segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Parque é ampliado na Serra das Confusões (PI). Área passa a ter 823,4 mil hectares.

        Foto: Nelson Yoneda/ ICMBio


Onça-pintada (Panthera onça) habita a Serra das Confusões

O Parque Nacional da Serra das Confusões (PNSC), localizado no Piauí (leia-se nos municípios de Guaribas, Santa Luz, Cristino Castro, Alvorada do Gurguéia, Canto do Buriti, Tamboril do Piauí, Brejo do Piauí, Jurema, Caracol, Redenção de Gurguéia, Curimatá e Bom Jesus), teve sua área ampliada de 523 mil hectares para 823,4 mil.
A razão de sua ampliação se deve ao fato de o parque estar em área dos biomas Caatinga, Cerrado e encraves florestais de Floresta Estacional Decidual (conhecida como “florestas secas”, que representam o ambiente florestal de terras baixas mais ameaçadas do Brasil). Ou seja, sua manutenção é importante porque é responsável pela recarga de aquíferos e mananciais formadores de rios, riachos e olhos d'água; pela preservação de sítios arqueológicos, além de fomentar o ecoturismo na região.
O Parque Nacional da Serra das Confusões foi criado por decreto em 2 de outubro de 1998. A região se caracteriza pela ocorrência de chapadas, vales e boqueirões que abrigam ecossistemas de Caatinga Arbórea. Com a sua ampliação serão preservados ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental.
A medida autoriza o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a promover e executar as desapropriações dos imóveis rurais privados existentes no parque. A sua ampliação contribuirá significativamente para o aumento da área protegida da Caatinga, de forma que venha a ser possível atingir a meta governamental de se proteger pelo menos 10% da área original deste bioma.
A região abriga inúmeras espécies endêmicas, sendo encontradas, por exemplo, 13 das 18 espécies de aves consideradas endêmicas da Caatinga, destacando-se a jacucaca (Penelope jacucaca), ameaçada de extinção. Também são encontradas espécies de animais de grande e médio porte ameaçados de extinção e já não encontrados em outras partes do Nordeste Brasileiro, como onça-pintada (Panthera onca), tatu canastra (Priodontes maximus) e tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactila).
Além disso, a formação geológica e a conservação de ecossistemas naturais da região propiciam também a preservação de uma rica história arqueológica. Podem ser encontrados na região inúmeros sítios arqueológicos, inclusive com ferramentas líticas e pinturas rupestres que contam a história do Homem, habitante da região há cerca de 30 mil anos.
(Fonte: EPTV.com)

Uma caminhada pela paisagem exótica da Serra das Confusões, um Parque Nacional localizado no Piauí. Videorreportagem e edição de Tomaz Cavalieri:



sábado, 8 de janeiro de 2011

Ministério do Meio Ambiente vai realizar censo florestal no País

A Caatinga será um dos biomas estudados em Pernambuco.

O Inventário terá como objetivo a análise dos tipos de árvores, idade e saúde, além da capacidade de armazenamento de biomassa e carbono. Convênio com governo do Estado deve ser firmado este mês
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai realizar este ano um censo florestal em todos os Estados do País. O inventário terá como objetivo a análise dos tipos de árvores, idade e saúde, além da capacidade de armazenamento de biomassa e carbono. Um projeto-piloto começou a ser desenvolvido em dezembro no Distrito Federal. No Nordeste, já foram firmados convênios com o Ceará e Sergipe. De acordo com Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do MMA responsável pelo projeto, o convênio com o governo do Estado deverá ser firmado este mês. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também deverá participar da equipe técnica. No Estado, serão analisadas a mata atlântica e a caatinga.
“O trabalho será importante para sabermos o que acontece com as florestas de todo o País. Estados e municípios terão informações para o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente voltadas para preservação, manejo e sustentabilidade. Também teremos informações precisas para apresentar em fóruns internacionais de meio ambiente”, explica Antônio Carlos Hummel. Além disso, o inventário poderá contribuir para a capacitação de profissionais da área de engenharia florestal. O MMA quer repetir o mapeamento a cada cinco anos. O último censo florestal realizado no País, no fim da década de 70, nunca chegou a ser concluído.
O Brasil tem hoje 516 milhões de hectares de área de floresta, o que equivale a 60% do território. O inventário florestal vai analisar cerca de 20 mil pontos de florestas em todo o País, distantes 20 quilômetros um do outro.
Serão coletadas informações como número, altura, diâmetro e espécies de árvores, tipo de solo, estoque de carbono e biomassa, condição fitossanitária (saúde) das árvores, quantidade de matéria orgânica morta e vestígios de exploração florestal. Também será feito um levantamento socioambiental para conhecer a relação das populações locais com a floresta.
“Geralmente, vemos apenas dados negativos sobre as nossas florestas, como áreas de desmatamento. O inventário poderá trazer boas notícias, como o descobrimento de novas espécies ou o ressurgimento de outras que eram consideradas extintas”, acrescenta Hummel. Atualmente, o monitoramento das florestas brasileiras é feito por satélites.
(Fonte: Jornal do Commercio - Mariana Araújo)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aventura Selvagem e a Coruja Buraqueira da Caatinga


