sábado, 24 de dezembro de 2011

Conheça o Parque da Cidade de Pedras, no Piauí.


O Parque Nacional das Sete Cidades fica a 190 quilômetros de Teresina. O local tem 6,2 mil hectares e é famoso pelos monumentos geológicos.

Terra de encantos e cultura preservada. Partimos da Capital, Teresina, e viajamos 170 quilômetros até Piracuruca, onde está um dos mais famosos parques nacionais do País: Sete Cidades. uma metrópole de pedra. Uma área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, com 6.000 hectares protegidos pelo Ibama. E por gente como o turistólogo Oziel de Araújo Monteiro, voluntário na defesa desse patrimônio e "inventor" de uma nova profissão: curiólogo, "cara curioso, que aprende tudo e vivencia na alma o lugar", como ele mesmo define.
E o curiólogo que praticamente nasceu dentro do parque é nosso guia para conhecer de perto estas Sete Cidades e suas fantásticas atrações. Segundo o "curiólogo" Oziel, no Parque "o xique-xique é um cacto chique duas vezes".
Chique mesmo é contemplar as formações de arenito, distribuídas em sete blocos, onde a mãe Natureza mostrou todo o dom artístico. São rochas de 400 milhões de anos, aproximadamente, quando o sertão nordestino era mar. Com o recuo das águas, os mineirais ficaram expostos a temperaturas elevadas e começaram a tomar formas diversas. Hoje o sertão ainda tem água. As nascentes que brotam no Parque abastecem o circuito das águas e suas piscinas naturais.

A imaginação ganha formas

E nas montanhas de pedra, a arquiteta imaginação cria um novo mundo... imaginário. Lentamente, surge uma tartaruga. E outro bicho, o elefante. Do outro lado, descansa o cachorro, um São Bernardo. Até animais gigantes e famosos têm espaço, como o lendário King Kong. O boi sem chifre e o galo sem cabeça também estão lá. O galo literalmente perdeu a cabeça: segundo o turistólogo Oziel "diz a história que os primitivos degolaram a cabeça dele porque ele cantava muito cedo".
Em Sete Cidades a imaginação não tem limites nem distâncias. Nessa pedra, por exemplo, o nome veio de longe, da França: é o Arco do Triunfo, ou simplesmente Arco, para os mais antigos. Segundo os místicos esse seria um portal para um novo mundo. E quem atravessasse poderia fazer até 3 pedidos. Com 3 exceções: nem casamento, nem riqueza, nem beleza. Eu já sou casado, não me preocupo muito com dinheiro e sei que não sou nenhum galã. Vou fazer meus pedidos aqui, mas em segredo.
Nas Sete Cidades, um mapa do Brasil, na pedra. E até quem proclamou a Independência do brasil foi homenageado: D. Pedro I parece estar comendo alface.

Misticismo na gruta

Na quarta cidade está um lugar muito frequentado por romeiros, a gruta do Catirina. Era um eremita, um curandeiro, que tinha ervas medicinais e com elas tentava curar o filho deficiente físico e mental. "A vinda do Catirina para essa gruta foi por pressão da sociedade, por causa do problema do filho. Imagine na década de 20 ou 30 o que era isso no sertão do Piauí", conta Oziel.
Depois da saída de Catirina, as pessoas passaram a frequentar a gruta, fazer rezas, acender velas e deixar oferendas aqui. A poucos metros da caverna está o túmulo onde o eremita e o filho foram enterrados.
O Parque de Sete Cidades é famoso pelas marcas do passado. No Sítio Arqueológico do Camaleão, figuras retratam como era a vida há 6.000 anos. Com a palavra o turistólogo Oziel: "O que se sabe é que houve ocupação humana na pré-história, mas alguns historiadores dizem que foram os fenícios, há 3.000 anos; outros dizem que foram os vickings; outros, que foram os extraterrestres e alguns autores brasileiros atribuem aos primitivos mesmo, tribos do kiriris ou tabajaras, que viveram nessa região na faixa de 2.000 a 3.000 anos atrás.
"Tem um clima de misticismo, de arqueologia, é um lugar fascinante", opina o turista Roberto Broder.

Bendita maldição!

