quarta-feira, 11 de agosto de 2010

INPE vai monitorar desertificação no Semiárido.

As mudanças climáticas vão aumentar a vulnerabilidade do processo de desertificação do Semiárido nordestino, disse  no último dia 9 o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara. Ele não acredita que a transposição de águas do Rio São Francisco e os açudes conseguirão amenizar o problema da desertificação que tem origem no aquecimento global.

O diretor do Inpe falou durante assinatura de acordo de cooperação entre o instituto e o Ministério do Meio Ambiente, para criação de um sistema de alerta precoce de secas e desertificação no Semiárido nordestino. O sistema vai fazer previsões sobre o clima na região, apontar as probabilidades de uso da terra e prever as variações climáticas. Segundo Gilberto Câmara, o Semiárido é a região do país que merece mais atenção em relação às consequências do aquecimento global.

Sistema vai monitorar risco de desertificação no Semiárido

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vai elaborar o Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação no Semiárido brasileiro. O objetivo é desenhar cenários de vulnerabilidade resultantes do uso da terra, com ênfase na questão da desertificação, além de fazer previsões sobre mudanças climáticas.
Para viabilizar a implantação do sistema, o Inpe e o Ministério do Meio Ambiente assinaram ontem (9) em acordo de cooperação, durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD).
No encontro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a adoção de políticas públicas destinadas ao Semiárido para os próximos dez anos, a fim de amenizar os efeitos negativos das mudanças climáticas. Segundo a ministra, a Caatinga já perdeu 50% da cobertura original. “É necessário, pelo menos, tentar evitar que a situação se agrave ainda mais”, disse ela, ao destacar a necessidade de investimentos dos bancos públicos na área.
Na ocasião, foram empossados no CNDC 11 membros da sociedade civil, a maioria da Região Nordeste. Izabella Teixeira afirmou que o colegiado “precisa ter a mesma importância do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), dada a magnitude da sua destinação”.
Para a ministra, o CNDC deve buscar a adoção de medidas estruturantes, sem as quais não será possível obter resultados. “É preciso que a comissão aponte caminhos, com a convergência de objetivos e de ações.” Ela destacou, por exemplo, que a demanda por alimentos no país nas próximas décadas estará condicionada ao uso sustentável dos recursos naturais. “Sem água não haverá energia nem agricultura.”
Izabella Teixeira criticou a falta de engajamento dos prefeitos nas discussões sobre sustentabilidade do meio ambiente, “crucial num momento em que o tema desperta a atenção no Brasil e no mundo inteiro”. Ela lembrou que todas as previsões para os efeitos negativos do clima feitas há 30 anos se confirmaram.
Segundo a ministra, os prefeitos, “quando fazem suas marchas a Brasília, não trazem na sua agenda assuntos de interesse do meio ambiente”.
Izabella Teixeira disse que tratar do assunto de forma estratégica é fundamental, dada a importância para a produção de alimentos, a geração de energia e a redução de desastres naturais, como as enchentes ocorridas em Alagoas e Pernambuco em consequência de chuvas, que também tiveram exemplos drásticos em outros pontos do planeta, como no Paquistão.

(Reportagem de Lourenço Canuto, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 10/08/2010)
Leia também: Impactos das Mudanças Climáticas no Sertão




terça-feira, 10 de agosto de 2010

CONSERVAÇÃO DA CAATINGA: Edital incentiva criação de Reservas Particulares.


Até o dia 16 de agosto, a Associação Caatinga recebe
projetos para criação de RPPNs no Ceará


