sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bioma Caatinga: Alternativas sustentáveis para a região. Dia Nacional é comemorado no Ibama/PE

Bioma Caatinga: Alternativas sustentáveis para a região




A Semas participou ontem (27/04) do evento em homenagem Dia Nacional da Caatinga (28/04), realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/PE) e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga do Estado de Pernambuco (CERBCAA/PE). O encontro teve a participação de Francisco Campello, superintendente do Ibama, Alexandrina Moura, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera do bioma, Marcelo Teixeira, coordenador do Comitê Estadual, a professora Márcia Silva, representante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Cavalcanti, secretário-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade, além 50 pessoas, entre gestores, pesquisadores e convidados.
Em Pernambuco, o bioma Caatinga ocupa 82% do território e uma das principais vulnerabilidades é o seu crescente processo de desertificação. “As mudanças climáticas intensificam os períodos de estiagem que, associados às ameaças como desmatamento e uso excessivo do pastoreio, agravam ainda mais a situação de aridez. Atualmente, 60% da região apresenta processo acentuado de desertificação”, afirmou Carlos Cavalcanti, secretário-executivo da Semas.
Como estratégia de conservação do bioma, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade criou a partir de 2011 seis unidades de conservação de proteção integral na Caatinga, somando mais de 126 mil hectares de área protegida.  “O ato de criar novas UC´s é um legado que se deixa para o futuro. As unidades que foram criadas na década de 80 e que possuem algum tipo de gestão, representam hoje  resultados efetivos para a conservação da biodiversidade. O desafio é propor novos modelos de gestão, onde as UC´s de um mesmo território possam ter uma gestão integrada, como já vem fazendo o ICMBio e cujo modelo a Semas poderá adotar da APA Aldeia-Beberibe, que reúne outras seis unidades dentro do seu território”, defendeu Carlos Cavalcanti, da Semas.
“Estudo recente das Nações Unidas aponta que existem mais alternativas não madeireiras dentro do bioma caatinga, do que em outros biomas”. O depoimento do superintendente do Ibama/PE, Francisco Campello, vem reforçar as potencialidades e oportunidades para Pernambuco e o Nordeste quando se discute adaptação às mudanças climáticas. Entre as ações destacadas pelo gestor estão a difusão e ampliação do uso de planos de manejo sustentável da caatinga, com adaptações das instruções normativas para que o homem  que possui uma profunda relação com o bioma não seja penalizado ao usar os seus recursos naturais. Foram também apresentadas com a exibição de vídeos as experiências exitosas de produtos gerados a partir da biodiversidade da Caatinga, como os realizados pela Associação de Mulheres Produtoras de Caroalina, que beneficia as folhas do caroá para a produção de agendas e brindes  e a produção de bonecas artesanais confeccionadas pela comunidade quilombola de Conceição das Creoulas, em Salgueiro, no Sertão Central do estado.
O engenheiro florestal Paulo Santos, destacou a importância da difusão do sistema de manejo florestal  para a conservação do bioma que ocupa 87% da área do semiárido. Segundo ele, pesquisa da Associação Plantas do Nordeste (APNE) realizada em 2015,  com base nos dados de 2012, apontam entre os 84.400 milhões de hectares do bioma, o número de programas de manejo aprovados no Nordeste era de apenas 468, sendo 94 deles para Pernambuco. “Isso significa que apenas 7,8% de toda a área explorada possui plano de manejo sustentável, todos voltados para a produção madeireira. Não há o aproveitamento de outros produtos que poderiam ser beneficiados gerando a renda para o agricultor. É preciso que técnicos e detentores de projetos atentem para a importância de agregar valor aos produtos da região”, informou.
As pesquisas desenvolvidas pela UFPE, através dos departamentos de bioquímica e biociência, foram tema da palestra da professora e pesquisadora Márcia Silva no evento.  O Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga que reúne alunos e pesquisadores da graduação e da pós-graduação levantou as potencialidades farmacológicas de 107 espécies vegetais com propriedades medicinais da Caatinga, a partir dos saberes locais, obtidos a partir de entrevistas com mulheres idosas como rezadeiras, benzedeiras e parteiras das regiões de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Buíque. O objetivo é a produção de antibióticos, antiinflamatórios e antioxidantes com princípios ativos do bioma.
As comunidades que participaram do projeto foram contempladas com palestras sobre os resultados das pesquisas realizadas pela Universidade Federal. Para a pesquisadora da UFPE, “a aproximação da universidade com as comunidades e os Institutos Federais do Sertão tiveram o objetivo de instigar a formação de novos pesquisadores, além de ressaltar a importância da identificação de espécies medicinais nas comunidades que podem contribuir para o desenvolvimento local”, ressaltou Márcia Silva.
Para dar continuidade às discussões sobre a conservação e os usos sustentáveis do bioma, foi decidido em consenso com os representantes das instituições presentes ao evento, que o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga irá convocar reuniões periódicas envolvendo os órgãos estaduais e federais, além de pesquisadores, associações e ONG´s que atuam na região formulando e executando políticas para o semiárido.
 
