sábado, 9 de outubro de 2010

Personagens da Caatinga: PADRE CÍCERO.



Padre Cícero (Eclesiástico e líder político brasileiro) - 24-3-1844, Crato (CE) - 20-7-1934, Juazeiro do Norte (CE). Cícero Romão Batista foi o mais polêmico dos padres do clero brasileiro. Banido oficialmente pela Igreja Romana, depois de adquirir fama de milagreiro, foi aceito e canonizado pela Igreja Popular e virou santo nos sertões nordestinos, tendo uma imensa legião de fiéis espalhados pelo Brasil. Ordenou-se sacerdote em 1870. Dois anos depois, radicava-se no pequeno povoado de Juazeiro do Norte, no Ceará, onde fundou uma igreja e passou a desenvolver intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares. Em 1889, durante uma comunhão, uma hóstia consagrada por ele sangrou na boca da beata Maria de Araújo. O fato, relacionado ao derramamento do sangue de Jesus Cristo, foi considerado pelo povo um milagre. As toalhas com as quais limpou a boca da beata ficaram manchadas de sangue e passaram a ser veneradas. Em pouco tempo, Juazeiro passou a ser alvo de peregrinação, aumentando dia a dia sua população. (Fonte: TV Diário e Diário do Nordeste).
Leia  abaixo os ensinamentos do Padre Cícero, que é o Padroeiro das Florestas:

Preceitos ecológicos do Padre Cícero:

"1 - Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau;
2 - Não toque fogo no roçado nem na Caatinga;
3 - Não cace mais e deixe os bichos viverem;
4 - Não crie o boi nem o bode soltos, faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
5 - Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé, deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza;
6 - Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar a água da chuva;
7 - Represe os riachos de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta;
8 - Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só;
9 - Aprenda a tirar proveito das plantas da Caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema, elas podem ajudar você a conviver com a seca;
10 - Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer;
11 - Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só".

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Caatinga pede socorro.



Hoje reconhecidamente um dos biomas mais ricos do Brasil, a caatinga do semiárido nordestino é também o menos protegido: só 2% de sua área se encontram em unidades de preservação.
Das 5.344 espécies de plantas registradas na região, cerca de 320 são endêmicas - ou seja, restritas somente àquele bioma.
O lembrete foi feito na 62ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), realizada em julho último em Natal, no Rio Grande do Norte.
Os biólogos Maria Regina Vasconcellos, da Universidade Federal da Paraíba; Ana Maria Harley, da Universidade Federal do Espírito Santo; e Miguel Rodrigues, da Universidade de São Paulo, apresentaram dados de pesquisas para explicar a biodiversidade - especialmente botânica - das caatingas brasileiras e mostrar por que elas devem ser preservadas.
Pelo fato de a caatinga ter condições climáticas muito particulares - como chuvas irregulares -, as espécies botânicas adaptadas ao semiárido também são muito características. Suas árvores são em grande parte caducifólias, ou seja, suas folhas caem durante o período seco para evitar a perda de água.
A família mais presente na caatinga é a de plantas leguminosas. "São 320 espécies divididas em 86 gêneros", aponta Harley.
Considerada até o final dos anos 1980 um bioma de pouca biodiversidade, a caatinga tem hoje 45% de sua área alterados pelo homem, segundo Vasconcellos. "Esse reconhecimento tardio de sua riqueza natural, aliado a um índice ainda baixo de preservação, gera perda de diversidade biológica e também fenômenos como a desertificação", alerta a bióloga.

Desmatamento - Atividades que mais impactam o bioma da caatinga são o desmatamento (para lenha), queimadas e a criação de caprinos, que colaboram para o desaparecimento de espécies herbáceas, elemento de maior diversidade biológica da região. Grande parte dessas plantas aparece apenas durante os dois ou três meses de chuva, o que revela sua fragilidade naquele bioma.
Para conter essa rápida devastação, Vasconcellos sugere um trabalho nas escolas focado na valorização da caatinga. " Também temos tentado fazer valer a proteção ambiental nas RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), uma vez que a maior parte da área da caatinga está localizada em fazendas e sítios", comenta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Biólogo alemão faz atlas virtual sobre peixes no Estado de Pernambuco.



