O Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga no Estado de Pernambuco - CERBCAA/PE, tem por objetivo apoiar e coordenar a implantação da Reserva da Biosfera da Caatinga, priorizando a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o conhecimento científico. Divulgar questões relacionadas ao bioma caatinga, atuando em ações ligadas à educação ambiental, exercendo os princípios da Reserva da Biosfera da Caatinga. Vinculado ao Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O sertão está cada vez mais seco
O aquecimento global ameaça transformar parte do país em um deserto. Moradores das áreas semi-áridas do Nordeste afirmam que têm sentido mais calor do que o normal nos últimos anos.
(Fonte: Vozes do Clima - Fantástico - 05.04.2009)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
XIV Reunião Ordinária do Comitê da Caatinga será na UFPE na próxima 4ª feira, dia 08 de abril.
PAUTA DA XIV REUNIÃO ORDINÁRIA
Data: 08 de abril de 2009 (quarta-feira)
Horário: 9h às 13h
Local: Sala de Aula Prática - Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal Dept. Botânica – CCB -Centro de Ciências Biológicas
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.
Assuntos
1. Abertura: Elcio Barros – Coordenador do CERBCAA/PE;
2. Leitura da Ata da XIII Reunião Ordinária – Marcelo Luiz C. Teixeira - Sec. Executivo;
3. Informes – Participantes;
4. Palestra: Atividades do Núcleo Caatinga do MMA – João Artur Seyffarth, Biólogo e Mestre em Ecologia – Coordenador do Núcleo do Bioma Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA);
5. Avaliação dos Seminários sobre Criação de RPPNs;
6. Eleição do Vice-coordenador do CERBCAA-PE;
7. Comemoração do dia Nacional da Caatinga;
08 – Encaminhamentos;
09. Encerramento.
Elcio Barros
Coordenador do CERBCAA/PE
Data: 08 de abril de 2009 (quarta-feira)
Horário: 9h às 13h
Local: Sala de Aula Prática - Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal Dept. Botânica – CCB -Centro de Ciências Biológicas
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.
Assuntos
1. Abertura: Elcio Barros – Coordenador do CERBCAA/PE;
2. Leitura da Ata da XIII Reunião Ordinária – Marcelo Luiz C. Teixeira - Sec. Executivo;
3. Informes – Participantes;
4. Palestra: Atividades do Núcleo Caatinga do MMA – João Artur Seyffarth, Biólogo e Mestre em Ecologia – Coordenador do Núcleo do Bioma Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA);
5. Avaliação dos Seminários sobre Criação de RPPNs;
6. Eleição do Vice-coordenador do CERBCAA-PE;
7. Comemoração do dia Nacional da Caatinga;
08 – Encaminhamentos;
09. Encerramento.
Elcio Barros
Coordenador do CERBCAA/PE
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Oficina da Sectma aponta problemas ambientais no Sertão Pernambucano
(Foto CiênciaHoje)
Excesso de desmatamento, fiscalização insuficiente, práticas agrícolas não sustentáveis e a gestão deficiente de recursos hídricos. Esses são alguns dos principais problemas que atingem o meio ambiente no Sertão Central e na região do Araripe de Pernambuco, apontados pelos participantes da oficina de construção do Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PE) realizada de 30/03 a 01/04, em Salgueiro.
No encontro, o primeiro de cinco que a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma) está organizando para todo o Estado, estiveram presentes técnicos da Sectma, membros da sociedade civil organizada, representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de setores produtivos de 19 municípios do Sertão Central e Sertão do Araripe.
Todos os dados constarão do PAE-PE e acompanharão uma série de ações que serão indicadas como solução para a preservação ambiental e o combate ao crescimento do processo de desertificação no Estado.
Segundo o secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Aloysio Costa Júnior, o acentuado processo erosivo do solo e a grande quantidade de resíduos sólidos também foram apontados como graves problemas que atingem a região. O empobrecimento do solo é provocado tanto pela erosão eólica quanto pelo desmatamento. Isso é grave, uma vez que o solo empobrecido passa a ser impróprio para a produção de alimentos, disse.
