Mais caatinga, menos desertificação.


Raso da Catarina (Foto: MMA)

O bioma caatinga, uma exclusividade brasileira e quase todo nordestino, tem sido derrubado para a formação de lenha e carvão vegetal. Mas, entre 2008 e 2009, o Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama registrou uma queda no ritmo de desmatamento na comparação com os anos de 2002 a 2008, passando a taxa anual de 0,28% para 0,23%. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, Bahia, Ceará e Piauí são os Estados com maior supressão da mata nativa. Uma maneira de brecar ainda mais a retirada da caatinga é o estímulo a projetos de uso sustentável. A Caixa Econômica Federal (CEF) disponibilizará R$ 6 milhões para projetos de manejo florestal comunitário e familiar; de eficiência energética para os polos gesseiro e cerâmico; de fogões eficiente para as famílias do árido e semiárido dispensarem o uso da lenha na cozinha. O edital para a seleção dos projetos será publicado ainda nesta semana. Para a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) só o uso sustentável das florestas evitam o fenômeno da desertificação e garantem vida digna às populações que estão em áreas de caatinga, que correspondem a 11% do território nacional (Nordeste menos o Maranhão e mais Minas Gerais).
(Fonte: AcessePiauí)

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