sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Rio São Francisco forma belas paisagens no encontro com o mar.

Depois de passar por três estados, o tranquilo rio se encontra com o agitado Oceano Atlântico. Além do refrescante mergulho, a região também oferece artesanatos e quitutes.


O rio São Francisco passa por cinco estados: Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. São quase três mil quilômetros de extensão até se encontrar com o Oceano Atlântico.
Dos hotéis em Aracaju saem ônibus todos os dias. As operadoras de turismo cobram R$ 120 por pessoa e o pacote inclui transporte de ida e volta, passeio de barco e almoço.
Partindo da capital de Sergipe, a viagem é pela rodovia estadual SE-100. No caminho, fica a reserva biológica Santa Isabel, maior maternidade de tartarugas da espécie oliva do país.
Até as margens do rio São Francisco em Brejo Grande são 130 quilômetros. De lá sai o barco Catamarã. Quem quiser passar mais tempo na região, pode se hospedar em pousadas. A diária custa R$ 80, mas sem café da manhã.
Depois de quase uma hora navegando surgem as dunas douradas. O lado da margem do rio onde o barco atraca já pertence a Alagoas. As barracas espalhadas pela areia oferecem de artesanato a quitutes como cocadas e doces dos mais variados.
Caminhando pela faixa de areia é possível ver de um lado a tranquilidade do rio, do outro o mar agitado. Bem no meio, rio e mar se encontram e parecem divididos por uma linha natural, que é a foz do rio São Francisco.
A maior atração do passeio é também um convite a um refrescante mergulho, que pode ser no rio ou no mar. Bem no meio do rio existia um vilarejo. No Cabeço, como era chamado o vilarejo, havia dezenas de casas, escolas, igreja e há 17 anos tudo desapareceu, foi invadido pelo mar. Do lugar restou apenas o farol que orientava as embarcações.
“A gente vem conhecer pra poder falar bem do rio e pra cada vez mais incentivar as pessoas a cuidarem do que a gente tem", diz Douglas Eugenio, professor.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estado de Pernambuco vai investir R$ 14,1 milhões em unidades de conservação.


No Estado, há 66 unidades de conservação estaduais. Em 36 meses, todos os
documentos das 66 unidades do bioma Mata Atlântica e de 5 do bioma Caatinga, devem estar concluídos.



O governador Eduardo Campos assinou na tarde desta quarta-feira (8), decreto que cria o Comitê Executivo de Gestão do Programa de Implantação das Unidades de Conservação do Estado de Pernambuco, com um investimento de R$ 14,1 milhões. Os recursos do programa vão custear o diagnóstico, zoneamento, plano de manejo e criação de um conselho gestor que vai gerir e monitorar a implantação das unidades. A perspectiva é contratar de imediato 20 técnicos, em caráter de seleção temporária. Em 36 meses, todos os documentos das 66 unidades do bioma Mata Atlântica e de 5 do bioma Caatinga, devem estar concluídos.
No Estado, há 66 unidades de conservação estaduais. Dessas, 35 são unidades de uso sustentável (18 Áreas de Proteção Ambiental (APA); 9, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN); 8, Reservas de Floresta Urbana (FURB). Outras 31 unidades são de proteção integral. Todas as unidades de conservação estaduais estão localizadas em áreas de Mata Atlântica.
Com o Programa, a proposta é implantar as 66 unidades de conservação estaduais e, inicialmente, pelo menos mais cinco unidades de conservação na caatinga. Estudos técnicos realizados pela Semas e um grupo de trabalho formado por parceiros do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, Ministério do Meio Ambiente e Comitê da Caatinga identificaram 13 áreas potenciais de preservação deste bioma, o que elevará de 0,7% para aproximadamente 4% a área de caatinga preservada em Pernambuco.
Leia também: Comitê executivo de conservação da natureza inicia trabalhos







quarta-feira, 8 de junho de 2011

Agora vamos ouvir o Aldo Rebelo comentar o novo Código Florestal.


