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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Projeto ajuda criadores e agricultores a recuperar o que já foi perdido da caatinga.

Mais de 50% da caatinga do nordeste brasileiro está destruída. O Nordeste brasileiro tem a maior parte de seu território ocupado por uma vegetação adaptada às condições de aridez (xerófila), de fisionomia variada, denominada “Caatinga”. Geograficamente, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Minas Gerais. Na cobertura vegetal das áreas da região Nordeste, a Caatinga representa cerca de 800.000 km2, o que corresponde a 70% da região. Este ecossistema é extremamente importante do ponto de vista biológico, pois é um dos poucos que tem sua distribuição totalmente restrita ao Brasil.
De modo geral, a Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre e de pouca importância biológica. Porém, levantamentos recentes mostram que este ecossistema possui um considerável número de espécies endêmicas, ou seja, que ocorrem somente nesta região, e que devem ser consideradas como…

Manejo florestal ajuda a conservação da Caatinga.

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O manejo florestal constitui uma das principais alternativas para ajudar a conservação da Caatinga, bioma característico da região


Projeto deve capacitar 300 famílias de agricultores de quatro assentamentos do Piauí, incentivando a preservação da caatinga


por Globo Rural On-Line

O manejo florestal constitui uma das principais alternativas para ajudar a conservação da Caatinga, bioma característico da região Quatro assentamentos da Instituição Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Piauí, serão beneficiados por uma ação pioneira no país: a assistência técnica diferenciada para o manejo florestal como fonte de renda e preservação da caatinga, bioma da região. A ação é fruto de um contrato assinado nesta segunda-feira (22/8) pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), com a Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe). A entidade venceu um processo licitatório e vai elaborar planos de manejo florestal nos a…

Produção com qualidade.

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Quer seja produzindo óleo e biojóias a partir do coco-babaçu, quer seja produzindo ovos de galinhas caipiras, diversas comunidades do semiárido se organizam para produzir, de forma sustentável, afastando os fantasmas da seca e da migração e provando que é possível viver bem nessa imensa região que por anos foi vista apenas como uma terra inóspita, onde a escassez de água é a regra. Essas iniciativas têm contado principalmente com o apoio do terceiro setor e de alguns projetos de incentivo, mas ainda carecem de políticas públicas para se fortalecer e ampliar as possibilidades de um semiárido produtivo Do babaçu, não se perde nada", diz Maria Sargilde Souza Carvalho, ou simplesmente, Dona Mocinha, presidente da Associação de Mulheres Rurais do Sítio Macaúba (AMRSM), em Barbalha, no sul do Ceará. Criada em 1991, a entidade reúne mais de cem mulheres - em sua maioria, chefes de família - que complementam a renda com a produção de óleo e fabricação de biojóias feitas com as sementes e …

Arara-Azul-de-Lear em pauta

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De hoje até a próxima sexta-feira, em Salvador (BA), será realizada uma reunião de monitoria e de revisão do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear. Trata-se da continuidade ao Plano de Ação elaborado em 2006. A intenção é avaliar se as metas estabelecidas no PAN estão sendo cumpridas.
Esse processo é feito por meio da Coordenação de Plano de Ação Nacional (COPAN) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE) do Instituto. Participam do encontro todos os atores envolvidos na conservação da Arara-Azul-de-Lear. A previsão é de que até 2014 sejam elaborados planos de ação para todas as espécies ameaçadas que ocorrem no Brasil.
A Arara-Azul-de-Lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie criticamente ameaçada de extinção e endêmica do bioma Caatinga. A estimativa populacional atual é de apenas 600 aves na natureza e 40 conhecidas em cativeiro. Entre as principais…

Pesquisa para a adaptação.

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Os estudos para o melhoramento das condições dos criadores no semiárido incluem uma revisão das formas tradicionais, que sobrecarregam o ambiente.
FOTO: EDUARDO QUEIROZ
O desenvolvimento tecnológico no semiárido caminha na direção do enfrentamento das condições adversas por meio de uma harmonização das atividades produtivas com o ambiente onde são desenvolvidas, de forma a garantir uma produção sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico. Para isso, no entanto, é necessário um esforço na integração de pesquisas e políticas públicas para a propagação de atitudes que promovam o uso sustentável dos recursos do bioma Caatinga A herança colonial brasileira do desperdício e da devastação dos recursos naturais entra em choque com uma nova mentalidade que começa a ser esboçada a partir dos anos 1990. Eis que o semiárido também sofre respingos desse novo pensar sobre o meio ambiente. Sai da condição de um lugar do sem jeito para se tornar um espaço de possibilidades. O desafio, ag…

Agroecologia traz qualidade de vida.

