Com a presença estimada de 180 pessoas, entre autoridades, técnicos, estudantes e a sociedade em geral, o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE e a ONG EMA, realizaram a XVII Reunião Ordinária e o I Seminário Ecoambiental do Pajeú nos últimos dias 03 e 04 de dezembro de 2009 na cidade de Floresta (PE). O evento realizado no auditório da Câmara de Vereadores situado na Praça Cel. Fausto Ferraz em Floresta-PE contou com o patrocínio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Floresta e apoio do Clube de Diretores Lojistas – CDL, Compare LOGÍSTICA, Supermercado Preço Justo e MAXIMUS Supermercado. De acordo com a programação, houve palestras do Juiz de Direito Alipio Carvalho sobre a Ong EMA, da Doutora em Botânica Rita de Cássia sobre as "Árvores da Caatinga" e do Coordenador Geral do Comitê, Elcio Barros sobre o "Bioma Caatinga e o Desenvolvimento Sustentável". O evento foi prestigiado pelo Sr. João Gomes, Prefeito de Jatobá/PE e alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Cap. Nestor Valgueiro de Carvalho que criaram um Grupo em Defesa do Meio Ambiente. (Assista o vídeo de estudo do meio da Reserva Biológica Serra Negra em Floresta-PE). Participaram das reuniões os seguintes membros do CERBCAA/PE: Profª Lourinalda Silva (UAST/Serra Talhada), Rita de Cássia (IPA), Guaraci Cardoso (GDMA e Vice-Coordenador), Alipio Carvalho (EMA) e Elcio Barros (IPA e Coordenador Geral do CERBCAA/PE).
O Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco - CERBCAA/PE, tem por objetivo apoiar e coordenar a implantação da Reserva da Biosfera da Caatinga, priorizando a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico. Divulgar questões relacionadas ao bioma caatinga, atuando em ações ligadas à educação ambiental, exercendo os princípios da Reserva da Biosfera da Caatinga. Vinculado ao Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Recife sediou reunião preparatória do Encontro Nacional Contra Desertificação. O Comitê Estadual da Caatinga esteve presente no evento.
Mariana Prado(MI), Egon Krakhecke(MMA) e Helvio Polito(Sectma)
Com o objetivo de iniciar o pacto entre os órgãos federais, estaduais e sociedade civil para reunir decisões comprometidas com a agenda da desertificação e do desenvolvimento sustentável em suas regiões, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou nessa sexta-feira (04), a primeira etapa de reuniões preparatórias do Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma).
A construção do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE/PE), foi o destaque na reunião com a apresentação do modelo que será lançado na próxima quinta-feira (10), no município de Triunfo, Sertão pernambucano. O PAE/PE servirá de referência para outros estados no Nordeste suscetíveis à desertificação.
O secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Hélvio Polito, afirmou que o combate à desertificação é um dos temas ambientais estratégicos das propostas do Estado na contribuição do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), em Copenhague.
A geógrafa Edneida Cavalcanti – Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e Coordenadora da Equipe Técnica de Elaboração do PAE/PE apresentou o modelo de Construção do PAE-PE, enfocando a participação social e integração interistitucional, o marco legal e institucional para a agenda de combate à desertificação. Esse processo de escuta da sociedade se deu através de cinco Oficinas Regionais, atingindo 127 municípios, estando afinado com a perspectiva de descentralização com a qual o governo vem trabalhando, juntamente com a estratégia de transparência da gestão e controle social das ações. As Oficinas aconteceram em Salgueiro, Petrolina, Triunfo, Garanhuns e Taquaritinga do Norte. Pernambuco largou na frente de todos os estados brasileiros na construção do Programa de Ação Estadual (PAE-PE). Edneida Cavalcanti, a convite do CERBCAA/PE, fez esta apresentação aos membros do Comitê Estadual da Caatinga, por ocasião da XVI Reunião ordinária (08.10).
Em seguida o técnico Marco Bueno, do Ministério do Meio Ambiente - MMA, apresentou o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas - PAN Brasil e sua relação com os PAEs.
Na próxima semana o MMA realizará reuniões em Natal (8/12) e Salvador (11/12) para agregar os demais estados vulneráveis ao Processo climático: Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Bahia, Ceará e Minas Gerais. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, explicou que estas reuniões são "importantes para iniciar o processo de construção do pacto pelo desenvolvimento sustentável do Semiárido", que será firmado no Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação com previsão de ser realizado em março de 2010, nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).
Participaram do Encontro representantes da Sectma, BNB, Codevasf, Embrapa Semi-Árido, Dnocs, Sudene, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, MDA, Governo dos Estados do Piauí, Alagoas e Sergipe, ASA, INSA, ICMbio, Prorural, Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE, Programa Água Doce, GTZ, OCB, Associação dos Engenheiros Florestais, IICA entre outros.
