segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cinco fatos sobre a água que você pode não saber..


A água está em toda parte, certo? Na verdade, para um recurso tão abundante, água limpa é surpreendentemente escassa. Menos de 1% de toda água doce é acessível para uso humano direto, o que representa apenas 0,007% de toda a água na Terra. Aposto que você não sabia disso. Confira mais cinco fatos sobre água limpa e descubra o que mais você não sabia:

1. Água não potável e falta de saneamento mata mais pessoas anualmente do que todas as formas de violência, incluindo a guerra . Beber água não potável pode incubar algumas doenças muito assustadoras, como E. coli, Salmonella cólera e hepatite A. Dada essa quantidade de bactérias, não é nenhuma surpresa que a água, ou melhor a falta dela, faz com que 42 mil mortes a cada semana.
2. Mais pessoas têm acesso a um telefone celular do que a um banheiro. Hoje, 2,5 bilhão de pessoas carecem de acesso a banheiros. Isso significa que o esgoto transborda para rios e córregos, contaminando a água potável e podendo causar a doença.
3. Todos os dias, mulheres e crianças na África andam um total de 109 milhões de horas para conseguir água. Elas fazem isso carregando cisternas que pesam cerca de 40 quilos quando cheio, a fim de recolher a água que, em muitos casos, ainda está poluída. Além disso, colocam uma grande pressão sobre seus corpos, andam longas distâncias mantendo as crianças fora da escola enquanto as mulheres ficam longe de outras oportunidades que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida em suas comunidades.
4. É necessário 6,3 litros de água para produzir apenas um hambúrguer. É preciso de 6,3 litros desde a rega do trigo para o pão até o fornecimento de água para cozinhar a vaca e assar o pão. E isso é apenas uma refeição! Levaria mais de 1,8 bilhões de galões de água para fazer apenas um hambúrguer para cada pessoa nos Estados Unidos.
5. O norte-americano usa em média 159 litros de água por dia – mais de 15 vezes a média por pessoa no mundo em desenvolvimento. Para tomar banho, lavar as mãos, regar os jardins e lavar os carros, os americanos usam uma grande quantidade de água. Para colocar as coisas em perspectiva, o uso chuveiro numa média de cinco minutos serão utilizados cerca de 10 litros de água. Agora imagine usar apenas 10 litros para tomar banho, lavar suas roupas, cozinhar as suas refeições e saciar a sua sede.
(Fonte: Blog Action Day e Meu Mundo Sustentável)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Comunidades se beneficiam de produtos produzidos com plantas da caatinga.


A Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga é uma rede de associações que coletam, produzem e beneficiam produtos do sertão. Tudo é vendido dentro do conceito do comércio justo e solidário.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Parque é ampliado na Serra das Confusões (PI). Área passa a ter 823,4 mil hectares.

