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Mostrando postagens de Outubro, 2009

Reflexão sobre mudanças no Código Florestal no âmbito da Caatinga

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Por Francisco Barreto Campelo 


É importante que os envolvidos na luta pela conservação da Caatinga, não fiquem distantes desse debate. Podemos ser surpreendidos por conceitos e imposições que favoreçam o desaparecimento de nossas Caatingas.
Penso que temos uma oportunidade para valorizar no Código Florestal o Manejo Florestal Sustentável. Esse instrumento, que possibilita a gestão das florestas, complementando o processo de conservação e mantendo os serviços ambientais, é mais falado do que utilizado. Precisamos impulsionar a pratica do manejo florestal para reverter o processo de degradação no bioma Caatinga e lutar para que as atividades produtivas sigam padrões de sustentabilidade. Os estudos do PROBIO demonstra que temos áreas suficientes no bioma que podem atender a todas as condicionantes ambientais e as demandas por produtos florestais. O que precisamos é ordenar os usos com critérios de sustentabilidade.
O manejo florestal sustentável é necessário não somente para a obtenção de …

Resultados da Mostra de Cinema Bela Caatinga – Etapas 1 e 2

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Por Cléa Lúcia (cineasta)

As apresentações em 9 municípios, aconteceram com muita diversidade. A proposta inicial de 6 apresentações por cada município, após pré-produção foi modificada para 5. Os resultados esperados, para os municípios menores é de um público de 100 pessoas em média por apresentação, somando 500 nas 5 apresentações. O esperado para as cidades maiores neste bloco: Salgueiro e Serra Talhada seria de 200 pessoas por turno o que somaria 1000 pessoas, público total. Seria interessante citar, que os pequenos públicos, muitas vezes, proporcionou um melhor desempenho dos objetivos: possibilidade de conversar sobre os temas explanados.

Resultados nos 9 municípios, onde já aconteceram a mostra:

Buique (cidade – 410 pessoas;Distrito Guanambi – 930 pessoas) = 1340
Inajá = 840
Ibimirim = 600
Custódia = 550
Belmonte = 530
Serra Talhada = 500
Mirandiba = 450
Salgueiro = 350
Pedra = 310

TOTAL = 5470

O Distrito de Guanambí (Município de Buíque) surpreendeu pelo público das 3 apresentaç…

Tilápias e tucunarés ameaçam fauna nativa

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Entre as 47 espécies de animais invasores em Pernambuco, esses peixes são considerados os mais nocivos pela alta capacidade de adaptação às mudanças ambientais e por serem predadores vorazes

Pernambuco tem 47 espécies de animais considerados invasores, aqueles originários de outras regiões do País ou do mundo e que se constituem numa ameaça à fauna nativa. Duas delas, no entanto, têm chamado a atenção de pesquisadores e ambientalistas: a tilápia, que veio da África, e o tucunaré, proveniente da Amazônia. Para o biólogo Tarciso Leão, um dos coordenadores do levantamento, são as que oferecem maior risco, pela alta capacidade de adaptação às mudanças ambientais e por serem predadoras vorazes.
A taxa de extinção de espécies de peixes nativos provocada pelo tucunaré é de 50%. Segundo Tarciso, do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), o tucunaré é um dos mais introduzidos em regiões onde não é nativo, dentro do Brasil. Uma das primeiras introduções registradas ocorreu no municípi…

Projeto leva água ao sertão

Em Pernambuco, um engenheiro construiu barragens no leito dos riachos que formam cisternas naturais depois do período de chuvas. A ideia devolve o verde para uma região castigada pela seca.

Chuva revela mundo de cores na caatinga

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Caatinga chuvosa - fotos: Renata Pires

A caatinga, normalmente associada à cor cinza, pode se tornar vermelha, rosa, amarela, lilás, branca e até verde. O fenômeno ocorre durante a floração, quando os botões florais se abrem em pétalas, numa explosão de beleza. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) analisaram 115 espécies lenhosas desse bioma e elaboraram um guia de floração, que na maioria das vezes coincide com as chuvas. É no período chuvoso, lembram os botânicos, que as plantas do semiárido saem da chamada estivação, quando perdem as folhas. Tipo de hibernação às avessas, a estivação é uma estratégia de sobrevivência das espécies da caatinga para enfrentar a seca. Com as primeiras chuvas, as folhas ressurgem. O verde também e, em seguida, as flores. As plantas estudadas são do Herbário UFP, no Centro de Ciências Biológicas da UFPE. A equipe analisou as chamadas exsicatas, que são ramos floridos desidratados, para verificar o período de floração. Tanto os meses …

