Minc defende aprovação da PEC do Cerrado e Caatinga

Fotos: Vale do Catimbau - Renata Pires

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que é a favor da PEC que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional (PEC 115/95). "Essa é uma posição do governo brasileiro", disse Minc, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.Segundo o ministro, a aprovação da proposta é necessária porque "as pessoas vêm passando o trator em cima do Cerrado". Em relação à Caatinga, ele ressaltou a singularidade do bioma e disse que é dever dos brasileiros defender a sua preservação.Minc rebateu críticas de que a PEC engessaria a agricultura, já que haveria um zoneamento ecológico- econômico (ZEE) na região. "Transformar em patrimônio não resolve tudo, mas é um passo", afirmou.O ministro informou que, atualmente, apenas 8% da Caatinga é área protegida, sendo 1% de proteção integral e 7% de uso sustentável. No Cerrado, são 9% de área protegida (2% de proteção integral e 7% de uso sustentável).

Na audiência, o ministro rebateu críticas que têm sido feitas a ele por ruralistas. Minc disse que vai combater essas críticas com mais defesa ao meio ambiente. "Alguns ruralistas querem estraçalhar a legislação ambiental brasileira e aqueles que acham que podem pedir meu pobre pescocinho não perdem por esperar."Minc afirmou que os ruralistas não têm poder de demitir ministro. "Quem demite ministro é o presidente Lula", disse.

O presidente Temer se comprometeu a colocar a matéria em pauta, no plenário da Câmara, nos próximos dez dias. Se isso acontecer, a Câmará caminhará para o fim de uma saga que já dura 13 anos, desde a apresentação do primeiro projeto, em 1993. A PEC modifica o parágrafo 4º do artigo 125 da Constituição, que já consagra a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal como Patrimônios Nacionais.

Fonte: DCI - Redação 24HorasNews. Leia: Rocha defende inclusão do cerrado e da caatinga e
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Em 200.000 anos na Terra, a humanidade tem perturbado o equilíbrio do planeta, estabelecida por quase quatro bilhões de anos de evolução. O preço a pagar é elevado, mas ainda tem jeito para a humanidade. A criação da data comemorativa ao meio ambiente foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas. A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade. Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.
A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.
Estreou mundialmente na última sexta-feira (5), o filme Home – Nosso Planeta, Nossa Casa, do diretor francês Yann Arthus-Bertrand (roteirista de A Terra Vista do Céu, 2004) e produzido por Luc Besson (de "Imensidão Azul", 1988). Composto por tomadas aéreas em 54 países, o documentário é uma bela mostra de como a natureza pode ser vítima do homem, apresentado (apropriadamente) como vilão da história. Para produção do longa, foram geradas 500 horas de material, capturados durante 18 meses de filmagem. O resultado são imagens espetaculares da natureza e dados assustadores sobre a destruição provocada pelo ser humano, que podem ser conferidos, na íntegra e de graça, pela internet (versões em inglês, francês, espanhol e alemão). Vale a pena assistir.








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