Em expedição pela Paraíba, Richard Rasmussen descobre algumas praças especiais no Aventura Selvagem desta sexta, 6 de agosto.
No alto das figueiras, vivem várias preguiças, mamíferos que passam a maior parte do tempo dormindo sobre os galhos. Aliás, eles fazem tudo em cima das árvores, inclusive se reproduzem. Nem precisa dizer o quanto nosso aventureiro fica fascinado com esses moradores das alturas.
Ao saber que o grupo de uma árvore não se relaciona com o de outra, gerando indivíduos com problemas genéticos, o Richard bola um plano para mudar essa situação. Junto com pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba e com biólogos da Área de Proteção Ambiental, ele resolve levar uma preguiça para conhecer o grupo de outra árvore, a fim de promover o cruzamento entre eles. Uma tarefa nada fácil, mas que deixa Richard muito feliz.
Além das preguiças, um sapo gorducho cruza o caminho do selvagem e serve de modelo para várias demonstrações das características da espécie.
Mas o melhor de tudo é o encontro com um dos bicho mais esquisito das últimas aventuras: o urutau. Uma ave rara que também vive numa praça e passa despercebida até por quem já a conhece. Ela usa um disfarce inusitado, que só vai saber quem assistir a essa aventura até o final.
No quadro Sobrevivendo na Natureza, Richard descobre um jeito inteligente dos sertanejos matarem a sede na caatinga, durante o período das secas.
(Fonte: SBT)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Informações sobre florestas são reunidas em livro de bolso.

Clique aqui para baixar a versão em PDF

As principais informações do setor florestal do país estão reunidas no livro de bolso Florestas do Brasil em Resumo 2010, que o Serviço Florestal Brasileiro lançou no último mês de dezembro.
A publicação, de 152 páginas, aborda, entre outros assuntos, características dos seis biomas, avanços na gestão das florestas, aspectos socioeconômicos da área florestal e ensino e pesquisa relacionados ao tema.
Neste minilivro, que atualiza informações presentes na primeira edição da obra, foram incluídas informações sobre crédito florestal, manejo florestal na Amazônia e na Caatinga, unidades de conservação estaduais e comparativo mundial do estoque de biomassa florestal viva.
"Esta é uma obra em movimento. As informações sobre floresta são dinâmicas e, portanto, as atualizações serão constantes", afirma a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo Ramos.
As seções foram organizadas de forma curta e objetiva para que o leitor manuseie a publicação com facilidade e encontre rapidamente os dados que procura.
Veja algumas das informações presentes em cada capítulo:

As florestas brasileiras

A publicação mostra que existem 509 milhões de hectares de florestas naturais e 6,8 milhões de hectares de florestas plantadas. O número de florestas plantadas aumentou cerca de 200 mil hectares entre 2008 e 2009 e a produtividade de metros cúbicos por hectare de pinus e eucalipto - que ocupam mais de 90% da área plantada - também, devido a fatores como o uso de novas tecnologias, por exemplo, o melhoramento genético de sementes.

Os biomas brasileiros e suas florestas

Esta seção apresenta tabelas de dados e mapas sobre a cobertura florestal dos seis biomas, o volume de madeira, o estoque de carbono armazenado na biomassa e informações adicionais a respeito de cada um deles. A Amazônia, por exemplo, tem cerca de 45 mil espécies de plantas e vertebrados, uma das biodiversidades mais ricas do mundo, mas enfrenta o desafio de conciliar conservação dos recursos com uso pela população.

Gestão florestal

Os principais planos de governo para estimular o desenvolvimento sustentável estão nesse item, que fala, por exemplo, da criação do Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, das concessões florestais na Amazônia e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Esta seção apresenta ainda 13 linhas e programas de crédito florestal, suas finalidades e o agente financeiro que as operam.

Monitoramento das florestas

A série histórica do desmatamento na Amazônia entre 1988 e 2010 está nesta seção, onde é possível visualizar a queda no corte da floresta a partir de 2004. O capítulo também fala do Sistema Nacional de Parcelas Permanentes para o monitoramento da dinâmica das florestas naturais e plantadas e do Inventário Florestal Nacional.

