segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Devastação na caatinga é monitorada com imagens de satélite

Região de caatinga
A caatinga sofreu em 28 anos redução de 82,81% em Araripina, no Sertão de Pernambuco, segundo pesquisa. O levantamento, com base em imagens de satélite, mostra que, dos pouco mais de 93 mil hectares existentes em 1973, restavam apenas 51 mil em 2001.O agrônomo Joadson de Souza Santos, que apresentou o resultados em dois eventos científicos - o 2º Congresso Nordestino de Ecologia e o Geonordeste 2006 - pretende agora fazer o monitoramento semestral da vegetação de Araripina, com 1.847 quilômetros quadrados.Para isso, precisa de financiamento para a aquisição, a cada seis meses, de uma imagem de satélite. Os equipamentos para acompanhar a evolução do desmatamento no lugar incluem ainda um laptop, um aparelho GPS e uma câmera digital. O objetivo é emitir boletins semestrais sobre o desmatamento. Outra recomendação do trabalho de mestrado é a seleção de áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa. "É necessário ainda recuperar as microbacias, também impactadas pelo desmatamento", avalia o pesquisador.Em sua pesquisa, Santos analisou duas imagens do satélite Landsat, uma de 1973 e outra de 2001. O trabalho faz parte da dissertação do agrônomo para o mestrado no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), defendido em agosto.O pesquisador lembra que, além de reduzir a oferta de lenha, o desmatamento elimina plantas frutíferas e medicinais. "Também se constitui numa ameaça à fauna e ao solo, que pode ficar degradado", alerta.
Caatinga
A caatinga é o único ecossistema exclusivo do território brasileiro - a mata atlântica, o Pantanal e a floresta amazônica se estendem por outros países. Originalmente se estendia por 734.478 quilômetros quadrados, o equivalente a 70% do Nordeste e 11% do território nacional. Vinte e sete e meio por cento - 201.768 quilômetros quadrados - deram lugar à agricultura e à agropecuária.
(Fonte: mundogeo)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Acordo para criação de novas unidades de conservação na Caatinga


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vai firmar um plano de ação em parceria com a Secretaria de Biodiversidade e Flores do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC) para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação no bioma Caatinga. A assinatura do plano de ação ocorrerá no dia 29 de outubro, no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, haverá o lançamento do Mapa das Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga e a publicação da obra “Caatinga: conhecimentos, descobertas e sugestões para um bioma brasileiro”, cujo objetivo é divulgar o bioma e promover o aumento de sua área protegida. O evento é coordenado pelo Núcleo do Bioma Caatinga e da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA em parceria com a TNC. A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e o principal da Região Nordeste. Ela ocupa mais de 10% do território nacional (844.453km2), sendo considerado o bioma semi-árido mais rico do mundo em biodiversidade. Os dados mais atuais, apesar dos poucos estudos voltados para a região, indicam 932 espécies de plantas, 148 de mamíferos e 510 de aves, das quais muitas ocorrem somente na Caatinga. Esses recursos são hoje intensamente utilizados para a subsistência de grande parte da população carente que reside em área de caatinga. Um dado que se torna mais grave se somado ao fato de que 27 milhões de pessoas vivem hoje na área original do bioma, que já teve 80% de seus ecossistemas alterados, principalmente, por desmatamentos e queimadas, em um processo de ocupação iniciado no Brasil colônia. A conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, contudo, além de proteger a rica biodiversidade, pode impulsionar o desenvolvimento da região. Com base nesse objetivo, o Núcleo do Bioma Caatinga (NBC), criado em 2004 e hoje vinculado ao Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, é responsável pela promoção e articulação, com outros setores do ministério, instituições governamentais e não-governamentais, de políticas e estratégias para a conservação e uso sustentável da caatinga. Dentre as prioridades do NBC está a de divulgar e valorizar o bioma no contexto nacional, desenvolver marcos legais para a sua conservação e uso sustentável, aumentar a área de unidades de conservação, melhorar a implementação dessas unidades, monitorar o desmatamento e a regeneração da caatinga. É também atribuição do NBC coordenar e dar andamento ao Grupo de Trabalho da Caatinga (Portaria MMA nº 321/2004) e apoiar o Conselho da Reserva da Biosfera da Caatinga, fóruns multissetoriais que discutem, no âmbito do MMA, as políticas estratégicas para a região. No contexto internacional, além da convenção sobre diversidade biológica para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, a Caatinga está relacionada diretamente à Convenção de Combate à Desertificação (CCD). A conservação desse ecossistema está diretamente associada ao combate à desertificação, ao processo de degradação ambiental que ocorre em áreas áridas, semi-áridas e subúmidas secas e que, no Brasil, atinge, principalmente, a Região Nordeste, pois 62% das áreas susceptíveis à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas por Caatinga.
(Fonte: ICMbio - Boletim 52)

