Comitê realizou sua XIV Reunião Ordinária na Universidade Federal de Pernambuco

Fotos da XIV reunião Ordinária realizada na Ufpe
O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE, realizou, na última quarta-feira (08), na Sala de Aula Prática do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal – Departamento de Botânica – Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, a sua XIV Reunião Ordinária, tendo como tema principal uma palestra sobre as atividades do Núcleo Caatinga do Ministério do Meio Ambiente, feita por seu coordenador, João Artur Seyffarth, biólogo e mestre em ecologia.
A abertura da reunião foi feita pelo Coordenador do CERBCAA/PE, Elcio Alves de Barros que em seguida passou a palavra ao Professor Marcelo Tabarelli, coordenador de Pós-Graduação em Botânica da UFPE, que deu as boas vindas aos presentes. Durante a reunião, foram discutidas ações do MMA no bioma Caatinga em Pernambuco, como as Unidades de Conservação. Houve uma participação intensa dos presentes à reunião, que questionaram entre outros assuntos a criação de novas Unidades de Conservação na Caatinga Pernambucana, a gestão das atuais UCs de responsabilidade do governo federal, a exemplo do Parque Nacional do Catimbau, que, até hoje não teve sua situação fundiária solucionada. Entre as reivindicações do CERBCAA-PE apresentadas a João Arthur, está a agilização de estudos para criação de novas UCs nas áreas de Caatinga consideradas prioritárias para conservação segundo estudos do Probio. O Coordenador do CERBCAA-PE relatou os esforços do Comitê para aumentar a área protegida de Caatinga em nosso Estado, citando os três Seminários sobre criação de RPPNs realizados desde outubro de 2008, e os contatos com a CPRH e autoridades locais para criação de Unidades de Conservação nos municípios de Serra Talhada e São Caetano. Outras intervenções foram realizadas pelos presentes a reunião sempre enfocando a necessidade de o MMA criar novas unidades de conservação e a necessidade de uma maior fiscalização em relação ao desmatamento em toda sua área. O Dr. João Arthur comprometeu-se em estudar a situação especifica de Pernambuco nas áreas prioritárias para conservação pelo MMA.
Continuando a reunião, tratou-se da concessão do titulo de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Caatinga a RPPN Pedra do Cachorro, em São Caetano (PE), ficando acertado que a representante do CNRBCAA, professora Pompéia Coelho, fará uma visita a RPPN no próximo dia 22. Seguindo a pauta, tratou-se das comemorações do Dia Nacional da Caatinga (28.04) que o CERBCAA-PE realizará este ano em Caruaru (PE) com o apoio da Prefeitura e da UFPE. A comemoração será o lançamento do projeto de mostra de Cinema na Caatinga recentemente aprovado pelo Banco do Nordeste.
O projeto está vinculado às atividades do Comitê, que pretende colocar as questões relacionadas ao bioma e seu meio social cultural, para conhecimento do maior número possível de pessoas da região. O projeto consta de apresentação de longas metragens (6) e curtas metragens (12), em qualquer gênero: documentário, ficção ou animação, que tenha como cenário a caatinga e (ou) personagem o homem da região, sua cultura e meio ambiente, suas riquezas e dificuldades, seus heróis e bandidos. Os filmes serão exibidos durante o dia em escolas, faculdades, sindicatos e outros espaços. À noite os filmes serão exibidos em praça pública.
Da reunião, participaram representantes do MMA, Codevasf, Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) através de suas Unidade de Serra Talhada e Garanhuns, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sectma, CPRH, Ibama, ICMbio, ITEP, SBPC, e as ONGS APNE, EMA, AMA, GDMA e a ASSUVAM. O Comitê agradece aos Professores Dr. Marcos Alves e Dra. Maria de Fátima de Araújo, do Depto. Botânica / CCB-UFPE pelo importante apoio para a realização deste evento. A próxima reunião do CERBCAA/PE, de caráter extraordinária, será no dia 20.05 no IPA em Recife (PE) em que se discutirá o novo regimento interno e a eleição do vice-coordenador do Comitê.

Comentários

  1. O Ministério do Meio Ambiente anunciou hoje que, em até um ano, a degradação ambiental em todos os outros biomas brasileiros - Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal - será monitorada por satélite assim como ocorre na Amazônia desde 1988. Boletins já estarão disponíveis para o Cerrado, em setembro, e para a Caatinga, em novembro.

    As imagens que revelarão o desmatamento ou a recuperação das florestas e outras formações brasileiras como campos naturais e matas de galeria permitirão ao governo e outras entidades não só agir contra o ataque de machados e motosserras, mas também verificar com mais exatidão onde podem ser criados parques nacionais e outras áreas protegidas, estimar estoques de carbono, elaborar planos de desenvolvimento mais sustentáveis e agir com mais exatidão contra a ilegalidade.

    Conforme a fiscalização do Ibama, até 80% das denúncias de organizações não-governamentais e de outras entidades não se confirmam quando verificadas em campo, inclusive com o uso de caros helicópteros.

    Um sistema de alerta para desmatamentos, parecido com o que existe hoje para a Amazônia, já está sendo avaliado, inicialmente para o Cerrado. Todos os dados poderão ser acessados livremente pela Internet. “A soma dos outros desmatamentos pode ser maior ou semelhante ao da Amazônia. É inadmissível que os outros biomas não sejam monitorados”, disse Carlos Minc (Meio Ambiente).

    Mas o olhar eletrônico sobre outros biomas têm, antes de tudo, um viés climático. Desmatamentos e queimadas mantêm o Brasil entre os quatro maiores emissores mundiais de gases que aquecem o planeta. Enquanto isso, o plano nacional sobre mudanças do clima, cuja primeira versão foi lançada em dezembro passado, prevê redução em perdas de vegetação apenas para a Amazônia.

    O Ministério do Meio Ambiente quer mudar isso na primeira revisão do plano, prevista para acontecer entre março e abril de 2010, definindo metas para reduzir as perdas de matas no restante do país. “Outros biomas exigem o mesmo cuidado que a Amazônia, até porque alguns estão sendo detonados sem dó nem piedade e num ritmo mais acelerado do que naquela floresta”, comentou Minc.

    Mais informações no Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama.

    Aldem Bourscheit

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