A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, é um dos que mais sofrem degradação no País. Originalmente, a Caatinga cobria aproximadamente 11% do território brasileiro. Nos dias atuais, o seu nível de degradação é bastante preocupante. Estudos recentes, divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), apontam que pelo menos 45% de toda a Caatinga já foi destruída.
Mais alarmante ainda é que o Ceará tem participação significativa neste cenário. Foi pensando em frear esta degradação e garantir a proteção das áreas restantes, que a Aliança Caatinga, formada por instituições que têm o mesmo propósito, lançou, no dia 9 de julho, o 2º Edital do Programa de Incentivo à Conservação em Terras Privadas na Caatinga.
Para a coordenadora do Projeto Caatinga Preservada, da Associação Caatinga, Natasha Chaves Cavalcante, "esses editais são importantes por prestarem apoio a proprietários rurais que desejam criar em suas áreas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Como é um ato voluntário, eles são estímulos para os proprietários reservarem um espaço de suas áreas para os cuidados com o bioma da Caatinga".
Segundo o MMA, dos 20 municípios campeões de desmatamento da Caatinga nos últimos oito anos, sete estão no Ceará. Além do nível de alteração e desmatamento, se for considerado que somente cerca de 1% do bioma é protegido legalmente por unidades de conservação de proteção integral, a Caatinga assume a posição de bioma brasileiro menos protegido do País e, consequentemente, o mais ameaçado. Além disso, os poucos remanescentes das florestas da Caatinga estão localizadas em terras privadas.

Estratégia

Neste contexto, a proposta de criação e manutenção de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) é extremamente importante como estratégia para a conservação do bioma, a manutenção dos recursos hídricos e, também, a redução de emissões de gases do efeito estufa. Por outro lado, alguns números alegram os militantes ambientais e a sociedade: a conservação da paisagem em terras privadas na Caatinga, por meio RPPN, já corresponde a 10% das áreas especialmente protegidas nesse bioma.
Somente no Ceará já são 16 reservas privadas. A estimativa é que o edital possibilite a criação de mais dez novas RPPNs. "Nós também esperamos apoiar nove planos de manejo em RPPN já estabelecidas no Ceará, para aquelas já existentes. Isso tudo no bioma Caatinga", afirma Natasha.
No Ceará, o bioma Caatinga está praticamente em todos os municípios, exceto àqueles localizados na região litorânea e nas serras, que têm Mata Atlântica.
O 2º edital de apoio a projetos, lançado recentemente pela Aliança da Caatinga, faz parte do Projeto Caatinga Preservada: Segurança Hídrica e Emissão Evitada de Carbono no Semiárido, patrocinado pela MPX e coordenado pela Associação Caatinga. O edital apoiará diretamente proprietários rurais no Estado do Ceará que desejam criar RPPN, bem como proprietários que já possuem RPPN em suas áreas e que desejam fortalecer a proteção das áreas por meio da elaboração do plano de manejo e ações de manutenção da integridade da RPPN.
Trata-se de esforço que parte de ato voluntário do proprietário rural em promover a conservação em sua propriedade e, assim, contribuir para preservação de florestas e ambientes naturais do bioma Caatinga, como forma de garantir a manutenção dos sistemas hídricos que contribuem para abastecimento e a segurança alimentar das comunidades do sertão nordestino. Os projetos para apoio a criação e gestão de RPPN no Ceará deverão ser enviados diretamente para a Associação Caatinga até o dia 16 de agosto. O edital, anexos e documentos necessários estão disponíveis no site da instituição.



Voluntariado

"Como é um ato voluntário, os editais estimulam os proprietários a cuidarem do bioma da Caatinga"

Natasha Chaves Cavalcante

Coord. do Projeto Caatinga Preservada


MAIS INFORMAÇÕES

Associação Caatinga

Rua Cláudio Manuel Dias Leite, 50

Cocó - Fortaleza/ (85) 3241.0759

www.acaatinga.org.br

Emanuelle Lobo

Especial para o Regional - (Fonte: Diário do Nordeste)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Conferência Internacional: Conservação da Caatinga é tema de debate na ICID 2010.


Estação Ecológica Federal Raso da Catarina - Foto: MMA
Freiar o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são alternativas para conter a desertificação na região semiárida.