A desertificação - a degradação das terras nas áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas - causa impactos significativos que podem ser medidos em termos de perda de área produtiva, solos, água e biodiversidade. No Brasil, este processo ocorre apenas no semi-árido, presente nos estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, e em áreas sub-úmidas localizadas no entorno da região semi-árida.
O processo de desertificação gera uma perda de 5 bilhões de dólares por ano ao Brasil (cerca de 1% do Produto Interno Bruto) e já atinge gravemente 66 milhões de hectares no semi-árido brasileiro e 15 milhões de pessoas em áreas dos Biomas Cerrado e Caatinga. No Brasil, 62% das áreas susceptíveis à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas por Caatinga, sendo que muitas já estão bastante alteradas.
(Fonte: Sectma e MMA)
Cada período de chuva, revela a riqueza da vida na caatinga. Os gravetos dão lugar ao verde exuberante. Dentre as áreas semi-áridas do mundo, ela é a mais rica em plantas, animais e em diversidade. Entretanto, parte da Caatinga está em processo de desertificação.
Leia mais em: Debates buscam abordar o problema da desertificação no Brasil e
Nordeste discute desertificação
Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação - PAE/PE e
Programa de Ação Nacional - PAN-BRASIL
Atlas das Áreas Susceptíveis à Desertificação do Brasil
Governo do Estado lança programa de combate à desertificação
Ações precisam ser eficazes
Cada período de chuva, revela a riqueza da vida na caatinga. Os gravetos dão lugar ao verde exuberante. Dentre as áreas semi-áridas do mundo, ela é a mais rica em plantas, animais e em diversidade. Entretanto, parte da Caatinga está em processo de desertificação.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Fósseis revelam o rastro de peixe no Sertão do Araripe
Chapada do Araripe - Foto: RoteiroCeará
Quando o Sertão era um imenso mar continental, entre 112 e 99 milhões de anos atrás, navegava pelas águas calmas do lugar um pequeno e delgado peixe desprovido de dentes, semelhante ao uma truta ou salmão. Mudanças climáticas levaram não só os oceanos mas também o animal a desaparecer da região, hoje conhecida como Chapada do Araripe, restando apenas registros fósseis do Cretáceo. Foi analisando um deles que pesquisadores não só descobriram o tamanho desse peixinho – 5,8 centímetros – como também deram um nome a ele: Santanasalmo elegans.
O primeiro nome, relativo ao gênero, fica por conta do lugar. É que o fóssil estava na Formação Santana, um dos setores geológicos da Bacia do Araripe mais ricos em peixes. Já o salmo é relativo a um conhecido gênero de peixes salmoniformes, que inclui a truta e o salmão. O segundo, que corresponde à espécie, faz referência à forma do animal. “Ele é fino, tem a cabeça alongada e o focinho proeminente. É elegante mesmo”, detalha a paleontóloga Valéria Gallo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), principal autora do artigo científico que descreve o animal.
O estudo, publicado recentemente na revista Cretaceous Research, analisou dois exemplares coletados em fevereiro de 2001 na mina Pedra Branca, entre Santana do Cariri e Nova Olinda (CE). Os fósseis, encontrados pelo paleontólogo Sergio Azevedo, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que também assina o artigo, estavam depositados na coleção paleozoológica do Instituto de Biologia da Uerj. Foram oito anos sem que se soubesse que se tratava de uma nova espécie, até que Valéria decidisse estudá-los.
Autora de mais de dez descrições de espécies de peixes fósseis em bacias sedimentares de todo o Brasil, a pesquisadora viu que se enquadravam no grupo dos teleósteos, composto por mais de 17 mil espécies. É o grupo de peixes ósseos, informa Valéria, com mais espécies representadas. “Mas não se enquadrava em nenhum dos gêneros conhecidos. Por isso criamos, inclusive, um gênero para.”
“O gênero Salmo é representado por populações de peixes de água doce e anádromos, aqueles que realizam migrações reprodutivas, reproduzem-se em água doce mas se desenvolvem até a forma adulta no mar”, lembra.
A equipe, composta ainda por Francisco de J. de Figueiredo, também da Uerj, ainda não realizou estudos sobre a ecologia do animal. Analisando a ausência de dentes, entretanto, os pesquisadores acreditam que o Santanasalmo elegans era filtrador. Isso quer dizer que, assim como moluscos, ele sugava a água para microrganismos que vivam em suspensão.
A Formação Santana abriga dezenas de espécies de peixes mas esse é o primeiro descrito para a mina Pedra Branca, onde se extrai gipsita, minério usado na fabricação do gesso, uma das principais atividades econômicas da região.
