quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mensagem de Ano Novo



O Blog da Caatinga gostaria de agradecer a todos pelo ano de 2009. Foi um ano muito importante para o blog, onde procuramos mostrar notícias do bioma caatinga e do meio ambiente em geral, além das ações desenvolvidas pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE no exercício de 2009. Divulgação das reuniões ordinárias e extraordinárias, o seminário para criação de RPPN em Caruaru, a comemoração do Dia Nacional da Caatinga , relaizado em Caruaru com a UFPE e em Serra Talhada com a UAST/UFRPE, a Mostra de Cinema Bela Caatinga, as apresentações dos estudos para reformular o ICMS Socioambiental, o Seminário Ecoambiental do Pajeú e tantas outras ações em prol da preservação deste bioma único no mundo. Destacamos também a indicação pelo segundo ano consecutivo no TOP BLOG, que nos indicou com um dos 100 melhores blogs brasileiros. Em 2010 esperamos organizar outros eventos e contar com a participação de eventuais colaboradores.
Feliz 2010 a todos os nossos leitores do Brasil e do Exterior.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

TNC cria site sobre ICMS Ecológico



A The Nature Conservancy (TNC), organização internacional de conservação ambiental, com apoio da Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica e recursos da Tinker Foundation, lançaram, em Curitiba, o site www.icmsecologico.org.br, para divulgar a situação do ICMS Ecológico em cada estado brasileiro, iniciando pelos estados da Mata Atlântica. Ali estão as normas, os valores repassados aos municípios, casos de sucesso na gestão municipal desses recursos, artigos, estatísticas, links de interesse e o melhor conteúdo da internet sobre o tema. “O ICMS Ecológico é um instrumento de estímulo à conservação da biodiversidade quando compensa o município pelas áreas protegidas existentes e também quando incentiva a criação de outras áreas protegidas, já que considera em seus cálculos o percentual que os municípios possuem de unidades de conservação em seus territórios”, explica Flávio Ojidos, consultor jurídico do projeto.

Neste site você poderá consultar leis, os valores repassados aos municípios, conhecer melhor a experiência dos estados onde esse incentivo já vem funcionando ou está em fase de implementação. Poderá também pesquisar artigos, matérias, teses e monografias, e igualmente conhecer os mecanismos e arranjos institucionais para que os municípios repassem recursos às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).
O objetivo principal é que esse site se torne um ponto de encontro e uma fonte de informações àqueles que querem saber mais sobre ICMS-E e atuar em suas respectivas localidades, implementando e fazendo funcionar esse que é um dos mais importantes incentivos econômicos para a conservação da natureza no Brasil.
Por enquanto, o site disponibiliza informações sobre os estados do bioma Mata Atlântica. Em breve estarão disponíveis informações sobre todos os estados brasileiros!
Para acessar é só clicar em: http://www.icmsecologico.org.br/
(Fonte: Portal do Meio Ambiente - Vilmar Berna)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Onça pintada é criticamente ameaçada na caatinga



A onça-pintada é o maior felino das Américas (Foto: Achetudoeregiao)

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), organizou em parceria com o Instituto Pró-Carnívoros e a instituição americana Panthera, workshop para conservação da onça-pintada, em Atibaia, São Paulo. A reunião aconteceu de 10 a 13 de novembro e ainda contou com o apoio da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), através de grupos de especialistas de felinos (Cat SG) e de conservação e reprodução (CBSG-Brasil).

Durante o workshop, foram definidas metas e ações para o Plano de Ação Nacional da Onça-Pintada e um mapa das áreas prioritárias para sua conservação, que deverá ser editado até meados de 2010. Mais de 200 ações foram propostas, sendo priorizadas 10 para cada bioma do território nacional, resultando num quadro total de 50 ações prioritárias para a conservação da onça-pintada.
Os debates seguiram seis linhas temáticas que enfatizaram as políticas públicas, a caça, os conflitos, a educação e comunicação, a pesquisa e a perda e fragmentação de habitats. Junto a isso, foram gerados modelos estatísticos populacionais e de disponibilidade de habitats.
Segundo o chefe substituto do Cenap, Rogério Cunha de Paula, essas análises poderão direcionar esforços emergenciais às áreas onde a onça tem maior possibilidade de desaparecimento em curto e médio prazo. Para o biólogo, a região Nordeste, que tem hoje menos de 250 indivíduos, corre o risco de não possuir mais a onça-pintada em um prazo de 60 anos, por causa da perseguição por ataques à criação e pela transformação de habitats naturais.
“Uma solução para proteger a onça pintada é trabalhar na criação de novas unidades de conservação e corredores de conexão entre as já existentes que permitam a comunicação entre as populações isoladas”, salienta Rogério.
AMEAÇA – Foi definido também o grau de ameaça da espécie para cada bioma, utilizando-se os critérios da IUCN. Apesar de a onça-pintada ser observada mais abundantemente no Pantanal e Amazônia, resultando em um status de “quase ameaçada”, a situação nos outros biomas brasileiros é crítica. Definiu-se que como “vulnerável” no cerrado, “ameaçada” na Mata Atlântica e “criticamente ameaçada” na Caatinga.
A onça-pintada é o maior felino das Américas e vem sofrendo nas últimas décadas redução drástica de suas populações. Há o desaparecimento de várias áreas onde antes o animal habitava. A onça figura entre as listas de espécies ameaçadas estaduais, nacionais e mundiais. No Brasil é listada como “vulnerável” e segue em extremo declínio na maior parte do território nacional.
(Fonte: ORB)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Turismo distante do Vale do Catimbau




Parque com uma área de 62 mil hectares e 23 sítios arqueológicos vem sendo
vítima de degradação e atos de vandalismo (Foto: Pernambuco de A-Z)



Segundo maior parque arqueológico do país, o Parque Nacional do Catimbau, no município de Buíque, distante 285 quilômetros do Recife, é considerado uma das sete maravilhas de Pernambuco. Mas o parque, com uma área de 62 mil hectares e 23 sítios arqueológicos, ainda não tem seu potencial turístico explorado de forma sustentável.
Ao contrário, vem sendo vítima constante de degradação por atos de vandalismo. Em janeiro deste ano, algumas das pinturas rupestres desenhadas nas cavernas por grupos que viveram há mais de seis mil anos no local foram cobertas com tinta a óleo.
O painel danificado mede dois metros de comprimento por três metros de altura. A tinta encobre a parte central, onde há desenhos de animais (tartaruga), duas mulheres grávidas juntas, uma fila indiana, sugerindo que o grupo de pessoas participava de um ritual sagrado, entre outros grafismos. Um trecho só com pinturas da tradição agreste, na parte mais alta da rocha, não chegou a ser atingido.
Dos 23 sítios arqueológicos catalogados na unidadede conservação, o Pedra da Concha é o mais visitado e também o de mais fácil acesso. Abriga as primeiras inscrições encontradas no Vale do Catimbau e é o único lugar do parque onde são observadas num mesmo painel as pinturas de tradições do Nordeste (aquelas que formam cenas e dão ideia de movimento) e do Agreste, representadas por figuras estáticas, com desenhos abstratos. Com extensos paredões de granito, o Vale do Catimbau abriga várias cavernas, "canyons" e sítios arqueológicos com inscrições rupestres. Trata-se de um importante patrimônio cultural e natural esculpido pela natureza há mais de 150 milhões de anos.
Apesar da riqueza natural e histórica, o município de Buíque ainda amarga um cenário de contrastes: de um lado, as potencialidades abertas ao turismo, de outro, uma das piores renda per capita do Agreste do estado de R$ 59,95, segundo pesquisa do IBGE em 2000.
Estudo - Natural de Buíque, a administradora de empresas Rosecleide Ferreira resolveu usar a tendência da cidade para o turismo como objeto de estudo do seu mestrado em gestão em desenvolvimento local sustentável pela Universidade de Pernambuco (UPE). Segundo ela, o ecoturismo é tido como um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural. "O ecoturismo incentiva a conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista, através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas", revela Rosecleide.
Em sua pesquisa, que durou 20 meses, ela conta que percebeu uma grande aceitação por parte da população local para o fomento da atividade do ecoturismo. "A transformação do vale em Parque Nacional até agora não trouxe os resultados esperados", afirma. Segundo ela, para a promoção do ecoturismo no município, é necessário que ocorram participações dos govenos, setor privado e dos moradores. "É importante que a população esteja envolvida. Do contrário, não haverá desenvolvimento sustentável", ressalta.
A pesquisadora elenca alguns passos que precisariam ser feitos:analisar a percepção da população residente e poder público a respeito do ecoturismo, enquanto ferramenta para o desenvolvimento local sustentável; avaliar o grau de participação da população residente, lideranças locais e representação municipal nas várias etapas de gestão de políticas publicas voltadas para o município e proporcionar informações que auxiliem o município a planejar adequadamente a atividade turística. Desde 1997, a Embratur identificou o município com potencial turístico e ele foi incluído em uma das rotas do programa Pernambuco Conhece Pernambuco, mas os resultados ainda são tímidos.
Vandalismo - As visitas ao vale estão suspensas. As polícias Federal e Civil e o Ministério Público Federal foram acionados para apurar as responsabilidades e a motivação do crime ocorrido no início do ano, ainda sem solução. Os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (Iphan) estão buscando alternativas para remover a tinta. "Já fizemos alguns testes, mas vamos ainda avaliar outras técnicas para não haver perda do pigmento", diz o superintendente do Iphan, Frederico Almeida.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



Está mais fácil criar uma reserva federal. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está utilizando sistema informatizado que permite o interessado em transformar uma propriedade em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) preencher o requerimento inicial on-line. Acesse aqui o sistema, em funcionamento desde novembro.

