quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga se reune na Fundaj para discutir a revisão dos limites da Reserva da Biosfera da Caatinga

                                          Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - Crédito: Adriano Gambarini / MMA


Recife - Conselheiros, técnicos do MMA e de várias instituições do Nordeste e Norte de Minas, além de professores de Universidades e especialistas  no Bioma Caatinga se reuniram nos dias 8 e 9 de novembro de 2018   sob a coordenação da Dra. Alexandrina Sobreira, presidente do CNRBCAA - Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga,  na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) para discussão sobre a revisão dos limites da Biosfera da Caatinga, entre outros assuntos previstos em pauta.  Na oportunidade foi lembrado que o governo federal retomou as atividades da Comissão Brasileira do Programa Homem e Biosfera – Cobramab no ano de 2016 tendo aquela  Comissão se reunido em Brasília, pela primeira vez em oito anos, para avaliar o histórico de ações realizadas e discutir desafios futuros, a partir de relatos sobre as sete Reservas da Biosfera nacionais.
 
RETROSPECTIVA
Reservas da Biosfera (RBs) são áreas de ecossistemas terrestres e marinhos reconhecidas internacionalmente como importantes para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável. Existem 669 Reservas da Biosfera, em 120 países. No Brasil, elas são: Mata Atlântica (a primeira a ser criada, em 1991), Amazônia Central, Caatinga, Cerrado, Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Pantanal e Serra do Espinhaço.

 Essa Comissão tem a finalidade de planejar, coordenar e supervisionar as atividades ligadas à participação brasileira no MaB – Programa Homem e Biosfera (Man and the Biosphere), criado como resultado da Conferência sobre a Biosfera, realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, em setembro de 1968. É a instância que define as Reservas da Biosfera em todo o mundo.
 
As RBs são o principal instrumento do Programa MaB e compõem uma rede mundial de áreas voltadas à pesquisa cooperativa, conservação do patrimônio natural e cultural e promoção do desenvolvimento sustentável. Para tanto, devem ter dimensões suficientes, zoneamento apropriado, políticas e planos de ação definidos e um sistema de gestão que seja participativo, envolvendo os vários segmentos do governo e da sociedade.

ESFORÇOS
No Brasil, a Cobramab foi instituída pelo Decreto 74.685, de 14 de outubro de 1974, alterado pelo Decreto de 21 de setembro de 1999, e sua presidência cabe a um representante do Ministério do Meio Ambiente.
 
TÍTULOS AMEAÇADOS
No retorno aos trabalhos, coube à Comissão aprovar os Planos de Ação e a estrutura de gestão das Reservas da Biosfera do Cerrado e do Pantanal, cujos títulos estavam ameaçados, de acordo com a avaliação da Unesco para o Relatório de Revisão Periódica, instrumento enviado pelas RBs a cada dez anos.
Naquele ano a Comissão aprovou, também, moções de apoio à criação do mosaico do Boqueirão da Onça-BA e à ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
 
Ofício Circular nº 09/2016 da Secretaria de Biodiversidades e Florestas - MMA
 
Neste Ofício a Secretaria de Biodiversidade Florestal do MMA encaminhou para as Secretarias de Meio Ambiente do Nordeste e Norte de Minas as recomendações do Comitê Internacional de Aconselhamento das RBs. No tocante à Caatinga existe a necessidade de Reestruturação do Comitê de Gestão e o reforço do Conselho Nacional e Sistema de Gestão utilizado e os estados que não possuem Comitês Estaduais funcionando como Alagoas, Sergipe, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte devem ser estruturados bem como avaliar a necessidade de criação em Minas Gerais e Maranhão. Os Comitês existentes na Bahia, Ceará e Pernambuco devem manter sua sinergia.
 


