Projetos de educação ambiental buscam o desenvolvimento sustentável e a mudança de imagem do bioma.


Conforme divulgamos, no próximo dia 16 de outubro de 2008 (quinta-feira) a partir das 08:00 horas na Câmara de Vereadores da cidade de Serra Talhada (PE) será realizado o I SEMINÁRIO PARA CRIAÇÃO DE RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL (RPPNS). A matéria que publicamos hoje no blog é oportuna para este tema e mostra a importância da criação de RPPNS na área de caatinga.

Quando se fala de Caatinga, logo vêm à mente imagens de um solo rachado e castigado pela seca e de bois sofrendo sem ter o que comer ou beber.
Esse cenário é o mais forte estigma desse bioma brasileiro. A Caatinga, que cobre dez estados e está quase totalmente no Nordeste, é muito mais que a imagem popular. Abriga grandes áreas verdes e um rica diversidade de animais, sobretudo pássaros e mamíferos. E como nos outros biomas do País, sua biodiversidade corre risco de extinção, após séculos de exploração pelo ser humano.
Com 844.453 km² (quase 10% do território brasileiro),a Caatinga tem hoje sua área vegetal reduzida a 50% da original, com uma taxa anual de desmatamento calculada em meio milhão de hectares. “Como o solo tem restrições hídricas, o desmatamento aqui tem um efeito mais grave: a desertificação” conta o biólogo Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga. Rodrigo que é mestre em Sociologia Humana considera que a imagem do bioma é outro problema a ser enfrentado. “A Caatinga é muito estigmatizada. A imagem ligada à região é a de desolamento, sem condições de vida. Isso vai contra o trabalho que desenvolvemos aqui. Nosso desafio é mudar essa percepção limitada”, explica.
O uso inadequado do solo e as queimadas no Nordeste são alguns dos motivos da degradação.
Além disso, no interior os habitantes do semi-árido têm poucas alternativas de sustento e utilizam os recursos da fauna e da flora de maneira que também causa impactos no ecossistema. “É algo maior que a subsistência”. O Nordeste tem uma cultura rica, ligada à natureza. A família caça como tradição, porque gosta da carne do veado, da cotia, etc.”, observa Rodrigo, que trabalha com a missão de criar áreas de preservação e de estabelecer a educação ambiental entre jovens de 12 a 22 anos, estimulando o desenvolvimento sustentável.
Um dos projetos que tem ganhado destaque é o da criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as RPPNs. Ao transformar sua propriedade em RPPN, o proprietário ganha benefícios econômicos, como isenção do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e fundos para projetos de conservação, explica Fábio Paiva, técnico da Associação Asa Branca, estabelecida no Ceará, e que no momento cuida da criação de três RPPNs na Caatinga.
(Fonte: Revista bb.com.você – n° 51)

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