No Brasil, 95% das áreas suscetíveis à desertificação estão na Caatinga. Bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga já teve quase metade de sua cobertura vegetal desmatada. Por isso, combater o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são focos de ações para conter a desertificação na região.
A criação de áreas protegidas na Caatinga é uma das prioridades do Ministério do Meio Ambiente. Experiências mundiais de criação de unidades de conservação (UC) para o combate à desertificação serão debatidas durante a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID 2010), de 16 a 20 de agosto, em Fortaleza (CE). O evento vai reunir representantes de mais de 100 países.
No dia 17, às 14h, o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Fábio França, vai falar sobre o trabalho do governo brasileiro na criação de UCs na Caatinga. A Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, em parceria com o Instituto Chico Mendes e com a ONG TNC, definiu uma agenda de criação de unidades de conservação, que prevê 20 novas áreas.
Já foi criada uma UC e duas estão em processo de criação. O Monumento Nacional do Talhado do São Francisco (AL, BA, SE) foi criado em junho do ano passado. Ainda será criado o Parque Nacional do Boqueirão da Onça (BA) e ampliado o Parque Nacional das Confusões (PI).
Essas ações ampliam em 2% a área protegida da Caatinga. Segundo o Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga, produzido pelo MMA e a ONG TNC, lançado em 2008, a Caatinga tem 7% da sua área em unidades de conservação federais e estaduais e terras indígenas, sendo 1% área de proteção integral.
Ferramentas de adaptação às mudanças climáticas também serão apresentadas na mesa-redonda, assim como trabalhos desenvolvidos na Ásia e África e o panorama da desertificação nas Américas.
Uso sustentável - Responsável pelo Núcleo Bioma Caatinga, João Arthur Seyffarth vai coordenar painel sobre conservação e uso sustentável de espécies nativas, no dia 18, às 8h30. O manejo e conservação da Caatinga, conhecido por GEF Caatinga, desenvolve alternativas para o uso sustentável do bioma, tanto para atividades de manejo florestal madeireiro quanto para produção de alimentos.
Esses debates vão subsidiar a última mesa-redonda sobre o tema. No dia 20, às 14h, a secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, participa da mesa-redonda sobre políticas públicas para a gestão da biodiversidade nas terras secas - ferramentas para o enfrentamento da desertificação e a adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
A ICID envolve países da África, Ásia e América Latina, e cerca de dois mil participantes, com a meta de incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.
por Ascom/MMA

sábado, 7 de agosto de 2010

Desmatamento: Ave rara é ameaçada de extinção.

O macho da espécie Soldadinho-do-Araripe é branco e tem penacho vermelho na cabeça.
A ponta da cauda e as rêmiges (usadas para vôo) são brancas e pretas. Foto Diário do Nordeste.
Soldadinho-do-Araripe depende de quatro árvores para sobreviver

Pesquisa recente reforça a necessidade de conservação do sopé da Chapada do Araripe, entre Pernambuco, Piauí e Ceará, onde vive uma espécie de ave rara e ameaçada de extinção. Quatro árvores do local são usadas pelo animal. Ao mesmo tempo que constrói seus ninhos nos galhos, o soldadinho-do-araripe se alimenta dos frutos da rosa-da-mata, umbiretanha, candeeiro-d’água e falsa-jangada.
O topo e o entorno da chapada estão incluídos em unidades de conservação, mas não a base das encostas. Enquanto o primeiro se encontra nos domínios da Floresta Nacional do Araripe, o segundo fica numa Área de Proteção Ambiental (APA).
“Além de ser o habitat do soldadinho-do-araripe, o local abriga as nascentes da região do Cariri, daí a importância não só para preservar a espécie, mas também para garantir a sobrevivência humana”, diz o coordenador de projeto de pesquisa e conservação da espécie, o biólogo Weber Girão, vinculado à ONG Aquasis, com sede em Fortaleza.
Tanto a Flona quanto a APA são de uso sustentável, ou seja, têm a exploração dos seus recursos permitida. “Queremos uma unidade de conservação de proteção integral. A categoria pode ser um refúgio de vida silvestre ou um parque nacional. As pessoas envolvidas no processo serão consultadas e definirão o que consideram melhor”, adianta Weber.
O estudo, realizado pela bióloga Karina Vieiralves Linhares para o doutorado em biologia vegetal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), revelou ainda quais as árvores que o soldadinho-do-araripe visita para comer os frutos e as que ele usa para fazer ninho.
“São 22 que fornecem alimento e 11 que servem de suporte para os ninhos”, explica a pesquisadora. Um dos destaques é o pau-caixão. “Mesmo na estiagem, quando as outras árvores dispõem de menos frutos, ele garante a alimentação para o soldadinho”, esclarece Karina.

