sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um canal de irrigação na caatinga de Pernambuco .





Projeto de Irrigação Pontal - Codevasf/Petrolina


A foto
Nesta fotografia podemos observar parte do canal de irrigação do Projeto Pontal na caatinga do município de Petrolina, PE. A fotografia foi obtida no dia 22 de março de 2011.

O fato

A riqueza proporcionada pela irrigação na região semiárida do Nordeste é inquestionável. As margens do Rio São Francisco, são inúmeros projetos de irrigação que transformaram as terras secas em verdadeiros oásis. A produção desses projetos caracteriza-se, principalmente pela diversidade de hortaliças e frutas, principalmente as uvas sem sementes que são exportadas para muitos países. Embora a irrigação tenha sido um marco no desenvolvimento do Nordeste semiárido, as grandes estruturas dos canais de irrigação têm causado transformação na paisagem da caatinga por onde passam. Essas transformações, embora muitas vezes positivas como a perenização de pequenos rios e riachos com a água dos canais, em termos de bioma, podem trazer conseqüências negativas, visto que, a presença constante de água em determinadas áreas da caatinga, com certeza irá alterar o equilíbrio da fauna e flora da região atingida pelas águas que sobram nos canais, principalmente pela quebra da sazonalidade das águas nos pequenos rios e riachos da caatinga, visto que, o período de chuvas e secas é um marco regulador de muitas espécies de plantas e animais da caatinga.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Produção de carvão no Nordeste afeta áreas de caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro.


Uma operação conjunta entre órgãos policiais e ambientais deflagrada na Bahia e em São Paulo visa prender 29 suspeitos de irregularidades no comércio de carvão e na emissão de documentos públicos.
Os suspeitos são funcionários e ex-funcionários da Sema (Secretaria do Meio Ambiente) da Bahia, produtores, comerciantes e consultores. As fraudes em questão envolvem irregularidades na emissão de crédito de reposição florestal.
A reposição florestal é uma forma de compensação pela retirada ou consumo de produtos ou subprodutos de florestas, como lenha e carvão, oriundos do corte de mata nativa. O crédito de reposição é adquirido por quem precisa praticar a reposição, como vendedores de carvão, produtores de ferro-gusa e empresas que usam lenha, como pizzarias. Esses empresários podem comprar os créditos de pessoas que têm projetos de plantações de florestas aprovados pelo órgão ambiental.
Até o final da manhã desta sexta-feira, 18 de 29 mandados de prisão haviam sido cumpridos. A ação ocorre em 11 cidades baianas e na capital paulista. A operação cumpriria ainda 34 mandados de busca e apreensão, e é executada por cerca de 150 policiais civis, 25 promotores públicos, seis fiscais do Inema (Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia), além de servidores da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
A produção de carvão no Nordeste do País afeta áreas de caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro (com 80% de sua área no Nordeste), e que já perdeu 45% de sua cobertura vegetal. Números do governo federal apontam que 0,33% da biomassa da caatinga são transformados anualmente em carvão para abastecer a demanda por energia.
(Fonte: IG)


terça-feira, 19 de julho de 2011

Caatinga: Povoado em PE busca sobrevivência por meio da extração ilegal de madeira.

Até a década de 1940, quase todo mundo em Caroalina vivia do caroá. A planta gera uma fibra boa e resistente, que, no passado, já sustentou cidades inteiras.
Atividade em cidade pernambucana depende do corte de árvores nativas.


Antes do desenvolvimento da indústria têxtil, em meados dos anos 40, a população tirava o sustento da venda de fibra do caroá, planta da família do abacaxi, utilizada na fabricação de cordas. Mas, com a chegada das fibras sintéticas, a fábrica que utilizava a matéria-prima produzida no povoado foi fechada e atualmente, a planta é usada apenas por algumas mulheres que fazem artesanato.
Sem alternativa, a população de Caroalina viu no carvão a principal opção para a subsistência de suas famílias. O problema é que a atividade depende do corte de árvores nativas da caatinga, que só pode ser feito com autorização prévia do governo. São poucas as pessoas no povoado que têm essa autorização.
(Fonte: Globo Rural - 17/07/11)

sábado, 16 de julho de 2011

Projeto busca formas de garantir a permanência das famílias em Canudos.

A cidade, na Bahia, palco da guerra no final do século 19, foi reconstruída mais de uma vez. Hoje, ainda é um dos municípios mais pobres do Brasil.