(Fonte: Verônica Falcão - JC 29.11.2009)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Produtos da Caatinga e do Cerrado ganharão destaque nos próximos anos
Organizações produtivas do interior do Nordeste estão acessando o mercado a partir da construção da Rede Bodega
de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga; sabores exóticos de frutas regionais estarão em breve em picolés, sorvetes e sucos
Foto: Óleo de babaçu (Sebrae)
Por Regina Xeyla
Picolé de açaí, ou de açaí com banana, além de sucos de maracujá da caatinga e de açaí com guaraná. Esses são algumas das novidades que turistas do mundo inteiro vão encontrar ao chegar no Brasil em 2014 e 2016, anos de Copa do Mundo e da Olimpíada, respectivamente.
Por trás desses produtos de sabores exóticos está um importante e amplo trabalho da Rede Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga que beneficia 2.500 famílias do Cerrado, da Caatinga e da Amazônia.
A organização não-governamental Agendha é responsável por tecer os fios dessa rede, que trabalha com base nos princípios do comércio justo e solidário. A ONG foi criada em 2003 para a realização de serviços de assessoria e gestão em estudos da natureza, desenvolvimento e agroecologia.
Sua atuação prioritária é na Zona Semi-Árida e Sub-Úmida Seca do Nordeste, mais precisamente no Bioma da Caatinga. Ela busca construir uma estratégia permanente de comercialização dos produtos da sociobiodiversidade e simultaneamente a divulgação, sensibilização e efetivação das potencialidades das caatingas e de seus agentes.
Recentemente a Rede Bodega assinou convênio com a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis) e com a empresa Atrium Ingredients Business, e obteve apoio do Acordo de Cooperação entre a República Federativa do Brasil e a República Federal da Alemanha. A parceria via possibilitar a criação de sorvetes e sucos tendo como matéria-prima os frutos da Caatinga, do Cerrado e da Amazônia.
“Os eventos previstos para os próximos anos no Brasil - entre eles, a Expo Mundo em 2016 - serão uma chance única para divulgar esses sabores diferenciados, tão pouco conhecidos em nível nacional e internacional”, afirma Maurício Lins Arocha, responsável pelos produtos da sócio-biodiversidade na Agendha.
O convênio visa promover a qualidade e sustentabilidade dos empreendimentos da agricultura familiar, que têm como base a responsabilidade sócio-ambiental, o comércio ético, justo e responsável. Serão produzidos picolés, sorvetes, polpas e sucos de 30 frutas do Cerrado, da Caatinga e da Amazônia. “Os primeiros produtos já criados são os picolés nos sabores de açaí, açaí com banana, além de sucos de maracujá da caatinga e de açaí com guaraná”, conta. Como estratégia de divulgação, esses produtos terão suas informações traduzidas em 20 idiomas.
Maurício Lins Arocha, a Caatinga e o Cerrado não têm recebido a devida valorização e divulgação que merecem. “O Capitulo VI, § 4º da Constituição Federal não prevê esses importantes biomas como patrimônio nacional, abrangendo apenas a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira”, lamenta. Segundo ele, as famílias que vivem nesses ecossistemas conseguem extrair matérias-primas para produzir mais de 800 produtos. “Dos 28 milhões de brasileiros que habitam o Bioma Caatinga, estima-se que 38% vivam em áreas rurais”.
A Rede Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga nasceu em 2005. Trata-se de uma rede de organizações sociais que coletam, cultivam, criam e beneficiam produtos da Caatinga. Ela também busca comercializar os produtos na perspectiva de relação justa e solidária, incentivando o consumo saudável e sustentável. A Rede é tecida por 30 organizações ecoprodutivas dos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas, que formam o Bioma da Caatinga/Nordeste.
Os produtos dessas organizações, formadas por cooperativas, associações, grupos e entrepostos, são comercializados de forma itinerante em de feiras, rodadas de negócios e exposições locais, nacionais e internacionais. Também há vendas no mercado institucional, por meio de parcerias público-privadas e pelo blog da Rede. Ao todo são 682 produtos, entre alimentos, bebidas, artesanato e serviços. As bodegueiras, como são chamadas as mulheres que lideram as redes, são responsáveis por dar apoio às organizações da sua localidade.
“O nome Bodega trás à luz a denominação histórica e cultural de pequenos e diversificados estabelecimentos comerciais”, explica Maurício. A Rede também aproxima, por meio de palestras de orientação, as organizações e os programas institucionais do Governo Federal, como o Programa Aquisição de Alimento (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Maurício explica que alguns grupos da rede já fornecem para a rede de lojas da Tok Stok e para o Pão de Açúcar.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
sábado, 28 de novembro de 2009
Da Dinamarca para a Caatinga
Por Alexandrina Sobreira de Moura
(Publicado no JC Edição 28.11.2009)
A poucos dias do início da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP 15), a, que será realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, reunindo 192 membros das Nações Unidas, a expectativa mundial é de que se firme um acordo para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa substituindo o Protocolo de Kioto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda precisa falar mais alto para chegar a um acordo sobre a proposta brasileira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) propõe uma meta ambiciosa pela qual o Brasil reduziria em 40% a emissão de gases poluentes. Aguardamos, no entanto a última palavra que será dada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. De concreto, fica a expectativa de que as articulações do presidente Lula com outros líderes mundiais como o presidente, Barack Obama, possam trazer um inovador compromisso ambiental de verdadeiro impacto global.
