sábado, 9 de agosto de 2008

Comitê Estadual da Caatinga promoverá sua XII Reunião Ordinária na Fundaj




PAUTA DA XII REUNIÃO ORDINÁRIA

Data: 27 de agosto de 2008 (quarta-feira)
Horário: 08:30h as 16:00 h.
Local: FUNDAJ-Sala Aluísio Magalhães – Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife (PE).

ASSUNTOS

1. Abertura: Elcio Barros – Coordenador do CERBCAA/PE;

2. Leitura da Ata da Reunião Anterior – Marcelo Luiz C. Teixeira - Sec. Executivo;

3. Informes – Participantes;

4. Palestra: Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável do Araripe de Pernambuco – João Luiz B. Coutinho /Gerente da SDEC-Sec. de Desenvolvimento Econômico do Estado de PE;

5. Proposta de Modificação da Composição do CERBCAA-PE - Elcio Barros e Grupo de Trabalho;

6. Apresentação/discussão do Plano de Atividades do CERBCAA-PE para o período 2008- 2010;

7 - Encaminhamentos;

8. Encerramento.

Elcio Barros
Coordenador do CERBCAA/PE




sábado, 2 de agosto de 2008

O Desafio de crescer e preservar



Na véspera da Olimpíada está ficando mais visível para todo mundo o grande dilema que é crescer ou preservar. A China tem feito seu crescimento à custa da agressão ao meio ambiente e adota rigorosos controles ambientais para que se realize o grande encontro mundial que são os jogos olímpicos. Aqui entre nós, o desafio é crescer e preservar, a partir de tudo que se estudou em torno do sistema exclusivamente brasileiro, vegetação típica do Sertão, a caatinga. Esse desafio é um dos muitos capítulos da história do Nordeste – e da caatinga – contados pela ótica de um dos maiores estudiosos do Semi-Árido, o professor Vasconcelos Sobrinho, que passou a ser referência regional desde seus primeiros estudos, em 1949. De lá para cá, vem mudando a maneira de ver e estudar a caatinga por fazer parte da vida do nordestino no pasto do gado, no artesanato, na fabricação e comercialização de plantas medicinais, até a indústria gesseira e lenha como suprimento de energia.
Entre o clamoroso risco de desertificação – objeto de estudos do mestre Vasconcelos Sobrinho, cuja data de nascimento, 28 de abril, virou Dia Nacional da Caatinga – e a necessidade de gerar energia e produzir, prevalecem alguns estudos realizados com apoio das Nações Unidas. Consta desses estudos que a caatinga apresenta mecanismos de regeneração que potencializam e simplificam seu manejo florestal, isto é, a utilização sustentável. Também tem potencial forrageiro, fundamental para manutenção de pecuária extensiva, apresentando-se como a salvação dos rebanhos nas épocas de estiagem. Mais: sendo a lenha a segunda fonte energética da região, gera trabalho e renda na seca, contribuindo para a fixação do homem no campo.
A repórter Angela Belfort, de nossa editoria de Economia, atualiza na reportagem O desafio entre crescer e preservar algumas questões fundamentais para o meio ambiente e o crescimento econômico no Sertão. Lá estão dois dados recentes decisivos: o primeiro, a opção do governo federal por uma única hidrelétrica no Rio Xingu, utilizando um pouco mais da metade do potencial de alagamento, temendo o impacto ambiental, o segundo é a informação do Ibama de que o pólo gesseiro do Araripe , responsável por grande parte do desmatamento da caatinga, está consumindo 80% de lenha legalizada. Bate com o que defendia Vasconcelos Sobrinho: “Não hesitamos em afirmar que a vocação ecológica do Semi-Árido nordestino é a silvicultura, principalmente voltada para a implantação de florestas energéticas”.
Daí decorre um pressuposto fundamental que é o manejo florestal sustentável, o que deixou de ser matéria exclusiva de estudiosos e ambientalistas e passou a fazer parte das preocupações dos produtores, de acordo com aquela lição de crescer preservando. Assim é que o presidente do Sindicato da Indústria do Gesso de Pernambuco, Josias Inojosa Filho, expõe à repórter: “É necessário fazer a preservação ambiental junto com o crescimento. Ou não se consegue sustentabilidade, e sem ela não há outras alternativas”. Trazendo à prática, o setor gesseiro troca a madeira da caatinga pela das podas de caju e pela algaroba, segundo orientação do Ibama, que exige o uso de lenha legalizada para conceder licenças ambientais às empresas.
Esse quadro otimista não significa que chegamos à equação perfeita. O Ibama cuida de decifrar outros grandes desafios para suprir de lenha o setor de cerâmica, o têxtil – algumas empresas do pólo de confecções do Agreste –, a fabricação de cal e a panificação que voltou a usar lenha por causa da alta do preço de energia. Nesses setores, diz o superintendente do Ibama, João Arnaldo Novaes, predomina o uso da lenha ilegal. A meta do Instituto é criar uma agenda de adequação ambiental para eles até 2010, mantendo uma área de preservação ambiental da caatinga e outra para projetos de manejo florestal. Como decorrência prática e imediata dessa preocupação, a produção ambientalmente correta faz com que o gesso do Sertão do Araripe seja mais bem aceito nos mercados dos Estados Unidos e da União Européia.
(Fonte: JC - Edição de 02/08/2008)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

BNB/FUNDECI: Apoio à pesquisa ou difusão de tecnologias de conservação e recuperação ambiental