Texto: Flávia Cavalcanti
Fotos: Flávia Cavalcanti e Alessandra Sá


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Uma data para lembrar a importância do bioma Caatinga


Uma data para lembrar a importância do bioma Caatinga
 (Foto: Sidney Gouveia)
 
Instituído em 2003, em homenagem ao pernambucano João de Vasconcelos Sobrinho, engenheiro agrônomo e ecólogo falecido em 1989, pioneiro nas pesquisas ambientais no Brasil, com destaque para as regiões naturais do Nordeste e o processo de desertificação do semiárido, o Dia Nacional da Caatinga (28/4) é também um momento de reflexão e debates voltados para a conservação do bioma.   Um      evento realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/PE), em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Comitê da Reserva da Biosfera  da Caatinga, acontece amanhã (27/04), às 14h30, do auditório do órgão federal, em Casa Forte, e abordará as ações de conservação e de apoio ao desenvolvimento sustentável no estado.
Pernambuco desenvolve o Plano de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Caatinga, que prevê ações voltadas para a criação de unidades de conservação, elaboração de mapa de vocações e potencialidades, além do incentivo à economia verde. Para o secretrário-executivo da Semas, Carlos Cavalcanti, “entre 2011 e 2016 saltamos de zero para 126 mil hectares em unidades de conservação de proteção integral no bioma. Precisamos agora fortalecer  a gestão, incorporando  uma visão integrada, com a participação de diversos atores locais”, ressaltou o representante da Secretaria.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga ocupa 11% do território nacional e abriga uma população de 27 milhões de pessoas. Está presente nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e Minas Gerais.
Apesar da vegetação espinhosa e retorcida, a região “detém uma importante biodiversidade, com registro de 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas”, segundo o MMA.
As espécies vegetais identificadas no herbário Dárdano de Andrade Lima, do Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa), também confirmam a importância da região: 65% do total de espécies catalogadas, cerca de 58 mil são da Caatinga, com destaque para  as mais representativas, entre elas o umbuzeiro, catingueira, xiquexique, coroa-de-frade, angico e jurema. O Instituto abriga também no seu acervo uma importante coleção: São 12 mil plantas do bioma colecionadas entre 1950 e 1980 pelo agrônomo Dárdano de Andrade Lima, que faleceu em 1980.
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade adota desde 2011 como estratégia de conservação do bioma, a criação de novas unidades de conservação, especialmente nas categorias de proteção integral, onde só é permitido o uso indireto dos recursos naturais e são permitidas apenas atividades voltadas para a pesquisa científica e o turismo ecológico. (Vê tabela das UC´s Estaduais no Bioma Caatinga).
O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco estará representado no evento por Marcelo Teixeira, coordenador estadual do Comitê. Ele destaca as ações desenvolvidas pela instituição em defesa do bioma: “O Comitê tem o importante papel de adensar esforços de várias instituições na direção da preservação do rico bioma que é a Caatinga, entre eles o fomento à criação de Unidades de Conservação; o apoio às comemorações do Dia Nacional da Caatinga desde 2005; o projeto de valorização da Caatinga realizado em 17 municípios do Pajeú; discussão sobre a reformulação do ICMS socioambiental do Estado de Pernambuco; além da promoção de palestras sobre boas práticas e lições aprendidas na Caatinga, com valorização dos saberes do povo catingueiro e da sua rica cultura”, reforçou o  coordenador.
Unidades de Conservação de Pernambuco – Bioma Caatinga
Área da unidade de conservação (ha)
Parque Estadual Mata da Pimenteira – Serra Talhada
887,24
Estação Ecológica Serra da Canoa - Floresta
7.598,71
Parque Estadual Serra do Areal – Petrolina
 
1.596,55
Refúgio da Vida Silvestre Riacho Pontal - Petrolina
4.819,63
Monumento Natural Pedra do Cachorro - Brejo da Madre de Deus, São Caetano e Tacaimbó
1.378,67
Refúgio de Vida silvestre Tatu-bola - Lagoa Grande, Santa Maria da Boa vista e Petrolina
110.110,25
RPPN Karawa-tá – Gravatá
101,58
 
RPPN Santo Antônio  -  Gravatá
119,75
RPPN Pedra do Cachorro – São Caetano
18,00
 
RPPN Serro Azul - Agrestina
 
 
73,58
Total:
126.703,96
 
                       Fonte: Agência CPRH, 2016.
 