Aloysio destacou a importância de algumas ações que já vem sendo desenvolvidas pelo Estado, a exemplo da revisão da política florestal, do fortalecimento e da interiorização da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), da contratação de 27 engenheiros florestais pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), da revisão e atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos e do estudo de novas tecnologias para a matriz energética da região.
Essas não são ações exclusivas da Sectma. Também não são ações exclusivas da CPRH ou da Secretaria de Recursos Hídricos. Daí a importância do trabalho sistêmico envolvendo todos os órgãos e secretarias responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos constantes debates com a sociedade, destacou Costa Júnior.
Está sendo criado um hot site (pequeno site planejado para apresentar e destacar uma ação específica) que conterá informações sobre essa oficina e as próximas. Esse hot site estará linkado ao site da Sectma, e os participantes poderão baixar os documentos em formato pdf, destacou a coordenadora técnica do PAE-PE, Edneida Cavalcanti.
As próximas oficinas acontecerão nos municípios de Petrolina (14, 15 e 16/04), Triunfo (28, 29 e 30/04), Garanhuns (05, 06 e 07/05) e Taquaritinga do Norte (12, 13 e 14/05). Ao todo participarão das oficinas 118 cidades da região do Agreste e Sertão do Estado. Ao término do ciclo de oficinas, a Sectma terá em mãos um diagnóstico do processo de desertificação no Estado para que possa traçar que outras ações deverão ser desenvolvidas.
Fonte: JusBrasil
No encontro, o primeiro de cinco que a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma) está organizando para todo o Estado, estiveram presentes técnicos da Sectma, membros da sociedade civil organizada, representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de setores produtivos de 19 municípios do Sertão Central e Sertão do Araripe.
Todos os dados constarão do PAE-PE e acompanharão uma série de ações que serão indicadas como solução para a preservação ambiental e o combate ao crescimento do processo de desertificação no Estado.
Segundo o secretário executivo de Meio Ambiente da Sectma, Aloysio Costa Júnior, o acentuado processo erosivo do solo e a grande quantidade de resíduos sólidos também foram apontados como graves problemas que atingem a região. O empobrecimento do solo é provocado tanto pela erosão eólica quanto pelo desmatamento. Isso é grave, uma vez que o solo empobrecido passa a ser impróprio para a produção de alimentos, disse.
Aloysio destacou a importância de algumas ações que já vem sendo desenvolvidas pelo Estado, a exemplo da revisão da política florestal, do fortalecimento e da interiorização da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), da contratação de 27 engenheiros florestais pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), da revisão e atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos e do estudo de novas tecnologias para a matriz energética da região.
Essas não são ações exclusivas da Sectma. Também não são ações exclusivas da CPRH ou da Secretaria de Recursos Hídricos. Daí a importância do trabalho sistêmico envolvendo todos os órgãos e secretarias responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos constantes debates com a sociedade, destacou Costa Júnior.
Está sendo criado um hot site (pequeno site planejado para apresentar e destacar uma ação específica) que conterá informações sobre essa oficina e as próximas. Esse hot site estará linkado ao site da Sectma, e os participantes poderão baixar os documentos em formato pdf, destacou a coordenadora técnica do PAE-PE, Edneida Cavalcanti.
As próximas oficinas acontecerão nos municípios de Petrolina (14, 15 e 16/04), Triunfo (28, 29 e 30/04), Garanhuns (05, 06 e 07/05) e Taquaritinga do Norte (12, 13 e 14/05). Ao todo participarão das oficinas 118 cidades da região do Agreste e Sertão do Estado. Ao término do ciclo de oficinas, a Sectma terá em mãos um diagnóstico do processo de desertificação no Estado para que possa traçar que outras ações deverão ser desenvolvidas.
Fonte: JusBrasil
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Para preservar a caatinga, Ibama/PE destrói fornos e CPRH fiscaliza carvoarias no São Francisco
cidades de três estados e alimenta um fluxo mensal de 3 mil
caminhões. (Foto: arquivo EcoDebate)
Trinta e dois fornos que transformavam em lenha a vegetação da caatinga estão desativados por determinação da Polícia Militar e do Ibama. A destruição ocorreu há semana passada, durante operação coordenada pelo Ministério Público de Pernambuco, nas ilhas do Rio São Francisco, no Sertão de Pernambuco.
