sábado, 21 de agosto de 2010

Personagens da Caatinga: MESTRE VITALINO.



Por Marcelo Teixeira (*)

Neste sábado, vamos falar  e conhecer um pouco da vida e arte de Vitalino Pereira da Silva nasceu no dia 10 de julho de 1909, no Sítio Campos, em Caruaru, Pernambuco. Morava no Alto do Moura, uma vila a cerca de seis quilômetros de distância de Caruaru. Filho de lavradores, iniciou-se com apenas 6 anos (1915) na arte do artesanato de barro. Como toda criança fazia bichinhos - boi, cavalo, bode - com as sobras do barro usadas por sua mãe que era louceira, designação dadas às mulheres que faziam utensílios domésticos de barro. Chamava a esta produção de loiça de brincadeira. Vitalino passou da loiça de brincadeira para as cerâmica figurativa com a peça Caçador de onça: um gato maracajá trepado numa árvore, acuado por um cachorro e o caçador fazendo pontaria, que foi vendida na Feira de Caruaru. Dono de um grande talento musical, aprendeu a tocar pífano (espécie de flauta sem claves e com 7 furos) e com apenas 15 anos montou sua própria banda, a Zabumba Vitalino. 
(Fonte: Fundação Joaquim Nabuco (Recife, Pernambuco - BR)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Comitê da Caatinga realizará sua XIX Reunião Ordinária na CPRH no dia 25.08.2010 em Recife (PE).



O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE, realizará sua XIX Reunião Ordinária no próximo dia 25 de agosto, no auditório da CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente, no horário de 08:30 às 12:30. Além da palestra da Dra. Carla Marcon Neves, Coordenadora do ICMbio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade , entre outros importantes itens, teremos a eleição da coordenação do CERBCAA/PE. Conforme pauta encaminhada em email anterior.

Agora conheça  a Pauta da citada Reunião e o Regimento Interno do Comitê:




REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ ESTADUAL DA RESERVA DA BIOSFERA DA CAATINGA - CERBCAA/PE - aprovado em maio de 2009.

O Semiárido será mapeado.

Estudo da Embrapa vai definir geografia da desertificação em Pernambuco e
 nível de degradação em 122 municípios atingidos (Foto APNE).

FORTALEZA – Pela primeira vez, Pernambuco deverá ter um mapeamento completo da desertificação nas regiões semiáridas do Estado. O projeto pioneiro é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido, sediada em Petrolina, que está participando da 2ª Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, que termina amanhã, na capital cearense. A ideia é montar, a partir de imagens atualizadas de satélite, uma fotografia detalhada da região, identificando os diferentes níveis de degradação do solo em toda a extensão dos 75 mil quilômetros quadrados do semiárido pernambucano.
O estudo, inédito no Brasil, vai definir a geografia da desertificação e o nível de degradação nos 122 municípios atingidos. O coordenador do projeto, o engenheiro florestal Iêdo Bezerra de Sá, explica que o detalhamento é importante porque os fatores que acentuam a degradação não são uniformes. “Em alguns lugares, o problema está mais associado à retirada da cobertura vegetal. Em outros, têm relação com a suscetibilidade dos solos, a situação do relevo ou a distribuição das chuvas. Vamos mostrar quais desses fatores estão influindo mais na degradação das terras em cada município”, explica.
Ele avalia, por exemplo, que o pólo que hoje causa mais problemas ambientais em Pernambuco é o gesseiro. “Esse estudo nunca foi feito com esse nível de detalhes. Ele já foi realizado em uma escala não operacional, que serve para detectar o problema, mas não oferece ferramentas para enfrentá-lo. Vamos fazer isso numa escala cartográfica de 1 para 100 mil, que consegue montar um retrato com nível alto de precisão, revelando todas as diferenciações do terreno.”
Uma das propostas é criar três diferentes índices: de degradação do solo, climático e socioeconômico. “Algumas dessas informações até já existem, mas não estão relacionadas. O objetivo é traçar um diagnóstico completo da desertificação em cada região do semiárido, sobrepondo e analisando todos esses indicadores”, afirma Iêdo Bezerra.
A pesquisa de campo e laboratorial tem prazo de dois anos para ser concluída. O levantamento vai tentar captar financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), por meio de edital público. O projeto será apresentado na próxima semana e, se for aprovado, a assinatura do contrato está prevista para dezembro. A pesquisa está orçada em R$ 120 mil e terá a participação de dez pessoas da Embrapa Semiárido, Embrapa Solo, Fundação Joaquim Nabuco e Universidade do Vale do São Francisco (Univasf).
Com base no diagnóstico detalhado, os pesquisadores pretendem propor intervenções específicas em cada região. “São várias as alternativas: fazer floresta energética, manejar a vegetação existente, plantar florestas que se possa colher, como se planta milho e feijão”, elencou Iêdo Bezerra. Hoje, a Embrapa vai se reunir com representantes do governo do Estado e pesquisadores pernambucanos que estão participando da conferência para apresentar o projeto.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Hélvio Polito, presente ao evento, disse que o mapeamento das áreas desertificadas de Pernambuco é uma das ações previstas no Plano Estadual de Combate à Desertificação, aprovado no fim do ano passado.
(Fonte: Jornal do Commercio - Ciara Carvalho)