No Brasil há 532 RPPNs. Pernambuco é um dos Estados com menos reservas particulares do País: 11. Circundada por mangue e restinga, a de Nossa Senhora do Outeiro (foto), em Maracaípe, é uma delas.
Para ser transformada numa RPPN, a área deve ser significativa para a proteção da diversidade biológica, possuir paisagens de grande beleza ou reunir condições que justifiquem ações de recuperação ambiental capazes de promover a conservação de ecossistemas frágeis ou ameaçados. Pessoas físicas, empresas de todos os portes, assim como entidades civis e religiosas podem requerer a criação de uma RPPN.
Entre os benefícios assegurados com a criação da RPPN estão o direito de propriedade preservado, isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente à área de RPPN e prioridade na análise dos projetos pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). O município que abriga uma reserva particular, em Pernambuco, também é beneficiado, aumentando sua cota no ICMS Verde.
(Fonte: Blog Cência e Meio Ambiente - Verônica Falcão)
Leia mais em: Sistema que permite criar RPPN já está no ar

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um guia importante para conhecer a Caatinga


José Alves, coordenador do grupo: "É importante conhecer para preservar".
Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A/Press


Ela representa 80% da vegetação pernambucana, mas poucos conhecem sua extensão e beleza. Pensando nisso, um grupo liderado pelo professor José Alves de Siqueira, diretor do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (Crad), da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, preparou o Guia de campo de árvores da caatinga. Didático e com linguagem acessível a estudantes, professores ou mesmo àqueles que gostam de ecoturismo, o livreto traz fotos e informações curiosas sobre esse tipo de vegetação tipicamente nordestina.
José Alves explica que normalmente as pessoas imaginam a caatinga como um cenário de pobreza, com solo seco e árvores com folhagens mortas. "A caatinga se recobre de belezas naturais com a chuva. As primeiras precipitações de dezembro, por exemplo, promovem uma explosão de flores", ressalta Alves.
Uma das curiosidades do guia é a tabela fenológica, que informa o período de floração e de frutificação da vegetação, que começa a ser registrada desde o Planalto da Borborema, subindo a Serra das Russas, passando pela Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia e Sergipe. Ao todo, são 750 mil quilômetros de caatinga no Nordeste.

Risco de extinção - Segundo José Alves, uma das espécies mais comuns na caatinga é o umbuzeiro, usado pela população para o preparo de alimentos e também consumido pelos caprinos e ovinos. Apesar da grande ocorrência, a planta atualmente sofre ameaças, principalmente dos grandes criadores, que não controlam o consumo por parte dos animais. "Todos os umbuzeiros que temos hoje na região são idosos, centenários, ou seja, vão morrer um dia. É preciso mudar o manejo dos animais para conservar a espécie. Eles comem folhas, flores, tudo", destacou o professor. Outra planta muito comum na região e que também sofre ameaça é a arueira do Sertão, constituída de madeira de lei que foi muito usada para as obras das estradas de ferro que ligavam o litoral ao Sertão pernambucanos. "É importante conhecer para preservar", destaca JoséAlves.
Na opinião do pesquisador, uma das árvores mais belas da Caatinga é o Ipê Cascudo, também chamado Sete-cascas, Mulambá ou Pau-de-cascas. "Essa espécie só existe na caatinga e é raríssimo. Ele chama a atenção porque passa o ano sem folhas e na primeira chuva se enche de flores. O espetáculo só pode ser visto durante três dias", ressalta.
A pesquisa de campo e a preparação do livro aconteceram ao longo de três anos e foram feitas por estudantes de iniciação científica de engenharia agrícola da Univasf e de escolas estaduais da Bahia. O guia está à venda e pode ser adquirido através de uma ligação para o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (Crad), da Univasf. O telefone é 87 3986.3806.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Governo do Estado lançou programa de combate à desertificação em Triunfo (PE).



A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), lançou, na manhã do dia 10, na cidade de Triunfo, Sertão do Estado, o Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE-PE). A iniciativa vai viabilizar condições de convivência com o problema para as populações do semiárido, promovendo o desenvolvimento socioambiental sustentável e a manutenção dos ecossistemas característicos da região. (Foto: MMA)

O Programa é resultado de um processo de articulação, mobilização e consulta da sociedade civil organizada e do segmento empresarial da região, com a participação das esferas federal, estadual e municipal. Desenvolvido ao longo de um ano pela Sectma durante a realização de cinco oficinas no Sertão e Agreste do Estado, o PAE-PE mobilizou representantes de 127 municípios.
O secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Hélvio Polito, explicou que Pernambuco se tornou uma referência entre os estados do Nordeste por estar mais avançado nos estudos e na construção de um programa estadual de combate e convivência com o semiárido. “Esse programa é a oportunidade de participação direta no planejamento da questão da desertificação e da mitigação dos efeitos desse fenômeno”, ressaltou.
“O PAE-PE não é apenas um documento feito para o homem do Sertão, mas com a participação desse homem do campo, com sua sabedoria, seu conhecimento numa questão tão importante para o Estado”, completou o secretário executivo.
Localizado numa faixa de extrema vulnerabilidade ao processo de desertificação, Pernambuco possui cerca de 90% de seu território em área de semiárido e subúmido seco, que devido a práticas agrícolas não sustentáveis e gestão deficiente de recursos hídricos, vêm desenvolvendo porções de desertificação nessas regiões do Estado.
Segundo a coordenadora técnica do PAE-PE, Edneida Cavalcanti, a desertificação vem sendo apontada como uma das formas mais alarmantes de degradação ambiental, no território pernambucano. “Já é possível detectar algumas áreas de pressão, a exemplo da região do Araripe, por conta da matriz energética que ainda demanda uso e produção de carvão”, reforçou.
Ao todo, onze estados brasileiros possuem áreas suscetíveis à seca: os noves estados do Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais. Segundo o coordenador nacional do Programa de Combate à Desertificação do Ministério de Meio Ambiente (MMA), José Roberto Lima, Pernambuco é o 1º Estado a finalizar um programa de ação de combate à desertificação. “Temos ainda mais dez estados em fase de elaboração. O Ceará e o Rio Grande do Norte devem finalizar seus programas ainda no primeiro semestre de 2010”.
José Roberto explicou que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai trabalhar para dar suporte aos programas estaduais, “seja com recursos financeiros, seja na promoção do diálogo através de capacitações e mobilizações sociais para implantar as ações do PAE-PE”.
Parcerias - Desde o lançamento do edital no final de 2008 (no valor de R$ 650 mil), visando apoiar projetos no combate à desertificação, o Governo de Pernambuco, através da Sectma, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), e o Grupo de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), destinou um total de R$ 1,5 milhão para a construção do PAE-PE. Também colaboraram na execução desse projeto o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a Articulação do Semiárido de Pernambuco (ASA-PE).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vem aí o Projeto Biomas: conciliação de preservação e crescimento na produção



