Mais proteção para a caatinga. O CERBCAA/PE participou dos estudos.


Estado vai criar 13 novas unidades de conservação, aumentando
área de reserva do bioma exclusivo do Brasil. (Foto Chapada do Araripe - Setur)

Apenas 0,7 da caatinga, em Pernambuco, está protegida. Aumentar esse percentual para 3,8% é o que propõe a Secrataria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que concluiu na última sexta-feira (03.06) uma lista com 13 novas unidades de conservação, totalizando 270 mil hectare. O número ainda está longe do indicado pelos cientistas, que recomendam a proteção de 10% de ada bioma, mas não deixa de ser uma notícia animadora na Semana do Meio Ambiente.
Há quatro unidades de conservação federais no Estado, que totalizam 68,4 mil hectares. "Com a criação de mais 13, ainda não alcançaremos a meta de 10%, mas a área protegida será quatro vezes maior", detalha o superintendente técnico da Semas, Leslie Tavares.
As existentes são a Floresta Nacional Negreiros (3 mil hectares), Rserva Biológica Serra Ngra (1,1 mil hectares), Parque Nacional do Vale do Catimbau (62,3 mil hectares) e a APA Chapada do Araipe (2 mil hectares). A escolha das 13 áreas foi feita por um grupo de trabalho composto por órgãos federais e estaduais e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE. O encontro realizado no dia 03 de junho foi o quarto articulado pela Semas.A Secretaria havia anunciado, mês passado a criação de um regúgio de Vida Silvestre, em Serra Talhada, na Fazenda Saco, com 300 hectares. As 12 outras serão em Carnaíbas, Afrânio, Parnamirim, São Caetano, Exu, Floresta, entre Triunfo e Flores , Mirandiba, Itacuruba, Lagoa Grande, Cabrobó e Serrita. 
O valor de 270 mil hgectares, explica o biólogo, se baseia no cruzamento de mapas existentes com estudos que identificaram  áreas prioritárias para conservação da caatinga feitos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o governo do Estado, em parceria com ONGs e universidades.
O próximo passo será a contratação de estudos para dimensionar e localizar as áreas a serem protegidas. " É necessário fazer o levantamento dos limites, da biodiversidade, do estado de conservação e das ameaças", detalha Leslie.
Leia mais em: Governo estuda implantar 13 unidades de conservação na caatinga


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