A cidade de Canudos, na Bahia, palco da guerra no final do século 19, foi reconstruída mais de uma vez. Hoje, ainda é um dos municípios mais pobres do Brasil.
Para mudar essa realidade, a Universidade do Estado da Bahia, criou o Projeto Canudos, com a participação de mais de 40 organizações.
No fim do século 19, um homem magro, de barba e cabelos longos chegou a Canudos pregando o fim da injustiça social.
“Canudos era uma cidade trevo. Tinha estrada para todos os lados. Era um lugar de movimento. Ele pensou em se estabelecer no lugar com os seguidores”, explica o documentarista Claude Santos.
O pequeno grupo virou uma multidão em volta de Antonio Conselheiro. A revolta popular se transformou em guerra.
“Na realidade, se queria consolidar a República. Grupos políticos estavam brigando, querendo derrubar Prudente de Morais. O povo de Canudos paga por isso”, avalia o documentarista.
O conflito acabou quase um ano depois com uma população dizimada e uma cidade destruída.
“Os sobreviventes da guerra voltaram e começaram a reconstruir a cidade no início do século 20”, completa Santos.
No final da década de 90, a cidade reconstruída foi alagada com a criação de um açude. Com Canudos debaixo da água, pouco sobrou do cenário da guerra.
“Ficou o Parque de Canudos, que é uma zona um pouco afastada. A universidade preservou esse sítio histórico arqueológico e fez pesquisas”, explica Luiz Paulo Neiva, coordenador do Projeto Canudos.
A Universidade do Estado da Bahia trabalha há 25 anos para manter esse patrimônio.
“Quando entram no parque, as pessoas se defrontam com o sentimento da guerra. Nós temos o Vale da Morte, uma espécie de um cemitério militar. Nós temos o auto da favela, o local principal aonde a quarta expedição chegou e colocou a sua artilharia para atingir Canudos. Nós temos a fazenda velha e os hospitais de sangue. Enfim, esses sítios todos estão demarcados”, diz Paulo Neiva.
São mais de mil hectares de história, abertos à visitação e com entrada gratuita. “É o único palco de guerra estudado e delimitado do nosso país. Tem uma visitação razoável com cinco mil pessoas por ano”, explica Santos.
A 13 quilômetros do parque e da cidade submersa, nasceu a atual Canudos, a 410 quilômetros de Salvador. No centro, o Memorial Antônio Conselheiro abriga parte do acervo da guerra.
Durante uma estiagem, o açude secou e os arqueólogos conseguiram recuperar objetos importantes, como as seringas dos hospitais da guerra.
“Sempre que foram encontradas, todas as seringas estão em caixinhas de ferro, que dá para jogar o álcool, jogar o fogo e esterilizar”, diz a arqueóloga Cleonice Vergne.
São armas e munição com mais de um século. “Em seguida, você pode transformar esses bens patrimoniais, arqueológicos ou históricos em áreas de visitação turística, desde que essa visitação reverta em subsídios econômicos para as comunidades locais carentes”, lembra Cleonice.
A guerra aconteceu há mais de cem anos. Mas a luta do povo agora é contra a pobreza e o atraso sócio econômico. A cidade tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país. Mudar essa realidade é o atual desafio de Canudos.
“Nós refletimos com a comunidade a ideia de promover um desenvolvimento que fosse fundado na eficiência econômica, mas também fundado na equidade social e na prudência ecológica. O Projeto Canudos nasce com a ideia da promoção de um desenvolvimento sustentável não como modismo, mas como um desenvolvimento sustentável próprio, com cara dessa região e com voz do povo dessa região”, diz Paulo Neiva.
Uma vez por mês, uma enorme roda se forma para discutir problemas e procurar soluções. São 43 representantes da sociedade civil que, unida, começa a reescrever a própria história.
“Meu negócio é roça. Se for lá me encontrar, você vai me ver de botina e todo maramanhado. Eu só ando sujo. Eu gosto é de roça”, diz o morador.
O morador Domingos Humberto Macedo passou boa parte da vida fora da terra natal. Os filhos continuam longe. “Futuramente, eu melhorando, quero que eles voltem para ficar comigo”, planeja.
“A estratégia principal é da participação da população. Com isso, juntamos o conhecimento técnico e o conhecimento popular para trabalharmos para que a gente possa estudar os problemas e as potencialidades, desenvolver pesquisas e estudos, mas em todas as áreas do desenvolvimento”, explica Paulo Neiva.
O projeto tem cerca de 30 pesquisadores e professores. Canudos vive praticamente da banana. Todo ano, os produtores enfrentam o mesmo problema.
“A ideia seria que a gente montasse um sistema integrado entre produção orgânica, mudança do sistema de irrigação, localizando a água, e o manejo orgânico para que a gente pudesse avaliar os efeitos do vento sobre essa nova condição. Nos últimos dois anos, não houve tombamento de plantas”, diz Paulo Neiva.
Em breve, os 300 pequenos agricultores poderão adotar as mudanças da unidade teste.
O açude Cocorobo, criado para abastecer mais de 20 municípios, atinge apenas uma parte de Canudos. A quantidade de peixe também diminuiu radicalmente.
“É uma média de 60 toneladas ao mês. Depois da implantação da pesca predatória, hoje mesmo a produção não chega a dez toneladas por mês”, calcula Evaldo da Silva, presidente da colônica dos pescadores.
Uma solução imediata foi implantar a criação de peixe em cativeiro. “A piscicultura vem a somar com a pesca artesanal, facilitando os estoques se recuperarem. A quantidade de pescadores na atividade vai diminuir. Eles vão estar cuidando dos tanques. Os estoques naturais vão se recuperar”, diz Lucemario Xavier Batista, professor do curso de engenharia de pesca.
A meta é instalar dez tanques para cada pescador.
O agricultor Lúcio Conceição Santos passou por capacitação técnica do projeto e ensina os vizinhos um novo método de fazer ração. A energia elétrica e a água do açude não chegam a casa dele. “A seca é um fenômeno da natureza. A gente não consegue acabar com a seca, mas aprende a conviver com ela”, diz.
São alternativas que o Projeto Canudos ajudou a executar. Adubo orgânico, cisterna e a mata nativa preservada ajuda a proliferar as abelhas na região. Pelo menos duas vezes ao dia, eles se aventuram na mata.
Trinta apicultores produzem cem toneladas por ano. “A apicultura não trabalha só com a atividade prática. Nós precisamos de desenvolvimento técnico. Então, o Projeto Canudos conta também com o profissional dessa área. Temos certeza que através do projeto nós podemos agregar mais valor no produto”, diz João Evangelista, presidente da Associação dos Apicultores.


