segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vamos conhecer o Parque das Cidades de Pedra, no Piauí.


O Parque Nacional das Sete Cidades fica a 190 quilômetros de Teresina. O local tem 6,2 mil hectares e é famoso pelos monumentos geológicos.

A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 09/12/1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.
As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área de 7.700 ha e perímetro de 36,2 km. Está localizada ao norte do estado do Piauí, nos municípios de Brasileira e Piracuruca. Existem dois acessos para atingir o Parque, um deles é através do trecho Piripiri-Fortaleza, da BR-222, toda asfaltada, e o outro é através da BR-343, ligando Teresina a Paranaíba, totalmente pavimentada. As cidades mais próximas são Piripiri que fica a uma distância de 162 Km da Capital e Piracuruca que fica a uma distância de 200 Km da Capital.
CLIMA
Clima complexo, com seca variável, tanto no tempo como no espaço. O regime desta região acha-se intermediário entre o regime tipicamente tropical do Planalto e o regime chamado de mediterrâneo da costa oriental. A temperatura média é de 24 a 26° C com amplitude anual fraca. A precipitação média é de 1.200 mm anuais, semi-árida.

ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
A unidade é aberta a visitação o ano inteiro, sendo os meses com clima mais ameno (dezembro a junho) os de maior visitação. As visitas podem ser feitas durante toda a semana das 8:00 ás 17:00 hs. Há também visita guiada com preços a serem fixados. As visitas hoje são preferencialmente guiadas. Monumentos geológicos e pinturas rupestres, piscinas naturais e cachoeiras são os principais atrativos do Parque.
RELEVO
O relevo da área demonstra uma superfície pediplana anterior com altitude variando entre aproximadamente 450 m com testemunhos isolados, cônicos e tabulares que apresentam altitudes de 100 a 300 m aproximadamente. É um relevo típico das bacias sedimentares.

VEGETAÇÃO
Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.
FAUNA
A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Rio São Francisco. Uma viagem por um rio cercado pela diversidade cultural.


Cada trecho das margens guarda riquezas da cultura e da história do Brasil. Segundo maior do Brasil, o rio é conhecido como da integração nacional.

Riqueza do patrimônio é atrativo dos lugares por onde passa o Velho Chico

O vapor com quase cem anos segue em atividade nas águas do São Francisco. Não há outro passeio no mundo como o feito no vapor Benjamim Guimarães.

O RIO SÃO FRANCISCO
Em 1501, quando o navegante Américo Vespúcio encontrou a foz desse grande rio, seguiu a tradição e lhe deu nome de santo, São Francisco de Assis. Mas o rio já tinha nome, em tupi-guarani: Opará.
“Gigante pela própria natureza”, frase que define o país, o povo brasileiro, e também o rio São Francisco. É um caminho de águas cercado pela diversidade de uma cultura popular que, como o Velho Chico, está sempre em movimento.
“Ele é desses cordões, desses caminhos através dos quais é possível a gente tentar compreender o Brasil, a diversidade de gente, de paisagens, de hábitos e acúmulos culturais”, diz Dalmo Vieira Filho, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.
O São Francisco nasce em Minas Gerais, percorre quase três mil quilômetros e atravessa cinco estados antes de encontrar o mar, entre Alagoas e Sergipe. É o segundo maior do Brasil e conhecido como o rio da integração nacional.
“O patrimônio é o que faz a diferença do povo brasileiro para os outros povos. Esse é o patrimônio cultural nosso e o que a gente vai preservar”, explica Célia Corsino, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.
Nas margens do rio ficam cidades históricas. Piranhas é patrimônio nacional. As casas coloridas, em conjunto com o verde das águas do São Francisco, criam um dos cenários mais bonitos do Brasil. O rio está na alma e na memória dos ribeirinhos.
Na região do baixo São Francisco, as canoas de tolda guardam o sabor do tempo. “A função da Luzitania é continuar andando para tentar trazer a sobrinha de lembrança e de beleza”, esclarece Carlos Eduardo Ribeiro Júnior, coordenador da Sociedade Canoa de Tolda.
Há apenas duas canoas de tolda que navegam pelo rio São Francisco: Piranhas e Luzitânia. Ao fazer o transporte dos produtos, as canoas de tolda movimentavam a economia da região.
A canoa Luzitânia foi comprada e restaurada pela Sociedade Canoa de Tolda, uma associação que fica em Brejo Grande, Sergipe. Canoeiros tradicionais ajudaram no trabalho.
O IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, reconheceu o valor da Luzitânia. Em dezembro do ano passado, a canoa foi tombada como patrimônio nacional.
O rio São Francisco, por onde passa, deixa marcas. Cada trecho das suas margens guarda riquezas da cultura e da história do Brasil. Pelo caminho, o Velho Chico torna-se celeiro de energia elétrica, produzida nas usinas implantadas no seu leito.
Nas margens, algumas cidades preservam uma arquitetura bem peculiar e outras vivem da fé, como Bom Jesus da Lapa, na Bahia, com sua gruta, ponto de encontro de fiéis católicos. As manifestações culturais envolvem os ritmos. O samba de velho é uma dança levada de um passado distante para o futuro por descendentes de negros e índios da ilha do Massangano, em Petrolina, Pernambuco.
Arquitetos, antropólogos e pesquisadores de diversas áreas do IPHAN estiveram em 90 localidades espalhadas por 1,6 mil quilômetros do rio e elaboraram um retrato da diversidade do São Francisco.
A artesã Maria da Cruz Santos cresceu em Petrolina. Ela é filha de Ana das Carrancas, a artesã, morta há três anos, que fez do barro a própria vida, inspirada em histórias que ouviu quando pequena, fazia louça na beira do São Francisco.
As carrancas foram se multiplicando no vale do São Francisco e novas surgem a cada dia. Na oficina do artesão Francisco dos Santos, o mestre Quinca, homens talentosos fazem na madeira as caras estranhas desses seres que são como uma marca do rio.
(Fonte: Ação)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