BIOLOGIA

A população estimada do soldadinho, de acordo com o último censo de 2006, é de apenas 800 indivíduos. Nas listas nacionais e internacionais de espécies ameaçadas, o animal é endêmico da Chapada do Araripe, onde foi descoberto por uma equipe da UFPE, em 1998, que deu ao pássaro o nome científico de Antilophia bokermanni.
O macho tem um topete vermelho, enquanto a fêmea é esverdeada. Quando adulto, o soldadinho-do-araripe mede 15 centímetros e cerca de 20 gramas. O filhote tem apenas um terço do tamanho do adulto, ou seja, aproximadamente cinco centímetros.
Segundo os pesquisadores, as fêmeas geralmente põem dois ovos. O período de incubação dura, aproximadamente, 22 dias. O período de reprodução, entre a corte e a eclosão dos filhotes, se estende de novembro a março.
A área onde vive o animal é como um oásis no Sertão. Mesmo estando no Semiárido, essa parte da chapada suporta uma floresta úmida semelhante à Mata Atlântica.
(Fonte: JC - Acesse o Blog Ciência & Meio Ambiente)

SALVE O SOLDADINHO DO ARARIPE - Campanha Mundial!


Veja também o Vídeo: Grandes árvores do sertão servem de remédio caseiro para os moradores

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONGs lançam programa de estímulo à criação de reservas corporativas para conservação ambiental


RPPN - Foto: SOS mata Atlântica

O Instituto Ecofuturo, criado no Brasil em 1999, lança, em parceria com a organização não governamental internacional The Nature Conservancy (TNC), o Programa de Incentivo à Criação de Reservas Corporativas.
A iniciativa visa estimular empresas brasileiras a criarem áreas protegidas em terras privadas, dentro do conceito das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), reconhecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Com isso, as companhias assumem o compromisso de conservar a natureza, garantindo sua proteção.
– Além da isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) da área, a empresa está trazendo a conservação daquele remanescente de área natural, seja na Mata Atlântica, no Cerrado, na Caatinga, em todos os biomas – informa a coordenadora de Terras Privadas da TNC, Giovana Baggio de Bruns.
Cada RPPN tem um plano de manejo que pode envolver a comunidade do entorno.
– É importante que, no plano de gestão dessa área, o proprietário faça algo que insira a comunidade, porque o primeiro objetivo da RPPN é a conservação. O fim comunitário depende de cada caso – explica Bruns.
A experiência de mais de dez anos do Instituto Ecofuturo na gestão do Parque das Neblinas (SP) e de projetos socioambientais servirá de apoio às empresas privadas que quiserem participar do programa, mostrando como administrar uma área de RPPN.
– Que não seja apenas uma área de preservação. Ela pode até ser autosustentável no futuro, recebendo visitantes, por exemplo – diz a coordenadora.
O analista de projetos ambientais do Ecofuturo, Diego Gonzáles, destaca que o programa de incentivo é gratuito e de adesão voluntária. As companhias participantes ganham destaque no portal do instituto. Além disso, funcionários designados pelas empresas participarão do Programa de Vivência do instituto, visitando a reserva do Parque das Neblinas para acompanhar a operação na área. Técnicos do Ecofuturo também podem visitar as empresas para indicar o potencial da reserva para visitação, pesquisa ou manejo.
– O objetivo é que as empresas passem a ter o gerenciamento dessas áreas como um compromisso ambiental. A gente quer que as empresas abram os olhos para que tenham áreas corporativas privadas como estratégia de conservação. Foi para isso que a gente criou esse programa – relata Gonzáles.
Segundo a coordenadora de Terras Privadas da TNC, a iniciativa também é positiva para o meio ambiente porque incentiva a responsabilidade socioambiental das empresas:
– Muitas vezes, as empresas investem muito em marketing verde, em certificação, para ter uma visão mais ambiental para a comunidade, só que efetivamente não investem na preservação do que restou dos ecossistemas brasileiros.
Bruns afirma que, ao investir em uma RPPN, as companhias passam a conservar de fato uma porção de floresta, beneficiando a região e a comunidade que vive naquela área. As empresas interessadas podem obter mais informações sobre a iniciativa pelo e-mail reservas@ecofuturo.org.br.
Esse é o primeiro programa de parceria entre o Instituto Ecofuturo e a TNC para estímulo à criação de reservas naturais pelas grandes corporações. Em um segundo momento, a intenção é lançar nova iniciativa, abrangendo também pequenos e médios empresários. 
(Fonte: Agência Brasil)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Governo fará conversão de US$ 23 milhões da dívida com os EUA para o meio ambiente