O Projeto Canudos se preocupa com a formação das crianças. A idéia é melhorar a qualidade das aulas e apresentar uma educação que valorize a história e a cultura da região.

(Fonte: Programa AÇÃO - Rede Globo)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Novo calango é encontrado na caatinga.

Descoberta recente do Tropidurus jaguaribanus na região sertaneja cearense mostra haver no Estado uma biodiversidade pouco conhecida e explorada em pesquisas científicas.
Uma nova espécie de lagarto é cientificamente reconhecida e enriquece a biodiversidade do sertão cearense (Foto: Arquivo Pessoal)


Na região sertaneja, mais especificamente nas localidades do Vale do Jaguaribe, região leste do Ceará, foi encontrada uma nova espécie de lagarto. A descoberta foi reconhecida cientificamente em junho com a publicação do trabalho no periódico Zootaxa, da Nova Zelândia.
Dentro de um projeto maior do Núcleo Regional de Ofiologia (Nurof-UFC), os professores universitários Daniel Cassiano e Daniel Cunha iniciaram, em 2008, uma comparação entre as espécies de lagartos popularmente conhecidos como calango-de-lajeiro.
Na região jaguaribana já foram localizadas um total de três espécies diferentes, porém, durante a análise, os professores universitários perceberam diversidades em cor e tamanho, além de outras especificidades, em um desses lagartos.
A diferença está na presença, no meio do dorso do animal, de uma única faixa clara longitudinal. Além disso, dentre as espécies do grupo, esta parece apresentar o maior tamanho.
Durante o período de dois anos, envolvendo pesquisa, conclusão e envio dos resultados para revistas científicas, os pesquisadores tiveram a contribuição da coleção da flora do laboratório da Universidade de São Paulo (USP), que enviou para eles duas das três espécies usadas na comparação.
Ao final do trabalho, os autores constataram que em meio a rochas e caatinga, há uma biodiversidade rica nas terras secas cearenses pouco explorada e estudada no Estado.
O novo lagarto foi registrado cientificamente como Tropidurus jaguaribanus, mas, assim como as outras três espécies já existentes, ele continuará sendo chamado e conhecido na região sertaneja como o calango-de-lajeiro.

Pesquisa

O Nurof-UFC mantém uma constante análise da biologia dos répteis e anfíbios das três regiões do Nordeste (serra, litoral e sertão), tendo como foco principal o estudo do veneno das serpentes (ofidismo).
Além de pesquisas científicas, que muito auxiliam na redução dos índices de acidentes com animais peçonhentos no Ceará, o Núcleo promove ações de extensão, como educação ambiental para a população rural e estudantil.
Ele foi criado em 1987 para atender as funções destinadas ao Núcleo de Ofiologia da região Nordeste e somente sob a coordenação de Diva Maria Borjas, iniciada em meados da década de 1990, que o ramo de suas pesquisas estenderam-se das cobras a todos os répteis e também aos anfíbios.
Segundo Cassiano, embora os trabalhos envolvendo os répteis do Ceará ainda sejam escassos e concentradas nas regiões serranas e no litoral, ele acredita que já estão aparecendo outros núcleos de pesquisa que não o Nurof-UFC.