O semiárido nordestino é região de chuva escassa. Mas as mudanças no clima têm causado um desequilíbrio. Os cientistas de 100 países sabem que o local sofrerá mais com o aquecimento global.
(Crédito: Bom dia Brasil - TV Globo).
Leia também: Parte do Nordeste corre risco de virar deserto.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A verdadeira ameaça à agricultura brasileira.



Por José Alves de Siqueira Filho (*)

O que a tragédia ocorrida após o temporal no interior de Pernambuco e em Alagoas tem a ver com o a agricultura e a pecuária e com o novo Código Florestal Brasileiro, que está em vias de ser aprovado? O documento prevê a diminuição das exigências legais para a proteção de matas ciliares - localizadas nas beiras dos rios -, a sobreposição de reservas legais e de áreas de preservação permanente, a flexibilização dessas últimas, além de anistia geral aos infratores do passado. Esse conjunto de intervenções nos permite dizer que a agricultura e a pecuária serão seriamente prejudicadas e que as chances de enchentes semelhantes acontecerem novamente são reais. O que fazer para evitar episódios parecidos? Como o ciclo se repete? A ausência de matas ciliares, a ocupação desordenada dessas áreas e o histórico secular da produção da agroindústria da cana-de-açúcar nas margens dos rios que cortam os 67 municípios pernambucanos atingidos pelas chuvas são retrato da desastrosa política de uso e ocupação do solo. Hoje, no entanto, há conhecimento técnico e científico para reverter a situação. Coincidentemente, a destruição provocada pelo "tsunami continental", o primeiro do gênero na região, ocorreu em vários municípios alagoanos, assim como em Barreiros, Água Preta e Palmares (PE), além de cidades do Agreste de Pernambuco que até bem poucos dias atrás clamavam por chuva.
As consequências na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cabanos, em Altinho (PE), ajuda a contar essa história de desconstrução e irracionalidade humana à luz dos interesses de grupos econômicos e políticos preocupados em ampliar seus negócios internacionais, especialmente a China, que resolveu comer carne de boi, gostou e quer mais. O caso de Cabanos é paradoxal e quase inverossímil. O poder de resiliência da vegetação retornar às condições originais de 100 anos atrás é praticamente nulo. Recentemente, fizemos o plantiode sementes e mudas nas margens do Rio Una que corta a propriedade que possui a RPPN. É uma pequena amostra da biodiversidade que um dia ocupou a região da Bacia do Una. O plantio foi um fracasso por conta da quantidade de gramíneas exóticas e invasoras que ocupam as margens do rio para alimentar o gado e, claro, por conta das chuvas que este ano atrasaram. Tentamos replantar com as ingazeiras, árvores de crescimento rápido e muito eficientes na contenção de erosões. Plantamos também sementes de forma adensada em várias linhas na margem, mas a erosão da beira do rio forma barrancos impedindo a fixação das pequenas plantas.
