Dia da Caatinga: Comitê prestará homenagem ao Bioma no próximo dia 28 de abril no Espaço Ciência em Olinda. Em Serra Talhada a UAST/UFRPE promove palestras sob o tema:"Biodiversidade e Sustentabilidade: Uma discussão necessária"

O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco - CERBCAA-PE, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente - SECTMA e a APNE - Associação Plantas do Nordeste, e patrocínio do Banco do Nordeste, estará realizando no próximo dia 28 de abril (quarta-feira) no Auditório do Espaço Ciência, Complexo de Salgadinho, Parque 2, Olinda (PE) o evento comemorativo do Dia Nacional da Caatinga. O tema será: Mudanças Climáticas e Bioma Caatinga. AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS e as vagas limitadas.
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Em Serra Talhada (PE), a Unidade Avançada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST/UFRPE), promoverá no dia 28.04 em seu auditório, a partir das 07:30h o evento com o tema: "Biodiversidade e Sustentabilidade: Uma discussão necessária", constando pela manhã uma homenagem aos Srs.: João Diniz e Homem Bom Magalhães e Ciclo de Palestras. À tarde, a partir das 13h haverá a palestra: “Darwin, Beagle e o Espetáculo da Evolução” (Carlos Saldanha), Exibição de Filmes e encerramento com o Plantio de mudas de plantas nativas.


Instituído através de decreto presidencial, de 20 de agosto de 2003, o 28 de abril foi escolhido em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho. Durante muito tempo pensou-se que a caatinga fosse um ecossistema pobre, por isso a escassez de estudos sobre ela.
O patrimônio biológico da caatinga não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo além do Nordeste do Brasil. Inclui áreas do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o Norte de Minas Gerais. São espécies nativas da caatinga ''barriguda'' (Cavanillesia arborea), amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro. A fauna nativa inclui o sapo-cururu, asa-branca, cotia, preá, veado-catingueiro, tatu-peba, sagüi-do-nordeste e cachorro-do-mato.
No entanto, o estudo minucioso da caatinga não trouxe boas notícias. Os pesquisadores constataram que esse é o terceiro ecossistema brasileiro mais degradado, atrás apenas da Mata Atlântica e do cerrado. 50% de sua área foram alterados pela ação humana, sendo que 18% de forma considerada grave por especialistas. A desertificação, encontrada principalmente em áreas onde antes se desenvolvia o plantio de algodão, apresenta-se bastante avançada.

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