quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seminário promovido pelo CERBCAA/PE em Afogados da Ingazeira discute a caatinga.



Durante os dias 08 e 09 de dezembro, aconteceu na Pousada de Brotas, no município de Afogados da Ingazeira (PE), o Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE (Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga em Pernambuco) em Afogados da Ingazeira. O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” é promover ações visando à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.

O projeto atende a 17 municípios da Caatinga situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando. Como metas, Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga; Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto; Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente e criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população.

O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. A degradação da caatinga, principalmente pela ocupação humana e desmatamento para levar lenha aos fornos de empresas do estado de forma ilegal e sem fiscalização alguma, é o maior desafio.

O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga, tem o patrocínio do FEMA – Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco.

Dentro da programação, aconteceu adesivaço no centro de Afogados da Ingazeira, palestras com Hélvio Polito (Secretário Executivo da SEMAS) sobre a Criação de Unidades de "Conservação Estadual no Bioma Caatinga", e sobre a importância das Unidades de Conservação da Natureza, com Ana Virgínia Melo (Ibama), posse dos membros do subcomitê da Caatinga, entrega de certificados, e planejamento de atividades.

Fotos do Seminário:

O Coordenador do CERBCAA/PE, Elcio e sua esposa Emília
e Hélvio Polito, Sec. Executivo da SEMAS

 





























terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pernambuco começa a medir fluxo de CO2 na atmosfera dos sertões

Pernambuco começa a medir fluxo de CO2 na atmosfera dos sertões



Atentos aos possíveis efeitos das mudanças climáticas na Caatinga, pesquisadores de 13 instituições públicas federais e estaduais concluem a instalação da segunda torre de medição de gás carbônico no semiárido.


Por Francis Lacerda e Robério Coutinho



No início do mês de março de 2011, passou a funcionar a segunda torre de monitoramento de CO2 do Estado. O equipamento foi instalado em Araripina, no Campo Experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). A ação integra as metas do Estudo das Mudanças Climáticas e seus impactos em Pernambuco (Muclipe),projeto aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e coordenado pelo Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A primeira torre foi instalada em Petrolina, em dezembro de 2010, na Embrapa Semiárido. De acordo com a coordenadora do Muclipe e Lamepe, Francis Lacerda, com a instalação e operacionalidade dos equipamentos, o Estado passa a realizar estudos pioneiros sobre a vulnerabilidade da Caatinga diante dos efeitos das alterações climáticas na Região.

Também será possível analisar os efeitos da degradação do bioma na alteração do clima. “A utilização dos dados coletados pelas torres permitirá a realização de experimentos científicos capazes de investigar o que acontece com o clima do Estado com a degradação da Caatinga”, conta Francis. Verificar a possibilidade da ocorrência de chuva ácida no semiárido e o tempo e a forma com que as variações no clima podem influenciar na degradação da caatinga também podem ser pesquisados.

Os dados monitorados pelas torres de gás carbônico serão utilizados em modelos atmosféricos capazes de gerar cenários futuros de como estará o clima e a caatinga em 2015, 2020, 2030 e 2050. Os respectivos cenários apresentarão uma escala que varia segundo as condições climáticas mais otimista e pessimista. Francis informa que os experimentos já começam a ser montados a partir do próximo ano.


“O Bioma passou milhares de anos para buscar o equilíbrio no clima semiárido, portanto, é preciso antecipar os cenários associados com os efeitos das mudanças climáticas para subsidiar na atualidade, as melhores formas de mitigação e adaptação dos impactos na Caatinga”, conta Francis. Ela ressalta que até hoje, sabe-se pouco sobre a relação do papel do bioma no clima semiárido.


No município de Petrolina, o equipamento está colhendo dados numa área de caatinga que se encontra preservada. Já em Araripina, serão monitoradas as condições meteorológicas em um ambiente degradado. “Vamos fazer a correlação entre os dois cenários para avaliar como se comporta a interrelação do Bioma e o clima”, diz


“A comparação entre os dados coletados pela torre em Petrolina e a de Araripina permitirá identificar o tempo em que a Caatinga leva para se degradar em condições climáticas extremas”, diz Francis. Ela destaca que os resultados dos impactos das mudanças climáticas e seus respectivos cenários futuros nos municípios de Araripina e Petrolina servirão de modelo para estudos em outros municiípios que apresentam o clima árido e semi-árido do Nordeste brasileiro.

Esta ação do Muclipe pode ainda permitir a realização de estudos sobre os impactos da alteração do clima na saúde da população. Em conjunto com a FioCruz podem ser feitas correlações entre doenças respiratórias e o nível de poluentes na atmosfera de Araripina. “Com a torre, é possível avaliar a real distribuição de poluentes na localidade”, diz Francis. O projeto também permite a elaboração de estudos para identificar o potencial econômico da Caatinga, por meio da sua potencialidade em absorver gás carbônico da atmosfera. “Caso se comprove a eficiência em seqüestrar CO2 do ambiente, o negócio internacional com créditos de carbono pode ser uma nova opção financeira dos sertanejos”, garante.
(Fonte: IPA)



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CERBCAA/PE promove o Seminário de Integração do I Subcomitê em Afogados da Ingazeira (PE).