EVENTO EM COMEMORACÃO AO DIA NACIONAL DA CAATINGA (28/04)
Data: 27/04/2017Local: Auditório da Superintendência do Ibama em Pernambuco (Av. 17 de Agosto, nº 1057 – Casa Forte)
Horário: 14h30
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Fonte: Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade - Gerência de Comunicação: Fone: (81) 3181.7912 / 7914 | E-mail: imprensasemaspe@gmail.com  
Flávia Cavalcanti flaviabezerracavalcanti@gmail.com   Patrícia Correia patriciacorreiasemas@gmail.com  

quarta-feira, 22 de março de 2017

Comitê Estadual da Caatinga se reune na Semas em sua 29ª Reunião Ordinária

 
 
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O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE reuniu-se na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade no último dia 14/03, em Recife (PE) para a realização de sua 29a. reunião ordinária, que tem como objetivo articular e coordenar políticas, diretrizes, planos e projetos voltados para a conservação do bioma.
O evento teve a abertura do Gerente Geral Desenvolvimento Sustentável da Semas, Paulo Teixeira, e como convidado o superintendente do Ibama em Pernambuco , Francisco Barreto Campelo, que apresentou os principais desafios para a conservação e estratégias para o desenvolvimento sustentável da região semiárida.
Para o coordenador geral do Comitê, Marcelo Teixeira, "além de discutirmos sobre a situação atual e projetos que buscam alternativas que conciliem a proteção do ecossistema com o desenvolvimento econômico, humano e social nesta região, retomamos as discussões sobre a aplicação dos recursos do ICMS voltados para a proteção das unidades de conservação. Garantimos a representação de membros do Comitê da Caatinga nas reuniões das câmaras técnicas do Consema/PE, que tratam da revisão do ICMS Socioambiental", ressaltou.
Participaram da primeira reunião de 2017 representantes das seguintes instituições: Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba - Codevasf, Secretaria de Cultura, Organização das Cooperativas do Brasil - OCB, Ibama/PE, RPPN Pedra do Cachorro e Semas/PE.
(Fonte: Flavia Cavalcanti/Semas)
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domingo, 13 de novembro de 2016

Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga debate políticas de proteção da Caatinga em Seminário na Fundaj em Recife (PE).



 
   As atividades do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga foram reativadas na sexta-feira (04)
O Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga (CNRBCAA) reativou suas atividades em reunião extraordinária realizada na última sexta-feira (04) em Recife, em  Pernambuco. Durante reunião houve a formação da nova Coordenação Gestora do Conselho e deliberação de novas propostas de políticas para preservação do bioma.
Criado em julho de 2005 o Conselho estava inativo desde dezembro de 2011 quando houve sua última reunião. Havendo a necessidade de debater a preservação da Caatinga, foram reativadas as atividades.

Segundo Afrânio Menezes, coordenador de Acordos e Convênios do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL), eleito novo vice-presidente do Conselho durante a reunião, os membros debateram a ampliação das Unidades de Conservação da Caatinga como modo de assegurar mais áreas protegidas.
Além disso, foi levantada a proposta de criação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que considere a Caatinga como Patrimônio Natural brasileiro. “Sendo aprovada esta PEC, haverá também o reconhecimento da Caatinga como Patrimônio Nacional pela UNESCO”, afirma Afrânio Menezes.
 
O Conselho da Caatinga tem caráter normativo e deliberativo, com 24 membros divididos entre governamentais e não governamentais. A próxima reunião do conselho deve acontecer no primeiro semestre de 2017, reestabelecendo a rotina de uma reunião por semestre. (Fonte: IMA - Klaus Roger, e fotos: Fundaj).














quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Posse dos novos membros do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE




O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA retornou suas atividades no último dia  26 de outubro de 2016. Durante a reunião extraordinária que ocorreu na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade - SEMAS, foram entregues pelo Coordenador Geral, Marcelo Teixeira, os termos de posse aos representantes de 18 instituições de um total de 34 que compõe o Comitê. O trabalho do Grupo tem por objetivo o desenvolvimento sustentável da caatinga pernambucana e o papel de articular instituições em prol da conservação e do desenvolvimento de novos projetos e pesquisas na região. Ao final, o gerente da SEMAS, Paulo Teixeira, fez uma apresentação sobre "As Unidades de Conservação no Bioma Caatinga em Pernambuco." A próxima reunião ordinária ocorrerá no primeiro trimestre de 2017 de acordo com calendário a ser elaborado. (Fotos: SEMAS).
 