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Agrotóxico não entra no quintal produtivo da família Sousa. Ali, dezenas de plantas são cultivadas, garantindo alimentação saudável e renda.
FOTO: RODRIGO CARVALHO

Na comunidade de Uruá, a 12 km do município de Barreira (CE), a família de dona Océlia Sousa é exemplo de sustentabilidade. Filha de agricultores, ela e o marido passaram duas décadas para conseguir ter a própria terra. Com a ajuda da Organização Barreira Amigos Solidários (OBAS), tocam um sítio de 12 hectares de maneira agroecológica. Substituíram práticas prejudiciais pelo conhecimento adquirido pela filha mais nova, Amália Sousa, que cursa Agroecologia e Meio Ambiente A família de Maria Océlia Santiago Lima de Sousa é exemplo de superação no sertão cearense. Filha de agricultores, ela sempre sobreviveu da terra, mas passou 21 anos para ter o seu próprio pedaço de chão. Cresceu sem estudo porque o patrão de seus pais não permitia que os empregados e dependentes frequentassem a escola. Hoje, valoriza tudo o que conquistou e,…

Para além das terras do litoral.

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O sertão surge como um contraste em relação às terras "apartadas do litoral", para depois ganhar forma tanto física quanto no imaginário das pessoas, por suas histórias e personagens. Construído entre veredas de mandacarus e juazeiros, o sertão consegue se firmar como a terra que serviu de cenário para a "civilização do couro", como chamou o historiador Djacir Menezes. A expansão da pecuária e a fazenda de gado com os vaqueiros foram os principais elementos do século sertanejo Um dos símbolos do Nordeste rural, o vaqueiro continua fazendo parte da paisagem do sertão por onde se embrenharam os criadores de gado da região. Eles não entraram pelas matas e alagados, preferindo desbravar as vastas extensões de terras distantes do fértil litoral, como revela a historiadora Mary Del Priore. Das veredas criadas às custas de ferimentos no próprio corpo desses homens, o sertão foi sendo desenhado. Hoje, não desbravam mais cada palmo de terra, nem tampouco arriscam a vida para…

Caatinga Baiana: O Paraguaçu agoniza.

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Paraguaçu, em tupi guarani, quer dizer “água grande”. Só que sem a mata ciliar e com poluição em excesso, de nada adianta as dimensões. E a razão é simples: a região que mais depende da água é também a mesma que agride o rio, apesar de ele ser um dos mais importantes do Nordeste. Com 614 quilômetros de extensão, o Rio Paraguaçu atravessa três regiões da Bahia, até desaguar no mar. Nasce no município de Barra da Estiva. Na Chapada Diamantina ele distribui suas águas para irrigar um dos pólos agrícolas da Bahia, onde se produz café, batata e até maçã e ameixa. Da Chapada Diamantina, entra no semi-árido. O roteiro inclui os municípios de Itaetê, Marcionílio Souza, Iaçu e Boa Vista do Tupim. E essa foi justamente a viagem feita pelo Globo Rural. A partir de Itaetê, as águas do Paraguaçu aparecem represadas pela barragem Bandeira de Melo, que tem a missão de evitar que o leito do rio seque quando a chuva falta. Uma represa de 24 quilômetros de comprimento. A seguir, por uma triste ironia, vem…

Projeto ajuda criadores e agricultores a recuperar o que já foi perdido da caatinga.

Mais de 50% da caatinga do nordeste brasileiro está destruída.

Um canal de irrigação na caatinga de Pernambuco .

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Projeto de Irrigação Pontal - Codevasf/Petrolina

A foto
Nesta fotografia podemos observar parte do canal de irrigação do Projeto Pontal na caatinga do município de Petrolina, PE. A fotografia foi obtida no dia 22 de março de 2011.

O fato
A riqueza proporcionada pela irrigação na região semiárida do Nordeste é inquestionável. As margens do Rio São Francisco, são inúmeros projetos de irrigação que transformaram as terras secas em verdadeiros oásis. A produção desses projetos caracteriza-se, principalmente pela diversidade de hortaliças e frutas, principalmente as uvas sem sementes que são exportadas para muitos países. Embora a irrigação tenha sido um marco no desenvolvimento do Nordeste semiárido, as grandes estruturas dos canais de irrigação têm causado transformação na paisagem da caatinga por onde passam. Essas transformações, embora muitas vezes positivas como a perenização de pequenos rios e riachos com a água dos canais, em termos de bioma, podem trazer conseqüências negativas, visto…

Produção de carvão no Nordeste afeta áreas de caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro.

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Uma operação conjunta entre órgãos policiais e ambientais deflagrada na Bahia e em São Paulo visa prender 29 suspeitos de irregularidades no comércio de carvão e na emissão de documentos públicos. Os suspeitos são funcionários e ex-funcionários da Sema (Secretaria do Meio Ambiente) da Bahia, produtores, comerciantes e consultores. As fraudes em questão envolvem irregularidades na emissão de crédito de reposição florestal. A reposição florestal é uma forma de compensação pela retirada ou consumo de produtos ou subprodutos de florestas, como lenha e carvão, oriundos do corte de mata nativa. O crédito de reposição é adquirido por quem precisa praticar a reposição, como vendedores de carvão, produtores de ferro-gusa e empresas que usam lenha, como pizzarias. Esses empresários podem comprar os créditos de pessoas que têm projetos de plantações de florestas aprovados pelo órgão ambiental. Até o final da manhã desta sexta-feira, 18 de 29 mandados de prisão haviam sido cumpridos. A ação ocorre e…