Com o objetivo de conciliar a necessidade de o Brasil ter mecanismos de proteção ao meio ambiente com a possibilidade do País ampliar a oferta de alimentos, foi lançado, nesta quinta-feira (10/12) em Brasília, o Projeto Biomas.
Trata-se de uma ação em parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para promover a proteção e o uso sustentável de paisagens dos biomas brasileiros, sem comprometer a produção agropecuária.
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, assinaram um termo de cooperação técnica, em cerimônia na sede da CNA, que viabiliza a execução do projeto. “Precisamos produzir mais alimentos, pois cerca de um bilhão de pessoas passam fome ao redor do mundo, até mesmo no Brasil Mas também não podemos abrir mão de nossas florestas, da nossa biodiversidade. O Projeto Biomas vai compatibilizar essas duas vocações do nosso País”, disse Kátia Abreu.
A parceria entre CNA, Mapa e Embrapa garante investimentos de R$ 20 milhões para o projeto, durante nove anos. Serão realizados estudos científicos para recuperar áreas de cobertura nativa em propriedades rurais, mas com mecanismos que garantam simultaneamente a geração de renda para o produtor rural. O objetivo não é apenas promover a pesquisa, mas construir soluções práticas que permitam ao homem do campo recuperar áreas frágeis das propriedades rurais. “A sustentabilidade será um requisito fundamental para que o agronegócio brasileiro conquiste novos mercados. É uma exigência do consumidor”, destacou a senadora.
Haverá estudos específicos para cada um dos seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O trabalho envolverá diretamente mais de 200 pesquisadores. Segundo a presidente da CNA, as soluções apontadas também deverão levar em consideração as exigências das legislações estaduais e federais, o que é uma característica inédita da nova proposta.
Um dos objetivos do projeto é criar uma rede nacional de manejos de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Áreas de Uso Alternativo (AUAs) e de Reserva Legal, além da adoção de parâmetros para definir a largura de APPs, principalmente as fluviais, levando em conta características locais de solo, clima, flora e fauna. Na etapa inicial, serão formadas parcerias para as áreas de experimentação do projeto, pulverizando as pesquisas por todo o País com diversas instituições.
“Vamos mobilizar cientistas de várias entidades de pesquisa do País”, destacou Kátia Abreu. O diagnóstico regionalizado permitirá identificar as potencialidades e fragilidades das paisagens rurais em cada bioma do Brasil para, em seguida, levar o Projeto Biomas para a terceira etapa, quando será implantada uma rede de experimentação nacional, em áreas que irão operar como projetos-piloto.

(Fonte e informações adicionais: Assessoria de Comunicação da CNA - (61) 2109-1419 / http://www.canaldoprodutor.com.br/)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Aquecimento Global: Década de 2000 é a mais quente em 160 anos, afirmam cientistas.



Cientistas das Nações Unidas afirmaram que esta primeira década do século XXI é provavelmente a mais quente desde 1850, quando as temperaturas mundiais começaram a ser registradas.

Município de Floresta/PE sediou a XVII Reunião Ordinária do Comitê e o I Seminário Ecoambiental do Pajeú.




Com a presença estimada de 180 pessoas, entre autoridades, técnicos, estudantes e a sociedade em geral, o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE e a ONG EMA, realizaram a XVII Reunião Ordinária e o I Seminário Ecoambiental do Pajeú nos últimos dias 03 e 04 de dezembro de 2009 na cidade de Floresta (PE). O evento realizado no  auditório da Câmara de Vereadores situado na Praça Cel. Fausto Ferraz em Floresta-PE contou com o patrocínio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Floresta e apoio do Clube de Diretores Lojistas – CDL, Compare LOGÍSTICA, Supermercado Preço Justo e MAXIMUS Supermercado. De acordo com a programação, houve palestras do Juiz de Direito Alipio Carvalho sobre a Ong EMA, da Doutora em Botânica Rita de Cássia sobre as "Árvores da Caatinga" e do Coordenador Geral do Comitê, Elcio Barros sobre o "Bioma Caatinga e o Desenvolvimento Sustentável". O evento foi prestigiado pelo Sr. João Gomes, Prefeito de Jatobá/PE e alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Cap. Nestor Valgueiro de Carvalho que criaram um Grupo em Defesa do Meio Ambiente. (Assista o vídeo de estudo do meio da Reserva Biológica Serra Negra em Floresta-PE). Participaram das reuniões os seguintes membros do CERBCAA/PE: Profª Lourinalda Silva (UAST/Serra Talhada), Rita de Cássia (IPA), Guaraci Cardoso (GDMA e Vice-Coordenador), Alipio Carvalho (EMA) e Elcio Barros (IPA e Coordenador Geral do CERBCAA/PE).




sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Recife sediou reunião preparatória do Encontro Nacional Contra Desertificação. O Comitê Estadual da Caatinga esteve presente no evento.


Mariana Prado(MI), Egon Krakhecke(MMA) e Helvio Polito(Sectma)



Com o objetivo de iniciar o pacto entre os órgãos federais, estaduais e sociedade civil para reunir decisões comprometidas com a agenda da desertificação e do desenvolvimento sustentável em suas regiões, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou nessa sexta-feira (04), a primeira etapa de reuniões preparatórias do Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma).

A construção do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE/PE), foi o destaque na reunião com a apresentação do modelo que será lançado na próxima quinta-feira (10), no município de Triunfo, Sertão pernambucano. O PAE/PE servirá de referência para outros estados no Nordeste suscetíveis à desertificação.
O secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Hélvio Polito, afirmou que o combate à desertificação é um dos temas ambientais estratégicos das propostas do Estado na contribuição do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), em Copenhague.

A geógrafa Edneida Cavalcanti – Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e Coordenadora da Equipe Técnica de Elaboração do PAE/PE apresentou o modelo de Construção do PAE-PE, enfocando a participação social e integração interistitucional, o marco legal e institucional para a agenda de combate à desertificação. Esse processo de escuta da sociedade se deu através de cinco Oficinas Regionais, atingindo 127 municípios, estando afinado com a perspectiva de descentralização com a qual o governo vem trabalhando, juntamente com a estratégia de transparência da gestão e controle social das ações. As Oficinas aconteceram em Salgueiro, Petrolina, Triunfo, Garanhuns e Taquaritinga do Norte. Pernambuco largou na frente de todos os estados brasileiros na construção do Programa de Ação Estadual (PAE-PE). Edneida Cavalcanti, a convite do CERBCAA/PE,  fez esta apresentação aos membros do Comitê Estadual da Caatinga, por ocasião da XVI Reunião ordinária (08.10).
Em seguida o técnico Marco Bueno, do Ministério do Meio Ambiente - MMA,  apresentou o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas - PAN Brasil e sua relação com os PAEs.

Na próxima semana o MMA realizará reuniões em Natal (8/12) e Salvador (11/12) para agregar os demais estados vulneráveis ao Processo climático: Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Bahia, Ceará e Minas Gerais. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, explicou que estas reuniões são "importantes para iniciar o processo de construção do pacto pelo desenvolvimento sustentável do Semiárido", que será firmado no Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação com previsão de ser realizado em março de 2010, nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

Participaram do Encontro representantes da Sectma, BNB, Codevasf, Embrapa Semi-Árido, Dnocs, Sudene, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, MDA, Governo dos Estados do Piauí, Alagoas e Sergipe,  ASA, INSA, ICMbio, Prorural, Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE, Programa Água Doce, GTZ, OCB, Associação dos Engenheiros Florestais, IICA entre outros.

A desertificação - a degradação das terras nas áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas - causa impactos significativos que podem ser medidos em termos de perda de área produtiva, solos, água e biodiversidade. No Brasil, este processo ocorre apenas no semi-árido, presente nos estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, e em áreas sub-úmidas localizadas no entorno da região semi-árida.
O processo de desertificação gera uma perda de 5 bilhões de dólares por ano ao Brasil (cerca de 1% do Produto Interno Bruto) e já atinge gravemente 66 milhões de hectares no semi-árido brasileiro e 15 milhões de pessoas em áreas dos Biomas Cerrado e Caatinga. No Brasil, 62% das áreas susceptíveis à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas por Caatinga, sendo que muitas já estão bastante alteradas.
(Fonte: Sectma e MMA)



Cada período de chuva, revela a riqueza da vida na caatinga. Os gravetos dão lugar ao verde exuberante. Dentre as áreas semi-áridas do mundo, ela é a mais rica em plantas, animais e em diversidade. Entretanto, parte da Caatinga está em processo de desertificação.
Leia mais em: Debates buscam abordar o problema da desertificação no Brasil  e
Nordeste discute desertificação
 Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação - PAE/PE e
Programa de Ação Nacional - PAN-BRASIL
Atlas das Áreas Susceptíveis à Desertificação do Brasil
Governo do Estado lança programa de combate à desertificação
Ações precisam ser eficazes








quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fósseis revelam o rastro de peixe no Sertão do Araripe



Chapada do Araripe - Foto: RoteiroCeará

Quando o Sertão era um imenso mar continental, entre 112 e 99 milhões de anos atrás, navegava pelas águas calmas do lugar um pequeno e delgado peixe desprovido de dentes, semelhante ao uma truta ou salmão. Mudanças climáticas levaram não só os oceanos mas também o animal a desaparecer da região, hoje conhecida como Chapada do Araripe, restando apenas registros fósseis do Cretáceo. Foi analisando um deles que pesquisadores não só descobriram o tamanho desse peixinho – 5,8 centímetros – como também deram um nome a ele: Santanasalmo elegans.