 
 
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ata da 27ª Assembléia Ordinária do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE




Em reunião realizada na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Governo do Estado de Pernambuco - SEMAS, no dia 20.09.2016, os membros do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA, traçaram um breve diagnóstico do Comitê e do Conselho da Reserva - CNRBCAA e produziram a seguinte ata que segue abaixo para conhecimento.
 
                                      ATA DA 27 Reunião do CERBCAA/PE
"Aos vinte dias do mês de setembro do ano de dois mil e dezesseis, às nove horas e quarenta minutos na sede da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado de Pernambuco – SEMAS, na cidade de Recife – Pernambuco, foi realizada a ­­­27ª Assembléia Ordinária do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE. A reunião foi aberta pelo Coordenador Geral do CERBCAA/PE, Wilame Jansen, que passou a palavra ao Gerente Geral de Desenvolvimento Sustentável da SEMAS, Paulo Teixeira, que representando o Secretário Estadual, Sérgio Xavier deu boa vindas aos participantes da reunião e colocou a SEMAS à disposição do CERBCAA/PE para que alcance seus objetivos. Logo após o secretário executivo do CERBCAA/PE, Marcelo Teixeira, fez uma explanação sobre as ações do Comitê desde sua criação ao momento atual. O Coordenador do Comitê, Wilame Jansen falou sobre as dificuldades enfrentadas nos últimos anos especialmente com a paralisação das atividades do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga,e problemas de outra ordem. Sendo franqueada a palavra aos presentes, a professora da UFRPE Lourinalda Oliveira, falou sobre as mudanças que estão acontecendo na Caatinga e nas entidades que fazem parte o Comitê, especialmente na entidade da qual ela faz parte destacando o Núcleo de Agoecologia e Campesinato destacando o trabalho com as sementes crioulas da Caatinga. Em seguida, Alexandrina Sobreira, falou sobre as novas perspectivas para o Programa MAB – Man and Biosphere, ao qual as reservas da biosfera de todo mundo estão vinculada com a nova direção do MMA. Após historiar um pouco a situação do CNRBCAA – Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga, Alexandrina citou um encontro a ser promovido pelo MMA no próximo mês de novembro em Recife, dias 03 e 04, quando terá inicio a reativação do CNRBCAA. Em seguida, outros presentes a reunião utilizaram a palavra, enfatizando a importância do Comitê para o desenvolvimento sustentável da Caatinga pernambucana especialmente o seu papel de articular as entidades que atuam neste bioma. O ex-coordenador do CERBCAA/PE, Elcio Barros, sugeriu que a próxima reunião do CERBCAA/PE, seja realizada no final do mês de outubro do corrente ano tendo em vista a realização da reunião do MMA no inicio do próximo mês de novembro. O coordenador, Wilame Jansen, apresentou o atual secretário do CERBCAA/PE, Marcelo Teixeira, como a pessoa apta a assumir a coordenação do Comitê, devido as trabalho realizado pelo mesmo e também por já ter se encerrado o mandato da coordenação atual. Encerrando a reunião, Marcelo Teixeira, falou que melhor seria deixar a escolha da nova direção do Comitê para a próxima reunião que deverá ser realizada na última semana do mês de outubro, ficando de convidar todas as entidades que fazem parte do Comitê através de correspondência, sendo a SEMAS o local desta reunião como colocou o Gerente da SEMAS, Paulo Teixeira. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada e esta ATA foi lavrada por mim, Marcelo Luiz C.Teixeira, representante da Codevasf  e Secretário do CERBCAA/PE, seguindo assinada pelo Coordenador do Comitê e anexada à lista de presença dos participantes desta plenária".