Uso sustentável da biodiversidade


A Codevasf e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), por meio do Centro Internacional de Negócios, realizam seminário de lançamento do projeto: "O uso sustentável da biodiversidade como um diferencial na estratégia de internacionalização de micros e pequenas empresas", na quinta-feira (16), às 17h, no auditório da Superintendência Regional da Codevasf, em Petrolina (PE). O objetivo é estimular o desenvolvimento da agricultura orgânica, com destaque para o cultivo da Aloe Vera – conhecida no Brasil como babosa - e da fruticultura de uma maneira geral, diversificando e agregando valor aos produtos exportados pelo Vale do São Francisco. O seminário é aberto a todos os produtores e cooperativas agrícolas da Região, inclusive dos Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica, em Pernambuco e Bahia, que tiverem interesse em produzir orgânicos e conhecer as propostas do uso sustentável da biodiversidade. O projeto, que terá duração de quinze meses, é financiado pela Comissão Européia para apoiar os produtores da região do Vale do São Francisco. Além da Codevasf e Fiepe, são parceiros neste empreendimento o Senai, CNI, Embrapa, Univasf, Ministério da Agricultura, Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco e Sebrae. Serviço - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do endereço eletrônico euro@fiepe.org.br ou na Superintendência Regional da Codevasf, em Petrolina, até o dia do evento.
(Fonte: Codevasf)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Projetos de educação ambiental buscam o desenvolvimento sustentável e a mudança de imagem do bioma.


Conforme divulgamos, no próximo dia 16 de outubro de 2008 (quinta-feira) a partir das 08:00 horas na Câmara de Vereadores da cidade de Serra Talhada (PE) será realizado o I SEMINÁRIO PARA CRIAÇÃO DE RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL (RPPNS). A matéria que publicamos hoje no blog é oportuna para este tema e mostra a importância da criação de RPPNS na área de caatinga.

Quando se fala de Caatinga, logo vêm à mente imagens de um solo rachado e castigado pela seca e de bois sofrendo sem ter o que comer ou beber.
Esse cenário é o mais forte estigma desse bioma brasileiro. A Caatinga, que cobre dez estados e está quase totalmente no Nordeste, é muito mais que a imagem popular. Abriga grandes áreas verdes e um rica diversidade de animais, sobretudo pássaros e mamíferos. E como nos outros biomas do País, sua biodiversidade corre risco de extinção, após séculos de exploração pelo ser humano.
Com 844.453 km² (quase 10% do território brasileiro),a Caatinga tem hoje sua área vegetal reduzida a 50% da original, com uma taxa anual de desmatamento calculada em meio milhão de hectares. “Como o solo tem restrições hídricas, o desmatamento aqui tem um efeito mais grave: a desertificação” conta o biólogo Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga. Rodrigo que é mestre em Sociologia Humana considera que a imagem do bioma é outro problema a ser enfrentado. “A Caatinga é muito estigmatizada. A imagem ligada à região é a de desolamento, sem condições de vida. Isso vai contra o trabalho que desenvolvemos aqui. Nosso desafio é mudar essa percepção limitada”, explica.
O uso inadequado do solo e as queimadas no Nordeste são alguns dos motivos da degradação.
Além disso, no interior os habitantes do semi-árido têm poucas alternativas de sustento e utilizam os recursos da fauna e da flora de maneira que também causa impactos no ecossistema. “É algo maior que a subsistência”. O Nordeste tem uma cultura rica, ligada à natureza. A família caça como tradição, porque gosta da carne do veado, da cotia, etc.”, observa Rodrigo, que trabalha com a missão de criar áreas de preservação e de estabelecer a educação ambiental entre jovens de 12 a 22 anos, estimulando o desenvolvimento sustentável.
Um dos projetos que tem ganhado destaque é o da criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as RPPNs. Ao transformar sua propriedade em RPPN, o proprietário ganha benefícios econômicos, como isenção do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e fundos para projetos de conservação, explica Fábio Paiva, técnico da Associação Asa Branca, estabelecida no Ceará, e que no momento cuida da criação de três RPPNs na Caatinga.
(Fonte: Revista bb.com.você – n° 51)

