Caatinga devastada: Pernambuco na lista dos que mais desmatam



O Coordenador do Comitê Estadual da Caatinga em Pernambuco,  Elcio Barros,
comenta o desmatamento da caatinga e as preocupações do Comitê na preservação deste bioma exclusivamente brasileiro.

Da lista de 10 municípios brasileiros que mais desmataram a caatinga em seis anos (entre 2002 e 2008), quatro estão no Ceará (Acopiara, Tauá, Boa Viagem e Crateús), quatro na Bahia (Bom Jesus da Lapa, Campo Formoso, Tucano e Mucugê) e dois em Pernambuco (Serra Talhada e São José do Belmonte).
O coordenador-geral do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga do Estado de Pernambuco, Elcio Alves de Barros e Silva, aponta uma siderúrgica fechada no ano passado em São José do Belmonte como uma das principais causas recentes do desmatamento na região. “A empresa, autuada várias vezes pelo Ibama, acabou fechando há oito meses”, revela.
Elcio Alves também aponta o avanço do polo gesseiro como uma ameaça ao bioma. “As consequências do uso da lenha nas calcinadoras estão se expandindo para além dos limites da região do Araripe”, constata. Isso porque a cobertura vegetal nessa área já é inferior a 2%. “O resultado é uma pressão sobre outras regiões.”
Para frear o desmatamento no Semiárido, ele sugere a criação de unidades de conservação. “Atualmente menos de 1% da caatinga está protegido em Pernambuco. E o que a ONU recomenda é, pelo menos, 10%.” O comitê, informa, está identificando áreas consideradas importantes para a conservação da biodiversidade na região.
Elcio Alves recomenda, ainda, programas de educação ambiental. Devido à situação de pobreza, a população da área rural ainda utiliza lenha para cozinhar.
Em relação à iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, o especialista lembra que antes as atenções eram voltadas para a Amazônia e a mata atlântica. “Ainda bem que Carlos Minc está mudando isso. Ações como essas chamam a atenção para a importância da caatinga e a necessidade de proteger o que resta dela.”

EMISSÕES

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a emissão média anual de dióxido de carbono (CO2), durante esse período, devido ao desmatamento da caatinga foi de 25 milhões de toneladas.

Fonte:  Blog Ciência & Meio Ambiente
(com link para http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/)
Leia mais em: Mata branca está em brasa e FLORESTAS PLANTADAS PARA PRODUÇÃO NO PÓLO GESSEIRO DO ARARIPE-PE

Comentários

  1. Fancisco Campello9 de março de 2010 11:41

    Prezados
    So ajudando no entendimento dos numeros:
    A caatinga atende uma demada media de 25.000.000 metros de lenha ano. O grande volume vem do desmatamento. Com temos uma média de 100 metros de lenha por hectare, temos uma taxa de desmatamento entorno de 2.500 km² ano.
    Porem é importante levarmos em consiideração o sistema de pousio praticado na Caatinga, que possibilita o retorno da vegetação. Assim, diferente da amazonia e do cerrado, nós temos ambientes especificos para a agricultura, o que faz com que essas áreas se mantennham. Agora infelizmennte, estamos sofrendo pressões externas e areas da caatinga estão sendo devastadas unicamente com a finalidade de produção de lenha e ou carvão, o que altera a relação do homem com o ambiente. Nesse caso a legislação é clara:
    1 - Para quem faz opção do uso alternativo do solo, é necessário uma finalidade clara para a retirada da vegetação (projeto aropecuário) e realizar a reposição florestal, para compensar o dematamento. Na pratica não conseguiimos impor essa politica. No Nordeste, em especial na Caatinga, se esse uso alternativo do solo é feito em sistem de pousio(rodizio) poderia ser encarado como um manejo do ambiente, e dispersando o produutor da reposição isso asseguraria uma ocbertura florestal em ambientes de proodução.
    2 - para quem faz a opção de utilização da vegetação com fins comerciais, é obrigatório o manejo florestal.
    O grande problema esta no entendimento do manejo florestal, muitos ainda tem duvidas e os tramites são complexos, o que na pratica favorece o desmatamento.
    Assim, precisamos investir mais e acreditar no manejo florestal sustentável. A qualificação do manejo florestal, deve ser uma pauta presente nos ambientes de pesquisa, aprimorar deve ser uma meta, porem não podemos marginalizar esse instrumento de gestão ambiental.
    A pesquisa conduzida pel a Rede de manejo Florestal coordenada pela pela APNE, EMBRAPA e Universidades da região, vem demonstrando que a Caatinga responde em termos ambientais à pratica do manejo. Assim, antes que desmatem todos os demais 50%, vamos investir na sua utilização sustentavel.
    Abraços

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  2. O desmatamento na caatinga entre 2002 e 2008 foi de 16.576 quilômetros quadrados,segundo o Ministério do Meio Ambiente. A área total de caatinga desmatada subiu de 43,38% para 45,39% nesse período. A taxa anual média de desmatamento entre 2002 e 2008 foi de 2.763 quilômetros quadrados. "Os números são assustadores. ê muito. Isso tem de ser reduzido", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

    Da lista de 10 municípios brasileiros que mais desmataram a caatinga nesses seis anos, quatro estão o Ceará (Acopiara,Tauá,Boa Viagem e Crateús); quatro da Bahia (Bom Jesus da Lapa, Campo Formoso, Tucano e Mucugê) e dois de Pernambuco (Serra Talhada e São José do Belmonte).

    Atenciosamente,

    Elcio Barros.
    Co ord. CERBCAA/PE

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