O trabalho desenvolvido pelo biólogo Heiko Brunken tem quase 500 espécies, com foto, nome científico, nomes populares e distribuição
No começo, eram cerca de 200 espécies. Agora, três anos depois de iniciar o levantamento dos trabalhos científicos sobre os peixes de Pernambuco, o biólogo alemão Heiko Brunken conta quase 500, entre os de água doce e salgada. O atlas virtual inclui foto, nome científico, nomes populares e a distribuição geográfica dos animais.
Brunken, da Universidade de Ciências Aplicadas de Bremen, conta que visitou o Estado pela primeira vez em 2002, pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). “Fiquei maravilhado com a natureza e com as pessoas. Como minha área é ictiologia e tinha feito um atlas semelhante para a Áustria e Alemanha, decide repetir o projeto aqui”, conta.
Heiko conta com a colaboração de pesquisadores das Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade de Pernambuco (UPE). Para ele, há mais informações disponíveis de espécies costeiras, enquanto falta dados dos peixes dos rios do Semi-Árido.
“O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) aponta a região como a mais susceptível ao aquecimento global. Isso é preocupante porque pode-se perder animais que ainda nem se conhece.” Na avaliação do pesquisador, a escassez de água e o aumento da demanda pode interferir na conservação da chamada ictiofauna.
Outras ameaçadas apontadas pelo pesquisador são a agricultura, as obras de infra-estrutura e a transposição do Rio São Francisco. “O branqueamento dos recifes de coral, que abriga muitas espécies, também é outro problemas grave”, alerta.
Embora ainda não figurem na lista, o trabalho de Heiko inclui informações de espécies ameaçadas de extinção, como o mero e o cavalo-marinho. O mero, que depende do manguezal nos primeiros anos de vida, teve decretada a moratória da pesca pela portaria nº 42, datada de 19 de setembro de 2007.
A expectativa da equipe é concluir a primeira fase do atlas, cujo site é www.atlas-peixes-pe.com, até o próximo ano. “Mas o trabalho continuará, pois sempre surgem informações novas que precisam ser compiladas”, justifica.
O projeto não conta com financiamento de agências de fomento, mas recebe apoio da Sociedade de Ictiologia da Alemanha. A diversidade de peixes do País, informa Heiko, é menor que a do Brasil. “Alemanha e Áustria têm juntos 120 tipos de peixes de água doce.”
O pesquisador destaca como principal finalidade do atlas a compilação e socialização de dados. “Informações científicas, não só no Brasil, mas em todo o mundo, costumam ficar restritas ao circuito acadêmico”, justifica.
(Fonte: JC - Ciência e Meio Ambiente - Foto do Atlas de Peixes de Pernambuco)

domingo, 3 de outubro de 2010

Pesquisadores mobilizados para preservar os sítios arqueológicos de Carnaúba dos Dantas (RN).


A arte de preservar tesouro de 5 mil anos
Pesquisadores de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí se unem
 para preservar pinturas e gravuras rupestres no Sertão do Seridó (Foto Dean Carvalho)

Por Cleide Alves
cleide@jc.com.br

CARNAÚBA DOS DANTAS – Um tesouro com cerca de cinco mil anos de existência, localizado no Sertão do Seridó, mobiliza pesquisadores dos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí. O trabalho coletivo terá como resultado a preservação dos sítios arqueológicos de Carnaúba dos Dantas (RN), onde há registros de pinturas e gravuras rupestres. Ações de educação patrimonial começam a ser desenvolvidas a partir deste mês, mas já estão em andamento a limpeza dos desenhos e a colocação de passarelas para organizar as visitas nas áreas das pinturas.
Os 71 sítios identificados em Carnaúba dos Dantas representam a tradição nordeste, caracterizada por figuras que dão ideia de movimento – cenas de caça e dança, por exemplo. As pinturas, na cor vermelha, são atribuídas a grupos étnicos que habitaram a região. Proteger os painéis de arte rupestre não é uma tarefa simples. É preciso combater inimigos naturais, como vespas, abelhas, marimbondos e infiltrações d’água, e também atos de vandalismo que põem em risco a integridade dos sítios.
A instalação de passarelas de madeira, para o visitante contemplar os grafismos sem tocar nos painéis, foi a solução encontrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para controlar o vandalismo. “Dar condições de visitação pública e ao mesmo tempo garantir a preservação faz parte da política nacional do Iphan”, explica o arqueólogo Onésimo Santos, da superintendência do Rio Grande do Norte.
Ele informa que o projeto não prevê apenas as passarelas. Escadarias para facilitar o acesso aos sítios (subidas que exigem esforço físico do visitante) estão sendo construídas com pedras encontradas na região. “Vamos sinalizar com placas indicativas e criar áreas de descanso”, diz o arqueólogo. As intervenções começaram pelos Sítios Xiquexique 1 e Xiquexique 2, que ficam próximos da área urbana. “São os mais visitados e, portanto, os mais vulneráveis”, justifica.
Outros dois sítios de Carnaúba dos Dantas, Xiquexique 4 e Pedra do Alexandre, receberão tratamento semelhante, todos com recursos do Ministério da Cultura. A inauguração está programada para novembro deste ano, no Seminário de Socialização do Patrimônio Arqueológico, que o Iphan realizará em Natal. Paralelamente à confecção das passarelas, o instituto conta com a colaboração de uma especialista do Piauí, para identificar os males que acometem os painéis e fazer a limpeza.