sábado, 11 de outubro de 2008

Ambiente preservado evita invasão do bioma caatinga pela algarobeira

Algarobeira: Espécie exótica invadindo o bioma caatinga

A degradação da caatinga é que facilita a invasão da algarobeira no sertão. Nas áreas onde o ecossistema natural está preservado, a espécie, que é exótica, não consegue se dispersar de forma indiscriminada e ocupar o espaço da vegetação nativa, mesmo nos locais mais úmidos, a exemplo das áreas de matas ciliares e de galerias. Esta é uma das conclusões da tese de doutorado - Comportamento invasor da algarobeira (Prosopis julifora) (Sw) DC. nas planícies aluviais da caatinga - defendida este ano pelo pesquisador Clóvis Eduardo de Souza Nascimento, da Embrapa Semi-Árido, junto ao Departamento de Biologia Vegetal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Neste estudo, ele analisou o comportamento da algarobeira em 10 áreas dos municípios de Petrolina e Dormentes, em Pernambuco, e Juazeiro e Jaguarari, na Bahia. Em cada uma delas, coletou informações de três ambientes contínuos, a partir da margem de rio/riacho, que o pesquisador nominou de planície aluvial, terraço aluvial e platô. Ou seja: de um ponto de maior umidade para outro mais seco. AGRESSIVA:Para Clóvis, a presença dessa planta por todas as zonas agroecológicas do semi-árido brasileiro registra o mais grave fenômeno de invasão biológica de uma espécie exótica sobre a vegetação da caatinga. A agressividade desta invasão pode ser observada em extensas áreas de "baixios", principalmente, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco e Bahia. Nestes locais, o denso povoamento de algarobeiras domina a paisagem. O que se vê é a presença quase que exclusiva de indivíduos dessa espécie.O pesquisador destaca que os estudos sobre a algarobeira precisam abrir perspectivas de uso racional da planta nos sistemas agrícolas e mesmo em processamentos industriais, ou ainda estabelecer estratégias de manejo a fim de inibir sua característica invasora. Atualmente, são estimados 500 mil hectares ocupados por indivíduos dessa espécie no semi-árido e sem qualquer estimativa de quanto dessa área corresponde a plantios efetivamente feitos por agricultores ou à dispersão por meio de animais, sem controle algum. ÚTIL:Uma área deste tamanho ocupada espontaneamente por indivíduos de uma mesma espécie só mostra o quanto está adaptada e estabilizada no ambiente. E, embora localizada em ambientes ciliares, considerados como Áreas de Preservação Permanente - APP, o corte puro e simples para permitir a recomposição da vegetação nativa é algo totalmente fora de cogitação. A algarobeira tem muitas qualidades agrícolas. Além de ser importante como forrageira, as vagens das plantas se prestam para vários fins na alimentação humana, à partir da confecção de farinha, bolos, biscoitos, café, geléia, licor, cachaça e vinagre.No semi-árido, costuma ainda ser utilizada como produto madeireiro (mourões e estacas para cercas) e energético na forma de lenha e carvão, que são muito utilizados nas propriedades rurais. Em tempos recentes tem sido empregada em setores econômicos que, nas áreas urbanas do semi-árido, fazem uso de fonte energética vegetal (padarias, pizzarias, churrascarias, curtumes e outras indústrias). É uma planta de muitos recursos que precisa de estudos para ganhar sustentabilidade no semi-árido, explica Clóvis. BARREIRA NATURAL: Na tese de doutorado, o pesquisador