Pernambuco possui 30% das reservas de gipsita do paísO Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco - CERBCAA/PE, tem por objetivo apoiar e coordenar a implantação da Reserva da Biosfera da Caatinga, priorizando a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico. Divulgar questões relacionadas ao bioma caatinga, atuando em ações ligadas à educação ambiental, exercendo os princípios da Reserva da Biosfera da Caatinga. Vinculado ao Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Livro sobre gesso é publicado em Pernambuco
Pernambuco possui 30% das reservas de gipsita do paísterça-feira, 13 de janeiro de 2009
Bioma caatinga já perdeu 59% de sua área

A floresta amazônica, por exemplo, cada vez mais o destino de todos os holofotes ambientais, apresenta 18% de sua cobertura vegetal original modificada, segundo números divulgados nesta semana.
A compilação de dados das imagens de satélite do “primo pobre” dos biomas brasileiros gerou dezenas de mapas. O resultado que surge é diferente das últimas estimativas, que apontavam uma alteração de 30%, aproximadamente.
A cifra de mudança da cobertura vegetal original, calculada por Washington Rocha, da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), também não bate com os números oficiais com que o MMA (Ministério do Meio Ambiente) trabalha desde o lançamento dos mapas da flora remanescente dos biomas brasileiros, no final de 2006. Para o governo, só 37% dessa formação nordestina foram devastados.
“Nós contamos apenas as áreas sem nenhuma alteração. Existem outras que já sofreram atividades antrópicas e não sabemos até que ponto elas podem apresentar regeneração”, disse Rocha. Os dois números surgiram da análise da mesma base de dados.
Pequenos núcleos de caatinga - alguns botânicos, como já identificaram diferenças importantes dentro do mesmo bioma, defendem o uso do termo “caatingas”, no plural - foram excluídos da conta.
Um mito que cai
Pelo menos nos últimos cinco anos, como lembra Rocha, todos os estudos apontam para o mesmo caminho. A biodiversidade da caatinga, já chamada de “paraíso” por Euclides da Cunha, é bastante elevada.
Apenas dentro do grupo dos mamíferos, mostra um levantamento feito pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, existem no bioma 143 espécies. Desse total, 19 são exclusivas do semi-árido do Brasil.
Se a preferência for por peixes ou pássaros, a caatinga também terá. São 240 e 510 espécies, respectivamente.
“A cana-de-açúcar e a desertificação [que será potencializada pelas mudanças climáticas globais] são as duas maiores ameaças para a caatinga atualmente”, afirma Rocha.
Segundo o pesquisador de Feira de Santana, a tendência de a produção de álcool explodir no Nordeste por causa dos biocombustíveis é uma clara ameaça para o ecossistema.
Existem ainda áreas historicamente complicadas, lembra o biólogo José Maria Cardoso da Silva, da ONG Conservação Internacional. “O famoso pólo gesseiro de Pernambuco” é uma delas, diz o pesquisador. As indústrias costumam derrubar a caatinga e usar as plantas lenhosas para alimentar os fornos onde o gesso é produzido.
Com todas essas ameaças pairando sobre a caatinga, que agora praticamente se igualou ao cerrado em termos de alteração antrópica, a importância das unidades de conservação ganha muito mais peso.
Ainda mais quando menos de 2% do bioma está protegido de forma legal. Existem áreas muito bem preservadas, como lembra Silva, - como as dunas do rio São Francisco perto de Xique-Xique, na Bahia, e seus lagartos, que só existem lá-, que ainda estão aguardando um parque nacional, que foi proposto, mas nunca criado.
(Fonte: Portal EcoDebate) Lei mais em: Bioma caatinga já perdeu 59% de suas áreas
sábado, 10 de janeiro de 2009
Com Minc, governo dá 39% mais licenças ambientais
Ministro Carlos Minc - Foto MMAO licenciamento ambiental é uma obrigação para a instalação de qualquer empreendimento e atividade potencialmente poluidores ou que degradem o ambiente, como ferrovias, hidrelétricas e rodovias.
A demora na concessão de licenças era a principal queixa contra a ex-ministra Marina Silva, e Minc entrou no governo com a missão de destravar o Ibama, do qual trocou o comando. Em julho passado, ele anunciou medidas como o prazo máximo de 13 meses para todas as etapas de licenciamento.
Ambientalistas dizem que o ministro cedeu à pressão política do governo para facilitar a liberação de licenças a empreendimentos, principalmente os do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Minc disse ontem à Folha que sofre pressões de ministros para liberar obras, mas que não cede. Ele afirmou ainda que encontrou muita burocracia no Ibama, ao tomar posse.
"Não é o tempo que uma licença demora que atesta sua qualidade. Você pode ficar dois ou três anos rolando lero e dar uma licença frouxa. A gente vai continuar nessa linha. Vamos avançar mais na simplificação ambiental e mais ainda no rigor", afirmou Minc.
As estatísticas sobre licenciamento do Ibama apontam que, de 27 de maio a 31 de dezembro, foram concedidas 324 licenças contra 233 no mesmo período de 2007, ainda na administração de Marina.