O rio também está repleto de barragens que abastecem as propriedades sem uma política de uso e gestão das águas do Una. Agora, o custo da restauração será ainda maior exigindo conhecimentos da bioengenharia. A omissão do poder público, especialmente do Incra, que legalizou várias desapropriações de terras nas vazantes e leitos de rios; do Ibama, que não fiscaliza e, quando multa, ninguém paga, pois sempre cabem recursos judiciais; do Ministério Público, o órgão mais independente de todos, mas que carece de sensibilidade e clareza em suas linhas de prioridades sobre as grandes questões ambientais; das prefeituras municipais, que se restringem a pagar apenas a folha salarial, acéfalas de programas governamentais de médio e longo prazo; da escola pública, que não educa as crianças. Para muitos, o rio é o esgoto onde deve ser colocado o lixo. Não é à toa que em Palmares, Catende, Jaqueira e Maraial, as casas ficam de costas para o Rio Una, onde se vê apenas canos de esgotos das casas. Os ribeirinhos reconstroem suas casas recuperando aberrações hidráulicas em direção ao rio, as usinas plantam cana-de-açúcar e os pecuaristas capim para o gado. Parece que nada aconteceu e tudo é desígnio de Deus. Ao invés de diminuir a exigência de matas ciliares, o governo precisa implementar um programa para o pagamento de serviços ambientais às propriedades que protegem suas nascentes e matas ciliares. É necessário estimular o plantio imediato e a ampliação da rede de proteção para o dobro do exigido pela legislação atual. No caso das matas ciliares diminuídas ou eliminadas, rios simplesmente secam ou se tornam temporários. Outra parte deles morre servindo apenas de canal para as enxurradas cada vez mais frequentes, como as sugeridas pelos especialistas em aquecimento global. Na Mata Sul, desprovida de cobertura florestal, conjuntos habitacionais populares são instalados de forma irresponsável. O problema só muda de lugar: das encostas do morro para a beira do rio.
O momento é oportuno para o governo desapropriar as casas e readequar a urbanização das cidades. O rio já fez a sua parte. Limpou tudo e de graça. Quanto ao código, os sérios equívocos nele propostos irão cobrar suas contas no futuro. Nunca conseguimos executar, à guisa da razão, o antigo. Com o atual, basta deixar como está. Por isso suas implicações serão ainda mais drásticas, provocando enormes prejuízos à agricultura brasileira.
(Fonte: UNIVASF)

(*) Professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)

jose.siqueira@univasf.edu.br

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Governo pretende criar fundo da caatinga ainda neste ano.

Ministério do Meio Ambiente avalia transferir recursos que seriam destinados
a mudanças climáticas para esse novo projeto

FORTALEZA – Até o final do ano, o Ministério do Meio Ambiente vai definir como irá funcionar o Fundo Caatinga, que financiará ações de sustentabilidade nas regiões semiáridas do Brasil. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, afirmou, ontem, durante a 2ª Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas, a Icid 2010, que está sendo decidido se o fundo será criado por decreto presidencial ou por meio de projeto de lei.
“Até dezembro teremos uma proposta concreta. A minuta já está pronta, mas ainda não definimos qual será a fonte de financiamento. É possível que utilizemos recursos da exploração de petróleo”, afirmou José Machado.
O coordenador do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação, Marcos Fabbro, explicou que a expectativa do Ministério do Meio Ambiente é que, em 2011, o fundo movimente algo em torno de R$ 150 milhões. “Mais importante do que o valor dos recursos, é definir como eles serão gastos. Temos que dar eficiência às verbas destinadas às ações no Semiárido”, defendeu Marcos Fabbro.