O primeiro nome, relativo ao gênero, fica por conta do lugar. É que o fóssil estava na Formação Santana, um dos setores geológicos da Bacia do Araripe mais ricos em peixes. Já o salmo é relativo a um conhecido gênero de peixes salmoniformes, que inclui a truta e o salmão. O segundo, que corresponde à espécie, faz referência à forma do animal. “Ele é fino, tem a cabeça alongada e o focinho proeminente. É elegante mesmo”, detalha a paleontóloga Valéria Gallo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), principal autora do artigo científico que descreve o animal.
O estudo, publicado recentemente na revista Cretaceous Research, analisou dois exemplares coletados em fevereiro de 2001 na mina Pedra Branca, entre Santana do Cariri e Nova Olinda (CE). Os fósseis, encontrados pelo paleontólogo Sergio Azevedo, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que também assina o artigo, estavam depositados na coleção paleozoológica do Instituto de Biologia da Uerj. Foram oito anos sem que se soubesse que se tratava de uma nova espécie, até que Valéria decidisse estudá-los.
Autora de mais de dez descrições de espécies de peixes fósseis em bacias sedimentares de todo o Brasil, a pesquisadora viu que se enquadravam no grupo dos teleósteos, composto por mais de 17 mil espécies. É o grupo de peixes ósseos, informa Valéria, com mais espécies representadas. “Mas não se enquadrava em nenhum dos gêneros conhecidos. Por isso criamos, inclusive, um gênero para.”
“O gênero Salmo é representado por populações de peixes de água doce e anádromos, aqueles que realizam migrações reprodutivas, reproduzem-se em água doce mas se desenvolvem até a forma adulta no mar”, lembra.
A equipe, composta ainda por Francisco de J. de Figueiredo, também da Uerj, ainda não realizou estudos sobre a ecologia do animal. Analisando a ausência de dentes, entretanto, os pesquisadores acreditam que o Santanasalmo elegans era filtrador. Isso quer dizer que, assim como moluscos, ele sugava a água para microrganismos que vivam em suspensão.
A Formação Santana abriga dezenas de espécies de peixes mas esse é o primeiro descrito para a mina Pedra Branca, onde se extrai gipsita, minério usado na fabricação do gesso, uma das principais atividades econômicas da região.
(Fonte: Verônica Falcão - JC 29.11.2009)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Planeta Terra respirando



Deixemos a nossa Terra respirar. Imagens valem mais que mil palavras.

Produtos da Caatinga e do Cerrado ganharão destaque nos próximos anos



Organizações produtivas do interior do Nordeste estão acessando o mercado a partir da construção da Rede Bodega
de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga; sabores exóticos de frutas regionais estarão em breve em picolés, sorvetes e sucos
Foto: Óleo de babaçu (Sebrae)



Por Regina Xeyla

Picolé de açaí, ou de açaí com banana, além de sucos de maracujá da caatinga e de açaí com guaraná. Esses são algumas das novidades que turistas do mundo inteiro vão encontrar ao chegar no Brasil em 2014 e 2016, anos de Copa do Mundo e da Olimpíada, respectivamente.
Por trás desses produtos de sabores exóticos está um importante e amplo trabalho da Rede Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga que beneficia 2.500 famílias do Cerrado, da Caatinga e da Amazônia.
A organização não-governamental Agendha é responsável por tecer os fios dessa rede, que trabalha com base nos princípios do comércio justo e solidário. A ONG foi criada em 2003 para a realização de serviços de assessoria e gestão em estudos da natureza, desenvolvimento e agroecologia.
Sua atuação prioritária é na Zona Semi-Árida e Sub-Úmida Seca do Nordeste, mais precisamente no Bioma da Caatinga. Ela busca construir uma estratégia permanente de comercialização dos produtos da sociobiodiversidade e simultaneamente a divulgação, sensibilização e efetivação das potencialidades das caatingas e de seus agentes.
Recentemente a Rede Bodega assinou convênio com a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis) e com a empresa Atrium Ingredients Business, e obteve apoio do Acordo de Cooperação entre a República Federativa do Brasil e a República Federal da Alemanha. A parceria via possibilitar a criação de sorvetes e sucos tendo como matéria-prima os frutos da Caatinga, do Cerrado e da Amazônia.
“Os eventos previstos para os próximos anos no Brasil - entre eles, a Expo Mundo em 2016 - serão uma chance única para divulgar esses sabores diferenciados, tão pouco conhecidos em nível nacional e internacional”, afirma Maurício Lins Arocha, responsável pelos produtos da sócio-biodiversidade na Agendha.
O convênio visa promover a qualidade e sustentabilidade dos empreendimentos da agricultura familiar, que têm como base a responsabilidade sócio-ambiental, o comércio ético, justo e responsável. Serão produzidos picolés, sorvetes, polpas e sucos de 30 frutas do Cerrado, da Caatinga e da Amazônia. “Os primeiros produtos já criados são os picolés nos sabores de açaí, açaí com banana, além de sucos de maracujá da caatinga e de açaí com guaraná”, conta. Como estratégia de divulgação, esses produtos terão suas informações traduzidas em 20 idiomas.
Maurício Lins Arocha, a Caatinga e o Cerrado não têm recebido a devida valorização e divulgação que merecem. “O Capitulo VI, § 4º da Constituição Federal não prevê esses importantes biomas como patrimônio nacional, abrangendo apenas a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira”, lamenta. Segundo ele, as famílias que vivem nesses ecossistemas conseguem extrair matérias-primas para produzir mais de 800 produtos. “Dos 28 milhões de brasileiros que habitam o Bioma Caatinga, estima-se que 38% vivam em áreas rurais”.
A Rede Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga nasceu em 2005. Trata-se de uma rede de organizações sociais que coletam, cultivam, criam e beneficiam produtos da Caatinga. Ela também busca comercializar os produtos na perspectiva de relação justa e solidária, incentivando o consumo saudável e sustentável. A Rede é tecida por 30 organizações ecoprodutivas dos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas, que formam o Bioma da Caatinga/Nordeste.
Os produtos dessas organizações, formadas por cooperativas, associações, grupos e entrepostos, são comercializados de forma itinerante em de feiras, rodadas de negócios e exposições locais, nacionais e internacionais. Também há vendas no mercado institucional, por meio de parcerias público-privadas e pelo blog da Rede. Ao todo são 682 produtos, entre alimentos, bebidas, artesanato e serviços. As bodegueiras, como são chamadas as mulheres que lideram as redes, são responsáveis por dar apoio às organizações da sua localidade.
“O nome Bodega trás à luz a denominação histórica e cultural de pequenos e diversificados estabelecimentos comerciais”, explica Maurício. A Rede também aproxima, por meio de palestras de orientação, as organizações e os programas institucionais do Governo Federal, como o Programa Aquisição de Alimento (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Maurício explica que alguns grupos da rede já fornecem para a rede de lojas da Tok Stok e para o Pão de Açúcar.




sábado, 28 de novembro de 2009

Da Dinamarca para a Caatinga


 
Por Alexandrina Sobreira de Moura
 (Publicado no JC Edição 28.11.2009)