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sensoriamento Remoto e Transformações nos Biomas são debatidos no Workshop Caatingas e Mudanças Climáticas
07.11.2018
No primeiro dia do Workshop Caatingas e Mudanças Climáticas, ocorrido na Fundaj/Derby, pesquisadores da Fundaj que integram o projeto CLIMAP (Mudanças Climáticas no Bioma Caatinga: Sensoriamento Remoto, Meio Ambiente e Políticas Públicas) e representantes de instituições, como Cláudio Almeida do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), estiveram reunidos com o público para compartilhar e debater resultados de pesquisas sobre o uso do sensoriamento remoto para monitoramento do solo, infraestrutura social e econômica. Além das transformações nos biomas, em especial na caatinga.

Neison Freire, pesquisador e supervisor do projeto CLIMAP, apresentou o Mapeamento e Análise Espectro-Temporal das UC Caatinga, uma pesquisa concluída em 2017 e conduzida pela Fundaj e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os resultados demonstraram a degradação de 2.546,86 km2 em 14 unidades de conservação de proteção integral da Administração Federal no Bioma Caatinga. Além de conflitos socioambientais entre as populações tradicionais e do entorno, foi também constatada a pouca integração com as escolas públicas dos municípios do entorno para conscientização, falta de recursos humanos e financeiros, infraestrutura local, manutenção das instalações e de agentes de fiscalização para os gestores das unidades, entre outros problemas.

Como proposta de intervenção, Neison apontou uma série de medidas, como a realização de mais estudos com novas metodologias de Sensoriamento Remoto sobre as mudanças climáticas no bioma Caatinga, contratação de especialistas (antropólogos, sociólogos) para auxiliar nos conflitos étnicos e culturais, aumento de fiscalização ambiental e maior apoio aos pesquisadores, professores e estudantes. O livro “Atlas Das Caatingas”, que também resultou do Mapeamento, está programado para ser lançado hoje, durante o evento, às 16h30.

Durante o primeiro painel “Uso do Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento para Modelagem Dinâmica de Processos Sociais e Ambientais”, Cláudio Almeida, representante do INPE, apresentou as tecnologias usadas nos programas de monitoramento realizados pela instituição. São sistemas de sensoriamento remoto, usados para coletar dados científicos dos biomas brasileiros, como desmatamento, queimadas e incêndios florestais, que podem ser usados para criação de políticas públicas de preservação e conservação.

Ainda segundo Claúdio, todos os dados e imagens coletados serão disponibilizados através da plataforma online do Instituto Terra Brasilis. “Estamos procurando entender as demandas de consumo desses dados para os aperfeiçoar. A gente espera que eles auxiliem diversos pesquisadores, estudantes e professores”, afirmou.

No segundo e terceiro dia do evento, respectivamente, 8 e 9 de novembro, acontecerá uma reunião restrita aos membros do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga (CNRBCaat), que está sediado na Fundação Joaquim Nabuco, desde 2016, visando o acompanhamento dos estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Plantas nativas podem reduzir risco de desabastecimento alimentar