PROGRAMAS

Segundo o coordenador do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação, dos 11 Estados brasileiros atingidos pela desertificação, apenas Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte já possuem programas estaduais de combate à desertificação. Ele acredita que, até o final do ano, os demais Estados também já terão concluídas as suas políticas para enfrentar o problema.
“Um dos maiores benefícios do Fundo da Caatinga será justamente o de impulsionar a criação dos programas estaduais e organizar a gestão dos recursos públicos. Temos que pactuar as ações para criar uma rede eficiente de investimentos. É isso que garantirá o desenvolvimento sustentável nas regiões secas do País”, afirmou Marcos Fabbro.

POTENCIAL BILIONÁRIO


Embora exista escassez de água, o clima da caatinga é bastante favorável à plantação de frutas e flores, quando irrigada, observa Robson Oliveira, coordenador do Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Eubra). A temperatura tem uma grande estabilidade ao longo do ano, explica.
Com uma boa gestão de recursos hídricos, diz Oliveira, os nordestinos poderiam ver sua produção anual saltar de cerca de R$ 200 por hectare para até cerca de R$ 100 mil por hectare, nível de retorno de algumas regiões de produção agrícola intensiva na Europa. “Se tornássemos apenas 25% do terreno do semiárido irrigável e desenvolvêssemos produtos agregados, como vinhos e doces, poderíamos elevar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em três vezes.”
Segundo Oliveira, que, pelo Eubra, também atua na composição do Fundo Caatinga, a ideia por trás do projeto é fomentar principalmente pequenas iniciativas de melhora das condições de plantio do agricultor, como uso de energia solar e dessalinização de água. “Com uma mínima segurança alimentar, abre-se espaço para o desenvolvimento econômico”, diz.
Ele cita exemplos de regiões do semiárido que conseguiram se desenvolver bem com acesso a irrigação, como o pólo produtor de frutas e vinhos em Petrolina (PE) e Juazeiro (CE) e o parque de floricultura no Ceará, que virou Estado exportador de flores.
(Fontes: Jornal do Commercio e IG - Economia)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conferência mundial em Fortaleza. O mundo de olho no semiárido.


Encontro, começa hoje, em Fortaleza (CE), e vai discutir soluções sustentáveis para as regiões secas, que reúnem um terço da população do planeta. Elcio Barros, coordenador do Comitê Estadual da Caatinga/PE, participa do evento. A Caatinga já perdeu sua vegetação em quase 50% de sua área total. Foram 16.576 km² destruídos. Cerca de 2,7 mil km² por ano. Ela só tem 7% do seu território em áreas protegidas.


No País, eles somam 22 milhões de brasileiros. No mundo, a conta sobe para dois bilhões de pessoas. Um terço da população do planeta vive em terras semiáridas, boa parte delas ameaçadas de desertificação. É também sobre essa região que o aquecimento global e as mudanças climáticas provocarão maiores estragos. Um dado ainda mais preocupante, considerando que os efeitos recairão justamente sobre a população mais pobre do planeta. De amanhã até sexta-feira, especialistas do mundo inteiro estarão reunidos em Fortaleza para discutir os desafios impostos a esse pedaço de terra e aos seus moradores.
A 2ª Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas terá representantes de mais de 90 países da África, Europa, Ásia e América Latina. A Icid 2010, como está sendo chamada a conferência, vai gerar, consolidar e sintetizar dados e estudos sobre mudanças climáticas, além de identificar ações voltadas ao desenvolvimento seguro e sustentável nas regiões semiáridas. Mais do que discutir problemas e traçar diagnósticos, a reunião servirá para propor soluções e alternativas que ajudem a minimizar os impactos das alterações climáticas, sobretudo nas áreas desertificadas.
Nesse sentido, a troca de experiências é uma das maiores apostas do encontro. A prova disso é que um dos continentes com maior número de participantes é a África, uma das regiões mais atingidas pelo fenômeno da desertificação. Dos cerca de 500 estrangeiros que participarão da conferência, 100 são representantes do continente africano. “O olhar é direcionado para a busca de soluções e a cooperação técnica. Queremos trocar as experiências que estão dando certo, exportá-las para outras regiões do planeta. As áreas semiáridas abrigam uma população muito maior do que a sua capacidade. O desafio é garantir um desenvolvimento sustentável para essa região”, explica o coordenador-executivo da conferência, Antônio Rocha Magalhães.
A 2ª Icid acontece 18 anos após a realização da primeira conferência, ocorrida em 1992, também em Fortaleza, cujos resultados foram preparatórios para a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. Antônio Rocha ressalta que o primeiro encontro teve um grande impacto, tanto no âmbito nacional quanto no internacional.
“Os trabalhos exibidos durante a primeira Icid foram levados para a Rio-92, assim como a declaração de Fortaleza, com recomendações de políticas públicas para as regiões áridas e semiáridas. Muitos participantes do evento, oriundos da África e da Ásia, chegaram à Rio-92 como negociadores”, observa o coordenador. A primeira edição da Icid também serviu como fator decisivo para a criação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

