quinta-feira, 21 de maio de 2009

Encerrada discussão em primeiro turno da PEC que torna a caatinga e o cerrado patrimônios nacionais.

Foto: Caatinga - Agência Estado

Foi encerrada nesta quarta-feira (20) a discussão em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) 51/03, que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional. A PEC dá nova redação ao parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição. A matéria será votada em primeiro turno oportunamente.
De autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e subscrita por outros parlamentares, a proposta teve como relator o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), cujo relatório com voto favorável à matéria já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), passando a constituir o parecer do colegiado.
Na discussão da matéria, o senador Marco Maciel (DEM-PE) ressaltou que a aprovação da proposta vai suprir um lapso da Constituição, que já assegura o status de patrimônio nacional aos biomas da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do Pantanal Mato-Grossense e da Zona Costeira, devendo a utilização dessas áreas ser feita de modo a garantir a preservação do meio ambiente local.
Marco Maciel assinalou que caatinga ("mata branca", em linguagem indígena) é o nome genérico dado às formações vegetais típicas do interior semiárido do Nordeste brasileiro, que apresentam adaptação à escassez e irregularidade das chuvas, com a predominância de espécies arbóreas e arbustivas de pequeno porte, espinhosas, que perdem as folhas na estação seca.
O senador assinalou ainda que a caatinga é um bioma especificamente brasileiro, que ocupa 850 mil quilômetros quadrados ou 10% do território nacional, presente um pouco no Sudeste e em todas os estados do Nordeste, cobrindo 60% da superfície de uma região em que vivem quase 30 milhões de pessoas.
Marco Maciel disse acreditar que a inclusão da caatinga e do cerrado como patrimônio nacional certamente dará a esses biomas um grau de distinção maior e certamente fará com que o governo federal lhes conceda um tratamento melhor, concedendo-lhes prioridade.
- Na caatinga, por exemplo, desde 2003 não há investimentos significativos, proporcionais aos graves problemas que afligem a população que vive e trabalha no semiárido - afirmou.
O senador frisou que, embora a classificação da caatinga tenha um viés ecológico, com uma preocupação mais direcionada à flora e à fauna, não se pode esquecer que o ser humano também se encontra presente na região. E que sua atuação pode se transformar em predatória, "como aliás é muito frequente", se não lhe forem dadas condições que garantam a sua sobrevivência em harmonia com o meio ambiente.
- Assim, investimentos em infraestrutura, educação, saúde, pesquisa cientifica e tecnologias adequadas à região, e financiamentos com custos e prazos adequados, são essenciais a uma política sustentável de proteção ambiental e desenvolvimento humano - defendeu.
Fonte: Paulo Sérgio Vasco / Agência Senado

terça-feira, 19 de maio de 2009

Chuva muda o cenário da caatinga

Clique na foto e veja o vídeo


O cenário de seca do sertão pernambucano deu lugar ao colorido das flores da estação. A mudança ocorre porque algumas espécies usam o período para a reprodução.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

CERBCAA/PE apresentará em Bonito (PE) estudo sobre o ICMS Socioambiental de Pernambuco.

Reunião do Consema será na cidade de Bonito/PE

No próximo dia 21.05 (quarta-feira), o coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, Elcio Alves de Barros, fará uma apresentação ao Conselho Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco – CONSEMA / PE do estudo sobre o ICMS Socioambiental. Confiram abaixo o Ofício Circular do Secretário Executivo do Conselho e a Pauta e horário da palestra.

Ofício Circular CONSEMA nº. 21 / 2009
Recife, 04 de maio de 2009.

Prezado(a) Senhor(a),

Dando continuidade ao processo de descentralização e interiorização da Política Estadual de Meio Ambiente, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente - SECTMA, a partir do ano de 2008 passou a realizar as reuniões do Conselho Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco – CONSEMA / PE no interior do Estado, com o objetivo de ampliar as discussões a respeito da problemática socioambiental identificada nas diversas regiões.