No Piauí também tem Canion.



É o Canion do Rio Poti (PI)

O cânion do rio Poti é um fenômeno criado pela passagem do rio Poti por uma fenda geológica situada na serra entre o Piauí e o Ceará. Isso criou uma paisagem de indescritível beleza e que se encontra ainda semidesconhecida, sendo um local que abriga um relevo, flora e fauna que precisam ser preservados.
A cerca de 230 km de Teresina e localizado no município de Buriti dos Montes, o cânion tem duas estradas vicinais de melhor acesso, uma pela cidade de Castelo do Piauí e outra pela cidade de Juazeiro do Piauí, o cânion do rio Poti ainda é muito pouco conhecido, mas sua beleza já atrai ecoturistas e aventureiros de várias partes do país e inclusive do exterior. Todos interessados em desfrutar desta beleza selvagem e também para pesquisar as inscrições rupestres, bem como a fauna, a flora e suas características geológicas.

O Cânion











(Fonte: REMA)







































domingo, 28 de agosto de 2011

Projeto ajuda criadores e agricultores a recuperar o que já foi perdido da caatinga.


Mais de 50% da caatinga do nordeste brasileiro está destruída. O Nordeste brasileiro tem a maior parte de seu território ocupado por uma vegetação adaptada às condições de aridez (xerófila), de fisionomia variada, denominada “Caatinga”. Geograficamente, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Minas Gerais. Na cobertura vegetal das áreas da região Nordeste, a Caatinga representa cerca de 800.000 km2, o que corresponde a 70% da região. Este ecossistema é extremamente importante do ponto de vista biológico, pois é um dos poucos que tem sua distribuição totalmente restrita ao Brasil.

De modo geral, a Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre e de pouca importância biológica. Porém, levantamentos recentes mostram que este ecossistema possui um considerável número de espécies endêmicas, ou seja, que ocorrem somente nesta região, e que devem ser consideradas como um patrimônio biológico de valor incalculável.

Quanto à flora, foram registradas até o momento cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas. Com relação à fauna, esta é depauperada, com baixas densidades de indivíduos e poucas espécies endêmicas. Apesar da pequena densidade e do pouco endemismo, já foram identificadas 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos, pouco se conhecendo em relação aos invertebrados. Descrições de novas espécies vêm sendo registradas, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precário deste ecossistema, que segundo os pesquisadores é considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros.

Além da importância biológica, a Caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a canafistula, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destaca-se o umbú, o araticum, o jatobá, o murici e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontra-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão, o velame, o marmeleiro, o angico, o sabiá, o jericó, entre outras.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Manejo florestal ajuda a conservação da Caatinga.