Está disponivel o Aviso de edital do BNB/FUNDECI para destinação de recursos financeiros não reembolsáveis para contribuir com a execução de projetos de pesquisa ou difusão de tecnologias voltadas à conservação ambiental e à recuperação de áreas degradadas nos municípios localizados na área de atuação do Banco do Nordeste.
O programa para preenchimento da proposta deve ser baixado da Internet através do link: BNB/FUNDECI.
Maiores informações com o colega do CERBCAA/PE Danilo Régis Silva de Pontes - Banco do Nordeste - Agente de Desenvolvimento da Superintendência Estadual de Pernambuco Célula de Desenvolvimento Territorial * (081) 8893-5565 / 3464 9800 Fax: (081) 3464 9841 / 3463 4747 E-mail: danilorsp@bnb.gov.br

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pesquisadores divulgam o projeto Atlas de Peixes de Pernambuco

Foto: Codevasf
O professor Dr. Heiko Brunken, do Instituto de Meio Ambiente e Biotecnologia da Universidade de Ciências Aplicadas de Bremen, Alemanha e a Professora da Universidade Federal de Pernambuco, Dra. Glícia Calazans estão divulgando o trabalho iniciado no ano de 2007, em parceria com outras instituições, e que resultou na implantação do Atlas de Peixes de Pernambuco. O Atlas traz informações sobre nossos peixes em Pernambuco, tanto daqueles de águas doces como daqueles do mar e dos estuários; com mapas de distribuição, artigos e dissertações, fotos, comentários e muito mais. O Atlas deve também aumentar a comunicação entre ictiólogos e pessoas que estão trabalhando com peixes, águas e a natureza em Pernambuco, podendo ser organizações ambientais, universidades, museus, escolas, empresas ou institutos do meio ambiente. A partir de hoje o nosso Blog terá um link com o Atlas.
Visite a página em: http://www.atlas-peixes-pe.com/

terça-feira, 22 de julho de 2008

Comissão Interministerial coordenará política de combate à desertificação

Foto: Reprodução/TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial esta terça-feira (22), a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Ela passa a integrar a estrutura organizacional do Ministério do Meio Ambiente com a atribuição de deliberar sobre a implementação da política nacional de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.
A Comissão deve orientar, acompanhar e avaliar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil como signatário da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD) e articular as ações desenvolvidas pelas diversas áreas de governo nos âmbitos nacional, estaduais e municipais.
Para o coordenador do Projeto de Combate à Desertificação da SDR, José Roberto Lima, a instituição da Comissão reflete a importância que o tema ganhou na agenda nacional. "O Brasil tem problemas graves com a desertificação. Seus efeitos atingem diretamente 36 milhões de brasileiros na região Nordeste. Por meio da Comissão vamos acompanhar o cumprimento dos compromissos que o País assumiu com a UNCCD e daremos mais efetividade às medidas de combate à degradação e de manejo adequado que já são realizadas por diferentes órgãos de governo nas áreas desertificadas".
A CNCD é coordenada pelo MMA e tem representantes de outros nove ministérios, da Codevasf, do Banco do Nordeste do Brasil, da Sudene, do Dnocs, da ANA e da Embrapa, dos governos dos estados nordestinos e do Espírito Santo, da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) e de onze representantes de entidades da sociedade civil com atuação nas áreas susceptíveis à desertificação. (Fonte: Lucia Leão - MMA - 22/07/2008)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Comitê discute ações de combate à desertificação


O Comitê Estadual de Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco – CERBCCA - promoveu nesta terça-feira (15) na Secretaria de Ciência e Tecnologia – Sectma, uma reunião extraordinária para discutir as ações do colegiado para o binômio 2008/2010. O Comitê vai implementar ações que visem reduzir o processo de desertificação da Caatinga. Caberá ao órgão articular as instituições públicas e entidades privadas, além da comunidade científica em busca da preservação.
Na oportunidade teve uma palestra sobre as ações de fiscalização do IBAMA em Pernambuco, proferida pelo chefe de fiscalização do órgão, Leslie Tavares. O CERBCCA objetiva apoiar e coordenar a implantação da Reserva da Biosfera da Caatinga, priorizando a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico, além de divulgar questões relacionadas ao bioma caatinga, atuando em ações ligadas à educação ambiental.
O Comitê de Pernambuco foi criado pelo Decreto nº 27.934, de 18/05/2005, do Governo do Estado. São membros do Comitê Estadual: Ibama, Codevasf, Embrapa, BNB, Sectma, AMUPE, representantes de municípios situados na Caatinga, das ONG's (Cecor e APNE), da Comunidade Acadêmico-Científica, dos Trabalhadores Rurais, do Setor Empresarial, dos Moradores e do Setor Cultural.
A Caatinga apresenta uma biodiversidade com muitas espécies de plantas e animais. Cerca de 70% do território nordestino é ocupado pela caatinga, com 56% da população nordestina morando no bioma. Em Pernambuco, 119 municípios fazem parte do bioma caatinga e 40% da população pernambucana vive nesta vegetação. Mesmo assim, mais de 600 mil hectares do território nacional formado pela caatinga já estão devastados, sendo que desses mais de cento e oitenta e um mil já estão em estado de desertificação.
A reunião contou com a participação do Secretário Executivo de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco, Aloysio Costa Júnior e de várias instituições públicas, privadas e representantes da sociedade civil.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...