Na comparação com todo o ano de 2007, o Ibama expediu 374 licenças contra 469 durante 2008, um acréscimo de 25,4%. Os dados, porém, mostram que com Marina o instituto mantinha em 2008 o mesmo ritmo. De janeiro a maio de 2007, foram 141 licenças. No mesmo período do ano passado, 145 -aumento de 2,8%.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Biólogos salvam animais ameaçados por transposição do 'Velho Chico'
Biólogos, veterinários, estudantes e professores da UNIVASF-Universidade Federal do Vale do São Francisco seguem na dianteira da obra de transposição do Rio São Francisco. A missão é identificar e afugentar os animais e preservá-los. Os que não conseguem fugir são recolhidos.
A caranguejeira e a lagartixa da caatinga bem que tentaram se esconder. Os ambientalistas têm pressa. O barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado. A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho de 2009, um reforço para os militares do exército que deram a arrancada. O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza. As árvores cortadas foram empilhadas. É madeira a perder de vista. Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capital Walfredo Galvão. Para os ambientalistas esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára. “Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos. Ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado. Vejam o vídeo clicando na fonte. (Fonte: G1 20/12/08)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Destaque de 2008: Centenário de João Vasconcelos Sobrinho
Professor João Vasconcelos SobrinhoBibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
João Vasconcelos Sobrinho nasceu no dia 28 de abril de 1908, em Moreno, cidade da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco.
Pioneiro na área dos estudos ambientais no Brasil, é considerado uma das maiores autoridades em ecologia da América Latina.
Criou e dirigiu, por muito tempo, o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos — atual Parque de Dois Irmãos — inaugurado no dia 14 de janeiro de 1939, pelo então interventor de Pernambuco Agamenon Magalhães, no bairro recifense de Dois Irmãos.
Foi um dos responsáveis pela criação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde introduziu as disciplinas Ecologia Conservacionista (primeira do gênero ministrada no Brasil) e Desertologia, além de ter exercido também o cargo de reitor (1963).
Professor, engenheiro agrônomo e ecólogo conservacionista, Vasconcelos Sobrinho exerceu diversos cargos, entre os quais o de titular de Botânica da UFRPE; professor catedrático da cadeira de Botânica Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); diretor do serviço de Inspeção Florestal e Proteção à Natureza de Pernambuco; diretor do Serviço Florestal do Ministério da Agricultura - posteriormente denominado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF); diretor do Centro Pernambucano da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza e consultor da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi um dos primeiros cientistas a alertar sobre a formação de deserto em algumas regiões brasileiras, sendo convidado para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação em Nairóbi, no Quênia. Também muito se empenhou na campanha pelo reflorestamento do pau-brasil e fundou a Estação Ecológica de Tapacurá (UFRPE).
O problema da desertificação passou a ser mais destacado a partir da década de 1970, quando Vasconcelos Sobrinho alertava que estaria surgindo no semi-árido brasileiro um grande deserto com todas as características ecológicas que conduziriam à formação dos grandes desertos hoje existentes em outras regiões do globo.
Publicou mais de vinte trabalhos, todos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais, entre os quais podem ser destacados: Dicionário de termos técnicos de botânica (2.ed., 1945); As regiões naturais de Pernambuco, o meio e a civilização (1949), o seu livro mais conhecido; As regiões naturais do Nordeste, o meio e a civilização (1970); Ciência, religião sem dogmas (2.ed., 1973); Catecismo da ecologia (1979); Processos de desertificação ocorrentes no Nordeste do Brasil: sua gênese e sua contenção (1982); Desertificação no Nordeste do Brasil (coletânea de trabalhos publicados pelo Departamento de Planejamento de Recursos Naturais da Sudene, em 2002).
João Vasconcelos Sobrinho faleceu no dia 4 de maio de 1989, no Recife.
Em sua homenagem, a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), desde 1990, criou o Prêmio Vasconcelos Sobrinho, um reconhecimento ao homem que, através de seu trabalho e ideal, despertou o sentimento de amor à natureza, disseminando a prática de ações objetivas de cuidados com o meio ambiente.
Também em sua homenagem, existe, na Serra dos Cavalos, em Caruaru, Pernambuco, o Parque Ecológico Professor João Vasconcelos Sobrinho, reserva estadual de Mata Atlântica, com uma área de brejo de 359 hectares.
(Fonte: Fundaj: Recife, 6 de maio de 2008.)
domingo, 28 de dezembro de 2008
Aquecimento deixa planeta em alerta
Fazendeiro observa sua fazenda, gravemente atingida pela secasegunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Apenas 5% de áreas de conservação do país têm gestão adequada
Foto: Parque Nacional do UbajaraA Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga
Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...
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Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...
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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - Crédito: Adriano Gambarini / MMA Recife - Conselheir...
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Prezados amigos, Estamos iniciando o nosso blog,objetivando discussão de assuntos relacionados ao bioma da caatinga em Pernambuco. Sejam bem...
