mas capaz de atenuar o processo destrutivo da mata em busca de lenha e carvão. Lá uma empresa de pequeno porte começou a produção, com sucesso, de um carvão ecológico, prensado em tabletes, sem vestígios de poluição, absorvendo a mão-de-obra local liberada das roças.
O briquete de carvão vegetal, 100% natural, resulta do aproveitamento dos resíduos da madeira queimada, da casca de coco e outros tipos de fibras, triturados, com a adição de um aglutinante à base de fécula de mandioca. Se houver empenho do poder público, esta poderá ser a saída para proteger o que resta de mata nativa e incentivar uma nova forma de empreendimento agroindustrial que tem mercado assegurado. Solução inteligente de baixo custo.
(Fonte: Diário do Nordeste)

terça-feira, 16 de março de 2010

Não há mais tempo a perder. É urgente preservar a caatinga.

Caatinga: Foto Hugo Macedo

Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil, que já ocupou 10% do território nacional, a caatinga experimenta um processo acelerado de desmatamento – que pode significar a desertificação do Semiárido nordestino. Com 510 espécies de aves e 148 de mamíferos, a caatinga padece da ausência de uma política clara de conservação, que estanque o processo de desflorestamento e ajude a impedir a formação de um deserto em pleno Nordeste, ameaça concreta diante do aquecimento global do clima no planeta. Quase dois terços da área sob risco de desertificação no Brasil estão na caatinga, que já teve, a exemplo do cerrado, aproximadamente metade de sua extensão, que é de 826 mil km², destruída.
Graças ao primeiro balanço resultante do monitoramento por satélite, foi detectado o sumiço, entre 2002 e 2008, de uma área com três vezes o tamanho do Distrito Federal – pouco mais de 16,5 mil km². O ritmo é semelhante ao do desmatamento da Amazônia, com consequências graves, já que nesse passo a caatinga, cinco vezes menor, será consumida muito mais rapidamente. Por ano, a vegetação equivalente a duas cidades de São Paulo, a maior do Brasil, some do mapa, atirando 25 milhões de toneladas de carbono na atmosfera – e apertando ainda mais o ciclo do aquecimento global. De acordo com as previsões sombrias baseadas nestes números, o aumento da temperatura levará à redução das chuvas e ao êxodo populacional, em direção aos centros urbanos. Se nada for feito para conter o processo, a vulnerabilidade da caatinga ameaça prejudicar a recuperação da economia nordestina verificada nos últimos anos. Segundo o coordenador da Campanha do Clima do Greenpeace, João Talocchi, somente o milho pode ter uma perda de 15% de sua área plantada no Brasil, gerando um prejuízo anual de R$ 1,5 bilhão.
Duas cidades pernambucanas integram a lista dos dez municípios campeões do desmatamento – Serra Talhada e São José do Belmonte. A mata está sendo comida, em grande parte, sob a forma de carvão e lenha, para levar energia para siderúrgicas e indústrias de gesso e cerâmica. Um motivo adicional para o governo dar incentivos à proteção, seja através da instituição de parques federais e estaduais, seja através do instrumento da Reserva Privada do Patrimônio Natural (RPPN), que impede o uso predatório de grandes terrenos privados, com o apoio do poder público. Do ponto de vista meramente econômico, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem parcialmente razão quando diz que o desmatamento irá continuar, se não forem adotadas fontes alternativas de energia, como o gás natural e a energia eólica. Mas a opção pela preservação, dos parques e das RPPN, já se mostrou eficaz e deve, sim, ser estimulada. Até porque a substituição da matriz energética no Semiárido nordestino não é uma medida que se tome da noite para o dia. Enquanto a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, criada em julho de 2008, não diz a que veio – teve apenas uma reunião até agora – o avanço da destruição da caatinga aumenta na mesma proporção os limites potenciais do deserto brasileiro. Falta “fortalecer institucionalmente” a questão, na avaliação de um integrante do próprio governo federal, o secretário de extrativismo e desenvolvimento rural sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke. Esse fortalecimento passa pela urgente adoção de uma política de reflorestamento das áreas degradadas, e preservação da mata remanescente, que impeça a sua destruição.
Para preservar a caatinga, será preciso mais do que fiscalização – sempre de difícil execução no País – ou a declaração de boas intenções. Um dos caminhos viáveis parece ser seguir a fórmula adotada na Amazônia, que possui 20% de seu território protegido por lei. Na caatinga, esse percentual é de apenas 7%. A promessa do governo federal de utilizar metade do Fundo de Mudanças Climáticas para a recuperação do bioma, bem como a perspectiva de criação de um Fundo Caatinga pelo Banco do Nordeste, são notícias importantes, porém devem ultrapassar logo a fase dos discursos. A caatinga brasileira não tem mais tempo a perder.
(Fonte: Editorial do Jornal do Commercio 16.03.2010)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Comitê Estadual da Caatinga realizou a sua XVIII Reunião Ordinária no IPA em Recife (PE).