29/05/2018 09h53 - DouradosAgora




 
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Nesta semana, enquanto continua a crise do combustível devido a greve dos caminhoneiros e do crescente risco de desabastecimento também na alimentação, o Instituto Agronômico do Estado (IPA), através de uma rede de pesquisadores do Brasil (Ecolume), chamará atenção do Poder Público, universidades e da sociedade para a necessidade da soberania alimentar através das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc)
Nesta sexta-feira (1ª), a Ecolume, liderada pelo Laboratório de Mudança do Clima do IPA, que vem desenvolvendo projetos no semiárido para a soberania alimentar através da agroecologia e pela agricultura de baixo carbono, financiados pelo CNPq, demonstrará que esta segurança está disponível através da natureza, necessitando só de uma reeducação da população. A alta gastronomia nacional já percebeu este potencial das Panc. E são conhecidas do público vegano, vegetariano e adeptos da vegetação orgânica. Mas elas ainda não são populares nas casas dos brasileiros, mesmo o país sendo o mais biodiverso em plantas com tais potenciais e encontradas facilmente na natureza. E o Bioma Caatinga é rico em Panc, como garante Valdely Kinupp, doutor biólogo e autor do livro best-seller que cunhou, faz dez anos, pela primeira vez a expressão Panc. E, à convite da Ecolume, ele estará na sexta no IPA em Recife. Fará pela manhã palestra para 400 pessoas e à tarde sua oficina prática para 50 pessoas, onde coletarão e prepararão pratos com tais plantas. As inscrições ainda estão abertas. Informações pelo face do Ecolume.
"Volto ao Nordeste, depois de dez anos quando vim para lançar o livro Panc do Brasil. Muita coisa evoluiu. As Panc já são uma realidade hoje no país. Os grandes chefes assimilarem este conceito. Elas diversificam o cardápio e sabores para os consumidores. Mas ainda falta o agricultor perceber tal potencial e o poder público estimular a produção deste tipo de cultura alimentar e gastronômica, capaz de promover independência alimentar com benefícios socioeconômicos e ambiental, como a geração de renda e emprego, além da valorização das plantas nativas", comenta Kinupp. O autor do conceito das Panc aproveita para convidar a todos para participar da sua palestra e oficina, promovidos pela Ecolume/IPA.
"Embora talvez não dominasse a agricultura, os nativos do semiárido já se utilizavam das Panc. Alimentavam-se, por exemplo, de cactáceas e de outras espécies com fins alimentícios e medicinais. Temos também diversas bromélias e pepinos silvestres subutilizados na Caatinga. Têm até plantas aquáticas das regiões de brejos do semiárido como Chapéu de Couro que com as folhas é possível fabricar cervejas", fala Kinupp, exaltando a potencialidade da biodiversidade da Caatinga.
O pesquisador inclusive faz questão de realça o trabalho que está sendo feito pela Ecolume para dar visibilidade a estas potencialidades, como o estímulo para o recaatingamento do Umbu - planta nativa da Caatinga. Segundo Kinupp, o umbu é a Panc que é a 'cara' do Bioma, que, apesar de ser culturalmente consumida enquanto o prato da umbuzada, é ainda subutilizado todo o seu potencial, podendo integrar a alimentação diária. Ele garante que além do fruto para a umbuzada e para ser consumido in natura, em geleia e poupa, o restante da planta também é comestível. A folha, segundo ele garante, pode ser usada como hortaliça e para fazer drinks. No entanto, face a subutilização e todo desmatamento da fauna do semiárido, o umbu inclusive está em processo de quase extinção.
O Ecolume, por sua vez, através do projeto de Socioeconomia Verde, financiado pelo CNPq e em atividade desde o começo do ano, elegeu o umbu como uma Panc que deve ser replantada para fins de segurança alimentar em um cenário de adversidades globais das mudanças do clima. Ainda este ano, em parceria com os bancos de Germoplasma do IPA e com a escola Serta, 2 mil mudas de umbu serão replantadas. Dentre os conceitos defendidos pela rede, é possível comer Caatinga. Porém, para o conceito desta rede de pesquisadores, o comer Caatinga é somente uma parcela fundamental do mesmo sistema onde contribui para favorecer a soberania alimentar, mas também hídrica e energética.
A Ecolume vem defendendo que através do recaatingamento - replantio de plantas da Caatinga, estas já adaptadas geneticamente à escassez de água da região e ao clima seco -, é possível contribuir na segurança alimentar e na diversidade nutricional e gastronômica. E ainda estimular a implantação de arranjos produtivos locais com tal objetivo pelo sistema agrovoltaico com o uso da farta matriz energética solar para a irrigação. A rede defende que é possível comer Caatinga, legitimando o conceito das Panc, mas conceitua também que pelo uso de placas fotovoltaicas voltada para o recaatingamento, "planta-se água" e "irriga-se com o sol". Assim, o Ecolume defende a soberania alimentar, hídrica e energética.
Com este objetivo, um sistema agrovoltaico já está em andamento na escola Serta em Ibimirim, no sertão do Moxotó. A Ecolume também avançará a ação em outras cidades, como Araripina. Também começou a investir no trabalho de campo no semiárido através da viabilidade do necessário recaatincamento de outras Panc para a valorização do meliponário - cultura de abelhas nativas da Caatinga que são responsáveis pela polinização de plantas do semiárido. Dentre elas, a polinização da Quixaba ou Quixabeira, que pode ser utilizada para a fabricação de geleias, sucos, licores e cachaças. E ainda da Jurubeba, com potencial de ser conserva, bebida e até consumida in natura cozida com arroz. Além delas, há plantas medicinais como o Pau-fava e até a Faveleira que tem o grande potencial de ser transformada em biodiesel.
O IPA tem inclusive o mais antigo herbário do Nordeste. Nele contêm o maior acervo de plantas da Caatinga. A curadora deste herbário, Rita de Cássia destaca o trabalho do Ecolume para a valorização da fauna do semiárido com objetivo principalmente da busca da soberania alimentar, hídrica e energética em tempo de mudança climática. Ela, que coordena o Comitê Estadual da Caatinga, participará da palestra de Kinupp. O evento será conduzido pela coordenadora da Ecolume, Francis Lacerda, climatologista e doutora em Recursos Hídricos. O diretor de Pesquisa do IPA, Antônio Raimundo, também confirmou a sua presença. Além do IPA e do Serta, a rede do Ecolume também é composta pelo UFPE, Instituto Nacional do Semiárido, Embrapa, Instituto Federal do Sertão e pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