A ação, realizada segunda, terça e quarta, em Belém de São Francisco, a 455 quilômetros do Recife, resultou, ainda, em R$ 250 mil de multas e nove autos de infração aplicados. Os fiscais e policiais apreenderam 35 toneladas de carvão, dez motosserras, um caminhão, uma balsa e 300 estacas de sabiá – espécie nativa da caatinga – extraídas de área de preservação permanente.
Os autos de infração são relativos à falta de licença ambiental para a produção de carvão, transporte ilegal de produtos florestais e uso de motosserra sem registro. O coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, André Silvani, explica que o promotor Sergio Gadelha Souto tem realizado inspeções nas ilhas desde o ano passado. “Por isso coordenamos ação conjunta de combate ao desmatamento e fabricação de lenha ilegais”, explica.
As ilhas são consideradas áreas de preservação permanente, protegidas por legislação federal. “O desmatamento ocorrido nesses locais tem sido identificado por imagens de satélite pelo Ibama”, conta.
Segundo o chefe da fiscalização do Ibama em Pernambuco, Leslie Tavares, o trabalho identificou a migração da produção ilegal de carvão da região de Custódia para as Ilhas do São Francisco, após a operação realizada naquela região em setembro de 2008.
A produção de fornos sem licença ambiental foi organizada pela empresa Padre Cícero, que está sob investigação, e cuja produção era vendida para as siderúrgicas de Minas Gerais e Espírito Santo. O desmatamento indiscriminado da caatinga vem sendo a principal causa de desertificação de 15 milhões de hectares no Nordeste, diz Silvani.
A Polícia Militar disponibilizou 16 homens para o trabalho. “São áreas desapropriadas pelo governo federal para a inundação da barragem de Itaparica, mas os posseiros permanecem no local”, explica o capitão Cristiano Demétrius Pacífico, que acompanhou o trabalho.
Fonte: Jornal do Commercio, 28.03.2009 – Ciência e Meio Ambiente
A ação, realizada segunda, terça e quarta, em Belém de São Francisco, a 455 quilômetros do Recife, resultou, ainda, em R$ 250 mil de multas e nove autos de infração aplicados. Os fiscais e policiais apreenderam 35 toneladas de carvão, dez motosserras, um caminhão, uma balsa e 300 estacas de sabiá – espécie nativa da caatinga – extraídas de área de preservação permanente.
Os autos de infração são relativos à falta de licença ambiental para a produção de carvão, transporte ilegal de produtos florestais e uso de motosserra sem registro. O coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, André Silvani, explica que o promotor Sergio Gadelha Souto tem realizado inspeções nas ilhas desde o ano passado. “Por isso coordenamos ação conjunta de combate ao desmatamento e fabricação de lenha ilegais”, explica.
As ilhas são consideradas áreas de preservação permanente, protegidas por legislação federal. “O desmatamento ocorrido nesses locais tem sido identificado por imagens de satélite pelo Ibama”, conta.
Segundo o chefe da fiscalização do Ibama em Pernambuco, Leslie Tavares, o trabalho identificou a migração da produção ilegal de carvão da região de Custódia para as Ilhas do São Francisco, após a operação realizada naquela região em setembro de 2008.
A produção de fornos sem licença ambiental foi organizada pela empresa Padre Cícero, que está sob investigação, e cuja produção era vendida para as siderúrgicas de Minas Gerais e Espírito Santo. O desmatamento indiscriminado da caatinga vem sendo a principal causa de desertificação de 15 milhões de hectares no Nordeste, diz Silvani.
A Polícia Militar disponibilizou 16 homens para o trabalho. “São áreas desapropriadas pelo governo federal para a inundação da barragem de Itaparica, mas os posseiros permanecem no local”, explica o capitão Cristiano Demétrius Pacífico, que acompanhou o trabalho.