Vale do Catimbau: Novo tipo de réptil na caatinga

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O Vale do Catimbau e a cobra- de-duas cabeças

O animal, localizado por pesquisadores da UFRPE, da USP e da UFMT, tem mais anéis corpóreos do que as cobras-de-duas cabeças conhecidas pela ciência. Eles recolheram 4 exemplares no parque

Por: Verônica Falcão

Um ano depois de descobrir um lagarto no Parque Nacional do Catimbau, em Buíque, Agreste de Pernambuco, pesquisadores encontraram no lugar mais uma espécie de réptil desconhecida para a ciência. Trata-se de uma anfisbena, também chamada de cobra-de-duas-cabeças, com mais anéis corpóreos do que esses animais costumam ter. A característica inspirou o nome científico dado ao bicho: Amphisbaena supernumeraria. O primeiro termo é relativo ao gênero, já conhecido pelos biólogos. O segundo, cunhado pela equipe de três universidades brasileiras envolvidas na descoberta, corresponde à espécie. “O super quer dizer maior ou grande e numerária, número”, justifica a professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Ednilza Maranhão. A …

Comitê realiza sua XVI Reunião e discute a Desertificação na Caatinga. Guaraci Cardoso é eleito Vice-coordenador.

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O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA-PE) realizou hoje (08.10), na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco -IPA, sua XVI reunião ordinária. Participaram da reunião representantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) , Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST/UFRPE), Universidade de Pernambuco (UPE) , Codevasf, IPA, Secretaria de Agricultura de Salgueiro, Embrapa/IPA, Prefeitura de Floresta, Representante do Deputado Nelson Pereira/ALEPE, e as ONGS GDMA (São Caetano) e Floresta (PE). Como tema central da pauta da reunião, a geógrafa Edneida Cavalcanti – Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e Coordenadora da Equipe Técnica de Elaboração do PAE/PE fez uma apresentação aos membros do Comitê sobre o Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação aos Efeitos da Seca – PAE-PE. Esse processo de escuta da sociedade se deu através de cinco Oficinas Regionais, atingindo 127 municípios, estando afinado com a perspec…

Polêmica na supressão de vegetação para a ferrovia Transnordestina

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O governo do Estado de Pernambuco publicou uma lei autorizando a supressão vegetal de 516,8 hectares, entre Salgueiro e Ipojuca, na área que será implantada a Ferrovia Transnordestina. O empreendimento vai ligar os portos de Pecém, no Ceará, e o de Suape, em Pernambuco, à cidade de Eliseu Martins, no Piauí. Os ambientalistas criticaram a medida alegando que faltou discussão sobre o impacto ambiental da obra, principalmente no bioma da caatinga (vegetação típica do Sertão nordestino).
“É inegável que precisamos de um sistema ferroviário. O que estamos questionando é a forma de fazer a lei. Uma discussão sobre o assunto poderia evitar que, por exemplo, se desmatasse uma área totalmente preservada, quando, às vezes, cinco quilômetros ao lado desse local está uma área degradada”, argumentou o coordenador da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), Alexandre Araújo.
“A principal crítica que fazemos sobre esse processo foi a falta de discussão sobre os impactos ambientais”, come…

CAATINGA - Inteligência de uma espécie de macaco surpreende o mundo

O macaco da Serra da Boa Vista, Sul do Piauí, aprendeu a usar ferramentas para se alimentar. Eles usam pedras, até mais pesadas que o próprio corpo, para quebrar cocos. Leia também: Macacos 'sabidos' e até a onça pintada do PI

Vamos conservar a Caatinga

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Caatinga - Foto: Edilton Araújo

A caatinga é único bioma com limites inteiramente restritos ao território nacional, ou seja, grande parte do seu patrimônio biológico não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo, além do Nordeste do Brasil. Ao se discutir políticas públicas para o estudo e a conservação da biodiversidade desse bioma deve ser levada em consideração essa posição única entre os biomas brasileiros, sendo o último incluído na Avaliação e Ações Prioritárias à Conservação da Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, cujo workshop foi realizado em Petrolina, Pernambuco, em 2000.
Participaram desse evento vários pesquisadores abordando aspectos bióticos (flora, invertebrados, biota aquática, répteis, anfíbios, aves e mamíferos) e não-bióticos (geomorforlogia , solo, clima, pressão antrópica, desenvolvimento regional e uso sustentável da biodiversidade). Desse wokshop foi publicado, em 2004, o livro “Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações prioritárias para…