"Na caatinga, o homem bicho bate em retirada,carregando apenas trapos, cambaleia. Cai" (Graciliano Ramos)
Acima postamos a programação da nossa próxima reunião ordinária que acontecerá conjuntamente com o  Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE em Afogados da Ingazeira, nos dias 08 e 09 do próximo mês de dezembro.
 
O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” foi promover ações visando à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.

O projeto atendeu a  17 municípios da nossa CAATINGA situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando:

• Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga;

• Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto;
• Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente;
• Divulgar os recursos naturais da Caatinga;
• Criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população

O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga, teve o patrocínio do FEMA - Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco.

Agradecemos a todos que contribuíram de maneira decisiva para a implantação do I Subcomitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga no Pajeú : membros do CERBCAA/PE, autoridades, técnicos, sociedade civil organizada e colaboradores.

Leia também as referências sobre o Projeto em:
Seminário Valorização do Bioma Caatinga - Tuparetama
Projeto "Valorização do Bioma Caatinga" - Brejinho
Projeto Valorização do Bioma Caatinga - Blog da Ema
Comitê Estadual discute a Valorização do Bioma Caatinga - IPA
Encontro sobre preservação da Caatinga em Triunfo

A Importância de Valorizar a Caatinga

As belezas e os problemas da caatinga.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Típico canto nordestino ajuda vaqueiros a reunir gado na caatinga.


Tradição passada de pai para filho, o aboio está presente na rotina dos homens que ganham a vida tangendo gado.

O aboio é um canto nordestino que os vaqueiros usam para contar suas histórias e a dos seus companheiros, e que está presente no dia a dia dos homens que ganham a vida tangendo gado na Caatinga. O aboio acompanha os vaqueiros nas atividades diárias e no meio da Caatinga é usado para reunir o gado. Deroaldo de Carvalho, o Seu Deiró, é vaqueiro desde os 13 anos, herdou a profissão do pai e aprendeu a aboiar ainda menino. Ele garante que os animais conseguem compreendê-lo. “A gente coloca os apelidos nos animais e eles atendem por aquele apelido, igual a uma pessoa”, diz. “Cada vaca tem seu apelido e quando a gente chama, tem algumas delas que chegam ao ponto de berrar”, revela.


Não se sabe a data exata de quando surgiram os primeiros aboios, o certo é que na lida com o gado ou no encontro com os companheiros de profissão, o canto próprio dos vaqueiros sempre está presente. Quando os vaqueiros aboiadores se encontram, há sempre o desafio: um improvisa alguns versos, outro responde e assim a reunião vai ficando animada.

Entre tantos aboiadores, há somente uma mulher: Adelina Maria da Conceição, a Dona Adelina, dona de casa e esposa de vaqueiro. Ela aprendeu sozinha a arte de entoar o canto do sertão. “Eu ouvia no rádio, eu via vaqueiro aboiar, aí fui entoando na cabeça, foi me dando aquela invocação, e aí nesse dia eu comecei”, conta.

As letras dos aboios na maioria das vezes fala do universo do homem que trabalha no meio da Caatinga. José Fagner, ou Zezinho Aboiador, é um apaixonado pelas toadas e se inspirou em outros aboiadores para fazer desta profissão o seu modo de vida. “Desde menino que eu comecei a escutar Vavá Machado e Marculino, comecei a me identificar com isso, comecei a observar que era o que eu queria, que era o meu sonho”, lembra. “Escutar estes homens me deu muita inspiração e comecei a fazer um repente, me inspirando neles – no Galego Aboiador também – e hoje é um prazer muito grande para mim poder fazer estes repentes”, revela.

A cultura do aboio não é ensinada na escola. Ela é passada de pai para filho, de avô para neto. Luiz Eduardo, de quatro anos, e seu primo Eric Fernando, de seis, são netos de Seu Luiz Antônio dos Santos, vaqueiro há 50 anos, e que não esconde o orgulho de ver os meninos seguindo seus passos. “A gente fica contente. É uma semente que a gente está plantando e que quero colher bem colhida. Com fé no poder de Deus, eles vão seguir. Vão estudar, vão ficar melhor que eu. Vão estudar e seguir a vida do campo, se Deus quiser”, espera.
(Fonte: Bahia Rural  e  Lagoa Nova destaque)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desmatamento da Caatinga.