Diz a lenda que Sete Cidades é resultado de uma maldição lançada a um príncipe e a uma princesa, petrificados em forma de lagartos, um de frente para o outro, a pouicos metros. Os 7 reinos viraram rochas. Diz a lenda também, segundo Oziel, que quando os lagartos "príncipe" e "princesa" se reencontrarem e se beijarem, tudo voltará ao normal. "Mas tem que ser naturalmente, ninguém pode apressar o processo senão vira pedra também", esclarece o turistólogo.
Enquanto o feitiço não se desfaz, vale contemplar a magia da cidade de pedras.
(Fonte: EPTVglobo)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pernambuco cria primeira reserva estadual na caatinga.

 


Helvio Polito


Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, a 450 km do Recife, é a primeira reserva estadual de caatinga de Pernambuco A secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade – Semas concluiu o processo de criação da primeira Unidade de Conservação (UC) estadual no bioma Caatinga. Após conclusão dos estudos técnicos, da audiência pública realizada em Serra Talhada e da aprovação do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), a formalização da reserva depende apenas do decreto que será assinado nos próximos dias pelo governador Eduardo Campos. O Parque Estadual Mata da Pimenteira será implantado no município de Serra Talhada, a 450 Km do Recife.
“É um momento histórico e um passo fundamental para a preservação deste bioma único no mundo, que tem importância cada dia maior para reduzir os impactos do aquecimento global e evitar a desertificação do nossa região semi-árida”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier, também presidente do Consema.
Durante este ano, técnicos da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e da Semas, realizaram o processo de análise e reconhecimento das áreas que vão compor essa UC. Com 887 hectares, o Parque Estadual Mata da Pimenteira será composto por fragmentos da Serra Talhada, Serra Branca e da Mata da Pimenteira, que vai dar nome ao Parque. A criação da UC vai contribuir para a preservação e a restauração da diversidade ecológica da Caatinga naquela região.
As características biológicas da área e a necessidade de ampliar as atividades de pesquisas já existentes no local levaram os técnicos da Semas e da CPRH a categorizar a UC como Parque Estadual permitindo assim a realização de atividades ecoturísticas ressaltando as vocações naturais, culturais, artísticas, históricas da região.
O secretário executivo da Semas, Hélvio Polito, explicou que área onde será implantada a UC foi identificada, segundo estudos da UFRPE, como área de alta importância biológica para conservação. “A Universidade de Pernambuco e a UFRPE já possuem centros de pesquisa naquela região. O Parque Mata da Pimenteira será o quintal das universidades, possibilitando que elas realizem pesquisas criando assim uma cadeia de informações para preservação da Caatinga, um Bioma ainda pouco estudado na sua biodiversidade”, enfatizou.
Em junho deste ano a Semas instituiu o Comitê Executivo para Implantação de Unidades de Conservação em Pernambuco. Desde que foi criado o Comitê já identificou outras áreas prioritárias na Caatinga para criação de novas UC’s.
O secretário Sérgio Xavier informou que outras 12 áreas de caatinga estão sendo estudadas e, em breve, serão transformadas também em unidades de conservação. “Nossa meta é implantar 81 unidades de conservação da Mata Atlântica e Caatinga até 2014, agregando, no entorno, projetos de geração de emprego e renda para as comunidades locais com atividades sintonizadas com a proteção, como sementeiras, apicultura, ecoturismo, ecoesportes, educação ambiental etc”, enfatizou.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seminário promovido pelo CERBCAA/PE em Afogados da Ingazeira discute a caatinga.



Durante os dias 08 e 09 de dezembro, aconteceu na Pousada de Brotas, no município de Afogados da Ingazeira (PE), o Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE (Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga em Pernambuco) em Afogados da Ingazeira. O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” é promover ações visando à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.

O projeto atende a 17 municípios da Caatinga situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando. Como metas, Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga; Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto; Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente e criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população.

O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. A degradação da caatinga, principalmente pela ocupação humana e desmatamento para levar lenha aos fornos de empresas do estado de forma ilegal e sem fiscalização alguma, é o maior desafio.

O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga, tem o patrocínio do FEMA – Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco.

Dentro da programação, aconteceu adesivaço no centro de Afogados da Ingazeira, palestras com Hélvio Polito (Secretário Executivo da SEMAS) sobre a Criação de Unidades de "Conservação Estadual no Bioma Caatinga", e sobre a importância das Unidades de Conservação da Natureza, com Ana Virgínia Melo (Ibama), posse dos membros do subcomitê da Caatinga, entrega de certificados, e planejamento de atividades.

