Definidas as áreas prioritárias para implantação de novas unidades de conservação na Caatinga.


Cerca de 50% da caatinga já foram devastadas. Secretaria de Meio Ambiente quer
reverter processo de desertificação e garantir conservação da biodiversidade, amenizando efeitos
do aquecimento global.A Unidade de Conservação da Mata da Pimenteira será criada na Fazenda Saco, em Serra Talhada, em uma área de 300 hectares. (Foto: Interblogs)


A Secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e um conjunto de instituições parceiras definiram os critérios para implantação das novas unidades estaduais de conservação da Caatinga. Serão baseados no Mapa das Áreas Prioritárias para Conservação no Bioma Caatinga (2006) e no Atlas da Biodiversidade de Pernambuco (2002).
Entre os aspectos a serem considerados para seleção das áreas, estão a existência de extrativismo sustentável, populações tradicionais, titularidade da área, estudos científicos e o nível de conservação. Alguns aspectos como a titularidade da área pública pontuam positivamente para a criação das novas unidades e outros como um grande nível de degradação pontuam negativamente.
No próximo dia 3 de junho o grupo de trabalho volta a se reunir para fazer o ranqueamento das áreas de acordo com os critérios e pontuação. O grupo de trabalho, coordenado pela Semas, é composto pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Codevasf, Ibama, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga em Pernambuco (CERBCAA) e Ministério do Meio Ambiente. Também participam representantes de organizações não governamentais.
Estão mapeadas seis áreas focais prioritárias para criação de unidades de conservação, que totalizam 270 mil hectares, além das propostas das instituições parceiras. As áreas pré-identificadas são: o Sítio Carro Quebrado, em Triunfo; a Serra do Recreio, em Lagoa Grande; o Sítio Buenos Aires e a Fazenda Saco, ambas em Serra Talhada. Também existem áreas potenciais na Região de Itaparica, Região do Araripe, em Exu (Serra das Abelhas e Serra das Tabocas); Região do Moxotó (Floresta do Navio, Inajá e Ibimirim); Calha do São Francisco (Belém do São Francisco, Tacaratu e Santa Maria da Boa Vista) e Região do São Francisco (Afrânio).
Segundo estimativas, cerca de 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem e somente 0,28% de sua área encontra-se protegida em unidades de conservação.
(Fonte: Achix Beta)
Anúncio da primeira reserva estadual de caatinga de Pernambuco
Visita a Mata da Pimenteira

(Fonte e  Fotos: Interblogs/Sergio Xavier)

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