Arqueóloga e química, Conceição Lage trabalha desde o mês passado na remoção de sujeira natural dos Sítios Xiquexique 1 e Xiquexique 2. “Foram tiradas 26 casas de marimbondo ativas, duas colmeias de abelhas, dejetos de répteis, manchas de fuligem provocadas pela ação de retirada de insetos e depósitos salinos de Xiquexique 1, sem colocar a pintura em risco”, diz ela, em entrevista por telefone. Professora de arqueologia da Universidade Federal do Piauí, Conceição Lage acrescenta que os ninhos de vespas também deixam rastros nas pinturas.
“As vespas pegam argila da região e misturam com saliva para fazer as casas, com o tempo isso vira pedra e às vezes encobre a pintura. Tinha bastante por lá”, comenta. A pesquisadora sugere manutenção constante no local para evitar novas infestações. “Não existe um produto natural para espantar os insetos.” No Sítio Xiquexique 2, Conceição Lage se deparou com infiltração de água na rocha, provocada por raízes de plantas.
De acordo com a arqueóloga, as raízes ácidas abrem pequenos furos na pedra, por onde a água se infiltra, transportando sais, sujeira e areia até a área dos desenhos. “É complicado fazer a remoção porque há situações em que a pintura está coberta pelos sais e, em outras, elas estão sobre os sais”, declara. Nesse caso, ela indica intervenções na parte alta da rocha, para frear e inibir o aparecimento de buracos. Conceição Lage se dedica à conservação de arte rupestre desde 1991.
(Fonte JC - Ciência e Meio Ambiente)

sábado, 2 de outubro de 2010

Personagens da Caatinga - LAMPIÃO, O REI DO CANGAÇO.



Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (Serra Talhada, 7 de julho de 1898 — Poço Redondo, 28 de julho de 1938), foi um cangaceiro brasileiro. O seu nascimento, porém, só foi registrado no dia 7 de agosto de 1900.
Uma das versões a respeito de sua alcunha é que ele modificou um fuzil, possibilitando-o a atirar mais rápido, sendo que sua luz lhe dava a aparência de um lampião.
No dia 27 de julho de 1938, o bando acampou na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Era noite, chovia muito e todos dormiam em suas barracas. A volante chegou tão de mansinho que nem os cães pressentiram. Por volta das 5:15 do dia 28, os cangaceiros levantaram para rezar o oficio e se preparavam para tomar café, foi quando um cangaceiro deu o alarme, já era tarde demais.
Não se sabe ao certo quem os traiu. Entretanto, naquele lugar mais seguro, segundo a opinião de Virgulino, o bando foi pego totalmente desprevenido. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva, abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.
O ataque durou uns vinte minutos e poucos conseguiram escapar ao cerco e à morte. Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita foi gravemente ferida. Alguns cangaceiros, transtornados pela morte inesperada do seu líder, conseguiram escapar. Bastante eufóricos com a vitória, os policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as joias.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Conheça o Projeto "Valorização do Bioma Caatinga" promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga na região do Vale do Pajeú.