Áreas protegidas e biodiversidade

Existem hoje 309 unidades de conservação federais, sendo 172 de uso sustentável e 137 de uso integral. A divisão por categoria e a área de cada uma estão nesse item, que também traz a área de unidades de conservação por bioma e a lista de espécies madeireiras ameaçadas de extinção.

Aspectos socioeconômicos do setor florestal

O número de empregos formais no setor florestal decresceu entre 2007 e 2009, e contava com cerca de 616 mil trabalhadores no ano passado. Nos setores de produção de celulose e papel e de produção moveleira, porém, houve aumento no número de empregos nos últimos anos.
Tabelas apresentam dados de exportação e importação de produtos florestais e dados recentes sobre os pólos madeireiros da Amazônia Legal.

Ensino e pesquisa florestal

Em 2009, o país formou mais de 300 mestres e doutores em engenharia florestal e ciências florestais, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Este capítulo mostra um mapa da distribuição dos cursos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos no país. Os principais centros de pesquisa no tema, exceto as universidades, contam com cerca de 200 profissionais entre graduados, mestres e doutores.

Comparações internacionais

O topo de três importantes dados florestais é ocupado por países distintos. A Rússia tem a maior área florestal, cerca de 810 milhões de hectares; a China, a maior área de florestas plantadas, 77 milhões de hectares, e o Brasil, o maior estoque de carbono na biomassa florestal o Brasil, cerca de 62 bilhões de toneladas.
(Fonte:  Ascom/MMA)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Volume de chuva fica acima da média em várias partes do país


Em várias partes do país o volume de chuva ficou acima da média em dezembro. O problema é que em algumas regiões essa chuva foi mal distribuída. Choveu muito no início do mês e depois parou. É o caso do sertão de Pernambuco, que vive um momento chamado de seca verde.
No campo, o agricultor José Carlos da Silva confere o resultado do que plantou há pouco mais de uma semana. Na terra seca já é possível ver alguns brotos de feijão. Mesmo com as sementes germinadas, o agricultor não tem garantia de que a lavoura vai vingar.
“Essas sementes a gente guardou do ano anterior. Plantamos, ela começou a germinar, mas pelo visto, se não chover, vai perder tudo. É uma seca verde”, disse José Carlos.
Esta é a situação enfrentada por mais de 70 famílias do distrito de Atalho, a 100 km de Petrolina, no sertão pernambucano. Apesar da paisagem vistosa, o sertanejo ainda não tem previsão de safra. O pouco que choveu não foi suficiente para abastecer açudes e barreiros que dão sustentabilidade à produção.
O ponto de água mais próximo fica a três quilômetros da comunidade. Mesmo assim, os agricultores não podem contar com essa alternativa porque o açude está quase seco.
O agricultor Antônio Francino da Silva, que já viu a fartura de água em anos anteriores lamenta a situação. “Aquela que abastecia toda a comunidade está fazendo mais de um ano que está seca. A perspectiva de chuva está longe, só estamos vendo sol agora“, disse Antônio.
A água só foi suficiente para devolver o verde à caatinga, característica dessa vegetação que reage mesmo com pouca chuva. Um alento para os produtores rurais que criam cabras e ovelhas e que agora têm o que dar de comer para os animais.
“Aqui com esse pasto verde, quando a gente tira eles do chiqueiro e do curral, eles já saem comendo. Na seca, eles saíam de cabeça baixa comendo a terra, porque não tinha o alimento”, conta a agricultora Isabel Francisca da Silva. (Fonte: Globo Rural)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Patrimônio da natureza ameaçado na caatinga.


A estrada, que liga o Sudeste ao Nordeste, passa por cima de cavernas em São Desidério, na Bahia. Uma das cavernas guarda o maior lago subterrâneo do Brasil.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Onde está a água limpa e fresca do planeta.


Fresh Water: The Essence of Life from Conservation International on Vimeo.

O vídeo acima, da Conservation International, foi feito para mostrar a importância de preservar os mananciais de água. Quando o calor estiver insuportável e você pensar em dar um mergulho em um rio ou tomar um banho gostoso de cachoeira, pense no privilégio que é um pouco de água doce e limpa no planeta de hoje.
(Fonte: Blog do Planeta)

O Blog da Caatinga vai dar uma descansada nos próximos dias, que ninguém é de ferro. Coisa rápida. Na segunda-feira, dia 27, a página retorna cheia de fôlego e, o que é mais importante, de notícias sobre o nosso Bioma Caatinga e o Meio Ambiente. Feliz Natal a todos os Caatingueiros.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...