 

 

 Marcelo Luiz C. Teixeira

Coordenador do CERBCAA/PE

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Cemafauna Caatinga ajudando na conservação dos animais silvestres no semiárido nordestino desde 2008

           


Fachada. Foto: Divulgação
Fachada. Foto: Divulgação

Na semana do Dia Nacional de Defesa da Fauna comemorado dia 22, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) com sede no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina, interior de Pernambuco, não para e cotidianamente presta serviços para a sociedade, em especial, no que diz respeito a conservação ambiental. De 2008 até julho desse ano, cerca de 133 mil animais foram resgatados, desse total, 87% deles foram reintroduzidos na natureza depois de passar por todo o processo de triagem, cuidados médicos, alimentação e reabilitação para a vida selvagem.
Veados, tatus, tamanduás, macacos, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, guaxinins, papagaios, maracanãs, jiboias, e muitos outros já foram devolvidos ao seus habitats naturais. Alguns exemplares de algumas espécies são mantidos em coleções científicas de cada um dos cinco grupos de fauna – mamíferos, peixes, répteis, aves e insetos – para estudo. Com um acervo estimado em mais de 130 mil exemplares as Coleções Científicas são visitadas por pesquisadores, professores e estudantes das mais variadas regiões do país, a exemplo da entomóloga Aline Andrade que atua como pesquisadora nas áreas de Ecologia comportamental, química e genética de abelhas Euglossini e para seu Pós-doutorado em andamento em Genética e Evolução pela Universidade Federal de São Carlos, utiliza o acervo da coleção de entomologia do laboratório do Centro.

CETAS - Centro de Triagem de Animais Silvestres. Foto: Divulgação
CETAS – Centro de Triagem de Animais Silvestres. Foto: Divulgação

O Cemafauna surgiu inicialmente para atender as demandas de resgate e monitoramento de fauna nos trechos sob influência das obras do Projeto de Integração do São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF) realizado pelo Ministério da Integração Nacional (MI). A primeira instalação foi o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) que começou a funcionar ainda em 2008 como requisito das demandas do Programa Básico Ambiental 23 (Programa de Conservação de Fauna e Flora) sendo o único num raio de 500 km, o mais próximo está em Salvador/BA na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Hoje, além de atender a demanda do resgate de fauna, sua localização estratégica possibilita o atendimento a diversos órgãos de fiscalização ambiental auxiliando no combate ao tráfico de animais silvestres, visto que Petrolina está inserida nas rotas dessa prática ilegal.
 
A área de atuação do Centro estende-se por todo o semiárido nordestino do Brasil, que compreende uma extensão de 982.563,3 km². Além dos diversos municípios que abrigam a obra do Projeto de Integração do São Francisco nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, o Cemafauna também realiza ações no estado da Bahia participando de operações de fiscalização ambiental a exemplo da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada pelo Ministério Público da Bahia em parceria com diversos órgãos ambientais. “Nós recomendamos à população que ao encontrar animais silvestres em suas residências, primeiro entrem em contato com os órgãos fiscalizadores para que então sejam tomadas as medidas necessárias para a recuperação desses animais”, afirma a coordenadora técnica e gerencial do Centro, Patricia Nicola.

Soltura veado. Foto: Divulgação
Soltura veado. Foto: Divulgação

Além disso, desde 2012 através do Museu de Fauna da Caatinga realiza ações de cunho socioambiental fomentando atividades, visitas guiadas e palestras temáticas sobre a importância da conservação da fauna da caatinga. No hall, cerca de 40 peças de animais típicos da caatinga taxidermizados estão em exposição com o intuito de ilustrar a rica fauna que é composta por mais de 1.500 espécies entre aves, mamíferos, anfíbios, peixes, répteis e insetos. Ainda nesse espaço é possível interagir com totens, dispositivos tecnológicos com vídeos, fotos, mapas e conteúdos sobre o trabalho desenvolvido pelo Cemafauna a favor da natureza.
 
“Já são 30 anos dedicados à conservação e ao manejo de fauna brasileira. Há oito conseguimos realizar um sonho que nos traz a sensação de missão cumprida, mas também de que há muito a se fazer sempre”, afirma o coordenador geral do Cemafauna, o biólogo e professor Luiz Cezar Pereira. Ao longo de todo esse tempo agindo nas caatingas, os analistas enfrentam a resistência de alguns, presenciam as tentativas de tráfico de animais silvestres que ocorrem com bastante frequência, mas também têm momentos de imensa satisfação. As solturas são prova de que o trabalho desenvolvido durante todos esses anos não está sendo em vão. “A cada soltura nós esperamos que os animais continuem o ciclo de vida natural, sobrevivam e se reproduzam. Esse é o final feliz que mais buscamos que aconteça”, declara a médica veterinária Geiza Rodrigues.
Dia Nacional de Defesa da Fauna

A data ficou instituída a partir da publicação no Diário Oficial do Decreto n° 3.607 assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em 22 de setembro de 2000. O documento designou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) como autoridade administrativa para implementar a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).

Cemafauna Caatinga. Foto: Divulgação
Cemafauna Caatinga. Foto: Divulgação
 
Fonte: Folha Geral

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...