O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA-PE) realizou  na última quarta-feira(10.03), na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco -IPA, sua XVIII  reunião ordinária. Participaram da reunião representantes da Codevasf, IPA, Sectma, Sudene, CPRH, Ibama, IFPE, UPE -Universidade de Pernambuco, MMA/Programa Água Doce, Prefeitura de Floresta, e as ONGS GDMA (São Caetano), EMA de Floresta (PE), e APNE. Como tema central da pauta da reunião, a técnica Ana Virgínia Melo – do IBAMA/PE, fez uma apresentação aos membros do Comitê sobre os Agentes Ambientais Voluntários. A finalidade do programa é propiciar a participação da sociedade de forma a auxiliar o Ibama em atividades de educação ambiental, proteção, preservação e conservação dos recursos naturais em áreas protegidas e unidades de conservação federal.
Qualquer pessoa física poderá habilitar-se ao ingresso no Programa desde que seja alfabetizada, tenha mais que 18 anos, esteja vinculada a uma entidade civil ambientalista ou afim e tenha sido capacitada e credenciada pelo Ibama. De acordo com Ana Virgínia, “a norma amplia a capacidade de fiscalização do Ibama com a participação regulamentada da sociedade civil”.
Os Agentes Ambientais Voluntários serão preparados para orientar as pessoas sobre práticas de proteção, uso sustentável e preservação dos recursos naturais. Eles poderão atuar preventivamente em situações que possam causar danos ao meio ambiente, monitorar e avaliar as condições socioambientais locais, em conjunto com a comunidade e instituições afins, e contribuir com o Ibama em atividades diretas de apoio a emergências ambientais.
Também serão habilitados a lavrar Autos de Constatação. Sempre que for constatada infração prevista na legislação ambiental, o Agente poderá lavrar o Auto e encaminha-lo às Gerências Executivas do Ibama que adotarão as medidas administrativas pertinentes. O agente ambiental voluntário tem papel fundamental no desenvolvimento social da comunidade. Por encontrar-se mais próximo dos problemas locais ele tem condições de atuar de forma ágil e flexível, buscando alternativas viáveis para o enfrentamento dos problemas socioambientais, disse ela.
Durante a reunião foram discutidas as ações do Comitê pela reformulação do ICMS Socioambiental, a participação no Encontro Nacional de Desertificação realizada no período de 03 a 05 de março nas cidades de Petrolina/Juazeiro, a participação do CERBCAA/PE no Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas, instituído pelo Decreto nº 33.015/2009. Este Fórum tem a finalidade de promover a discussão no Estado sobre os fenômenos de mudanças climáticas para recolher subsídios à formulação de políticas públicas. Outro destaque na reunião foi a discussão para as comemorações do Dia Nacional da Caatinga (28.04), colhendo sugestões dos participantes. A comemoração é uma iniciativa do Comitê Estadual da Caatinga com o apoio da Sectma - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...