segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Comitê da Caatinga promoverá em São Caetano (PE) o " II Seminário para criação de RPPN"

Foto: RPPN Pedra do Cachorro em 06/11/2008


O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE, com o apoio da Prefeitura de São Caetano (PE) promoverá no dia 10/12/2008 (quarta-feira) a partir das 08:30h o "II Seminário para criação de reservas particular do patrimônio natural (RPPN)." Brevemente divulgaremos a programação completa do evento.
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, ou seja, sem desapropriação de terra. No momento que decide criar uma RPPN, o proprietário assume compromisso com a conservação da natureza.Além de preservar belezas cênicas e ambientes históricos, as RPPNs assumem, cada vez mais, objetivos de proteção de recursos hídricos, manejo de recursos naturais, desenvolvimento de pesquisas cientificas, manutenção de equilíbrios climáticos ecológicos entre vários outros serviços ambientais. Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva, desde que sejam autorizadas pelo órgão ambiental responsável pelo seu reconhecimento.
Leia mais em Reserva Particular do Patrimônio Natural (Como criar uma RPPN)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Resumo da XIII Reunião Ordinária do CERBCAA/PE - Dia 29/10/2008

XIII Reunião Ordinária - Local: Fundaj 29/10/08

Apresentamos um resumo com as atividades da última reunião do CERBCAA-PE para assim socializarmos as informações e os encaminhamentos necessários para as ações que deveremos realizar até a nossa próxima reunião:
· Da palestra Saneamento Ecológico: Uma Alternativa Sustentável, proferida pelo professor Ronaldo Faustino, o CERBCAA-PE ficou de indicá-lo a SECTMA – PE para que se estude a viabilidade de adotar as técnicas apresentadas na palestra nas escolas técnicas do Estado.
· Em pequenos informes, o professor Fernando Mota da UFPE, fez um resumo dos trabalhos que ele e sua equipe realizam sobre desertificação e tivemos também a intervenção do representante da ONG Caatinga que é ponto focal da ASA para desertificação, ficando acertado que o CERBCAA-PE organizará uma reunião com as pessoas do Estado que trabalham este tema visando a compatibilização dos esforços desenvolvidos por cada entidade.
· Na avaliação do I Seminário sobre Criação de RPPNs realizado em 16 de outubro em Serra Talhada chegou-se ao consenso que o CERBCAA-PE deverá envidar esforços para a criação de uma Unidade de Conservação protegendo a Serra que dá nome a cidade. Inicialmente por sugestão dos representantes da CPRH e ICMBio que seja de iniciativa do poder municipal a criação desta UC. O representante da AMUPE presente a reunião, Roberto Arrais, ficará encarregado dos primeiros contatos com o Prefeito de Serra Talhada para marcar uma reunião com representantes do CERBCAA-PE para tratar deste assunto.
· Em relação à criação de RPPNs levantou-se a questão dos custos de mapeamento das propriedades, tendo o estudante da UFPE Felippe Maciel, informado do serviço de Cartografia Social desenvolvido por professores e alunos da referida universidade, ficando o mesmo encarregado de enviar os contatos dos responsáveis por este serviço ao CERBCAA-PE para possível trabalho em favor dos proprietários interessados em RPPN.
· Quanto ao ICMS Socioambiental foi dado o prazo até o dia 07 de novembro para que fossem feitas sugestões e criticas ao documento que trata do assunto e que está no blog do CERBCAA-PE. Após esta data será elaborado um documento oficial do Comitê com sugestões de alteração na lei que criou este instrumento.

Elcio Alves de Barros
Coord. do CERBCAA-PE

domingo, 2 de novembro de 2008

As riquezas da caatinga

Foto: Diário do Nordeste

De origem indígena, a palavra Caatinga significa ´mata branca´, numa alusão à cor da maior parte da vegetação no período de estiagem. É o bioma brasileiro (conjunto de ecossistemas) mais ameaçado e menos protegido, conforme admitiu o próprio ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na semana que passou, com a promessa de ampliar o número de unidades de conservação de proteção integral e, com isso, conter o processo de desertificação que avança. A constatação do Ministério não chega a ser novidade, mas enseja algumas mudanças de postura. Carlos Minc, admitiu, essa semana, no lançamento do Mapa das Unidades da Caatinga em Terras Indígenas, que o bioma é um dos mais ameaçados, menos estudados e menos protegidos do País. Na ocasião, foi assinado um plano de ação entre o Ministério, a Fundação Chico Mendes e a organização não-governamental (ONG) The Nature Conservancy (TNC), para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação na Caatinga, a seleção de áreas prioritárias à conservação do bioma e a elaboração da lista de regiões onde serão feitos estudos até dezembro de 2010.“Eu não quero que daqui a alguns anos o que restou de Caatinga vire deserto”, afirmou, referindo-se ao dado de que 62% das áreas com tendência à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas pela Caatinga. O bioma, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. É responsável por riqueza de espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.O mapeamento das Unidades de Conservação (UCs) mostrou que, atualmente, 7% da área estão protegidos, mas apenas 1% está em unidades de preservação e reservas indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O grande impacto sobre o bioma decorre da extração de lenha para uso doméstico, produção de cerâmica e em siderúrgicas. Características especiaisDe origem indígena, a palavra Caatinga significa “mata branca” ou “floresta branca”, exatamente por ostentar um aspecto esbranquiçado ou mesmo prateado, em virtude da perda das folhas, que ocorre na maioria das espécies, durante o período de estiagem.Na “mata branca”, plantas e animais apresentam características especiais que lhes permitem adaptação às condições desfavoráveis e, nessa interação, formam um bioma especial e único no planeta.A cientista florestal alemã Gerda Nickel Maia, autora do livro “Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades”, destaca que ainda se conhece pouco sobre a rede de interações da Caatinga. Mas, uma vez rompida, a estabilidade diminui, o que ocorre quando planta-se uma única espécie (monocultura) em grandes áreas, eliminando as nativas e, com isso, os animais que delas dependem. Isso deixa a espécie em questão vulnerável a pragas e ao solo descoberto, um caminho fácil para a desertificação. Por outro lado, mantendo a biodiversidade, é impressionante como, após longas estiagens, se dá a recuperação das atividades vitais já nas primeiras chuvas. Os outros biomas brasileiros são Amazônia, Cerrado, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.
(Fonte: Maristela Crispim Repórter DN)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Caatinga está sendo destruída mais rápido do que a Amazônia