Da Redação

brasil@eband.com.br


O relator do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), rebateu diversos pontos que vêm sendo mal interpretados pela imprensa em relação ao projeto de lei.
Entrevistado no programa Canal Livre, da Band, o deputado disse que foi feito um imenso esfoço para se fazer uma legislação que protege o meio ambiente como nenhum outro país do mundo, mas que resguarda também um patrimônio importante da nação brasileira, que é a produção de alimentos.
Ele alertou que os ambientalistas não querem responder a pergunta de como alimentar 200 milhões de consumidores no Brasil: “O quilo do arroz, do frango, do feijão não faz muita diferença para a classe média alta; na receita do pobre, a mulher diz quanto foi o quilo de cada alimento”.

Lobby internacional

Rebelo esclarece que não existe a previsão de reserva legal em nenhum país europeu, nem nos Estados Unidos. “Não existe APP [Área de Proteção Permanente] no país do Greenpeace, a Holanda. Qualquer cidadão pode ver a calha dos rios holandeses e verá que a mata ciliar dos rios é de beterraba, de uva, de couve-flor – tudo menos floresta. É tudo cultivado”.
Esses países são os grandes financiadores das ONGs ambientalistas, segundo o deputado. “Usando o pretexto de defender a Amazônia, que é uma causa nobre, humana e de todos os brasileiros, esse grupo lobista, como a WWF ou o Greenpeace, que não goza de muito prestígio na Europa, é tratado quase como se fossem instituições do Estado aqui no Brasil”, defende.
O que existe, para o relator da lei, não é um problema ambiental, mas uma guerra comercial envolvendo a proteção da agricultura dos países europeus e dos Estados Unidos. “É importante nossa imagem perante o mundo, mas é importante que o Brasil seja capaz de alimentar seu povo”, podendo se transformar na maior potência alimentar do mundo, mantendo uma “legislação ambiental avançada; a mais rigorosa do mundo”.

Tramitação do projeto

Rebelo acredita que o Senado irá reproduzir o projeto aprovado na Câmara, “porque são os mesmos partidos, a mesma relação de forças. A Câmara aprovou com encaminhamento favorável de todos os grandes partidos da base do governo, da oposição, inclusive do líder do governo”.
“O que demonstra esta votação? Demonstra que há 410 ruralistas na Câmara dos Deputados? Não. Demonstra que o agricultor aceitou a mediação da maioria, curvou-se a uma proposta intermediária entre o meio ambiente e a proteção da agricultura”, concluiu o deputado.
Quanto ao suposto veto anunciado pela imprensa de que a presidente Dilma faria em alguns pontos do projeto, Rebelo rebateu: “Não vai ter veto, porque não há alternativa. Nunca vi a presidente falar em veto. Ela tem interesse em resolver a questão; tem receio muito menos do projeto e muito mais da propaganda dessas ONGs no exterior, do efeito disso no Rio +20 Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. Há esses receios por parte dela, mas muito mais por falta de informação”.
Clique para assistir as partes finais da entrevista no CANAL LIVRE.

terça-feira, 7 de junho de 2011

População de onças na Serra da Capivara no Piauí surpreende a UnB.




Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) descobriram que a população de onças na Serra da Capivara, no Piauí, alcança 2,67 indivíduos para cada 100 km². O índice é semelhante a medições feitas na Amazônia (2,84 indivíduos para cada 100 km²) e superior aos encontrados no Cerrado (2,00 indivíduos para cada 100 km²) e na Mata Atlântica (2,22 indivíduos para cada 100 km²).
A informação muda paradigmas, pois, até aqui, se acreditava que a sequidão da caatinga dificultava o estabelecimento de populações de onças no local. “Acreditávamos que as características ambientais e climáticas da Caatinga eram pouco favoráveis às onças”, explica o biólogo Samuel Astete, autor do trabalho, que usou “armadilhas” fotográficas para flagrar o maior predador das Américas.
O professor Jader Marinho, orientador da pesquisa, explica que a descoberta é uma boa notícia: “A presença de onças é um indicador de que há uma região tão rica e bem conservada a ponto de manter uma população densa de um predador característico de áreas úmidas e com recursos abundantes”. A reportagem completa sobre o aparecimento de onças na caatinga está no dossiê da 6° edição da revista Darcy, da Universidade de Brasília. (Fonte: 180graus.com) - (Foto: Território Animal).