segunda-feira, 28 de maio de 2018

IPA é palco da 31ª reunião do Comitê da Caatinga/ PE



                                                               24 de maio de 2018

 
 




Cerca de 50 pesquisadores participaram da 31ª reunião do Comitê Estadual da Reserva da Caatinga / Pernambuco, coordenado pela pesquisadora do IPA Rita de Cássia. O evento foi realizado no Auditório Ruy Carlos do Rego Barros Ramos, na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
A reunião contou com palestra sobre Agricultura Sustentável no Bioma Caatinga, com pesquisador e doutor do IPA, Geraldo Eugênio de França, que falou sobre o ciclo de secas 2011 a 2017; a importância dos dados de previsões climáticas; abordou o atual cenário do nordeste brasileiro; tratou a cerca das atividades agropecuárias no bioma caatinga; e por fim destacou as opções estratégicas para o pequeno produtor do semiárido.
No segundo momento, o público teve a palestra sobre Fontes de Energia Alternativa no Semiárido de Pernambuco, com a pesquisadora e doutora do IPA, Francis Lacerda. Na apresentação, a pesquisadora comentou a respeito do projeto que faz parte, que cuida da garantia da segurança hídrica, alimentar e energética das pessoas que vivem no bioma caatinga, apesar das dificuldades climáticas. Nesse projeto e promovido o desenvolvimento socioeconômico local e a maioria da qualidade de vida das populações da região semiárida do Estado. No final da reunião foi aberto espaço para debates a cerca das palestras.   
Estavam presentes pesquisadores do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), da Universidade Federal Rural de PE (UFRPE), da Universidade Católica, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural), Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
 

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Sustentabilidade do bioma é foco da celebração do Dia Nacional da Caatinga


 

Sustentabilidade do bioma é foco da celebração do Dia Nacional da Caatinga



(Foto Codevasf)
 
 
Um seminário vai marcar a comemoração do Dia Nacional da Caatinga e promover a sustentabilidade do bioma na quarta-feira (2) em Recife. O evento é organizado pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco, com participação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), IBAMA, APNE - Associação Plantas do Nordeste e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), entre outras instituições que integram o comitê. A programação ocorre das 13h30 às 18h30 no auditório da Pró-Reitora de Extensão da UFRPE.

O chefe do Escritório de Representação da Codevasf em Recife, Marcelo Teixeira, ressalta que o foco do evento deste ano – a sustentabilidade – vai enfatizar a proteção do bioma e das áreas já conquistadas, favorecendo maior visibilidade à atuação do comitê e às iniciativas exitosas da região. "Estamos felizes com os esforços que estão sendo feitos para criação de novas Unidades de Conservação no Bioma Caatinga. Insistimos que o perfil da conservação nesse bioma passa também pelas categorias de uso sustentável que vão permitir fazer a difusão do potencial da Caatinga para a socioeconomia regional. Ainda é importante destacar a atuação do governo estadual, que vem fortalecendo o sistema de áreas protegidas", explica.