Neste sentido, tenho o prazer de convidar Vossa Senhoria para a LVII Reunião Ordinária deste Conselho, que se realizará no Município de Bonito, durante os dias 20 e 21 de maio de 2009, no Bonito Plaza Hotel, de acordo com a Pauta e Roteiro anexos.

Aproveito a oportunidade para informar que, no primeiro dia, será realizada uma “Consulta Pública Ambiental” voltada para prefeituras, câmaras de vereadores, promotorias federais e estaduais, organizações não governamentais, sociedade civil e empresários, entre outros segmentos da Mesorregião do Agreste pernambucano. Já no segundo dia, embora aberta para o público, a reunião será especifica para discussões e deliberações da plenária do CONSEMA / PE.

Atenciosamente,


Aloysio Costa Jr
Secretário Executivo
do CONSEMA/PE


PAUTA DA LVII REUNIÃO ORDINÁRIA

21 de maio de 2009

10:20 h
Apresentação de Estudo sobre o ICMS Socioambiental de Pernambuco
- Élcio Alves de Barros e Silva – Coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – CERBCAA/PE



Leia mais em: Consema realiza reunião em Bonito/PE - DECRETO Nº 25574 DE 25/07/2003 ( DOPE 26/07/2003) - Evolução da legislação Sócio-Ambiental - Introdução ao ICMS Ecológico - ICMS Socioambiental o que é? - Apresentação CPRH - O papel da CPRH -

Situação dos Municípios quanto aos aspectos socioambientais - Unidades Conservação

domingo, 10 de maio de 2009

Resultado do Dia Nacional da Caatinga em Serra Talhada (PE)


O evento do Dia Nacional da Caatinga: “Um momento de reflexão sobre a Caatinga Pernambucana” foi realizado no dia 28/04/2009 em Serra Talhada (PE). Várias entidades participaram deste evento: CDL, Jiperos, Maçons, Colégio Francisco Mendes, CECOR, FAFOPST, Escola Pequeno Príncipe com atividades que foram distribuídas durante todo o dia e em vários lugares. A avaliação do evento foi positiva.
O evento teve como ponto principal homenagear o grande ecólogo Professor João de Vasconcelos Sobrinho. Cartazes foram distribuídos pela Unidade Acadêmica de Serra Talhada e vários filmes de curta duração foram exibidos durante todo o dia no auditório da Unidade, contando um pouco da vida do professor Vasconcelos e sobre as ações ecológicas e sustentáveis no bioma. Juntamente com outras escolas do município realizou-se uma exposição sobre as coisas da caatinga com músicas e artes. Contamos também com a participação de alunos da graduação do curso de biologia e agronomia. Em um segundo momento será realizada uma articulação com representantes dos municípios do Sertão do Pajeú para criação do subcomitê da Reserva da Biosfera da Caatinga, vinculado ao CERBCAA-PE.
(Fonte: Professora Lourinalda de Oliveira - Professor Adjunto II Unidade Acadêmica de Serra Talhada/UFRPE e membro do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA DE PERNAMBUCO APROVA SUPRESSÃO DE CAATINGA