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais proteção para a caatinga. O CERBCAA/PE participou dos estudos.


Estado vai criar 13 novas unidades de conservação, aumentando
área de reserva do bioma exclusivo do Brasil. (Foto Chapada do Araripe - Setur)

Apenas 0,7 da caatinga, em Pernambuco, está protegida. Aumentar esse percentual para 3,8% é o que propõe a Secrataria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que concluiu na última sexta-feira (03.06) uma lista com 13 novas unidades de conservação, totalizando 270 mil hectare. O número ainda está longe do indicado pelos cientistas, que recomendam a proteção de 10% de ada bioma, mas não deixa de ser uma notícia animadora na Semana do Meio Ambiente.
Há quatro unidades de conservação federais no Estado, que totalizam 68,4 mil hectares. "Com a criação de mais 13, ainda não alcançaremos a meta de 10%, mas a área protegida será quatro vezes maior", detalha o superintendente técnico da Semas, Leslie Tavares.
As existentes são a Floresta Nacional Negreiros (3 mil hectares), Rserva Biológica Serra Ngra (1,1 mil hectares), Parque Nacional do Vale do Catimbau (62,3 mil hectares) e a APA Chapada do Araipe (2 mil hectares). A escolha das 13 áreas foi feita por um grupo de trabalho composto por órgãos federais e estaduais e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE. O encontro realizado no dia 03 de junho foi o quarto articulado pela Semas.A Secretaria havia anunciado, mês passado a criação de um regúgio de Vida Silvestre, em Serra Talhada, na Fazenda Saco, com 300 hectares. As 12 outras serão em Carnaíbas, Afrânio, Parnamirim, São Caetano, Exu, Floresta, entre Triunfo e Flores , Mirandiba, Itacuruba, Lagoa Grande, Cabrobó e Serrita. 
O valor de 270 mil hgectares, explica o biólogo, se baseia no cruzamento de mapas existentes com estudos que identificaram  áreas prioritárias para conservação da caatinga feitos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o governo do Estado, em parceria com ONGs e universidades.
O próximo passo será a contratação de estudos para dimensionar e localizar as áreas a serem protegidas. " É necessário fazer o levantamento dos limites, da biodiversidade, do estado de conservação e das ameaças", detalha Leslie.
Leia mais em: Governo estuda implantar 13 unidades de conservação na caatinga


domingo, 5 de junho de 2011

Biogás reduz consumo de lenha na caatinga.

A experiência, implantada em dois municípios, tem poupado a caatinga - único bioma exclusivamente brasileiro - e contribuído para reduzir o aquecimento global

Família de agricultores de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, transformam estrume em gás para ser usado na cozinha, por meio de um biodigestor.
Gilmar Galdino Genezio abastece o bio digestor com as fezes do gado.
O vídeo acima mostra as principais etapas de funcionamento do biodigestor da propriedade de Seu Gil e Dona Maria da Paz, em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, a 386 quilômetros do Recife. O equipamento transforma o esterco do gado em biogás. Na região, há oito experiências do tipo. A principal vantagem é a redução do desmatamento da caatinga, uma vez que a lenha ainda abastece muitos fogões da região. Em tempo: a caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, não tem a mesma proteção legal da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. E, como a ciência tem revelado, é também rica em biodiversidade e serviços ambientais. As outras vantagens são a economia com o gás de cozinha (algumas casas já deixaram de usar fogão à lenha), o reaproveitamento de resíduos e a geração de adubo orgânico.
(Fonte: Blog Ciência e Meio Ambiente)

Biogás substitui lenha no Sertão


Uma tecnologia que transforma esterco em biogás está reduzindo o consumo de lenha e gás de cozinha no Sertão de Pernambuco. A experiência, implantada em dois municípios, tem poupado a caatinga – único bioma exclusivamente brasileiro – e contribuído para reduzir o aquecimento global. Uma boa notícia no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste domingo em todo o planeta.