Segundo Teixeira, a Codevasf tem papel importante na divulgação e na preservação da Caatinga, presente em boa parte da área de atuação da empresa, e no fomento à participação da juventude rural engajada no Projeto Amanhã e no incremento de Arranjos Produtivos Locais típicos da região.

Entre os destaques das ações executadas pela Companhia em Pernambuco, está a implantação de Unidades de Conservação da Caatinga. No município de Floresta, a Estação Ecológica Serra da Canoa, com 8 mil hectares, foi a segunda unidade criada no estado. Já o Parque Estadual Serra do Areal e a Estação Refúgio de Vida Silvestre Riacho Pontal, com cerca de 6 mil hectares de vegetação nativa do bioma, foram criadas na área de reserva legal do Projeto Pontal, implantado pela Codevasf em Petrolina.

A Codevasf também atua no Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco, por meio do Escritório de Representação de Recife. O comitê é uma entidade pública sem fins lucrativos, de caráter consultivo, propositivo e deliberativo. São 34 instituições participantes (17 públicas e 17 da sociedade civil), entre elas a Codevasf. Esse comitê é subordinado ao Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga – onde a Codevasf participa da Secretaria Executiva.

A Caatinga é uma das seis grandes regiões ecológicas do Brasil e o único bioma inteiramente restrito ao território nacional. Ela ocupa cerca de 844.453 km² – o equivalente a 11% do território nacional e 70% da região Nordeste – nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe, além de Minas Gerais, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.
O bioma é rico em espécies de plantas, muitas das quais não se encontram em nenhum outro local. Estima-se que existam, pelo menos, 5.344 espécies vegetais nativas. Dessas, aproximadamente 744 são exclusivas da região.
Sobre a data
O Dia Nacional da Caatinga foi instituído em 2003 por meio de decreto presidencial. A data escolhida (28 de abril) homenageia o nascimento do professor pernambucano Vasconcelos Sobrinho (1908-1989) – considerado pioneiro nos estudos ambientais no Brasil e defensor da Caatinga.
Neste ano, como a data cai no sábado, o seminário comemorativo foi marcado para 2 de maio (quarta-feira) a fim de garantir maior participação de estudantes e técnicos de órgãos públicos, da inciativa privada e da sociedade civil com interesse e interface de atuação na região.
O evento é gratuito, com inscrições no local a partir das 13h. A realização tem ainda a parceria do Laboratório Interdisciplinar de Anfíbios e Répteis da UFRPE (LIAR), Programa de Educação Tutorial – Ecologia (PET Ecologia) e Laboratório de Química Aplicada a Fitoterápicos.

Serviço
Seminário: "Dia da Caatinga – Conservação e uso sustentável"
Quando: 2 de maio (quarta-feira), das 13h30 às 18h30
Onde: Auditório da Pró-Reitora de Atividades de Extensão da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Rua Manuel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, Recife/PE.
Mais detalhes: Pelo e-mail pet.ecologia.ufrpe@gmail.com


Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf

UFRPE apresenta estudo sobre novas potencialidades hídricas e alimentares no Sertão

UFRPE apresenta estudo sobre novas potencialidades hídricas e alimentares no Sertão
 