A vegetação predominante em Pernambuco é a caatinga, com 87% da cobertura vegetal do Estado. Entretanto, esta vegetação que só existe no Brasil, está sendo completamente devastada. Durante qualquer viagem de Recife ao interior pode-se cruzar com vários caminhões carregados com lenha retiradas da caatinga click. Lenha que abastecem fornalhas de padarias, em várias cidades do interior e capital, além de carvoarias e construção civil, principalmente em Recife. A situação se agrava no Sertão do Araripe, onde a produção de gesso está desmatando cada vez mais a caatinga.
Este registro abaixo foi no município de Sertânia-PE, entre os distritos de Cruzeiro do Nordeste e Moderna, BR-110 caminho para Ibimirim-PE, 300 Km do Recife.

(Foto de Heitor Salvador)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Trabalho preserva caatinga nas obras de transposição do São Francisco.


Biólogos lutam para preservar espécies vegetais na área de caatinga.  Grupo resgata amostras de plantas e sementes.

O vai e vem dos caminhões e as máquinas não param, quilômetros de vegetação já foram desmatados desde que as obras da transposição começaram. Entre tantos operários, uma turma especial segue na linha de frente pela vida.
O grupo não mede esforços para realizar uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, que se estende por 402 quilômetros no eixo norte e 220 quilômetros no eixo leste.
A elaboração do inventário florístico e o resgate de espécies permitem o reconhecimento da flora na região degradada. Nada passa despercebido, sementes são coletadas, árvores medidas e amostras de flores são colhidas. Tudo é registrado com a ajuda de um GPS, aparelho que registra a localização exata de cada planta.
O trabalho começou em 2008 e conta com a participação de biólogos e estudantes dos cursos de ciências biológicas, zootecnia, agronomia e engenharia agrícola e ambiental. Trabalhadores rurais também fazem parte do projeto que tem como objetivo, conhecer e preservar o bioma caatinga.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e saiba como funciona os estudos dentro da universidade.
(Fonte: G1.globo.com)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Comitê Estadual da Caatinga realizará sua 22ª Reunião Ordinária no IPA em Recife (PE).


No próximo dia 17.11 (quinta-feira), a partir das 08:30h na sala de reuniões do Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, os membros do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga estarão reunidos na 22ª Reunião Ordinária. Na pauta constam apresentações sobre Serviços Ambientais, Cultura da Terra e a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio+20.

Como se sabe, o Banco do Nordeste do Brasil, e o Instituto Nordeste XXI, irão realizar a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio+20, nos dias 13, 14, 15 e 16 de março de 2012, na sede do Banco, em Fortaleza (CE).

O encontro que seria realizado nos dias 9, 10 e 11 de novembro foi adiado em função da solicitação dos Comitês Estaduais que reivindicaram maior espaço de tempo para difundir, mobilizar e preparar a pauta de cada uma das unidades da Federação envolvidas com o evento.
Tal mudança não acarretará prejuízos quanto a inserção do bioma Caatinga na pauta oficial da Rio+20 pelo fato da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) ser o órgão oficial de representação dos biomas brasileiros junto à organização do evento a se realizar de 20 a 22 de junho de 2012 no Rio de janeiro.

A conferência tem como objetivos: Discutir a gestão do bioma Caatinga; Elaborar o documento intitulado "Declaração da Caatinga", que formalizará os compromissos a serem assumidos pelos governos e demais setores da sociedade para a promoção do desenvolvimento sustentável do bioma e por fim inserir, por meio da Declaração da Caatinga, as questões relacionadas ao bioma nas discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20.
Para a mobilização da sociedade local, estão sendo instalados os Comitês Estaduais, responsáveis por mobilizar e organizar a participação dos estados Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe na Conferência Regional.
Caberá aos comitês a condução do processo de articulação e debate no âmbito estadual, bem como a consolidação do conjunto de ações, propostas e compromissos a serem apresentados na Conferência Regional. Os comitês estaduais são compostos por representantes do Governo do Estado, da Superintendência Estadual do Banco do Nordeste e da Assembléia Legislativa.

Com efeito, o propósito maior da I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio+20 além do compromisso político renovado para o desenvolvimento sustentável desse bioma, é garantir a Caatinga na pauta oficial das discussões da Rio +20.

Abaixo o convite do Coordenador Geral do CERBCAA/PE, Elcio Barros:

"Convidamos todos Caatingueiros a participarem da nossa reunião ordinária a ser realizada amanhã, dia 17, na sede do IPA em Recife, a partir das 08:30 hs.
Entre outros assuntos discutiremos a realização da Pré Conferência Estadual A CAATINGA NA RIO +20, e teremos uma palestra sobre Pagamento de Serviços Ambientais.
Lembrando que nossas reuniões são sempre abertas ao público em geral".

Elcio Barros - Coord Geral do CERBCAA/PE


(Fonte: Caatinga Rio+20)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...