A agricultora Maria José Moraes Nobre, 44 anos, moradora da localidade Santo Antônio 2, em Afogados da Ingazeira, a 386 quilômetros do Recife, enumera outras vantagens do biodigestor. “Quando cozinhava com lenha era uma fumaceira só. E sair de casa na chuva para cortar lenha, então, era horrível”, recorda. Agora as panelas da casa estão todas limpas, não têm mais tisne. “E me livrei da fuligem na casa, nas roupas do varal, no teto”, descreve.
Ela e o marido, o agricultor Geraldo Nobre Cavalcanti, coletam todas as manhãs cerca de 15 quilos de esterco. As fezes são eliminadas pelos seis bodes e cabras, dez ovelhas e carneiros e sete bois e vacas que criam no sítio, de cinco hectares. No biodigestor, o estrume é misturado à água, na proporção meio a meio. “Agora só uso a caatinga para fazer cerca”, garante Geraldo. Com o resíduo do equipamento, ele aduba a horta e as plantações de milho e feijão.
A família de Maria José é uma das três de Afogados da Ingazeira que passaram a abastecer o fogão com o biogás gerado pelo equipamento. Outra é a de Gilmar Galdino Genésio e Maria da Paz. Na casa deles, também em Santo Antônio 2, o consumo mensal era de um botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). “Depois do biodigestor, deixei de comprar gás. Nem botijão eu tenho mais em casa. Ganhei mais espaço na cozinha e, principalmente, tenho uma despesa a menos”, assegura Maria da Paz. A economia por mês é de R$ 38 reais (preço médio de um botijão).
A produtividade do pomar e da horta do sítio, na opinião de Gilmar, aumentou com o uso do adubo tratado. Antes ele usava o esterco natural. “Agora ponho o adubo orgânico, que é sólido, na raiz e o líquido nas folhas. Quando é hortaliça as folhas ficam mais verdes e maiores. As frutas também estão mais graúdas”, avalia.
Além da plantação, o casal tem sete cabeças de gado bovino, 11 de ovino e 50 de suíno na propriedade, de 14 hectares. Gilmar não recolhe esterco todo dia. “Meus três filhos casaram. Sozinho ficou mais difícil dar conta de tudo. Junto o estrume dia sim, dia não. E não tem faltado gás no fogão.”
O gás é transferido do biodigestor, que fica nos fundos da casa, para a cozinha por um cano embutido. As bocas do fogão são adaptadas. “Como a pressão do biogás é menor do que a do GLP, é preciso fazer um furo com uma broca de 1,5 milímetro, para aumentar o orifício do injetor, garantindo a intensidade da chama”, ensina o técnico agrícola Jucier Jorge Silva, da ONG Diaconia.
Oito biodigestores estão em funcionamento, três em Afogados da Ingazeira e cinco em Quixaba. Os equipamentos foram construídos pela ONG Diaconia, formada por 11 instituições evangélicas, com recursos do Projeto Dom Helder Câmara, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e financiado pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrário (Fida).
O custo aproximado de um biodigestor é R$ 1,8 mil, incluindo material e mão-de-obra. Um pedreiro e um servente levam, em média, cinco dias para construir o equipamento. O item mais caro é a caixa-d’água de fibra de vidro com 3 mil litros, que custa R$ 750. “Com a assistência técnica nos primeiros meses, esse valor alcança cerca de R$ 2.300”, avalia o coordenador de Mobilização de Recursos e Comunicação da Diaconia, Joseilton Evangelista.
O equipamento se baseia na decomposição anaeróbica (na ausência de oxigênio) de biomassa. Pode ser usado esterco de qualquer animal, mas o de gado bovino tem se mostrado o mais prático nas pequenas propriedades rurais. “É fácil de coletar porque, para a ordenha, o gado é reunido no curral”, esclarece o engenheiro agrônomo Luís Claudio Mattos, especialista em Incentivos Ambientais do Projeto Dom Helder Câmara. (Fonte: JC - 05.06.11)



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Projeto ameniza impactos ambientais durante obras de transposição do Rio São Francisco.


Os animais que vivem na área onde estão sendo feitas as obras de transposição do Rio São Francisco ganharam um novo abrigo até que possam voltar para a natureza. O projeto foi criado para amenizar os impactos ambientais.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...