Caatinga- Foto: José Leomar

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (29), no lançamento do Mapa das Unidades da Caatinga em Terras Indígenas, que o bioma é um dos mais ameaçados, menos estudados e menos protegidos do país.
Na ocasião, foi assinado um plano de ação entre o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Chico Mendes e a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC) para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação na caatinga, a seleção de áreas prioritárias à conservação desse bioma e a elaboração da lista de regiões onde serão feitos estudos até dezembro de 2010.
“O mundo inteiro se preocupa com a Amazônia, nós também nos preocupamos com a Amazônia, mas a caatinga e o cerrado têm pouca proteção. A caatinga está sendo destruída num ritmo mais acelerado que a Amazônia. Eu não quero que daqui a alguns anos o que restou de caatinga vire deserto”, afirmou Minc, referindo-se ao dado de que 62% das áreas com tendência à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas pela caatinga.
O ecossistema, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. Esse bioma é responsável por grande riqueza de ambientes e espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.
Com apenas 1% de seu território protegido por unidades de conservação de proteção integral, "a Caatinga necessita de medidas práticas, que potencializem o conhecimento acumulado sobre o bioma em prol de sua conservação", ressaltou Minc.
O ministro salientou que essas medidas se traduzem na criação de mais unidades de conservação, na implantação das UC já criadas e a utilização eficiente dos recursos da compensação ambiental.
Para tanto, o ministro reforçou que há 1,8 mil hectares em estudo para a criação de novas UCs e que, no início de novembro, será lançado um edital para a elaboração de 40 planos de manejo, além da assinatura de convênio com a Caixa Econômica Federal para a administração dos recursos da compensação ambiental.
O mapeamento das unidades de proteção mostrou que, atualmente, 7% da área estão protegidos, mas apenas 1% está em unidades de proteção e reservas indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que não são consideradas de proteção efetiva.
O grande impacto da caatinga no meio ambiente decorre da extração de lenha para uso doméstico, para a produção de cerâmica e em siderúrgicas na Região Sudeste, mas é possível fazer o uso sem destruir o bioma, destaca a representante da TNC no Brasil, Ana Cristina de Barros.
“Publicações mostram que se pode extrair lenha da caatinga sem destruí-la, basta que se tenha uma taxa baixa de exploração da madeira para dar tempo à caatinga de crescer novamente. Isto chama-se sustentabilidade. Você tira um pouquinho e a natureza repõe”, afirma Ana Cristina.
Exclusivamente brasileiro, a Caatinga ocupa 10% do território nacional, sendo considerado o bioma semi-árido mais rico do mundo em biodiversidade. 7% de sua área é protegida - sendo 6% área de proteção ambiental e 1% área de proteção integral.
(Fonte: Agência Brasil)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Comitê da Caatinga apresenta seu Plano de Ação 2008-2010