Fonte: Portal da FISEPE

O projeto de lei que autoriza o Governo de Pernambuco a suprimir 516 hectares de vegetação de preservação permanente no Sertão do Estado foi aprovado, em primeira discussão, na reunião plenária de ontem (06.05) da Alepe. O deputado Pedro Eurico (PSDB) levantou o debate. Não existe relatório de impacto ambiental. A matéria não deveria ser apreciada pela Casa sem a devida cautela legal, ponderou. Além de Eurico, votaram contrários à proposição os deputados Augusto Coutinho (DEM), Terezinha Nunes (PSDB) e Jacilda Urquisa (PMDB). O deputado André Campos (PT) rebateu, alegando que o texto encaminhado pelo Governo assegura, no artigo segundo, que a execução de qualquer obra ou serviço no local onde haverá supressão de vegetação somente será iniciada depois de ultimado o licenciamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Dessa forma, todas as exigências serão cumpridas ou não haverá a execução da obra, acrescentou o petista.O deputado Geraldo Coelho (PTB), que mantém base eleitoral na Região do São Francisco, também se pronunciou. Ele afirmou que Pernambuco está agindo de forma correta, porque é dono da propriedade e deve ser o primeiro a autorizar o desmatamento para, depois, ouvir órgãos como o Ibama. O petebista também citou a geração de emprego e renda que resultará das obras da transposição. O projeto federal é fabuloso e levará água e vida para milhares de pessoas. Vamos trabalhar em benefício do povo, ressaltou. Antônio Moraes (PSDB) votou favoravelmente à supressão da caatinga, mas disse que o fez por não acreditar na transposição e, consequentemente, no desmatamento.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Brasil já tem 512 RPPNs.

Com o reconhecimento de Karawa-Tã, na cidade de Gravatá, Pernambuco passa a ter nove RPPNs tituladas pela CPRH . A foto é de autoria da engenheira civil da CPRH, Joana Aureliano.


Considerada por muitos o “patinho feio” das categorias de Unidades de Conservação (UCs), as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) não fazem jus à fama. Apesar de pouco difundidas, o Brasil conta atualmente com 512 RPPNs. Juntas, elas somam 472.449,31 hectares. O número pode parecer pequeno, mas a meta do governo é ampliá-lo cada vez mais, incentivando a criação dessas reservas cuja característica principal é a sensibilização do cidadão comum para a conservação de parte da biodiversidade existente em sua propriedade particular.
Para isso, o Ministério do Meio Ambiente prepara o lançamento de um sistema online que agilizará a solicitação do cidadão para criação de sua RPPN. O sistema, ainda em fase de conclusão, será gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As RPPNs são criadas por iniciativa dos próprios proprietários rurais. Elas têm como principal característica a conservação da diversidade biológica, garantindo ao proprietário a titularidade do imóvel. São importantes por possibilitarem a participação da iniciativa privada no esforço nacional da conservação da natureza; apresentarem índices altamente positivos na relação custo/benefício; contribuírem para ampliação das áreas protegidas no país; possuírem grande poder de difusão regional; e diversificarem as atividades econômicas, criando novas oportunidades de emprego e renda na região.
Essas unidades são importantes também na zona de amortecimento de outras unidades de conservação. Possibilitam novas estratégias de conservação, especialmente em biomas muito fragmentados, e ajudam a compor mosaicos de Unidades de Conservação, restaurando a conectividade entre diferentes unidades.
A RPPN foi a primeira categoria de unidade de conservação regulamentada após a publicação da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Atualmente, a legislação que vigora sobre a criação e gestão de RPPN é o Decreto 5.746, de 5 de abril de 2006.
Para viabilizar a criação de uma RPPN, o proprietário interessado inicia a proteção da área com um requerimento formal (impresso) junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Decreto nº 5.746, de 5 de abril de 2006, prevê os documentos que o interessado deve apresentar.
Com base nisso, o ICMBio analisa a documentação e realiza vistoria na área proposta, após parecer favorável. O passo seguinte é a divulgação da intenção de criação da reserva no Diário Oficial da União e no site do ICMBio (Internet), pelo prazo de 20 dias. Após o prazo, cabe ao Instituto avaliar os resultados e implicações da criação da unidade e emitir parecer técnico conclusivo.
O proprietário é então notificado para que assine o Termo de Compromisso e sua averbação junto à matrícula do imóvel afetado, no Registro de Imóveis competente. Após a averbação, o Instituto pode publicar a portaria de criação da reserva.
O proprietário que cria uma RPPN tem algumas vantagens. Permanece com o direito de propriedade preservado e tem isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente à área criada. Outro aspecto é que os projetos elaborados pelo proprietário da área têm prioridade na fila de análises feitas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), gerido pelo Ministério do Meio Ambiente, seja ao longo do ano ou por meio de editais que o FNMA publica. Como exemplo, o Fundo apóia projetos para elaboração de plano de manejo e de capacitação de gestores da RPPN.
O proprietário tem ainda preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola, junto às instituições oficiais de crédito, para projetos a serem implementados em propriedades que possuírem RPPN em seus perímetros, e possibilidades de cooperação com entidades privadas e públicas na proteção, gestão e manejo da unidade.
(Fonte: Ascom/ICMBio - Sandra Tavares)




