APA das Onças: um belo roteiro do turismo ecológico da Paraíba

Onça pintada

Relevo e vegetação de regiões de caatinga guardam belezas naturais e uma fauna diversificada que pode ser encontrada no Cariri Paraibano. Esse é o cenário que moradores e visitantes acostumaram a ver na Área de Proteção Ambiental das Onças (APA das Onças), no município de São João do Tigre. O local é gerenciado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e, nesta quarta-feira (5), será o principal ponto de pauta de uma reunião que vai ocorrer na Câmara Municipal daquela cidade.
Foram convidados ambientalistas, políticos que atuam na região e a população em geral, com o propósito de traçar um plano emergencial para a preservação da APA.O lugar ocupa uma área de 400 mil hectares e constitui uma unidade de conservação do Governo do Estado, sob a tutela da Sudema. Lá, as pessoas podem encontrar uma variedade de espécies de vegetações típicas da caatinga, que decoram vales, planícies, topos de morro e uma cachoeira. Em harmonia com a natureza vivem onças, papagaios, macacos, lobos guarás, veado campeiro, tamanduás, raposas e uma infinidade de pássaros.
O assessor técnico da Sudema, Rogério Ferreira, entende que um plano de ação para divulgar e promover o turismo na região vai garantir a preservação das espécies e das plantas nativas. “Também queremos divulgar o trabalho das rendeiras, que ainda na infância aprendem o oficio de confeccionar as mais variadas peças. Para ver o trabalho da tradicional renda renascença basta caminhar pelas ruas da cidade”, informou.
Localizada na região da Serra da Borborema, a cidade de São João do Tigre fica a 243 quilômetros de João Pessoa e a 577 metros de altitude em relação ao nível do mar. A população foi estimada em 4.707 habitantes, conforme o Censo 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda inexplorada como roteiro turístico ecológico, a APA das Onças guarda importantes sítios arqueológicos e paleontológicos. Cerca de 30 deles já foram encontrados e catalogados por pesquisadores. São inscrições rupestres, peças líticas e cemitérios indígenas.
Um dos cemitérios encontrados data de 700 anos atrás e foi catalogado pelo professor Juvandi Santos, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Atualmente, o acervo histórico serve como roteiro turístico da região e fonte de renda para os moradores. Por exemplo, o visitante encontra gente que trocou a espingarda de caça por uma máquina digital e agora trabalha como guia.

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