        Foto: Nelson Yoneda/ ICMBio


Onça-pintada (Panthera onça) habita a Serra das Confusões

O Parque Nacional da Serra das Confusões (PNSC), localizado no Piauí (leia-se nos municípios de Guaribas, Santa Luz, Cristino Castro, Alvorada do Gurguéia, Canto do Buriti, Tamboril do Piauí, Brejo do Piauí, Jurema, Caracol, Redenção de Gurguéia, Curimatá e Bom Jesus), teve sua área ampliada de 523 mil hectares para 823,4 mil.
A razão de sua ampliação se deve ao fato de o parque estar em área dos biomas Caatinga, Cerrado e encraves florestais de Floresta Estacional Decidual (conhecida como “florestas secas”, que representam o ambiente florestal de terras baixas mais ameaçadas do Brasil). Ou seja, sua manutenção é importante porque é responsável pela recarga de aquíferos e mananciais formadores de rios, riachos e olhos d'água; pela preservação de sítios arqueológicos, além de fomentar o ecoturismo na região.
O Parque Nacional da Serra das Confusões foi criado por decreto em 2 de outubro de 1998. A região se caracteriza pela ocorrência de chapadas, vales e boqueirões que abrigam ecossistemas de Caatinga Arbórea. Com a sua ampliação serão preservados ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental.
A medida autoriza o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a promover e executar as desapropriações dos imóveis rurais privados existentes no parque. A sua ampliação contribuirá significativamente para o aumento da área protegida da Caatinga, de forma que venha a ser possível atingir a meta governamental de se proteger pelo menos 10% da área original deste bioma.
A região abriga inúmeras espécies endêmicas, sendo encontradas, por exemplo, 13 das 18 espécies de aves consideradas endêmicas da Caatinga, destacando-se a jacucaca (Penelope jacucaca), ameaçada de extinção. Também são encontradas espécies de animais de grande e médio porte ameaçados de extinção e já não encontrados em outras partes do Nordeste Brasileiro, como onça-pintada (Panthera onca), tatu canastra (Priodontes maximus) e tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactila).
Além disso, a formação geológica e a conservação de ecossistemas naturais da região propiciam também a preservação de uma rica história arqueológica. Podem ser encontrados na região inúmeros sítios arqueológicos, inclusive com ferramentas líticas e pinturas rupestres que contam a história do Homem, habitante da região há cerca de 30 mil anos.
(Fonte: EPTV.com)

Uma caminhada pela paisagem exótica da Serra das Confusões, um Parque Nacional localizado no Piauí. Videorreportagem e edição de Tomaz Cavalieri:



sábado, 8 de janeiro de 2011

Ministério do Meio Ambiente vai realizar censo florestal no País

A Caatinga será um dos biomas estudados em Pernambuco.

O Inventário terá como objetivo a análise dos tipos de árvores, idade e saúde, além da capacidade de armazenamento de biomassa e carbono. Convênio com governo do Estado deve ser firmado este mês
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai realizar este ano um censo florestal em todos os Estados do País. O inventário terá como objetivo a análise dos tipos de árvores, idade e saúde, além da capacidade de armazenamento de biomassa e carbono. Um projeto-piloto começou a ser desenvolvido em dezembro no Distrito Federal. No Nordeste, já foram firmados convênios com o Ceará e Sergipe. De acordo com Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do MMA responsável pelo projeto, o convênio com o governo do Estado deverá ser firmado este mês. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também deverá participar da equipe técnica. No Estado, serão analisadas a mata atlântica e a caatinga.
“O trabalho será importante para sabermos o que acontece com as florestas de todo o País. Estados e municípios terão informações para o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente voltadas para preservação, manejo e sustentabilidade. Também teremos informações precisas para apresentar em fóruns internacionais de meio ambiente”, explica Antônio Carlos Hummel. Além disso, o inventário poderá contribuir para a capacitação de profissionais da área de engenharia florestal. O MMA quer repetir o mapeamento a cada cinco anos. O último censo florestal realizado no País, no fim da década de 70, nunca chegou a ser concluído.
O Brasil tem hoje 516 milhões de hectares de área de floresta, o que equivale a 60% do território. O inventário florestal vai analisar cerca de 20 mil pontos de florestas em todo o País, distantes 20 quilômetros um do outro.
Serão coletadas informações como número, altura, diâmetro e espécies de árvores, tipo de solo, estoque de carbono e biomassa, condição fitossanitária (saúde) das árvores, quantidade de matéria orgânica morta e vestígios de exploração florestal. Também será feito um levantamento socioambiental para conhecer a relação das populações locais com a floresta.
“Geralmente, vemos apenas dados negativos sobre as nossas florestas, como áreas de desmatamento. O inventário poderá trazer boas notícias, como o descobrimento de novas espécies ou o ressurgimento de outras que eram consideradas extintas”, acrescenta Hummel. Atualmente, o monitoramento das florestas brasileiras é feito por satélites.
(Fonte: Jornal do Commercio - Mariana Araújo)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aventura Selvagem e a Coruja Buraqueira da Caatinga


