Vem aí o Projeto Biomas: conciliação de preservação e crescimento na produção



Com o objetivo de conciliar a necessidade de o Brasil ter mecanismos de proteção ao meio ambiente com a possibilidade do País ampliar a oferta de alimentos, foi lançado, nesta quinta-feira (10/12) em Brasília, o Projeto Biomas.
Trata-se de uma ação em parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para promover a proteção e o uso sustentável de paisagens dos biomas brasileiros, sem comprometer a produção agropecuária.
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, assinaram um termo de cooperação técnica, em cerimônia na sede da CNA, que viabiliza a execução do projeto. “Precisamos produzir mais alimentos, pois cerca de um bilhão de pessoas passam fome ao redor do mundo, até mesmo no Brasil Mas também não podemos abrir mão de nossas florestas, da nossa biodiversidade. O Projeto Biomas vai compatibilizar essas duas vocações do nosso País”, disse Kátia Abreu.
A parceria entre CNA, Mapa e Embrapa garante investimentos de R$ 20 milhões para o projeto, durante nove anos. Serão realizados estudos científicos para recuperar áreas de cobertura nativa em propriedades rurais, mas com mecanismos que garantam simultaneamente a geração de renda para o produtor rural. O objetivo não é apenas promover a pesquisa, mas construir soluções práticas que permitam ao homem do campo recuperar áreas frágeis das propriedades rurais. “A sustentabilidade será um requisito fundamental para que o agronegócio brasileiro conquiste novos mercados. É uma exigência do consumidor”, destacou a senadora.
Haverá estudos específicos para cada um dos seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O trabalho envolverá diretamente mais de 200 pesquisadores. Segundo a presidente da CNA, as soluções apontadas também deverão levar em consideração as exigências das legislações estaduais e federais, o que é uma característica inédita da nova proposta.
Um dos objetivos do projeto é criar uma rede nacional de manejos de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Áreas de Uso Alternativo (AUAs) e de Reserva Legal, além da adoção de parâmetros para definir a largura de APPs, principalmente as fluviais, levando em conta características locais de solo, clima, flora e fauna. Na etapa inicial, serão formadas parcerias para as áreas de experimentação do projeto, pulverizando as pesquisas por todo o País com diversas instituições.
“Vamos mobilizar cientistas de várias entidades de pesquisa do País”, destacou Kátia Abreu. O diagnóstico regionalizado permitirá identificar as potencialidades e fragilidades das paisagens rurais em cada bioma do Brasil para, em seguida, levar o Projeto Biomas para a terceira etapa, quando será implantada uma rede de experimentação nacional, em áreas que irão operar como projetos-piloto.

(Fonte e informações adicionais: Assessoria de Comunicação da CNA - (61) 2109-1419 / http://www.canaldoprodutor.com.br/)

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