A poucos dias do início da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP 15), a, que será realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, reunindo 192 membros das Nações Unidas, a expectativa mundial é de que se firme um acordo para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa substituindo o Protocolo de Kioto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda precisa falar mais alto para chegar a um acordo sobre a proposta brasileira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) propõe uma meta ambiciosa pela qual o Brasil reduziria em 40% a emissão de gases poluentes. Aguardamos, no entanto a última palavra que será dada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. De concreto, fica a expectativa de que as articulações do presidente Lula com outros líderes mundiais como o presidente, Barack Obama, possam trazer um inovador compromisso ambiental de verdadeiro impacto global.
Até lá, o presidente lançará um pacote ambiental que promete dirimir 70% dos problemas entre produtores e ambientalistas com a reforma do Código Florestal Brasileiro. Criado em 1965, há muito que demanda ser revitalizado a fim de adequar o desenvolvimento econômico à preservação ambiental - convergência ainda rara no Brasil, apesar dos consensos firmados na Agenda 21 Global e Brasileira.
Supõe-se que permaneça na memória do presidente Lula a paisagem árida da caatinga de onde saiu, com destino a São Paulo, e reavivada, recentemente, pelas visitas ao Semiárido onde inspeciona obras como a da Transposição do São Francisco, ou mesmo pelo lançamento do filme Lula, o filho do Brasil.
A caatinga, único bioma tipicamente brasileiro, está distribuída em 1.280 municípios do País e ocupa 1.037.517,80 km² ou 60% da área do Nordeste e 13% do território nacional. Na caatinga, a maior floresta tropical seca da América Latina, vivem 28 milhões de pessoas, entretanto, 80% dos parques e reservas do Nordeste protegem outros biomas. Apenas um de cada cinco hectares de caatinga está em áreas protegidas. A melhoria desse quadro passa por ações como a criação de Reservas Particulares de Proteção ao Patrimônio Natural (RPPN) e a integração da sociedade ao meio ambiente como é a proposta do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da caatinga, vinculado ao programa Man and the Biosphere, (MaB), da Unesco.
Apesar da sua abrangência, a caatinga ainda não está sequer na relação dos biomas considerados patrimônio nacional da Constituição Federal. Várias PECs defendem a inclusão da caatinga nesta relação constitucional. A PEC original, a 115-A/95, do deputado federal Gervásio Oliveira (PSB/AP), é de 1995 e a ela foram apensadas inúmeras PECs, com o mesmo conteúdo. Incluída na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados no último dia 24 de junho, a PEC 115-A/95 não chegou a ser apreciada. Difícil imaginar que uma proposta, aparentemente tão simples, passe 14 anos para ser executada e o bioma tenha sido lembrado só quando o presidente Lula, em 20 de agosto de 2003, assinou decreto instituindo o dia 28 de abril como Dia Nacional da caatinga, data de nascimento do ecólogo pernambucano Vasconcelos Sobrinho.
Mais difícil ainda é lembrarmos que permanece, sem muitos avanços, o eterno embate entre a preservação e a necessidade de sobreviver na caatinga. Órgãos ambientais oficiais, produtores, ambientalistas, moradores do bioma pouco conhecem dos recursos para o manejo ambiental que favorece a economia e a natureza. O engenheiro florestal Francisco Barreto Campelo, incansável defensor da sustentabilidade econômica da caatinga, relembra a importância de se discutir as mudanças no Código Florestal Brasileiro do ponto de vista do nosso bioma.
Jornais do Sul e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sequer citam a caatinga quando falam no pacote ambiental a ser lançado. O típico bioma brasileiro não tem a visibilidade do cerrado, de onde saem as riquezas do Brasil agrícola, nem o encanto da Amazônia, alvo de disputas internacionais por sua riqueza. Poucos sabem da rara biodiversidade da caatinga. Esquecem a região, quando deveria ser trabalhado um equilíbrio das agendas socioambientais de todos os biomas.
Em Copenhague serão reafirmados princípios da Rio 92 que ampliaram a noção de sustentabilidade progressiva, em que se focaliza o processo que busca substituir um círculo vicioso de produção, destruição e exclusão por um círculo virtuoso de produção, conservação e inclusão social.

» Alexandrina Sobreira de Moura é pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e membro da delegação brasileira da COP 15

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mostra de Cinema "Bela Caatinga" chega ao final


População de vários municípios pernambucanos assistindo aos filmes

Prezados Parceiros


Alguns resultados da mostra de cinema Bela Caatinga. Fico muito feliz, que cerca de 10 000 pessoas tenham assistido filmes, aprendido e se deliciado com o mundo fantástico do cinema. Atingimos nossos objetivos, com dificuldades.
Gostaria que me enviassem o nome das pessoas que trabalharam na produção local da mostra, para emitir certificados. Muito bom conhecer voces e contar com o apoio em cada municipio, sem o qual não seria possivel ter esses resultados. Aguardo noticias.
Grande abraço

Cléa Lúcia Presbytero de Brito

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Comitê da Caatinga participa de Seminário em Araripina e Reunião em Serra Talhada.



Foto: IPA


No último dia 19, deste mês de novembro o Coordenador Geral do CERBCAA/PE, Elcio Alves Barros, participou do Seminário Estadual sobre Impactos Ambientais na Área Gesseira , promovido pelo Ministério Público de Pernambuco - MPPE,  proferindo palestra intitulada: "Bioma Caatinga e Desenvolvimento Sustentável". O Seminário ocorreu nos dias 19 e 20 deste mês, no município de Araripina (PE). O encontro, reuniu especialistas de diversas instituições, sendo realizado no Auditório do Centro Tecnológico do Araripe, na Vila Santa Isabel . O público alvo foi  integrantes da atividade, servidores, estagiários, auxiliares do MPPE e representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, além de pessoas ligadas a Organizações Não Governamentais (ONG’s).

Durante o evento foram discutidos, principalmente, as causas, os agentes externos e as atividades desenvolvidas na região como fator de risco, de trabalho e de desenvolvimento para a população. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA) apresentou as propostas que o Estado elaborou para enfrentamento às mudanças climáticas. Dentro das propostas existem recomendações para o setor produtivo da região gesseira, entre elas a revisão da matriz energética, quanto ao uso da lenha e carvão, incorporando aspectos ligados ao manejo florestal sustentável como alternativa ao desmatamento autorizado.

Após o evento o coordenador do CERBCAA/PE conversou com o Secretário Executivo de Meio Ambiente da SECTMA-PE, Dr. Hélvio Polito ficando acertada uma audiência com o mesmo e a direção do CERBCAA/PE para a primeira semana de dezembro quando serão tratados assuntos de interesse do CERBCAA/PE, como: alteração na lei do ICMS Sócioambiental de Pernambuco, criação de UCs na Caatinga pernambucana e o projeto de valorização da Caatinga.

No dia seguinte, Elcio Barros, reuniu-se na cidade de Serra Talhada com o Lourinalda Luiza e Homembom Magalhães(bonzinho) que são membros do CERBCAA/PE e participou de uma entrevista numa emissora de rádio local quando além de esclarecer/divulgar as ações do CERBCAA/PE foi informado pelo apresentador do programa que a mesma fará uma pesquisa para saber a opinião dos ouvintes sobre a criação de uma Unidade de Conservação na área que da nome a cidade (Serra Talhada).
Elcio Barros, falou ainda sobre o projeto Bela Caatinga e a próxima reunião do CERBCAA/PE que será realizada na cidade de Floresta/PE nos próximos dias 03 e o4 de dezembro.

Impacto global: Piauí e Pernambuco podem perder até 70% da agricultura. Vai custar mais caro não fazer nada.



Efeitos do aquecimento na agricultura brasileira serão dramáticos. O Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura. Um estudo mostra os efeitos do aquecimento global na economia brasileira. Na agricultura, a água deixou de ser gratuita e passou a ser cobrada.

domingo, 15 de novembro de 2009

XVII Reunião Ordinária do CERBCAA e I Seminário Ecoambiental do Pajeú será em Floresta (PE)




O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE e a ONG EMA, realizam a XVII Reunião Ordinária e o I Seminário Ecoambiental do Pajeú nos dias 03 e 04 de dezembro de 2009 na cidade de Floresta (PE). O evento tem o patrocínio da Prefeitura Municipal  e da Câmara de Vereadores de Floresta e apoio do Clube de Diretores Lojistas – CDL, Compare LOGÍSTICA, Supermercado Preço Justo e MAXIMUS Supermercado. O evento será realizado no Auditório da Câmara de Vereadores situado na Praça Cel. Fausto Ferraz em Floresta-PE.
Confiram abaixo a programação completa dos dias do evento.

QUINTA – 03.12.2009


14h00 - Abertura.
14h10 - Leitura da Ata da última Reunião.
14h30 - Exposição sobre a EMA
Dr. Alípio Carvalho Filho.
15h30 - Intervalo.
15h45 - Palestra: Árvores da Caatinga
Dra. Rita de Cássia Araújo Galindo - IPA (Doutora em Botânica)
16h45 - Debates.
17h00 – Encerramento das atividades do dia.

SEXTA – 04.12.2009

08h30 - Palestra: Bioma Caatinga: Desenvolvimento Sustentável.
Dr. Élcio Alves Barros e Silva - IPA (Mestre em Meio Ambiente e Coordenador Geral do CERBCAA)
09h30 - Debates.
09h45 - Exibição dos Filmes:
1. Patativa do Assaré.
2. Árvore Sagrada.
10h45 – Encerramento do Evento.
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Abaixo apresentamos as fotos  da I Mostra de Cinema da Caatinga, nas cidades de Custódia, Ibimirim, Inajá, sob a coordenação da cienasta Cléa Lúcia.




sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Ministério Público de Pernambuco realiza o Seminário Estadual sobre os Impactos Ambientais na Área Gesseira



Em quinze anos, de 1989 a 2004, 17% da caatinga (168.752 hectares) foram desmatados para abastecer os fornos das calcinadoras do Araripe, que transformam o minério gipsita em gesso, segundo levantamento de 2005 da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA).
Os impactos causados pela atividade serão tema do Seminário sobre impactos ambientais na área gesseira, no Sertão, dias 19 e 20, das 18h às 22h, com 180 vagas. Será no auditório do Centro Tecnológico do Araripe, em Araripina. A carga horária, de oito horas, inclui visitas de campo, pois no segundo dia, pela manhã, haverá visitas a mineradora, calcinadora e fábrica de pré-moldados. Inscrições até dia 17 pelo telefone 3182-7348. Veja programação completa abaixo. (Foto de Beto Figueiroa/JC Imagem, 16/02/2006) - Fonte: Verônica Falcão.