Em expedição pela Paraíba, Richard Rasmussen descobre algumas praças especiais no Aventura Selvagem desta sexta, 6 de agosto.
No alto das figueiras, vivem várias preguiças, mamíferos que passam a maior parte do tempo dormindo sobre os galhos. Aliás, eles fazem tudo em cima das árvores, inclusive se reproduzem. Nem precisa dizer o quanto nosso aventureiro fica fascinado com esses moradores das alturas.
Ao saber que o grupo de uma árvore não se relaciona com o de outra, gerando indivíduos com problemas genéticos, o Richard bola um plano para mudar essa situação. Junto com pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba e com biólogos da Área de Proteção Ambiental, ele resolve levar uma preguiça para conhecer o grupo de outra árvore, a fim de promover o cruzamento entre eles. Uma tarefa nada fácil, mas que deixa Richard muito feliz.
Além das preguiças, um sapo gorducho cruza o caminho do selvagem e serve de modelo para várias demonstrações das características da espécie.
Mas o melhor de tudo é o encontro com um dos bicho mais esquisito das últimas aventuras: o urutau. Uma ave rara que também vive numa praça e passa despercebida até por quem já a conhece. Ela usa um disfarce inusitado, que só vai saber quem assistir a essa aventura até o final.
No quadro Sobrevivendo na Natureza, Richard descobre um jeito inteligente dos sertanejos matarem a sede na caatinga, durante o período das secas.
(Fonte: SBT)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Informações sobre florestas são reunidas em livro de bolso.

Clique aqui para baixar a versão em PDF

As principais informações do setor florestal do país estão reunidas no livro de bolso Florestas do Brasil em Resumo 2010, que o Serviço Florestal Brasileiro lançou no último mês de dezembro.
A publicação, de 152 páginas, aborda, entre outros assuntos, características dos seis biomas, avanços na gestão das florestas, aspectos socioeconômicos da área florestal e ensino e pesquisa relacionados ao tema.
Neste minilivro, que atualiza informações presentes na primeira edição da obra, foram incluídas informações sobre crédito florestal, manejo florestal na Amazônia e na Caatinga, unidades de conservação estaduais e comparativo mundial do estoque de biomassa florestal viva.
"Esta é uma obra em movimento. As informações sobre floresta são dinâmicas e, portanto, as atualizações serão constantes", afirma a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo Ramos.
As seções foram organizadas de forma curta e objetiva para que o leitor manuseie a publicação com facilidade e encontre rapidamente os dados que procura.
Veja algumas das informações presentes em cada capítulo:

As florestas brasileiras

A publicação mostra que existem 509 milhões de hectares de florestas naturais e 6,8 milhões de hectares de florestas plantadas. O número de florestas plantadas aumentou cerca de 200 mil hectares entre 2008 e 2009 e a produtividade de metros cúbicos por hectare de pinus e eucalipto - que ocupam mais de 90% da área plantada - também, devido a fatores como o uso de novas tecnologias, por exemplo, o melhoramento genético de sementes.

Os biomas brasileiros e suas florestas

Esta seção apresenta tabelas de dados e mapas sobre a cobertura florestal dos seis biomas, o volume de madeira, o estoque de carbono armazenado na biomassa e informações adicionais a respeito de cada um deles. A Amazônia, por exemplo, tem cerca de 45 mil espécies de plantas e vertebrados, uma das biodiversidades mais ricas do mundo, mas enfrenta o desafio de conciliar conservação dos recursos com uso pela população.

Gestão florestal

Os principais planos de governo para estimular o desenvolvimento sustentável estão nesse item, que fala, por exemplo, da criação do Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, das concessões florestais na Amazônia e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Esta seção apresenta ainda 13 linhas e programas de crédito florestal, suas finalidades e o agente financeiro que as operam.

