Impacto global: Piauí e Pernambuco podem perder até 70% da agricultura. Vai custar mais caro não fazer nada.



Efeitos do aquecimento na agricultura brasileira serão dramáticos. O Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura. Um estudo mostra os efeitos do aquecimento global na economia brasileira. Na agricultura, a água deixou de ser gratuita e passou a ser cobrada.

Comentários

  1. Verônica Falcão - Blog Ciência e Meio Ambiente27 de novembro de 2009 22:02

    As inundações em mais de cem grandes cidades costeiras com o derretimento das geleiras podem causar danos de 28 trilhões de dólares até 2050, segundo estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicado esta semana. "Se a temperatura aumentar entre 0,5 e 2 graus até 2050, é possível que o nível dos mares aumente em meio metro e provoque grandes prejuízos financeiros", explicou a responsável pelo departamento Clima e Energia da WWF Suíça, Ulrike Saul.

    Este cenário de aumento do nível dos mares pode provocar até 28 trilhões de dólares de danos nas 136 cidades portuárias mais importantes do mundo, segundo estudo realizado em parceria com a seguradora alemã Allianz."Se as políticas atuais em termos de proteção do clima não mudarem, é mais provável que registraremos uma alta de 2ª em 2050", insistiu Saul.

    A costa noroeste dos EUA é uma região que deve ser muito afetada pela alta do nível dos mares, que pode aumentar 15 centímetros a mais em relação à média mundial. Em Nova York, "uma elevação do nível do mar pode ser agravada pelo aumento da frequência e da gravidade das tempestades e furacões", continuou o estudo. Associado à alta do nível dos mares, um furacão de categoria 4 que atingir esta cidade americana pode provocar mais de 5 trilhões de dólares de danos em 2050, contra 1 trilhão atualmente, segundo o WWF.

    "É a razão pela qual devemos fazer de tudo para impedir a alta das temperaturas superiores a dois graus em relação às temperaturas pré-industriais", advertiu um dos diretores do WWF Suíça, Walter Vetterli. Para isso, os países industrializados deverão reduzir suas emissões de CO2 em 40% até 2020, segundo a organização; e solicita aos governos que participarão da Cúpula da ONU sobre o Clima, em dezembro, em Copenhague, um "acordo ambicioso" para substituir o protocolo de Kyoto que expira em 2012. Da Agência France Press.

    A foto acima, de John Macdougall, da AFP, mostra esculturas de gelo da artista plástica brasileira Nele Azevedo derretendo nos degraus do Berlin's Concert Hall, em Gendarmenmarkt, durante evento apoiado pelo WWF.


    Postado por Verônica Falcão |

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  2. PARIS, França (AFP) - A seca em algumas regiões e as inundações em outras, somadas ao tempo muito quente, serão recorrentes na Europa em consequência das mudanças climáticas e podem provocar graves catástrofes até 2050, segundo a Agência Europeia de Meio Ambiente (AEE).
    Apesar de estar mais bem preparada que outras regiões para enfrentar os problemas, a Europa se equivoca se pensa que está protegida das mudanças climáticas, principalmente se for considerado que registra um aquecimento maior que a média mundial.
    "O aquecimento na Europa no último século foi de 1,1 grau centígrado, com picos de até seis graus no Ártico, contra a média mundial de 0,8 grau", afirma Jacqueline McGlade, diretora da AEE.
    Da Groenlândia à Grécia, a alta das temperaturas será especialmente considerável no sul da Europa, na Finlândia e no centro do continente.
    A onda de calor de 2003, que provocou a morte de 70.000 pessoas, na maioria idosos, é uma mostra dos futuros verãos, insistem os cientistas. Um verão em cada dois pode registrar uma situação do tipo.
    Até 2050 se perfila uma Europa dividida em duas, com um sul mediterrâneo desidratado, com área rumo à desertificação, e do outro lado um norte sob fortes chuvas mais intensas no inverno, geralmente submersa pelas inundações.
    O verão de 2008 ilustrou o contraste: seca prolongada na Espanha e inundações catastróficas na Grã-Bretanha.
    A água será uma preocupação para todos os países europeus, e vários - Chipre, Espanha, Itália, Bélgica, Bulgária e Grã-Bretanha - já sofrem graves problemas hídricos.
    "O aquecimento global vai exacerbar a pressão nas regiões que já têm dificuldades", explica André Jol, autor de um relatório da AEE.
    O continente europeu vive acima de seus recursos e terá que reduzir o consumo de água tanto na agricultura como nas residências.
    Os Alpes, "torre de água da Europa", que fornecem 40% da água doce, esquentam quase duas vezes mais rápido que a média mundial (+1,48 grau centígrado em um séculos em um século). Dois graus mais condenariam ao fechamento um terço das estações de esqui.
    "O caudal dos rios vai mudar totalmente. Na primavera será muito forte, com risco de inundações importantes na Alemanha e Holanda, mas no verão teremos menos água para todos, a região de Viena terá falta de água no futuro", comenta Jol.
    No sul da Europa, onde a agricultura consome 60% da água, chegando a 80% em algumas localidades, a escassez pode provocar quedas expressivas do rendimento agrícola, como por exemplo das plantações de trigo nas zonas costeiras do Mediterrâneo.
    O aumento do nível dos oceanos, que pode ser de 0,7 a 1 metro, é outra preocupação, já que no perímetro mediterrâneo metade da população vive nas costas.
    Três regiões são as mais vulneráveis: Holanda e as costas do Mar do Norte, Londres e um arco que vai de Barcelona a Marselha, onde a erosão fragiliza ainda mais o litoral.

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