Marcando a comemoração pelo Dia Nacional da Caatinga, nessa quarta-feira, 02, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) receberá a climatologista Francis Lacerda, coordenadora técnica do Laboratório de Mudanças Climáticas do Instituto de Pernambuco (IPA), para demonstrar novas potencialidades hídricas e alimentares no Sertão a partir da plantação da vegetação nativa, associada ao uso da energia solar.
A pesquisadora, que lidera uma rede de pesquisadores no Brasil (Ecolume) para estudar essas questões através de projeto financiado pelo CNPq, quer demonstrar que é possível “plantar água” no semiárido, “comer caatinga” e irrigá-la pelo sol, através do “recaatingamento”. O evento acontecerá na Pró-Reitoria de Atividade de Extensão da UFRPE, em Recife, a partir das 13h30.
A atividade é uma realização da UFRPE, tendo o Comitê Estadual da Reserva Brasileira da Caatinga de Pernambuco (CERBCAA) como um dos responsáveis. “A Caatinga, por estar localizada numa região semiárida e economicamente pobre, continua sendo subjugada, mas se conservada e havendo seu uso de forma sustentável, seu potencial socioeconômico e ambiental é incrível”, aponta Rita de Cássia, coordenadora do CERBCAA.
Um desses potenciais, segundo os pesquisadores do Ecolume, é a possibilidade de “plantar água”. O projeto já começou os estudos e o trabalho de campo no município de Ibimirim. A atividade continuará pelos próximos dois anos. Doutora em Recursos Hídricos, Francis assegura que é possível alcançar resultados hídricos significativos pelo replantio da caatinga, amenizando um dos maiores problemas do semiárido.
“A flora da Caatinga, a qual é totalmente adaptada a altas temperaturas, está em plena conexão entre a água do solo com a da atmosfera, sendo naturalmente já inteligente para regular o microclima do local e reter água em sua volta, trazendo, com isso, benefícios diversos à natureza e às populações”, explica Francis.
A rede Ecolume é formada pelo IPA, Serta, UFRPE, INPE, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Instituto Federal do Sertão, Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Da redação do  Blog Alvinho Patriota

Sustentabilidade do bioma caatinga foi discutida em seminário no Recife

Sustentabilidade do bioma caatinga foi discutida em seminário no Recife


Foto: Ascom Codevasf/divulgação

O Dia Nacional da Caatinga (28 de abril) foi marcado por um seminário nesta quarta-feira (2), no Recife, com o intuito de promover a sustentabilidade do bioma. O evento foi organizado pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco (CERBCAA), com participação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), entre outras instituições que integram o comitê. A programação ocorreu das 13h30 às 18h30 no auditório da Pró-Reitoria de Extensão da UFRPE.
O chefe do Escritório de Representação da Codevasf no Recife, Marcelo Teixeira, ressalta que o foco do evento deste ano – a sustentabilidade – vai enfatizar a proteção do bioma e das áreas já conquistadas, favorecendo maior visibilidade à atuação do comitê e às iniciativas exitosas da região.
Estamos felizes com os esforços que estão sendo feitos para criação de novas Unidades de Conservação no Bioma Caatinga. Insistimos que o perfil da conservação nesse bioma passa também pelas categorias de uso sustentável que vão permitir fazer a difusão do potencial da Caatinga para a socioeconômica regional. Ainda é importante destacar a atuação do governo estadual, que vem fortalecendo o sistema de áreas protegidas”, explica.
Segundo Teixeira, a Codevasf tem papel importante na divulgação e na preservação da Caatinga, presente em boa parte da área de atuação da empresa, e no fomento à participação da juventude rural engajada no Projeto ‘Amanhã’ e no incremento de Arranjos Produtivos Locais típicos da região.
Ações
Entre os destaques das ações executadas pela Companhia em Pernambuco está a implantação de Unidades de Conservação da Caatinga. No município de Floresta, a Estação Ecológica Serra da Canoa, com 8 mil hectares, foi a segunda unidade criada no Estado. Já o Parque Estadual Serra do Areal e a Estação Refúgio de Vida Silvestre Riacho Pontal, com cerca de 6 mil hectares de vegetação nativa do bioma, foram criadas na área de reserva legal do Projeto Pontal, implantado pela Codevasf em Petrolina. As informações são da assessoria da Codevasf.

Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga se reune na Fundaj para discutir a revisão dos limites da Reserva da Biosfera da Caatinga

                                          Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - Crédito: Adriano Gambarini / MMA Recife - Conselheir...