O manejo florestal constitui uma das principais alternativas para ajudar a conservação da Caatinga,
bioma característico da região



Projeto deve capacitar 300 famílias de agricultores de quatro assentamentos do Piauí, incentivando a preservação da caatinga


por Globo Rural On-Line

O manejo florestal constitui uma das principais alternativas para ajudar a conservação da Caatinga, bioma característico da região
Quatro assentamentos da Instituição Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Piauí, serão beneficiados por uma ação pioneira no país: a assistência técnica diferenciada para o manejo florestal como fonte de renda e preservação da caatinga, bioma da região.
A ação é fruto de um contrato assinado nesta segunda-feira (22/8) pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), com a Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe). A entidade venceu um processo licitatório e vai elaborar planos de manejo florestal nos assentamentos e prestar assistência técnica em atividades florestais.
Na primeira fase, a Fadurpe vai atender 70 famílias em três assentamentos no município de Lagoa do Sítio e Serra do Batista, no município de Valença. A expectativa do projeto é beneficiar 300 famílias de agricultores do Território Rural do Vale do Sambito.
"Este contrato é fruto de uma articulação feita com o SFB na perspectiva da sustentabilidade nos assentamentos. É uma ação inovadora no Piauí, e é também a primeira nesta modalidade no país", ressalta o superintendente do Incra/PI, Evandro Cardoso. "Nossa meta é expandir esta ação para outros assentamentos, tendo como fundamento a produção de maneira sustentável, de forma que a ação seja incorporada à rotina das famílias assentadas", completa.
Em 60 dias, a Fadurpe entrega a caracterização geral da situação ambiental e socioeconômica de cada assentamento selecionado. O contrato tem duração de dois anos. No primeiro ano, a Fadurpe vai elaborar o Plano de Manejo para no ano seguinte, implantá-lo por meio da assistência técnica das famílias. A ideia é capacitar as famílias para o manejo.
O engenheiro florestal do Incra/PI, Jankiel Moreira, diz que os assentamentos atendidos têm em comum o interesse em exercer a atividade florestal e o potencial para manejo. "Esperamos que as famílias possam ter uma melhora significativa na renda utilizando os recursos florestais de maneira racional", afirma.
De acordo com dados divulgados este ano pelo MMA, a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, já perdeu cerca de 45 % de sua cobertura original. O manejo florestal constitui uma das principais alternativas para ajudar a conservação do bioma.



Produção com qualidade.


Quer seja produzindo óleo e biojóias a partir do coco-babaçu, quer seja produzindo ovos de galinhas caipiras, diversas comunidades do semiárido se organizam para produzir, de forma sustentável, afastando os fantasmas da seca e da migração e provando que é possível viver bem nessa imensa região que por anos foi vista apenas como uma terra inóspita, onde a escassez de água é a regra. Essas iniciativas têm contado principalmente com o apoio do terceiro setor e de alguns projetos de incentivo, mas ainda carecem de políticas públicas para se fortalecer e ampliar as possibilidades de um semiárido produtivo
Do babaçu, não se perde nada", diz Maria Sargilde Souza Carvalho, ou simplesmente, Dona Mocinha, presidente da Associação de Mulheres Rurais do Sítio Macaúba (AMRSM), em Barbalha, no sul do Ceará. Criada em 1991, a entidade reúne mais de cem mulheres - em sua maioria, chefes de família - que complementam a renda com a produção de óleo e fabricação de biojóias feitas com as sementes e a casca do coco babaçu, respectivamente. O apoio à comercialização veio com o projeto Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga, mais conhecido como Bodega da Caatinga, iniciativa criada pela organização não-governamental (ONG) Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha).
Trabalhar com o babaçu, segundo Dona Mocinha, não é nada fácil. É que a atividade extrativista está praticamente se acabando para os lados de Barbalha. "O milheiro do babaçu custa apenas R$ 15,00. E os homens não querem mais colher no pé da serra porque rende pouco", conta ela. Além disso, o óleo - principal produto da extração - só é vendido se for bem higienizado. Para ela, é preciso ajuda governamental para manter a atividade. "O projeto São José não resolveu os nossos problemas", completa.

Bodega sustentável

Seis anos após a criação da Bodega da Caatinga, passou de oito para 40 o número de organizações ecoprodutivas que coletam e beneficiam produtos florestais não madeireiros, de maneira sustentável, para produzir alimentos, bebidas, fitocosméticos, biojóias, acessórios, tapeçarias, mobiliários, peças para sala, copa e cozinha e outros artesanatos. Ao todo, são mais de três mil famílias em atividades de capacitação para atividades produtivas sustentáveis e para o acesso a diversos mercados, com base nos princípios e bases do comércio justo, ético e solidário.
A Bodega da Caatinga tem parceria institucional do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), no Projeto Conservação e Uso Sustentável da Caatinga (GEF- Caatinga).
Ela reúne comunidades, povos tradicionais e agricultores familiares dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Há as que transformam umbu, maracujá-da-caatinga, caju, cajarana e outras frutas em geleias, doces e sucos. Outras trabalham com o coco do licuri e do babaçu; algumas com palha de licuri, carnaúba, babaçu e de milho ou com fibras de caroá, sisal e bananeira. Há também as que exploram castanhas-de-caju em variadas formas e misturas e mel de abelhas.
Já são mais de 700 produtos diferentes que se somam a mais de cem variedades de produtos de palhas e fibras. São criações predominantemente de mulheres bodegueiras. Em quase todos os casos, elas contam com a ajuda de homens de diversas idades, que também têm nessas atividades uma fonte de renda como estímulo a permanecer em suas terras e comunidades, sem precisar migrar para outras localidades.