AGENDA

Dessa vez, o encontro internacional está de olho na Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que será realizada em 2012, no Rio de Janeiro, a Rio+20. A pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco Edneida Cavalcante, que coordena uma das mesas temáticas da reunião, diz que, ao final da conferência, será produzida uma agenda propositiva com o objetivo de influir nas decisões que serão tomadas na Rio+20.
Ela avalia que nos 18 anos de intervalo entre as duas conferências houve um agravamento da degradação das áreas semiáridas. “Ainda estamos destruindo mais do que recuperando”, lamenta. Mas a pesquisadora faz uma avaliação positiva sobre o nível de organização da sociedade, que passou a contribuir mais com a formulação de políticas públicas na área. “Houve um avanço imenso em relação às experiências testadas e aprovadas nesse período. Temos hoje vários modelos de convivência com o Semiárido que podem e devem ser reproduzidos nas regiões secas de vários países”, afirma.
No Brasil, 1.482 municípios do Semiárido são afetados diretamente pelo problema, segundo dados do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Estudos indicam ainda que quase 20% do Semiárido brasileiro será atingido de forma grave, tendo reflexos ambientais e socioeconômicos, como deterioração do solo e comprometimento da produção de alimentos, extinção de espécies nativas e degradação dos recursos hídricos.
(Fonte: Jornal do Commercio - Por Ciara Carvalho)

Leia também a Programação completa da  ICID 2010 e Semiárido na atenção de autoridades internacionais




sábado, 14 de agosto de 2010

Personagens da Caatinga: ZABÉ DA LOCA.



Por Marcelo Teixeira (*)

A conservação da caatinga também representa a preservação de nosso patrimônio imaterial, nossas tradições, nossos valores, nossa música, nossa literatura. Sem a caatinga, a cultura produzida pelo sertão perde sentido. Todos os sábados, o Blog da Caatinga estará divulgando um pouco da riquíssima cultura do nosso Bioma, são cantadores, poetas, cineastas, cordelistas e muito mais.

ZABÉ DA LOCA, a pernambucana Isabel Marques da Silva é uma venerável senhora de 85 anos. Ela nasceu em Buíque, na Região Agreste mas só agora se tornou conhecida dos brasileiros. Dona Isabel atende pelo nome de Zabé da Loca e toca pífano como ninguém. Zabé da loca ganhou esse nome por ter morado 25 anos dentro de uma gruta ( loca ), formada por duas paredes de taipa, no Sítio Tungão, a 19km de Monteiro, na Paraíba. Sempre acompanhada de seu pífano, Zabé que desperta atenção pela propriedade com que executa o instrumento, é também reconhecida como a “ Rainha do Pife” – forma como os sertanejos chamam o pífano. Em 2003, conseguiu o reconhecimento com a gravação do CD “Canto do semi-árido”, em que toca composições próprias além de uma versão de “ Asa Branca ”, de Luiz Gonzaga. Dona Zabé já não mora mais na loca.
Assistam a este vídeo do vaquejadanoar, divulgado no YouTube em 05/09/2008 e conheçam este caldeirão cultural que alimenta nossa alma de alegria e amor por este nosso povo rico de ritmos e das humildes grandeza de espírito evoluído.

(*) Editor do Blog da Caatinga

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...