(Imagens: O mundo da Caatinga natureconservancy - youtube)

O Bioma Caatinga pode ser considerado um dos mais ameaçados do Brasil. Grande parte de sua superfície já foi bastante modificada pela utilização e ocupação humana. E em nosso Estado, Pernambuco, é carente de medidas mais efetivas de conservação da diversidade, como a criação de unidades de conservação de proteção integral. Hoje em dia já é muito difícil encontrar remanescentes da vegetação nativa maiores que 10 mil hectares.
O Bioma Caatinga apresenta extensas áreas degradadas e solos sob intenso processo de desertificação.
A CAATINGA foi por muito tempo caracterizada como “pobre”, porém as pesquisas recentes têm revelado um grande potencial, uma ampla diversidade biológica, com espécies endêmicas e adaptações distintas. Apesar de ser um bioma com grande potencialidade ainda é pouco valorizado e reconhecido.
O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” é promover ações que visem à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.
Nesta primeira etapa do projeto serão atendidos 17 municípios da nossa CAATINGA situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando:

• Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga;

• Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto;

• Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente;

• Divulgar os recursos naturais da Caatinga;

• Criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população

O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga,  tem o patrocínio do FEMA - Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco. Folder valorizacao do bioma
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sábado, 25 de setembro de 2010

O SONHO DA ÁGUA PRÓPRIA.






No sertão do Nordeste a população está espalhada. Como a atividade econômica é pouca, não surgiram muitas cidades grandes, e portanto não se concentrou a população. As famílias sertanejas vivem longe umas das outras, mais que tudo da subsistência, plantando pelo menos mandioca, tentando tirar um pouquinho que seja da terra. Os ciclos da natureza não ajudam. A chuva, suficiente para viver, cai toda num terço do ano e deixa o sol esturricar a terra no resto do tempo. Aí, às vezes, não chove. E tudo que se plantou morre.
Nesse lugar, uma visão comum pelas estradinhas é a de caminhões de água. Vimos vários. Muitos vereadores têm entre suas atividades uma espécie de serviço de “disk-água”: entregam para quem pede, garantem um voto em troca. Os caminhões-pipa, geralmente, carregam a água dos açudes para as casas dispersas (já que a dispersão torna inviável um sistema de água encanada para todo mundo).
Se a chuva é suficiente, mas concentrada demais, existe uma solução óbvia: que cada um guarde o excesso de chuva da sua propriedade para quando faltar. Isso não é uma ideia absolutamente nova, claro. Há décadas constrói-se cisternas no sertão, alimentadas por uma calha com a água que cai no telhado da casa. Mas são iniciativas dispersas e muitas vezes prejudicadas por deficiências no projeto (muitas cisternas vazavam, por exemplo).
Em 2003, uma rede de mais de 600 organizações da sociedade civil criou a Articulação do Semi-Árido, ou Asa, para, de maneira descentralizada, construir cisternas pelo sertão. Foi um sucesso. Hoje quem viaja por aquelas bandas vê cisternas em toda parte: há mais de 400 mil em todo o Nordeste e no sertão de Minas. Se você perguntar para as pessoas se elas gostam da cisterna, provavelmente vai ouvir elogios desbragados. “Foi um presente de Deus”, disse o agricultor José Macário dos Santos, chefe de uma família de oito, numa resposta típica. Como ele, 97% dos agraciados com a cisterna estão satisfeitos. Menos satisfeitos ficam alguns políticos tradicionais. Uns circulam por aí com seus caminhões-pipa, oferecendo para encher as cisternas. Assim o morador não tem que se preocupar com a manutenção e a colocação das calhas (e a chuva é desperdiçada).
Mais recentemente o projeto foi aperfeiçoado. Agora a proposta é dar duas cisternas para cada família: uma para o consumo, outra para um pomar-horta. Além de segurança hídrica, a família ganha segurança alimentar e financeira. O projeto também está se tornando mais abrangente, e passa a envolver o apoio à produção local, a gestão de águas, o desenvolvimento de tecnologias sociais. Privilegia-se espécies da caatinga, que não morrem nem quando há seca. A Embrapa Semi-Árido, onde o professor Nilton de Brito trabalha (conheça-o no vídeo acima), está bastante envolvida nesse projeto. A instituição tem testado o desempenho dos diferentes tetos na coleta de água de chuva, projetado sistemas simples e baratos de irrigação por gotejamento e mantido pomares-laboratório.
(Fonte: Estadão.com.br - Isso não é normal)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...