Fonte: Jornal do Commercio, 28.03.2009 – Ciência e Meio Ambiente
Leia mais em: CPRH fiscaliza carvoarias na região do São Francisco
segunda-feira, 30 de março de 2009
Comitê realizou em Caruaru o III Seminário de RPPNS

Rodrigo Castro e Elcio Barros falaram sobre RPPNS
O Centro de Estudos, Pesquisa e Assessoria em Administração e Municipal, em Caruaru (PE), sediou, no dia 18 de março, o “III Seminário sobre a Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs”. De acordo com o coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Caatinga de Pernambuco, Élcio Barros, o encontro teve como objetivo socializar os procedimentos para a criação de uma reserva ambiental e discutir sua importância para conservação da diversidade biológica. A ação foi promovida numa parceria com a prefeitura de Caruaru e o Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA.
As RPPNs são unidades de conservação criadas a partir de iniciativa do próprio dono da propriedade. Além de contribuírem para a preservação do bioma Caatinga, por exemplo, que, hoje, em Pernambuco, tem apenas 1% da sua totalidade protegida por unidades de conservação, os proprietários ficam isentos de pagamento do Imposto Territorial Rural - ITR. Além disso, ganham prioridade na análise de solicitações relacionadas a crédito agrícola.
Os palestrantes do Seminário foram Elcio Alves Barros, Coordenador do CERBCAA/PE, Ricardo Souza Leão - Presidente da Associação de RPPNS de Pernambuco e Rodrigo de Castro - Federação de Proprietários de RPPNS.
O evento contou com a participação de Marcelo Teixeira, Sec.Exec. do CERBCAA/PE, Ministério Público Estadual, Prefeitos, Secretários de Agricultura, proprietário da RPPN Pedra do Cachorro, estudantes, ONGS e proprietários de áreas rural.
sábado, 28 de março de 2009
CPRH reconhece reserva natural em área urbana de Gravatá
Foto: RPPN - IMADistante 85 km do Recife, uma parte da antiga Fazenda São José e Caroá, na região serrana de Gravatá, recebeu a titulação de RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural. Em termos práticos, isso significa que a área, de 101.58 ha, será especialmente protegida por ser considerada de grande importância por sua biodiversidade e aspecto paisagístico, como parte dos recursos naturais do Estado.
A titulação fez parte da programação da Semana da Água, promovida pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - CPRH, e ocorre quatro meses após a vistoria de técnicos da agência à área, que atestaram a procedência do pedido do proprietário, sr. Felipe Lucas Barros e Silva, protocolado em outubro de 2007. “É um evento importante para a cidade, resultado de uma preocupação que deveria ser de todos: a conservação do ambiente”, diz o proprietário.
Localizada na microrregião do Vale do Ipojuca, a RPPN ganhou o nome de Karawa-tã e apresenta relevo ondulado com afloramentos rochosos e riachos intermitentes. Após levantamento de campo sobre indivíduos representativos da fauna e da flora da propriedade, foram catalogadas espécies como juazeiro, algaroba, aroeira, baraúna e angico, dentre outras espécies da região. Na propriedade foi registrada ainda a ocorrência de mamíferos como raposa, tatu e guará (cachorro-do-mato), além de répteis e aves próprias do bioma caatinga.
Esta é a segunda RPPN estadual de bioma caatinga titulada pela CPRH - a primeira foi a RPPN Pedra do Cachorro, no município de São Caetano, em 2002. A nova reserva, no entanto, é seis vezes maior e está localizada a 200m da BR- 232, próximo à área urbana de Gravatá. Ela faz parte do complexo eco-turístico de Karawa-tã, empreendimento que espera recursos para ser implantado: nos 106 ha ao lado da reserva. Serão construídos chalés, parque aquático, pista para off-road e até um teleférico.
A RPPN compõe o projeto paisagístico do complexo e o proprietário prevê a instalação de trilhas ecológicas para aproveitamento de cunho recreativo e educacional. Esses projetos, no entanto, devem constar do Plano de Utilização da Reserva, que é uma das obrigações do proprietário na gestão da unidade de conservação. A implementação dos projetos e os usos pretendidos são submetidos à aprovação da CPRH.