Ovos caipiras

A criação de galinhas de postura, após a construção de um aviário, há cinco anos, para produção de ovos em sistema de gestão coletiva, vem mudando a realidade de 25 famílias da comunidade de Abderramant, em Caraúbas, município localizado no oeste potiguar, distante 260 km de Natal. A entidade alcançou a marca de 28 mil ovos/mês e responde pela maior parte da produção do item no Estado.
O projeto foi contemplado pela seleção pública do programa da Petrobras Fome Zero em 2005 e deu origem à Cooperativa de Avicultura de Caraúbas (Cooperav), que se tornou referência, não apenas na região do médio oeste, como também em todo o Rio Grande do Norte.
"Um dos objetivos da nossa cooperativa é vender a produção para a Conab (R$ 0,25, a unidade), que está beneficiando várias entidades públicas, associações de bairros e famílias carentes que recebem os produtos para seu consumo. Também é importante para as cooperativas se firmarem, colocarem os pés no chão para crescerem e, através desse convênio com a própria Conab, melhorarem a condição financeira das famílias participantes", aponta Alan Kardec, um dos coordenadores do projeto.
Parceria é a palavra-chave para garantir o sucesso do empreendimento. A Cooperav conta com o apoio da Conab, Ufersa, Dnocs, Sebrae e Prefeitura de Caraúbas, além da Petrobras. Para manter a qualidade do produto, muitos cuidados são obedecidos, conforme Kardec. "Os tratadores do manejo são orientados pelos técnicos, que passam todas as orientações sobre alimentação, higiene, acompanhamento de vacina e tudo o que é necessário para que as aves se desenvolvam sem problema e produzam com qualidade".
Segundo ele, "os ovos encontrados em supermercados são produzidos em granjas com animais presos em gaiola, ou seja, eles vivem só para produzir. Aqui as galinhas são criadas num sistema chamado de manejo aberto. Temos o pasteio, onde elas comem o capim, que dá uma coloração na gema: que fica um amarelado mais forte e um sabor mais aguçado, mais gostoso, ou seja, um verdadeiro ovo caipira. Em resumo, é um diferencial entre outras granjas, onde as aves são criadas no sistema intensivo. O nosso é extensivo, o que nos dá um ovo mais forte, mais gostoso". Já foram produzidos mais de 200 mil ovos. Quando se atingir o ápice da produção, serão cerca de 60 mil ovos/mês".
Irani Pereira de Brito, uma das cooperadas, diz que, "após a criação da cooperativa, a vida das famílias participantes mudou sobremaneira. A atividade nos deu cidadania e muito mais confiança".
(Fonte: Diário do Nordeste)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Arara-Azul-de-Lear em pauta


De hoje até a próxima sexta-feira, em Salvador (BA), será realizada uma reunião de monitoria e de revisão do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear. Trata-se da continuidade ao Plano de Ação elaborado em 2006. A intenção é avaliar se as metas estabelecidas no PAN estão sendo cumpridas.
Esse processo é feito por meio da Coordenação de Plano de Ação Nacional (COPAN) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE) do Instituto. Participam do encontro todos os atores envolvidos na conservação da Arara-Azul-de-Lear. A previsão é de que até 2014 sejam elaborados planos de ação para todas as espécies ameaçadas que ocorrem no Brasil.
A Arara-Azul-de-Lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie criticamente ameaçada de extinção e endêmica do bioma Caatinga. A estimativa populacional atual é de apenas 600 aves na natureza e 40 conhecidas em cativeiro. Entre as principais ameaças à espécie estão a perda de habitat e a captura para o comércio ilegal. A área inicial de distribuição foi delimitada como tendo um raio de 8000 km2, sendo o Rio Vaza-Barris o principal marco referencial. A maior parte da população é encontrada nos municípios baianos de Canudos e Jeremoabo.
O principal item de alimentação é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata). Essa arara alimenta-se na própria palmeira, cortando parte do cacho (e voando com ele no bico) ou se alimentando no chão.
(Fonte: EPTV.com)







A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...