Monitoramento das florestas

A série histórica do desmatamento na Amazônia entre 1988 e 2010 está nesta seção, onde é possível visualizar a queda no corte da floresta a partir de 2004. O capítulo também fala do Sistema Nacional de Parcelas Permanentes para o monitoramento da dinâmica das florestas naturais e plantadas e do Inventário Florestal Nacional.

Áreas protegidas e biodiversidade

Existem hoje 309 unidades de conservação federais, sendo 172 de uso sustentável e 137 de uso integral. A divisão por categoria e a área de cada uma estão nesse item, que também traz a área de unidades de conservação por bioma e a lista de espécies madeireiras ameaçadas de extinção.

Aspectos socioeconômicos do setor florestal

O número de empregos formais no setor florestal decresceu entre 2007 e 2009, e contava com cerca de 616 mil trabalhadores no ano passado. Nos setores de produção de celulose e papel e de produção moveleira, porém, houve aumento no número de empregos nos últimos anos.
Tabelas apresentam dados de exportação e importação de produtos florestais e dados recentes sobre os pólos madeireiros da Amazônia Legal.

Ensino e pesquisa florestal

Em 2009, o país formou mais de 300 mestres e doutores em engenharia florestal e ciências florestais, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Este capítulo mostra um mapa da distribuição dos cursos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos no país. Os principais centros de pesquisa no tema, exceto as universidades, contam com cerca de 200 profissionais entre graduados, mestres e doutores.

Comparações internacionais

O topo de três importantes dados florestais é ocupado por países distintos. A Rússia tem a maior área florestal, cerca de 810 milhões de hectares; a China, a maior área de florestas plantadas, 77 milhões de hectares, e o Brasil, o maior estoque de carbono na biomassa florestal o Brasil, cerca de 62 bilhões de toneladas.
(Fonte:  Ascom/MMA)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Volume de chuva fica acima da média em várias partes do país


Em várias partes do país o volume de chuva ficou acima da média em dezembro. O problema é que em algumas regiões essa chuva foi mal distribuída. Choveu muito no início do mês e depois parou. É o caso do sertão de Pernambuco, que vive um momento chamado de seca verde.
No campo, o agricultor José Carlos da Silva confere o resultado do que plantou há pouco mais de uma semana. Na terra seca já é possível ver alguns brotos de feijão. Mesmo com as sementes germinadas, o agricultor não tem garantia de que a lavoura vai vingar.
“Essas sementes a gente guardou do ano anterior. Plantamos, ela começou a germinar, mas pelo visto, se não chover, vai perder tudo. É uma seca verde”, disse José Carlos.
Esta é a situação enfrentada por mais de 70 famílias do distrito de Atalho, a 100 km de Petrolina, no sertão pernambucano. Apesar da paisagem vistosa, o sertanejo ainda não tem previsão de safra. O pouco que choveu não foi suficiente para abastecer açudes e barreiros que dão sustentabilidade à produção.
O ponto de água mais próximo fica a três quilômetros da comunidade. Mesmo assim, os agricultores não podem contar com essa alternativa porque o açude está quase seco.
O agricultor Antônio Francino da Silva, que já viu a fartura de água em anos anteriores lamenta a situação. “Aquela que abastecia toda a comunidade está fazendo mais de um ano que está seca. A perspectiva de chuva está longe, só estamos vendo sol agora“, disse Antônio.
A água só foi suficiente para devolver o verde à caatinga, característica dessa vegetação que reage mesmo com pouca chuva. Um alento para os produtores rurais que criam cabras e ovelhas e que agora têm o que dar de comer para os animais.
“Aqui com esse pasto verde, quando a gente tira eles do chiqueiro e do curral, eles já saem comendo. Na seca, eles saíam de cabeça baixa comendo a terra, porque não tinha o alimento”, conta a agricultora Isabel Francisca da Silva. (Fonte: Globo Rural)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...