Em breve a área titulada será sinalizada com placas, nas vias de acesso e nos limites da área, advertindo terceiros quanto à proibição de desmatamentos, queimadas, caça, pesca, apanha, captura de animais e quaisquer outros atos que afetem ou possam afetar o meio ambiente. O proprietário da RPPN deverá encaminhar, anualmente, à CPRH, um relatório de situação da reserva e das atividades nela desenvolvidas, sob pena de revogação da Portaria de Reconhecimento.
A titulação fez parte da programação da Semana da Água, promovida pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - CPRH, e ocorre quatro meses após a vistoria de técnicos da agência à área, que atestaram a procedência do pedido do proprietário, sr. Felipe Lucas Barros e Silva, protocolado em outubro de 2007. “É um evento importante para a cidade, resultado de uma preocupação que deveria ser de todos: a conservação do ambiente”, diz o proprietário.
Localizada na microrregião do Vale do Ipojuca, a RPPN ganhou o nome de Karawa-tã e apresenta relevo ondulado com afloramentos rochosos e riachos intermitentes. Após levantamento de campo sobre indivíduos representativos da fauna e da flora da propriedade, foram catalogadas espécies como juazeiro, algaroba, aroeira, baraúna e angico, dentre outras espécies da região. Na propriedade foi registrada ainda a ocorrência de mamíferos como raposa, tatu e guará (cachorro-do-mato), além de répteis e aves próprias do bioma caatinga.
Esta é a segunda RPPN estadual de bioma caatinga titulada pela CPRH - a primeira foi a RPPN Pedra do Cachorro, no município de São Caetano, em 2002. A nova reserva, no entanto, é seis vezes maior e está localizada a 200m da BR- 232, próximo à área urbana de Gravatá. Ela faz parte do complexo eco-turístico de Karawa-tã, empreendimento que espera recursos para ser implantado: nos 106 ha ao lado da reserva. Serão construídos chalés, parque aquático, pista para off-road e até um teleférico.
A RPPN compõe o projeto paisagístico do complexo e o proprietário prevê a instalação de trilhas ecológicas para aproveitamento de cunho recreativo e educacional. Esses projetos, no entanto, devem constar do Plano de Utilização da Reserva, que é uma das obrigações do proprietário na gestão da unidade de conservação. A implementação dos projetos e os usos pretendidos são submetidos à aprovação da CPRH.
Em breve a área titulada será sinalizada com placas, nas vias de acesso e nos limites da área, advertindo terceiros quanto à proibição de desmatamentos, queimadas, caça, pesca, apanha, captura de animais e quaisquer outros atos que afetem ou possam afetar o meio ambiente. O proprietário da RPPN deverá encaminhar, anualmente, à CPRH, um relatório de situação da reserva e das atividades nela desenvolvidas, sob pena de revogação da Portaria de Reconhecimento.
Leia mais em: RPPN em Gravatá e Duas reservas particulares em Tanque d'Arca
quinta-feira, 19 de março de 2009
CERBCAA/PE se reúne com Direção da CPRH para tratar do ICM's Socioambiental, RPPNS e Unidades de Conservação
Foto MMA: Parque Nacional de UbajaraNa última terça-feira, dia 17, a coordenação do CERBCAA-PE, Elcio Barros e Marcelo Teixeira, reuniu-se com o Diretor presidente da CPRH, Hélio Gurgel e a Diretora de Recursos Hídricos e Florestais, Maria Lúcia Costa Lima em que foram tratadas as seguintes questões:
· ICMS Sócio Ambiental do Estado de Pernambuco
· Criação de RPPNs
· Novas Unidades de Conservação na Caatinga
A direção do comitê disse que está concluindo um estudo sobre a lei do ICMS Sócio Ambiental de Pernambuco e através deste documento proporá modificações nesta lei .