PROGRAMAÇÃO (Clique aqui)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ICMBio quer criar corredores ecológicos para salvar macacos ameaçados de extinção



Macaco Prego - Foto Crédito: RuySalaverry

A criação de corredores ecológicos no Nordeste é a melhor opção para impedir o desaparecimento do macaco-prego-galego (Cebus flavius) e do guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul), duas espécies de primatas originários da Mata Atlântica nordestina ameaçados de extinção pela crescente redução de seu habitat.

O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coordenador de uma pesquisa sobre o tema, Marcos Fialho, informa que a proposta deverá ser incluída no plano de ação para preservação dessas espécies, a ser apresentado em breve pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e pela Diretoria de Conservação de Biodiversidade (Dibio) do Instituto Chico Mendes.
A sugestão de criação dos corredores é resultado de um estudo, realizado entre 2006 e 2009, no qual pesquisadores do CPB, com apoio do Ibama da Paraíba e de Alagoas, mapearam as populações de macacos-prego-galego e de guaribas-de-mãos-ruivas em vários estados brasileiros situados ao norte do Rio São Francisco a fim de identificar a situação desses animais, descobrir as causas que os têm levado à extinção e propor sugestões de políticas de conservação para as espécies.
A devastação e a fragmentação do habitat é o principal motivo, segundo o estudo, da redução do número de primatas no Nordeste. As informações coletadas em campo sustentam também uma série de outras sugestões para preservação dos macacos, incluindo aí um projeto que visa a promover um forte trabalho de educação ambiental entre as populações da região da zona da mata e do agreste nordestino, muitas das quais caçam macacos para se alimentar deles.
Apesar de o estudo com um diagnóstico preliminar sobre a situação dessas espécies ter sido apresentado no I Seminário de Pesquisa e Iniciação Científica do ICMBio – realizado em Brasília, entre os dias 26 e 28 de agosto, com o título “Pesquisa em conservação da biodiversidade: experiências e desafios” –, os dados do trabalho ainda estão em fase de sistematização e sua conclusão depende da realização da 14ª expedição, prevista para ocorrer ainda este ano.
A expedição, segundo Fialho, servirá para os pesquisadores confirmarem a ocorrência das duas espécies de primatas em três remanescentes de Mata Atlântica no Estado de Alagoas. “Temos o relato de que eles estão lá, mas queremos confirmá-lo visualmente”, disse. A pesquisa evidenciou a existência de vários empecilhos à sobrevivência dos macacos, dentre os quais, em primeiro e em segundo lugares, respectivamente, destacam-se o desmatamento e a caça de filhotes para serem vendidos como animais de estimação ou usados como alimento.
O mapeamento das espécies faz parte de um projeto maior, em curso no CPB, intitulado “Primatas do Norte da Mata Atlântica e Caatinga”, o qual inclui também estudos sobre a espécie guigó (Callicebus) nos Estados de Sergipe e da Bahia.

sábado, 7 de novembro de 2009

Flora da caatinga



Nesta reportagem é mostrada a grande diversidade no bioma caatinga e os estudos sendo realizados com as plantas e animais. O semi-árido brasileiro é uma das regiões semi-áridas mais populosas do mundo. Estima-se que 28 milhões de brasileiros habitam o bioma Caatinga, das quais 38% vivem em áreas rurais. Abriga a população mais pobre do Nordeste e uma das mais pobres do Brasil. Cerca de 51% da população nordestina ou 22,9 milhões de pessoas são pobres, comportando 42% da população pobre do Brasil. Na maioria dos municípios a renda média per capita não excede meio salário mínimo. Em apenas 4,6% dos municípios da região o IDH é igual ou superior a 0,5 e a taxa de analfabetismo para maiores de 15 anos é bastante elevada, sendo entre 40 e 60 % em quase todos os municípios. A pressão sobre os recursos naturais é muito grande principalmente devido à pobreza e a falta de alternativas da população da região. A vegetação é a principal fonte de renda de uma parcela substancial da população nordestina do Brasil, pois esta, direta ou indiretamente, precisa explorar os seus recursos naturais para sobreviver. A caça, a captura de animais silvestres e as queimadas vem reduzindo de forma acelerada o hábitat e processo de degradação e desertificação do semi-árido representam as maiores ameaças para a conservação de sua biodiversidade. Apesar de ser um bioma frágil e sob forte pressão, é o menos protegido dos biomas brasileiros. Menos de 1% de sua área está protegida em Unidades de Conservação (UCs) de uso indireto e é o bioma com o menor numero de Unidades de Conservação de proteção integral. É também o menos estudado e conhecido dos biomas brasileiros e um dos mais antropisados, ultrapassado apenas pela Mata Atlântica e Cerrado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bioma Caatinga: Fazendas de uva recebem selo por preservar a natureza



Certificação vale por dois anos e valoriza o produto. 
Proprietários ainda investem no bem-estar dos funcionários.

Nove fazendas de uva do Vale do São Francisco, na divisa de Pernambuco com a Bahia, receberam um selo de certificação internacional por adotarem práticas socioambientais responsáveis. Além de cuidar da preservação da natureza, os proprietários também investem no bem-estar dos funcionários.

Uma placa indica que, na área de 19 hectares, o bioma caatinga está protegido. Pode não parecer comum, mas a fazenda que fica no Vale do São Francisco tem uma área de 30 hectares onde são cultivadas uvas sem sementes para exportação. Além da área de reserva, a coleta do lixo é seletiva e placas indicam o perigo das embalagens de defensivos.
Por causa desses cuidados, pela primeira vez no Brasil, nove propriedades de uva da região foram certificadas pela rede de agricultura sustentável, que indica o cultivo de produtos agrícolas a partir de práticas socioambientais responsáveis.
“A gente fica credenciado a ter acesso a um mercado específico, reconhecido no exterior, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, que reconhece esse certificado como uma fruta feita de uma maneira responsável tanto ambiental como social, o que nos garante, teoricamente, um preço um pouco diferenciado”, falou o agricultor Edis Ken Matsumoto.
Para conseguir a certificação, não foram adotadas apenas práticas de preservação ambiental. As nove fazendas que formam a cooperativa tiveram de investir em ações voltadas para o bem-estar social dos funcionários. “Se a gente quiser fazer exame de vista ou precisar ir ao dentista, eles têm um convênio”, contou o trabalhador rural Joaquim Severino.
Com o selo, os agricultores esperam conseguir vender a caixa da uva por um preço 5% acima do valor de mercado. A certificação vale por dois anos.
(Fonte: G1.globo.com )

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Reflexão sobre mudanças no Código Florestal no âmbito da Caatinga




Por Francisco Barreto Campelo 


É importante que os envolvidos na luta pela conservação da Caatinga, não fiquem distantes desse debate. Podemos ser surpreendidos por conceitos e imposições que favoreçam o desaparecimento de nossas Caatingas.
Penso que temos uma oportunidade para valorizar no Código Florestal o Manejo Florestal Sustentável. Esse instrumento, que possibilita a gestão das florestas, complementando o processo de conservação e mantendo os serviços ambientais, é mais falado do que utilizado. Precisamos impulsionar a pratica do manejo florestal para reverter o processo de degradação no bioma Caatinga e lutar para que as atividades produtivas sigam padrões de sustentabilidade. Os estudos do PROBIO demonstra que temos áreas suficientes no bioma que podem atender a todas as condicionantes ambientais e as demandas por produtos florestais. O que precisamos é ordenar os usos com critérios de sustentabilidade.
O manejo florestal sustentável é necessário não somente para a obtenção de lenha ou outros produtos madeireiros, ele é fundamental também para a pecuária extensiva e para os produtos não madeireiros. A Caatinga tem um potencial florestal que gera renda com inclusão social, precisamos valorar esses ativos ambientais.
Estudos da rede de Manejo da Caatinga já demonstram que a Caatinga submetida ao manejo por meio da talhadia simples, se regenera e mantém a biodiversidade e os serviços ambientais, comparáveis a áreas totalmente protegidas. Assim, devemos aproveitar esse momento para não permitir que afastem os produtores rurais dos negócios ambientais/floresta is. Precisamos superar os preconceitos e dar credito aos estudos realizados na Caatinga.
O comportamento que vemos para o manejo florestal ainda é pequeno e preconceituoso diante da intensidade de uso que se faz dos recursos florestais. Não damos conta de que no Nordeste o manejo florestal é praticado nas áreas de uso alternativo do solo, onde é permitida ao produtor rural a eliminação da floresta para implantação de pasto ou agricultura e nesse momento de intensa alteração da paisagem não questionamos: a biodiversidade, a viabilidade econômica, a sustentabilidade ambiental e econômica, a compactação do solo, entre outras. A Caatinga tem um potencial forrageiro que possibilita termos nossa pecuária, sem a necessidade de desmatar para formar pastos.
Assim, sem percebermos e sempre querendo o bem para o meio ambiente, empurramos os produtores para o desmatamento. Devemos aproveitar esse momento para impormos de fato critérios para o uso sustentável da Caatinga:
Porque suprimir a Caatinga para formar pasto se a mesma tem um potencial forrageiro. Onde está a viabilidade econômica e ambiental desse pasto que se diz superior a Caatinga?
Estudos demonstram que com até 30% de sombreamento não existe alteração na produção forrageira dos pastos, porque permitir o suprimento total da vegetação para essa finalidade?
A capacidade de carga animal na Caatinga já é conhecida, mas mesmo assim, temos sempre novos projetos sendo apoiado, o que faz com que em várias áreas a capacidade esteja superada. Onde esta a sustentabilidade, quem pode frear esse desmatamento silencioso?
Como podemos assegurar o desenvolvimento regional se a economia da região utiliza a lenha sem nenhum planejamento ambiental? A Matriz energética precisa ser atendida em base sustentável, é inadmissível que nos dias atuais ainda tenhamos a segunda fonte energética dessa matriz sendo atendida por atividades de supressão da vegetação e sem uma atenção maior por parte do planejamento energético. Precisam criar mecanismos para um programa que valorize a lenha, nosso bicombustível solido.
O Manejo Florestal é uma atividade produtiva em base sustentável que colabora com o processo de conservação. Com o manejo florestal uma propriedade rural pode ser produtiva, com a utilização de 5 ou 7% de sua área e mantendo praticamente 95% com cobertura florestal.
Precisamos fortalecer o Manejo Florestal Sustentável, esse importante instrumento de gestão ambiental que assegura a produção florestal sem comprometer os serviços ambientais, promovendo a conservação da biodiversidade com inclusão social.
Assim, gostaríamos de sugerir um debate a ser realizado conjuntamente com a Universidade Rural de Pernambuco, o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga e a Associação Nordestina dos Eng. Florestais – ANEF, para apresentarmos sugestões que qualifiquem o Código Florestal, incorporando os avanços da Ciência Florestal em seu contexto.