realizou investigações para explicar uma lacuna presente em grande parte dos estudos acerca da invasora: o seu desenvolvimento nos ambientes de "baixios". Uma constatação sua foi o estado de depredação da caatinga. "A vegetação ciliar dos afluentes do rio São Francisco, que corta os sertões nordestinos, está quase eliminada devido à exploração extrativista. As terras de fundo dos vales, melhores para fins agrícolas, são as mais atingidas".Esse cenário de degradação da biodiversidade da caatinga é que abre caminho para a dispersão da algarobeira, em especial nas áreas de maior umidade, explica Clóvis. Isto está bem documentado na sua tese: nos locais mais próximos ao leito de riachos e desprovidos de mata nativa foram registrados maior população da espécie exótica. À medida que o pesquisador deslocava sua observação para pontos distantes dos riachos, portanto, mais secos, menor foi a presença de plantas de algarobeira, não afetando, dessa forma, a riqueza e diversidade das espécies nativas, mostrando a dificuldade da exótica para invadir ambientes mais secos e com a vegetação em estágio avançado de sucessão.Para ele, aí está uma evidência de que a algarobeira não irá invadir o bioma caatinga de forma indiscriminada. O estresse hídrico é uma barreira natural à sua proliferação desordenada por grandes áreas parte do semi-árido. Entretanto, somente nos ambientes degradados e com a vegetação em desequilíbrio, nas zonas agroecológicas com maior umidade, a planta exótica entra em competição acirrada com as nativas provocando a morte de muitas delas. Espécies que foram testadas em competição com a algarobeira: mulungu (Erythrina velutina), alagadiço (Mimosa bimucronata), caatingueira-rasteira (Caesalpinia microphylla), pau-ferro (Caesalpinia ferrea) e jurema-preta (Mimosa tenuiflora), mostraram diminuição da altura, do diâmetro do tronco e da área foliar, com o aumento de mortalidade dessas nativas. MANEJO: As espécies pau-ferro e jurema preta tiveram um comportamento que, para o pesquisador, que pode ser melhor aproveitado em ações de recomposição da vegetação original nas áreas invadidas. As duas foram as que menos morreram e mais cresceram, na competição com a algaroba. Na tese, o pesquisador propõe aos agricultores monitorar as áreas invadidas. Para controlar a disseminação desordenada de indivíduos dessa espécie, pode se recorrer a capinas e podas ou, ainda, à aplicação de herbicidas seletivos nas plantas ainda pequenas.A aplicação de produtos químicos surte o efeito de controle se aplicados no período de maior sobrevivência e esperança de vida que é de 75 dias em locais de maior umidade. O agricultor pode ainda processar as vagens para produzir forragem (torta e farelo) e evitar o pastejo de animais nas áreas invadidas, para conter a disseminação e o aumento populacional de Prosopis juliflora.
(Fonte: JORNAL AGROSOFT)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Comitê propõe ampliação em sua composição

O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga-CERBCAA/PE foi criado pelo Decreto nº 27.934, de 18/05/2005, do Governo do Estado, e em busca do seu fortalecimento institucional propõe uma nova composição, passando dos atuais 14(quatorze) para 32(trinta e dois) membros. Leiam abaixo a Minuta do Decreto entregue hoje pelo Coordenador Elcio Alves Barros à SECTMA - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Caso queiram, deixem seus comentários.

