Caatinga: Reserva Pedra do Cachorro é indicada para virar posto da biosfera. Proposta é do Comitê Estadual da Caatinga.


A RPPN Pedra do Cachorro, em São Caetano, no Agreste pernambucano,
aguarda a concessão do título, o que vai resultar na ampliação da área
preservada e das pesquisas científicas. O título precisa ser concedido pelo
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga - CNRBCAA.


Uma vistoria de avaliação realizada por técnicos da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), recentemente, na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra do Cachorro, é um dos passos para instalação do projeto de ampliação da área visando transformá-la em Unidade de Conservação. A reserva, que tem 23 hectares de extensão e está localizada a 18 quilômetros do Centro de São Caetano, no Agreste do Estado, também foi indicada no ano de 2008 para ser o primeiro Posto Avançado da Biosfera da Caatinga em Pernambuco. A proposta é do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA-PE).
A expectativa é que nas comemorações do Dia Nacional da Caatinga, 28 de abril, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga - CNRBCAA conceda o título solicitado. Postos Avançados (PA) são centros, locais físicos ou instituições, contidos total ou parcialmente dentro do perímetro da RBCA. Os postos avançados têm por finalidade a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico servindo como instrumento para a implantação e difusão dos conceitos e princípios da RBCA.
A RPPN Pedra do Cachorro, de propriedade do ambientalista Guaracy Cardoso, é reconhecida desde 2001 e desenvolve ações de preservação da natureza, educação ambiental e ecoturismo. Lá, funciona uma base de apoio a visitantes e à pesquisa científica voltada para o bioma caatinga.
São encontrados na reserva cactáceos arbóreos e arbustivos, como mandacaru, xique-xique, facheiro, coroa-de-frade, juazeiro, angico, baraúna e mulungu, entre outros. Também são encontrados animais ameaçados de extinção, como o tatu-bola e o galo-de-campina. O local, inclusive, é aonde a águia chilena costuma abrigar-se para reprodução, geralmente no mês de outubro, embora possa ser vista o ano todo.

PRESERVAÇÃO


A reserva, que atua em parceria com as Universidades Federal e Rural de Pernambuco, e conta com apoio da Prefeitura de São Caetano, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma), CPRH e Ibama, é detentora do prêmio Vasconcelos Sobrinho – instituído em 1990 pela CPRH em reconhecimento a iniciativas em prol do meio ambiente.
O projeto de ampliação do espaço de preservação ambiental, uma luta do ambientalista Guaracy Cardoso, permitirá que a proteção seja estendida a toda a área no entorno da Pedra do Cachorro, englobando aproximadamente três mil hectares. A Pedra do Cachorro está inserida no Planalto da Borborema e é um dos pontos mais altos do Estado, com 1.124 metros de altitude, na divisa dos municípios de São Caetano, Brejo da Madre de Deus e Tacaimbó.
Outra bandeira levantada por Guaracy Cardoso é quanto ao reconhecimento da área de brejo existente em São Caetano e, consequentemente, tê-la como unidade de conservação. No local, estão dois grandes açudes, dos Coelhos e Brejo do Buraco, e resquícios de Mata Atlântica e caatinga. “A nossa preocupação é a de que, aos poucos, todo esse manancial esteja sendo depredado. O reconhecimento e a devida preservação são urgentes”, setencia Cardoso.
(Fonte: JC - Ciência e Meio Ambiente)

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