Leia também: Valor Econômico - Pacote de Lula tenta pôr fim à disputa do Código Florestal
                                                  Minc detalha proposta do MMA sobre Código Florestal e Reserva Legal

                                                  Governo facilita regularização ambiental do agricultor







segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Resultados da Mostra de Cinema Bela Caatinga – Etapas 1 e 2



Por Cléa Lúcia (cineasta)

As apresentações em 9 municípios, aconteceram com muita diversidade. A proposta inicial de 6 apresentações por cada município, após pré-produção foi modificada para 5. Os resultados esperados, para os municípios menores é de um público de 100 pessoas em média por apresentação, somando 500 nas 5 apresentações. O esperado para as cidades maiores neste bloco: Salgueiro e Serra Talhada seria de 200 pessoas por turno o que somaria 1000 pessoas, público total. Seria interessante citar, que os pequenos públicos, muitas vezes, proporcionou um melhor desempenho dos objetivos: possibilidade de conversar sobre os temas explanados.

Resultados nos 9 municípios, onde já aconteceram a mostra:

Buique (cidade – 410 pessoas;Distrito Guanambi – 930 pessoas) = 1340
Inajá = 840
Ibimirim = 600
Custódia = 550
Belmonte = 530
Serra Talhada = 500
Mirandiba = 450
Salgueiro = 350
Pedra = 310

TOTAL = 5470

O Distrito de Guanambí (Município de Buíque) surpreendeu pelo público das 3 apresentações. A atividade do Diretor da escola Anselmo e seu professorado interessado, fez com que praticamente toda a escola tivesse participação no projeto. Um fato estranho, que apesar de aberto ao público, raras foram as pessoas da comunidade que estiveram presentes..O apoio do Sesc foi fundamental – viabilizou os espaços e exibição.
Os filmes mais assistidos nesta mostra foram: “Arvore Sagrada”, “Tem Boi no Trilho”, “Patativa”, “Espelho D’água”, “ Chicão Xucuru”, “Viva São João”, A Musa do Cangaço”,“Aruanda”, “Arraial”. As escolhas foram feitas de acordo com a presença de aldeias indígenas, quilombos, sebastianismo, cangaço. O Umbu como faz parte da vida de todos,
O Rio São Francisco e a poesia, estes temas foram muito solicitados.
A globalização já domina os adolescentes e jovens, até da zona rural. As informações midiáticas da TV, rádio, carro de som, conseguem prender os jovens a um padrão , que as demais propostas de conhecimento e arte, não servem.
O novo grupo de municípios tem seu cronograma marcado para inicio de novembro.

Confiram a Programação completa da Mostra de Cinema no final da página deste Blog.

domingo, 25 de outubro de 2009

Tilápias e tucunarés ameaçam fauna nativa


Entre as 47 espécies de animais invasores em Pernambuco, esses peixes são considerados os mais nocivos pela alta capacidade de adaptação às mudanças ambientais e por serem predadores vorazes

Pernambuco tem 47 espécies de animais considerados invasores, aqueles originários de outras regiões do País ou do mundo e que se constituem numa ameaça à fauna nativa. Duas delas, no entanto, têm chamado a atenção de pesquisadores e ambientalistas: a tilápia, que veio da África, e o tucunaré, proveniente da Amazônia. Para o biólogo Tarciso Leão, um dos coordenadores do levantamento, são as que oferecem maior risco, pela alta capacidade de adaptação às mudanças ambientais e por serem predadoras vorazes.
A taxa de extinção de espécies de peixes nativos provocada pelo tucunaré é de 50%. Segundo Tarciso, do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), o tucunaré é um dos mais introduzidos em regiões onde não é nativo, dentro do Brasil. Uma das primeiras introduções registradas ocorreu no município de Maranguape, Ceará, em 1939.
No Nordeste, o tucunaré foi a quarta espécie de peixe mais produzida e distribuída pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) em 2002. É a segunda, depois da tilápia-do-nilo, mais capturada, representando 11% da pesca nos açudes públicos.
O peixe tende a ocupar o topo da cadeia alimentar dos lagos não só de Pernambuco, mas de todo o semiárido. Outra característica que preocupa os pesquisadores é o canibalismo. “À medida que as presas se tornam escassas, o tucunaré passa a se alimentar de indivíduos da mesma espécie”, esclarece.
O cuidado parental, que é o vínculo entre pais e crias, é também motivo de alerta. “Isso contribui para aumentar sua taxa de sobrevivência no ambiente”, justifica Tarciso, um dos coordenadores do dossiê que, em março deste ano, apontou a existência dos 47 bichos e 23 plantas invasores.
Já a tilápia-do-nilo, mostram os estudos, em pouco tempo pode aumentar o tamanho da população e se tornar dominante. “Ela altera a estrutura da comunidade, reduzindo a abundância de microcrustáceos planctônicos e aumentando a presença de microalgas. Além disso, reduz a transparência da água”, afirma o estudioso.
Num reservatório na caatinga do Rio Grande do Norte, a tilápia-do-nilo não só reduziu a população de espécies nativas como de outra introduzida, a pescada-branca. “Era o principal peixe no reservatório antes da introdução da tilápia-do-nilo”, conta.
A solução apontada por Tarciso é a suspensão imediata do uso dessas duas espécies em programas de peixamento, o que reduziria as chances de invadirem novas áreas.
(Fonte: Jornal do Commercio - Verônica Falcão. Fotos: Créditos imagens.band.com.br e biologias.com)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Projeto leva água ao sertão



Em Pernambuco, um engenheiro construiu barragens no leito dos riachos que formam cisternas naturais depois do período de chuvas. A ideia devolve o verde para uma região castigada pela seca.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Chuva revela mundo de cores na caatinga