MINUTA
DECRETO Nº 00000, de ____ outubro de 2008.

Altera e acresce dispositivo ao Decreto Nº. 27.934 de 2005, que criou o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco.
O Governador do Estado de Pernambuco, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 37, incisos II e IV da Constituição Estadual.
DECRETA:

Art. 1º - O artigo 4º do Decreto 27.934, de 18 de maio de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 4º O Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco - CRBCAA/PE compreenderá um Coordenador, um Vice-Coordenador, um Secretário Executivo e o Plenário constituído pelos Membros da entidade”.
“Parágrafo único - O Coordenador, o Vice-Coordenador e o Secretário Executivo do CRBCAA/PE serão escolhidos pelo Plenário através de eleição, por maioria simples dos votos dos membros presentes”.
Art. 2º - O art. 5º, caput, e incisos, do Decreto 27.934, de 18 de maio de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º - O CRBCAA/PE será composto, paritariamente, por 34 (trinta e quatro) membros, sendo 17(dezessete) representantes dos órgãos e entidades governamentais e 17(dezessete) representantes da sociedade civil, sendo:”
I - 01(um) representante do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis;
II - 01(um) representante do ICMbio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
III - 01 (um) representante da CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba;
IV – 01(um) representante da EMBRAPA SEMI-ÁRIDO – Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias;
V – 01(um) representante da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco
VI – 01(um) representante da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco;
VII – 01(um) representante das Prefeituras Municipais na área da RBCAA, indicada pela AMUPE;
VIII – 01(um) representante do ITEP – Instituto de Tecnologia de Pernambuco;
XI – 01(um) representante do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco;
X – 01 (um) representante da SECTMA – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco;
XI – 01(um) representante da SUDENE – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste;
XII - 01(um) representante da UPE – Universidade de Pernambuco;
XIII - 01 (um) representante da CPRH – Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos;
XIV - 01(um) representante da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco;
XV – 01(um) representante da UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco.
XVI – 01 (um) representante da UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco;
XVII – 01(um) representante do CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrolina (PE);
XVIII – 01 (um) representante da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras;
XIXI - 01 (um) representante da FIEPE – Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco;
XX – 01(um) representante da Ong APNE – Associação Plantas do Nordeste;
XXI– 01(um) representante da administração da AMUPE – Associação Municipalista de Pernambuco;
XXII – 01 (um) representante da FETAPE – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco;
XXIII - 01 (um) representante da Ong Eco-Nordeste, da cidade de Garanhuns (PE);
XXIV - 01(um) representante da Federação de Associações de Produtores de Caprinos e Ovinos do Estado de Pernambuco – FAPCOEP;
XXV – 01(um) representante da Ong CECOR - Centro de Educação Comunitária Rural, da cidade de Serra Talhada;
XXVI – 01 (um) representante da Ong EMA - Ecologia e Meio Ambiente, da cidade de Floresta;
XXVII – 01(um) representante da Ong CENTRASS – Central das Associações Rurais e Urbanas de Serra Talhada;
XXVIII – 01(um) representante da Associação Umburanas do Vale do Moxotó, da cidade de Ibimirim;
XXIX – 01(um) representante da UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco;
XXX– 01(um) representante do Grupo de Defesa do Meio Ambiente – GDMA, da cidade de São Caetano (PE);
XXXI – 01(um) representante da Associação S.O. S Caatinga – da cidade de Floresta(PE);
XXXII – 01(um) representante da Comunidade Científica indicado pela SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Regional Pernambuco;
XXXIII- 01(um) representante da Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN – (PE);
XXXIV – 01(um) representante da Ong Caatinga – Ouricuri (PE);
Art. 3º - O art. 5º do Decreto nº. 27.934, de 18 de maio de 2005, fica acrescido do seguinte parágrafo:
“Art. .........................................................................................
................................................................................................
................................................................................................
“§ 3º - Em caso de extinção de qualquer entidade civil representada no CERBCAA/PE, sua substituição será realizada na forma prevista no Regimento Interno do Comitê.”
Art. 4º - O artigo 9º do Decreto n. 27.934, de 18 de maio de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 9º - O Plenário do CRBCAA/PE reunir-se-á e deliberará na forma estabelecida em seu Regimento Interno”.
Art. 5º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO DO CAMPO DAS PRINCESAS, em de de 2008.