Até lá, o presidente lançará um pacote ambiental que promete dirimir 70% dos problemas entre produtores e ambientalistas com a reforma do Código Florestal Brasileiro. Criado em 1965, há muito que demanda ser revitalizado a fim de adequar o desenvolvimento econômico à preservação ambiental - convergência ainda rara no Brasil, apesar dos consensos firmados na Agenda 21 Global e Brasileira.
Supõe-se que permaneça na memória do presidente Lula a paisagem árida da caatinga de onde saiu, com destino a São Paulo, e reavivada, recentemente, pelas visitas ao Semiárido onde inspeciona obras como a da Transposição do São Francisco, ou mesmo pelo lançamento do filme Lula, o filho do Brasil.
A caatinga, único bioma tipicamente brasileiro, está distribuída em 1.280 municípios do País e ocupa 1.037.517,80 km² ou 60% da área do Nordeste e 13% do território nacional. Na caatinga, a maior floresta tropical seca da América Latina, vivem 28 milhões de pessoas, entretanto, 80% dos parques e reservas do Nordeste protegem outros biomas. Apenas um de cada cinco hectares de caatinga está em áreas protegidas. A melhoria desse quadro passa por ações como a criação de Reservas Particulares de Proteção ao Patrimônio Natural (RPPN) e a integração da sociedade ao meio ambiente como é a proposta do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da caatinga, vinculado ao programa Man and the Biosphere, (MaB), da Unesco.
Apesar da sua abrangência, a caatinga ainda não está sequer na relação dos biomas considerados patrimônio nacional da Constituição Federal. Várias PECs defendem a inclusão da caatinga nesta relação constitucional. A PEC original, a 115-A/95, do deputado federal Gervásio Oliveira (PSB/AP), é de 1995 e a ela foram apensadas inúmeras PECs, com o mesmo conteúdo. Incluída na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados no último dia 24 de junho, a PEC 115-A/95 não chegou a ser apreciada. Difícil imaginar que uma proposta, aparentemente tão simples, passe 14 anos para ser executada e o bioma tenha sido lembrado só quando o presidente Lula, em 20 de agosto de 2003, assinou decreto instituindo o dia 28 de abril como Dia Nacional da caatinga, data de nascimento do ecólogo pernambucano Vasconcelos Sobrinho.
Mais difícil ainda é lembrarmos que permanece, sem muitos avanços, o eterno embate entre a preservação e a necessidade de sobreviver na caatinga. Órgãos ambientais oficiais, produtores, ambientalistas, moradores do bioma pouco conhecem dos recursos para o manejo ambiental que favorece a economia e a natureza. O engenheiro florestal Francisco Barreto Campelo, incansável defensor da sustentabilidade econômica da caatinga, relembra a importância de se discutir as mudanças no Código Florestal Brasileiro do ponto de vista do nosso bioma.
Jornais do Sul e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sequer citam a caatinga quando falam no pacote ambiental a ser lançado. O típico bioma brasileiro não tem a visibilidade do cerrado, de onde saem as riquezas do Brasil agrícola, nem o encanto da Amazônia, alvo de disputas internacionais por sua riqueza. Poucos sabem da rara biodiversidade da caatinga. Esquecem a região, quando deveria ser trabalhado um equilíbrio das agendas socioambientais de todos os biomas.
Em Copenhague serão reafirmados princípios da Rio 92 que ampliaram a noção de sustentabilidade progressiva, em que se focaliza o processo que busca substituir um círculo vicioso de produção, destruição e exclusão por um círculo virtuoso de produção, conservação e inclusão social.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mostra de Cinema "Bela Caatinga" chega ao final
População de vários municípios pernambucanos assistindo aos filmes
Prezados Parceiros
Alguns resultados da mostra de cinema Bela Caatinga. Fico muito feliz, que cerca de 10 000 pessoas tenham assistido filmes, aprendido e se deliciado com o mundo fantástico do cinema. Atingimos nossos objetivos, com dificuldades.
Gostaria que me enviassem o nome das pessoas que trabalharam na produção local da mostra, para emitir certificados. Muito bom conhecer voces e contar com o apoio em cada municipio, sem o qual não seria possivel ter esses resultados. Aguardo noticias.
Grande abraçoCléa Lúcia Presbytero de Brito
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