Caatinga chuvosa - fotos: Renata Pires

A caatinga, normalmente associada à cor cinza, pode se tornar vermelha, rosa, amarela, lilás, branca e até verde. O fenômeno ocorre durante a floração, quando os botões florais se abrem em pétalas, numa explosão de beleza. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) analisaram 115 espécies lenhosas desse bioma e elaboraram um guia de floração, que na maioria das vezes coincide com as chuvas. É no período chuvoso, lembram os botânicos, que as plantas do semiárido saem da chamada estivação, quando perdem as folhas. Tipo de hibernação às avessas, a estivação é uma estratégia de sobrevivência das espécies da caatinga para enfrentar a seca. Com as primeiras chuvas, as folhas ressurgem. O verde também e, em seguida, as flores. As plantas estudadas são do Herbário UFP, no Centro de Ciências Biológicas da UFPE. A equipe analisou as chamadas exsicatas, que são ramos floridos desidratados, para verificar o período de floração. Tanto os meses em que as flores surgem quanto a cor delas estão registrados nas anotações feitas pelos cientistas, contidas na fichinha de cada exsicata. “Das sete categorias de cores das flores classificadas, encontramos seis na caatinga”, explica Marlene Barbosa. Ela é curadora da Herbário UFP e uma das autoras do guia, resultante de uma monografia de conclusão do curso de biologia da UFPE e recentemente publicado em forma de livro, intitulado Calendário didático de floração de espécies lenhosas da caatinga de Pernambuco, com base em coleções do Herbário UFP-Geraldo Muniz. A única que não está presente é a laranja. Criado em 1968, o herbário da UFPE tem 54.341 amostras de plantas. Desde dezembro de 2003, está cadastrado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das instituições públicas do País fiéis depositárias de amostras do patrimônio genético nacional. Foi o primeiro herbário de Pernambuco a ter esse reconhecimento. O levantamento, feito por Marlene, a professora Dilosa Barbosa e a bióloga Lilian Cristine Marinho de Lima, revelou, ainda, que 59% das flores são das cores mais vistosas. Ou seja, rosa, vermelha, amarela e lilás. O trabalho também descreve o tamanho das flores, se pequeno, médio, grande ou muito grande. A caatinga, segundo os estudos mais recentes, abriga 1.511 espécies vegetais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a vegetação característica do semiárido se espalha por 827.242,46 quilômetros quadrados. Para o Ministério do Meio Ambiente, a área ocupada pelo único bioma exclusivamente brasileiro é de 762.753,67 quilômetros quadrados. Das 1.511 espécies vegetais da caatinga, pelo menos 318 são exclusivas do ecossistema. E cerca de 30% das plantas vasculares (com vasos para conduzir seiva e água) não ocorrem em nenhuma outra parte do planeta. Na caatinga, há desde florestas altas e secas, com árvores de até 20 metros de altura, até afloramentos de rochas com arbustos baixos e esparsos, como cactos e bromélias. Existe, ainda, o “mediterrâneo sertanejo” dos brejos de altitude, várzeas e serras.
(Fonte: JC - Ciência e Meio Ambiente - 10.10.2009)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vale do Catimbau: Novo tipo de réptil na caatinga

O Vale do Catimbau e a cobra- de-duas cabeças

O animal, localizado por pesquisadores da UFRPE, da USP e da UFMT, tem mais anéis corpóreos do que as cobras-de-duas cabeças conhecidas pela ciência. Eles recolheram 4 exemplares no parque

Por: Verônica Falcão

Um ano depois de descobrir um lagarto no Parque Nacional do Catimbau, em Buíque, Agreste de Pernambuco, pesquisadores encontraram no lugar mais uma espécie de réptil desconhecida para a ciência. Trata-se de uma anfisbena, também chamada de cobra-de-duas-cabeças, com mais anéis corpóreos do que esses animais costumam ter. A característica inspirou o nome científico dado ao bicho: Amphisbaena supernumeraria. O primeiro termo é relativo ao gênero, já conhecido pelos biólogos. O segundo, cunhado pela equipe de três universidades brasileiras envolvidas na descoberta, corresponde à espécie. “O super quer dizer maior ou grande e numerária, número”, justifica a professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Ednilza Maranhão. A pesquisadora, da unidade acadêmica da UFRPE em Serra Talhada, conta que coletou quatro exemplares do animal, em março do ano passado, na Fazenda Porto Seguro, propriedade identificada na região como Meu Rei. Ednilza estava acompanhada pelo mais reconhecido herpetólogo (especialista em répteis) do Brasil, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Trefaut Rodrigues. Os dois, mais a professora da Universidade Federal do Mato Grosso Tamí Mott, especialista em anfisbenas, descreveram a nova espécie, em julho deste ano, na prestigiosa revista científica Zootaxa. “O número elevado de anéis corpóreos e a fusão das escamas frontais são algumas das principais características desse réptil”, revela Ednilza. A pesquisadora conta que o animal vive enterrado no solo, onde passa grande parte do tempo. “Como é um réptil recém-descoberto, muita coisa sobre a sua história de vida ainda precisa ser desvendada”, avalia. Para a professora, a descoberta destaca a importância do Parque Nacional do Catimbau como área prioritária para conservação, principalmente da herpetofauna, que é o conjunto de espécies de anfíbios e répteis, do Semiárido.
O parque, criado pelo governo federal em 2002, tem 62.300 hectares e envolve quatro municípios: Buíque, Tupanatinga (também no Agreste), Ibimirim e Sertânia (ambas no Sertão). “É grande a possibilidade de mais espécies serem descobertas com a continuação das pesquisas”, prevê a pesquisadora. No mundo são conhecidas 196 espécies de anfisbenas, répteis escamosos que costumam viver enterrados. Elas estão distribuídas em seis famílias zoológicas, das quais a dos anfisbenídeos é a mais numerosa. Inclui 16 gêneros e 178 espécies. A família dos anfisbenídeos, explicam os autores do artigo, ocorre na África e nas Américas Central e do Sul. No Brasil, são conhecidas 64 espécies de anfisbenídeos, das quais 43 integram o gênero Amphisbaena. Em setembro do ano passado, Ednilza e Miguel Trefaut descreveram um outro réptil. O lagarto, com cinco centímetros, também vive nas areias no Vale do Catimbau e é chamado de escrivão pelos moradores do lugar. A dupla batizou o réptil de Scriptosaura catimbau. O bicho, que provavelmente se alimenta de pequenos invertebrados, não tem patas, um resultado da adaptação ao ambiente arenoso da parte mais alta do parque nacional.
(Fonte: Jornal do Commercio - Ciência e Meio Ambiente - 04.10.09)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Comitê realiza sua XVI Reunião e discute a Desertificação na Caatinga. Guaraci Cardoso é eleito Vice-coordenador.



O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA-PE) realizou hoje (08.10), na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco -IPA, sua XVI reunião ordinária. Participaram da reunião representantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) , Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST/UFRPE), Universidade de Pernambuco (UPE) , Codevasf, IPA, Secretaria de Agricultura de Salgueiro, Embrapa/IPA, Prefeitura de Floresta, Representante do Deputado Nelson Pereira/ALEPE, e as ONGS GDMA (São Caetano) e Floresta (PE). Como tema central da pauta da reunião, a geógrafa Edneida Cavalcanti – Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e Coordenadora da Equipe Técnica de Elaboração do PAE/PE fez uma apresentação aos membros do Comitê sobre o Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação aos Efeitos da Seca – PAE-PE. Esse processo de escuta da sociedade se deu através de cinco Oficinas Regionais, atingindo 127 municípios, estando afinado com a perspectiva de descentralização com a qual o governo vem trabalhando, juntamente com a estratégia de transparência da gestão e controle social das ações. As Oficinas aconteceram em Salgueiro, Petrolina, Triunfo, Garanhuns e Taquaritinga do Norte. O estado de Pernambuco larga na frente de todos os estados brasileiros na construção do Plano de Ação Estadual (PAE-PE). Esse processo de construção coletiva estabeleceu dois objetivos principais: Colher subsídios para a elaboração do anteprojeto de Lei da Política Estadual de Combate à Desertificação; e Construir, de forma participativa e articulada, o Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação aos Efeitos da Seca – PAE-PE. Que é um trabalho do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente – Sectma, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente – MMA, a Agência de Cooperação Alemã – GTZ, o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura – IICA, a Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe, a Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj e a Articulação do Semi-Árido – ASA-PE. A Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca tem por objetivo garantir às populações locais condições de vida digna para convivência com o semi-árido, promovendo o desenvolvimento socioambiental sustentável e a manutenção da integridade dos ecossistemas característicos desta região. O anteprojeto de Lei, encaminhado à Assembléia Legislativa pelo governador Eduardo Campos, elege como instrumentos da Política Estadual o Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PE); o Fundo Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca; o Cadastro Estadual das Áreas Suscetíveis à Desertificação; o Sistema Estadual de Informação sobre a prevenção e combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca; o Diagnóstico e zoneamento das áreas susceptíveis e afetadas pela desertificação; o Monitoramento e Fiscalização socioambiental das Áreas Suscetíveis à Desertificação; Subsídios e incentivos fiscais e financeiros para elaboração e implantação de pesquisas, projetos e ações voltados ao combate à desertificação; além de incentivos fiscais e financeiros para a criação e implementação de Unidades de Conservação voltadas à proteção do Bioma Caatinga. O Coordenador do Comitê, Elcio Barros fez uma apresentação sobre o "Projeto de Valorização da Caatinga" e Guaraci Cardoso, do GDMA foi eleito pelos presentes como Vice-Coordenador do Comitê (Foto acima: Marcelo Teixeira/Sec.Executivo,Guaraci Cardoso/Vice-coordenador e Elcio Barros/Coordenador Geral). A XVII Reunião Ordinária, e última do ano do CERBCAA/PE deverá ser no município de Floresta (PE), no mês de dezembro do corrente ano.
Sobre o Plano de Desertificação, recomendamos o seguinte site e blog:

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...