Fotos do Seminário:

O Coordenador do CERBCAA/PE, Elcio e sua esposa Emília
e Hélvio Polito, Sec. Executivo da SEMAS

 





























terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pernambuco começa a medir fluxo de CO2 na atmosfera dos sertões

Pernambuco começa a medir fluxo de CO2 na atmosfera dos sertões



Atentos aos possíveis efeitos das mudanças climáticas na Caatinga, pesquisadores de 13 instituições públicas federais e estaduais concluem a instalação da segunda torre de medição de gás carbônico no semiárido.


Por Francis Lacerda e Robério Coutinho



No início do mês de março de 2011, passou a funcionar a segunda torre de monitoramento de CO2 do Estado. O equipamento foi instalado em Araripina, no Campo Experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). A ação integra as metas do Estudo das Mudanças Climáticas e seus impactos em Pernambuco (Muclipe),projeto aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e coordenado pelo Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A primeira torre foi instalada em Petrolina, em dezembro de 2010, na Embrapa Semiárido. De acordo com a coordenadora do Muclipe e Lamepe, Francis Lacerda, com a instalação e operacionalidade dos equipamentos, o Estado passa a realizar estudos pioneiros sobre a vulnerabilidade da Caatinga diante dos efeitos das alterações climáticas na Região.

Também será possível analisar os efeitos da degradação do bioma na alteração do clima. “A utilização dos dados coletados pelas torres permitirá a realização de experimentos científicos capazes de investigar o que acontece com o clima do Estado com a degradação da Caatinga”, conta Francis. Verificar a possibilidade da ocorrência de chuva ácida no semiárido e o tempo e a forma com que as variações no clima podem influenciar na degradação da caatinga também podem ser pesquisados.

Os dados monitorados pelas torres de gás carbônico serão utilizados em modelos atmosféricos capazes de gerar cenários futuros de como estará o clima e a caatinga em 2015, 2020, 2030 e 2050. Os respectivos cenários apresentarão uma escala que varia segundo as condições climáticas mais otimista e pessimista. Francis informa que os experimentos já começam a ser montados a partir do próximo ano.


“O Bioma passou milhares de anos para buscar o equilíbrio no clima semiárido, portanto, é preciso antecipar os cenários associados com os efeitos das mudanças climáticas para subsidiar na atualidade, as melhores formas de mitigação e adaptação dos impactos na Caatinga”, conta Francis. Ela ressalta que até hoje, sabe-se pouco sobre a relação do papel do bioma no clima semiárido.


No município de Petrolina, o equipamento está colhendo dados numa área de caatinga que se encontra preservada. Já em Araripina, serão monitoradas as condições meteorológicas em um ambiente degradado. “Vamos fazer a correlação entre os dois cenários para avaliar como se comporta a interrelação do Bioma e o clima”, diz


“A comparação entre os dados coletados pela torre em Petrolina e a de Araripina permitirá identificar o tempo em que a Caatinga leva para se degradar em condições climáticas extremas”, diz Francis. Ela destaca que os resultados dos impactos das mudanças climáticas e seus respectivos cenários futuros nos municípios de Araripina e Petrolina servirão de modelo para estudos em outros municiípios que apresentam o clima árido e semi-árido do Nordeste brasileiro.

Esta ação do Muclipe pode ainda permitir a realização de estudos sobre os impactos da alteração do clima na saúde da população. Em conjunto com a FioCruz podem ser feitas correlações entre doenças respiratórias e o nível de poluentes na atmosfera de Araripina. “Com a torre, é possível avaliar a real distribuição de poluentes na localidade”, diz Francis. O projeto também permite a elaboração de estudos para identificar o potencial econômico da Caatinga, por meio da sua potencialidade em absorver gás carbônico da atmosfera. “Caso se comprove a eficiência em seqüestrar CO2 do ambiente, o negócio internacional com créditos de carbono pode ser uma nova opção financeira dos sertanejos”, garante.
(Fonte: IPA)



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CERBCAA/PE promove o Seminário de Integração do I Subcomitê em Afogados da Ingazeira (PE).

"Na caatinga, o homem bicho bate em retirada,carregando apenas trapos, cambaleia. Cai" (Graciliano Ramos)
Acima postamos a programação da nossa próxima reunião ordinária que acontecerá conjuntamente com o  Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE em Afogados da Ingazeira, nos dias 08 e 09 do próximo mês de dezembro.
 
O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” foi promover ações visando à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.

O projeto atendeu a  17 municípios da nossa CAATINGA situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando:

• Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga;

• Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto;
• Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente;
• Divulgar os recursos naturais da Caatinga;
• Criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população

O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga, teve o patrocínio do FEMA - Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco.