quinta-feira, 30 de abril de 2009

Aventura pela caatinga em Salgueiro










Seja em qualquer época do ano, o calor do Sertão pernambucano é mais que humano. Não podia ser diferente com a cidade de Salgueiro, no Sertão Central (a 518 quilômetros do Recife) que acorda hoje em festa pela passagem dos seus 145 anos de emancipação. A data será comemorada com uma série de atrativos, a começar pelo 1º Festival da Sanfona, que acontece até amanhã no espaço do Memorial do Couro, reunindo instrumentistas de toda a região. Na rota do turismo sertanejo, Salgueiro abre suas portas para o visitante que queira descobrir a simplicidade de suas belezas na área urbana e rural. Com as últimas chuvas que caíram no interior, o que não faltam são atrativos para quem aprecia uma trilha na caatinga verdejante do Sertão. Águas nos reservatórios, revoada de pássaros cantando, clima agradável, sítios arqueológicos e pinturas rupestres dão o tom ao cenário rural de Salgueiro. Vez ou outra, nesse período, um arco-íris rabisca o céu sertanejo, colorindo belezas ainda pouco exploradas. O visitante pode seguir em roteiro de ecoturismo, com direito a trilhas, escaladas e à observação da arte pré-histórica. A primeira parada pode ser a Serra das Letras, no Sítio Letras, a 25 quilômetros da cidade.Os vestígios da civilização antiga se espalham com as itaquatiaras – gravuras em pedras provavelmente feitas por povos que habitaram a comunidade há milhares de anos. O formato geológico da serra permite que se faça escalada ou rapel com segurança. Os visitantes despertam a curiosidade pelo lugarejo por ele remontar a um dos capítulos da história do Padre Cícero do Juazeiro (CE). Perto dessa serra, o religioso chegou a se refugiar numa fazenda ao sofrer perseguições no Ceará. Foi lá também onde Padre Cícero atraiu admiradores que lhe deram dinheiro para cumprir sua viagem com destino a Roma na tentativa de se defender perante o Papa. Outro atrativo é a Pedra das Abelhas, ao lado da estrada que dá acesso à comunidade quilombola de Conceição das Crioulas. A 40 quilômetros da área urbana, mais uma surpresa: a imensurável Pedra Preta, também conhecida por Pedra da Mão, um gigantesco bloco granítico com mais de 20 metros de altura e uma infinidade de fendas repletas de água cristalina que mais parecem espelhos em vários formatos geométricos. Do alto, os jovens que costumam fazer trilhas acompanham a velocidade de calangos esverdeados correndo em torno da pedra, ao mesmo tempo em que apreciam todo um panorama da região. Saindo dali por uma estrada de pedras, a vegetação diversificada revela as belezas da flora que surge da caatinga. O roteiro pode se dar por completo ao chegar à comunidade de Conceição das Crioulas. É lá que a cultura afro-brasileira se abre em arte, cores e dança, com o trabalho feito pelos artesãos que integram a Associação Quilombola de Conceição (AQCC). São bolsas, jogos americanos, além de colares e pulseiras – feitas principalmente de caroá, planta nativa da região. Os produtos já atravessaram o oceano e foram comercializados para a Itália.
(Fonte: JC - Emanuel Andrade)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...