Fique por dentro

Pesquisas da UFC

O calango remete-se ao nome comumente dado ao lagarto do gênero Tropidurus, conhecido pelo porte pequeno, hábitos diurnos, rápidos movimentos e vivência em locais secos. No Nordeste brasileiro, três espécies já foram encontradas (Tropidurus oreadicus, Tropidurus torquatus e Tropidurus itambere) e, este ano, mais uma foi descoberta por pesquisadores da UFC. Trata-se da Tropidurus jaguaribanus, o novo calango-de-lajeiro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Projeto resgata cultura sertaneja.

Alunos do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Modelo, em Iguatu (CE), conhecendo sobre aspectos sociais e culturais do sertanejo, que é desconhecido por muitos. O objetivo é fortalecer a tradição nordestina.

Apesar de viverem em cidades do interior, muitas crianças têm uma vida com características urbanas. Moram nas cidades e se divertem com jogos eletrônicos, sem conhecerem brincadeiras, modos de produção e de vida do sertão. O passado, mesmo recente, é desconhecido para milhares de adolescentes. Com o objetivo de mostrar um pouco da realidade social e cultural do sertanejo, a Escola Modelo de Iguatu desenvolveu o projeto Coisas do Sertão, que permitiu resgatar aspectos históricos e atuais das atividades diárias na zona rural.
Na véspera das festividades de São João, as atividades também estiveram voltadas para a cultura musical nordestina, danças típicas, trajes e instrumentos musicais. Os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental da instituição tiveram a oportunidade de conhecer sobre os modos de vida do sertanejo, do trabalhador rural, da dona de casa, do vaqueiro e da lavadeira de roupas. Em um cenário típico, montado na escola, os alunos saborearam chás do sertão e o cafezinho tradicional, feito de pó de café pilado em pilão antigo de madeira, passado na hora. As bebidas foram servidas com o delicioso chapéu de couro, uma iguaria feita de massa de milho, ovo, açúcar e canela.

Cotidiano sertanejo

Houve representação do homem do campo com seu cantil de cabaça para levar água para a roça, a engomadeira no ferro a brasa, a costureira trabalhando na máquina manual, o pescador, o vaqueiro com suas vestimentas pesadas e resistentes de couro. A ideia foi da professora Joana Custódio da Costa, que há mais de 20 anos alfabetiza crianças, na unidade de ensino. "Percebi que instrumentos de trabalho, que até pouco tempo eram usados, desapareceram das casas e as crianças de hoje sequer conhecem o modo de vida do sertanejo", disse a docente. "O nosso objetivo foi resgatar essas coisas".
Até no aspecto cultural, as antigas cantigas desapareceram e o tradicional forró pé de serra cedeu espaço para as bandas eletrônicas que invadem as rádios e fazem o gosto dos jovens. Pouco se conhece do ritmo original do baião, xote e arrasta pé. Na véspera do São João, o projeto procurou também resgatar canções das décadas de 1950 e 1960.
O encerramento das atividades não poderia ter sido diferente. Um animado forró pé de serra alegrou as crianças, mas o curioso é que alguns dos alunos tiveram oportunidade de conhecer e tocar um pouco dos instrumentos que forma o regional musical: o pandeiro, a sanfona e o triângulo, com orientação de músicos locais. O arrasta-pé ao som do forró "Sala de reboco" concluiu com muita animação o projeto de atividades sociais e culturais voltado também para a temática das questões ecológicas, debatidas durante o último mês de junho. A professora Joana Custódio observou que o importante do projeto é a participação ativa das crianças que vestidas de forma caracterizada, fizeram dramatizações e deram explicações sobre o bioma Caatinga, instrumentos musicais e ferramentas de trabalho da roça.
"A nossa vegetação precisa ser preservada, valorizada, mas ainda é muito desconhecida", frisou Joana. "Infelizmente, a cada ano, avança o desmatamento". A docente espera que as futuras gerações protejam o meio ambiente e vivam de forma sustentável.

MAIS INFORMAÇÕES

Escola Modelo de Iguatu

Rua Santos Dumont, S/N - Centro

Região Centro-sul

Telefone: (88) 3581.1622

(Fonte: Honório Barbosa - Diário do Nordeste)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...