Agradecemos a todos que contribuíram de maneira decisiva para a implantação do I Subcomitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga no Pajeú : membros do CERBCAA/PE, autoridades, técnicos, sociedade civil organizada e colaboradores.

Leia também as referências sobre o Projeto em:
Seminário Valorização do Bioma Caatinga - Tuparetama
Projeto "Valorização do Bioma Caatinga" - Brejinho
Projeto Valorização do Bioma Caatinga - Blog da Ema
Comitê Estadual discute a Valorização do Bioma Caatinga - IPA
Encontro sobre preservação da Caatinga em Triunfo

A Importância de Valorizar a Caatinga

As belezas e os problemas da caatinga.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Típico canto nordestino ajuda vaqueiros a reunir gado na caatinga.


Tradição passada de pai para filho, o aboio está presente na rotina dos homens que ganham a vida tangendo gado.

O aboio é um canto nordestino que os vaqueiros usam para contar suas histórias e a dos seus companheiros, e que está presente no dia a dia dos homens que ganham a vida tangendo gado na Caatinga. O aboio acompanha os vaqueiros nas atividades diárias e no meio da Caatinga é usado para reunir o gado. Deroaldo de Carvalho, o Seu Deiró, é vaqueiro desde os 13 anos, herdou a profissão do pai e aprendeu a aboiar ainda menino. Ele garante que os animais conseguem compreendê-lo. “A gente coloca os apelidos nos animais e eles atendem por aquele apelido, igual a uma pessoa”, diz. “Cada vaca tem seu apelido e quando a gente chama, tem algumas delas que chegam ao ponto de berrar”, revela.


Não se sabe a data exata de quando surgiram os primeiros aboios, o certo é que na lida com o gado ou no encontro com os companheiros de profissão, o canto próprio dos vaqueiros sempre está presente. Quando os vaqueiros aboiadores se encontram, há sempre o desafio: um improvisa alguns versos, outro responde e assim a reunião vai ficando animada.

Entre tantos aboiadores, há somente uma mulher: Adelina Maria da Conceição, a Dona Adelina, dona de casa e esposa de vaqueiro. Ela aprendeu sozinha a arte de entoar o canto do sertão. “Eu ouvia no rádio, eu via vaqueiro aboiar, aí fui entoando na cabeça, foi me dando aquela invocação, e aí nesse dia eu comecei”, conta.

As letras dos aboios na maioria das vezes fala do universo do homem que trabalha no meio da Caatinga. José Fagner, ou Zezinho Aboiador, é um apaixonado pelas toadas e se inspirou em outros aboiadores para fazer desta profissão o seu modo de vida. “Desde menino que eu comecei a escutar Vavá Machado e Marculino, comecei a me identificar com isso, comecei a observar que era o que eu queria, que era o meu sonho”, lembra. “Escutar estes homens me deu muita inspiração e comecei a fazer um repente, me inspirando neles – no Galego Aboiador também – e hoje é um prazer muito grande para mim poder fazer estes repentes”, revela.

A cultura do aboio não é ensinada na escola. Ela é passada de pai para filho, de avô para neto. Luiz Eduardo, de quatro anos, e seu primo Eric Fernando, de seis, são netos de Seu Luiz Antônio dos Santos, vaqueiro há 50 anos, e que não esconde o orgulho de ver os meninos seguindo seus passos. “A gente fica contente. É uma semente que a gente está plantando e que quero colher bem colhida. Com fé no poder de Deus, eles vão seguir. Vão estudar, vão ficar melhor que eu. Vão estudar e seguir a vida do campo, se Deus quiser”, espera.
(Fonte: Bahia Rural  e  Lagoa Nova destaque)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desmatamento da Caatinga.

A vegetação predominante em Pernambuco é a caatinga, com 87% da cobertura vegetal do Estado. Entretanto, esta vegetação que só existe no Brasil, está sendo completamente devastada. Durante qualquer viagem de Recife ao interior pode-se cruzar com vários caminhões carregados com lenha retiradas da caatinga click. Lenha que abastecem fornalhas de padarias, em várias cidades do interior e capital, além de carvoarias e construção civil, principalmente em Recife. A situação se agrava no Sertão do Araripe, onde a produção de gesso está desmatando cada vez mais a caatinga.
Este registro abaixo foi no município de Sertânia-PE, entre os distritos de Cruzeiro do Nordeste e Moderna, BR-110 caminho para Ibimirim-PE, 300 Km do Recife.

(Foto de Heitor Salvador)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...