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (5) que o governo federal assinará nos próximos dias o primeiro lote de conversão da dívida externa para criação do Fundo da Mata Atlântica e da Caatinga. Isabella informou que ela e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgarão na próxima quinta-feira (12) os detalhes do acordo do movimento de conversão da dívida do Brasil com os Estados Unidos, no valor de US$ 23 milhões, que será usado para a conservação da biodiversidade desses biomas.
O anúncio foi feito durante o lançamento do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade, promovido pelo Instituto Ethos, em parceria com as empresas Alcoa, CPFL, Natura, Philips, Vale e Walmart. A ministra destacou a importância da mobilização do empresariado para tratar da questão da biodiversidade e afirmou que “nenhum desenvolvimento econômico ocorrerá se não houver cuidado com as questões climáticas e o uso sustentável dos recursos naturais”.
"A questão da conservação da biodiversidade é essencial para aquilo que o planeta discute como novo modelo de economia no século 21, que é segurança energética, alimentar e climática. Essa mudança de mentalidade e abordagem e esse adensamento de empresários e sociedade civil vai propiciar um debate sobre sustentabilidade em outro patamar”, disse.
Segundo o gerente executivo de políticas públicas do Instituto Ethos, Caio Magri, o grupo de empresários pretende construir uma agenda positiva sobre a conservação dos recursos naturais, promovendo painéis de discussão entre membros da sociedade civil. Até setembro devem entregar ao governo e aos candidatos à Presidência da República uma carta com as propostas. “Gostaríamos muito que o governo ouvisse as sugestões, que esse movimento vai apresentar tanto para o posicionamento de Nagoya quanto políticas públicas que promovam o uso da biodiversidade de forma sustentável no nosso país”.
O movimento aproveita o fato de 2010 ter sido eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) o ano da biodiversidade, que também será tema da COP 10, a 10º Conferência da Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Nagoya, Japão, em outubro deste ano. O evento discutirá a convenção da biodiversidade e estabelecerá metas de uso e conservação para 2020.
“Cada vez mais as empresas, que têm engajamento na agenda de responsabilidade sócio-ambiental, têm se preocupado em avançar nos temas, que são os grandes desafios e com esse movimento querem dar visibilidade à discussão sobre a biodiversidade. O Brasil é liderança no mundo em biodiversidade e os países do Sul precisam articular uma agenda conjunta para promover a biodiversidade como riqueza e estratégia para inserção dos povos importantes para a própria conservação dos recursos naturais”.
Durante o evento a ministra do Meio Ambiente informou que o governo está negociando também a criação de um imposto de renda ecológico. “Faremos isso para tentarmos criar uma nova modalidade de instrumento financeiro para ter mais recursos para a conservação da biodiversidade. É uma discussão técnica, que nós estamos fazendo inicialmente no governo, mas que toda a indicação é a de que temos viabilidade para o debate. Vamos ver se conseguimos evoluir essa conversa ainda este ano”.
(Fonte: Da Agência Brasil)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

02 de agosto. 21 anos do seu desaparecimento. Saudades de Gonzagão, o Rei do Baião!



Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas.
Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia. Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nodestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo…era a alma do nordeste cantando sua história…E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer…
(Fonte: Mel no Tacho)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...