domingo, 5 de outubro de 2008

Desertificação afeta a produção de lenha



A desertificação afeta a produção de lenha, revela estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O levantamento, feito no Sertão do Seridó, no Rio Grande do Norte, mostra que a quantidade de madeira é cinco vezes menor em regiões de solo degradado da caatinga.
Segundo dados do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (Pnud), um hectare da vegetação preservada do Semi-Árido fornece até 260 metros cúbicos de lenha. “Numa área com as mesmas dimensões, mas impactada, a quantidade é de 52 metros cúbicos”, diz o coordenador do estudo, o engenheiro agrônomo Luciano Accioly, da Embrapa-Solos.
O processo de desertificação, lembra ele, é provocado pela degradação do solo em conseqüência do manejo inadequado de atividades humanas como a agricultura, a pecuária e a industrial consumidora de lenha. “O solo fica empobrecido”, resume. A produção de lenha é maior em áreas que nunca sofreram corte ou que, após utilizadas, passam pelo menos 40 anos intocadas. Esse é o tempo necessário, segundo Accioly, para que a vegetação se recupere.
Além da perda pela desertificação, Accioly estimou a queda da produção de lenha em função do desmatamento, de 1973 a 2001. Em quase três décadas, o potencial lenheiro baixou de 25,1 milhões de metros cúbicos para 17,6 milhões. “Desapareceram 7,5 milhões de metros cúbicos”, contabiliza.
A redução ocorreu em Araripina, no Sertão de Pernambuco. O pesquisador, lotado na Embrapa-Solos do Recife, comparou imagens do satélite americano Landsat. O equipamento, o primeiro destinado à coleta de dados ambientais, teve sua primeira versão posta em órbita em 1972.
O pesquisador atribui a redução da oferta do potencial lenheiro de Araripina à exploração da caatinga como matriz energética. Os troncos e galhos da vegetação característica do Semi-Árido são usados nos fornos das calcinadoras da região, que transformam o minério gipsita em gesso. “No mesmo período (de 1973 a 2001), a extração de gispsita aumentou sete vezes. Passou de 200 mil toneladas para mais de 1,4 milhão de toneladas. Isso justifica o desaparecimento das árvores e arbustos nas imagens de satélite.”
Estudo recentes, diz ele, mostram que as alterações ambientais causadas pelo homem nos últimos 30 anos são responsáveis pela remoção de mais de 50% da cobertura vegetal nativa do Semi-Árido em municípios do Seridó como Acari, Caicó, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Cruzeta e Currais Novos.
A área afetada pela desertificação no Nordeste é estimada em 665,5 mil quilômetros quadrados, envolvendo uma população de 15,75 milhões de pessoas. “A degradação das terras é um processo contínuo e lento. A desertificação é o estágio final.”
Em Pernambuco, os núcleos de desertificação se concentram nos mesmos municípios apontados em 1978 pelo ecólogo João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989): Salgueiro, Terra Nova, Itacuruba, Cabrobó, Belém do São Francisco, Ouricuri, Santa Cruz, Orocó, Parnamirim, Araripina, Afrânio, Petrolina, Floresta, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Santa Filomena e Trindade.
Para combater o problema, o agrônomo da Embrapa-Solos sugere o manejo adequado do gado e da vegetação. Em Araripina, ele indica o uso de outras fontes de energia. “A baixa eficiência e a ausência de combustíveis alternativos para os fornos não só das calcinadoras, mas também das cerâmicas e das padarias, aumenta a demanda por lenha proveniente da caatinga”, concluiu.
(Fonte: JC em 05.10.2008 )

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...