Foto: Estrada na Serra - Wagner Guerreiro




PLANO DE AÇÃO DO COMITÊ ESTADUAL DA RESERVA DA BIOSFERA DA CAATINGA – PERNAMBUCO 2008/2010

AÇÕES- METAS - CRONOGRAMA- RESPONSÁVEL


1- Fortalecimento Institucional
- Alterar decreto de criação do CERBCAA-PE
- Adaptar Regimento Interno ao novo decreto
-Utilizar mídia eletrônica
-Aprofundar o conhecimento dos objetivos, metas e ações do Comitê.
- Conseguir participação no CONSEMA e outros fóruns ambientais do Estado.
- Criar sub-comitês por micro região
Cronograma: Até dezembro de 2008.
- Coordenação se inteirar do Plano estratégico da RBMA e do Conselho Nacional da RBCAA
- Iniciar discussão nas reuniões do Comitê no primeiro semestre de 2009
Responsável: Coordenação
2- Ações de visibilidade do Comitê Estadual e da Biosfera
- Interiorizar reuniões do Comitê
Cronograma: A partir do 1º Semestre de 2009
Responsável: Coordenação
3- Levantamento da situação das UC´s da caatinga de PE.
- Conhecer todas as UC´s do bioma Caatinga de Pernambuco(elaborar quadro de informações a colher, visitar todas as UC´s, sistematização das informações)
Cronograma: Até junho de 2009
Responsável: Colegiado do CERBCAA-PE
4- Incentivos Econômicos para Conservação
- Posicionamento do CERBCAA-PE sobre o ICMS Socioambiental de PE
Cronograma: Até dezembro de 2009
Responsável: Coordenação e colegiado.
5- Apoio a criação de RPPNs
- Realização de Seminários
- Assessorar a criação de RPPNs Regionais
Cronograma: De outubro de 2008 a outubro de 2009.
Responsável: Coordenação e colegiado
6- Fortalecimento da dimensão sociocultural do Bioma
-Apoio a iniciativas de divulgação de eventos culturais
- Buscar apoio institucional para criação da Cinemateca da Caatinga
- Comemoração do dia Nacional da Caatinga em todas escolas públicas de Pernambuco
Cronograma: Até junho de 2010
Responsável: Coordenação
7 – Apoio a pesquisa cientifica
- Criação de linhas especificas para pesquisa ambiental na Caatinga (BNB, FACEPE, etc.)
- Criação de prêmio para trabalhos de pesquisa ambiental na Caatinga para estudantes de graduação e pós-graduação;
Cronograma: Até abril de 2008.
Responsável: Coordenação

terça-feira, 21 de outubro de 2008

CERBCAA/PE promoverá sua XIII Reunião Ordinária




Com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco, o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga-CERBCAA/PE se reunirá no próximo dia 29/10 (quarta-feira) na sala Aluísio Magalhães, conforme pauta abaixo.

PAUTA DA XIII REUNIÃO ORDINÁRIA

Data: 29 de outubro de 2008 (quarta-feira)
Horário: 9h às 16h
Local: FUNDAJ-Sala Aloísio Magalhães – Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife (PE).

Assuntos

1. Abertura: Elcio Barros – Coordenador do CERBCAA/PE;
2. Leitura da Ata da XII Reunião Ordinária – Marcelo Luiz C. Teixeira - Sec. Executivo;
3. Pequenos Informes – Participantes;
4. Palestra: Saneamento Ecológico: Uma Alternativa Sustentável – Dr. Ronaldo Faustino – CEFET:
5. Avaliação do I Seminário sobre Criação de RPPNS;
6. Proposta para Posto Avançado da RB da Caatinga;
7. Discussão sobre o ICMS Socioambiental de PE;
8. PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Caatinga;
9.Mudanças no Regimento Interno do CERBCAA-PE – Inicio de Discussão
10 - Encaminhamentos;
11. Encerramento.

Elcio Barros
Coordenador do CERBCAA/PE
(Foto: RPPN Maurício Dantas - Betânia e Floresta(PE) - ICMbio)
ARQUIVOS PARA DOWNLOADS :

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Devastação na caatinga é monitorada com imagens de satélite

Região de caatinga
A caatinga sofreu em 28 anos redução de 82,81% em Araripina, no Sertão de Pernambuco, segundo pesquisa. O levantamento, com base em imagens de satélite, mostra que, dos pouco mais de 93 mil hectares existentes em 1973, restavam apenas 51 mil em 2001.O agrônomo Joadson de Souza Santos, que apresentou o resultados em dois eventos científicos - o 2º Congresso Nordestino de Ecologia e o Geonordeste 2006 - pretende agora fazer o monitoramento semestral da vegetação de Araripina, com 1.847 quilômetros quadrados.Para isso, precisa de financiamento para a aquisição, a cada seis meses, de uma imagem de satélite. Os equipamentos para acompanhar a evolução do desmatamento no lugar incluem ainda um laptop, um aparelho GPS e uma câmera digital. O objetivo é emitir boletins semestrais sobre o desmatamento. Outra recomendação do trabalho de mestrado é a seleção de áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa. "É necessário ainda recuperar as microbacias, também impactadas pelo desmatamento", avalia o pesquisador.Em sua pesquisa, Santos analisou duas imagens do satélite Landsat, uma de 1973 e outra de 2001. O trabalho faz parte da dissertação do agrônomo para o mestrado no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), defendido em agosto.O pesquisador lembra que, além de reduzir a oferta de lenha, o desmatamento elimina plantas frutíferas e medicinais. "Também se constitui numa ameaça à fauna e ao solo, que pode ficar degradado", alerta.
Caatinga
A caatinga é o único ecossistema exclusivo do território brasileiro - a mata atlântica, o Pantanal e a floresta amazônica se estendem por outros países. Originalmente se estendia por 734.478 quilômetros quadrados, o equivalente a 70% do Nordeste e 11% do território nacional. Vinte e sete e meio por cento - 201.768 quilômetros quadrados - deram lugar à agricultura e à agropecuária.
(Fonte: mundogeo)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...