Neste estudo é apresentado um pequeno histórico relacionando-a com as de outros Estados e a situação atual de aplicação da lei que, por exemplo, não utiliza critérios qualitativos em relação ao critério unidades de conservação existentes no território do município. Outro aspecto é que diferentemente de outros Estados, a lei em Pernambuco incluiu o critério arrecadação de impostos municipais que, privilegiam os municípios maiores e entende o CERBCAA-PE que este critério não deveria ser utilizado numa lei voltada para a questão ambiental.
Em relação a criação de RPPNs na Caatinga os representantes do comitê relataram os dois seminários realizados em Serra Talhada e São Caetano, em outubro e dezembro de 2008, e os encaminhamentos junto aos proprietários interessados. Frisando que o mapeamento georeferenciado das propriedades é o maior obstáculo a criação de RPPNs.
Tratou-se também da criação de novas Unidades de Conservação, especificamente a de Serra Talhada, que nomeia o município e a Pedra do Cachorro no município de São Caetano.
O Dr. Hélio Gurgel, manifestou-se de forma elogiosa a atuação do CERBCAA-PE e propôs que, quanto ao tema ICMS Sócio Ambiental, o Comitê poderia fazer as sugestões para aprimoramento da lei na próxima reunião do CONSEMA, em que o presidente da CPRH é secretário executivo, por ser na opinião dele. o fórum mais adequado.
Em relação as RPPNs e criação de novas unidades de conservação, doutor Hélio Gurgel, reconhece as dificuldades do Estado para criação de novas UCs, mas, apresentou a possibilidade de realização de um termo de cooperação técnica entre a CPRH e o CERBCAA-PE.
Encerrando a reunião ficou acertado que em breve, a direção da CPRH e do CERBCAA-PE, voltarão a reunir-se, desta vez de forma mais ampla com a presença de outras entidades que compõem o Comitê para definição de possível acordo de cooperação técnica visando o alcance de objetivos comuns.
· ICMS Sócio Ambiental do Estado de Pernambuco
· Criação de RPPNs
· Novas Unidades de Conservação na Caatinga
A direção do comitê disse que está concluindo um estudo sobre a lei do ICMS Sócio Ambiental de Pernambuco e através deste documento proporá modificações nesta lei .
Neste estudo é apresentado um pequeno histórico relacionando-a com as de outros Estados e a situação atual de aplicação da lei que, por exemplo, não utiliza critérios qualitativos em relação ao critério unidades de conservação existentes no território do município. Outro aspecto é que diferentemente de outros Estados, a lei em Pernambuco incluiu o critério arrecadação de impostos municipais que, privilegiam os municípios maiores e entende o CERBCAA-PE que este critério não deveria ser utilizado numa lei voltada para a questão ambiental.
Em relação a criação de RPPNs na Caatinga os representantes do comitê relataram os dois seminários realizados em Serra Talhada e São Caetano, em outubro e dezembro de 2008, e os encaminhamentos junto aos proprietários interessados. Frisando que o mapeamento georeferenciado das propriedades é o maior obstáculo a criação de RPPNs.
Tratou-se também da criação de novas Unidades de Conservação, especificamente a de Serra Talhada, que nomeia o município e a Pedra do Cachorro no município de São Caetano.
O Dr. Hélio Gurgel, manifestou-se de forma elogiosa a atuação do CERBCAA-PE e propôs que, quanto ao tema ICMS Sócio Ambiental, o Comitê poderia fazer as sugestões para aprimoramento da lei na próxima reunião do CONSEMA, em que o presidente da CPRH é secretário executivo, por ser na opinião dele. o fórum mais adequado.
Em relação as RPPNs e criação de novas unidades de conservação, doutor Hélio Gurgel, reconhece as dificuldades do Estado para criação de novas UCs, mas, apresentou a possibilidade de realização de um termo de cooperação técnica entre a CPRH e o CERBCAA-PE.
Encerrando a reunião ficou acertado que em breve, a direção da CPRH e do CERBCAA-PE, voltarão a reunir-se, desta vez de forma mais ampla com a presença de outras entidades que compõem o Comitê para definição de possível acordo de cooperação técnica visando o alcance de objetivos comuns.
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