quarta-feira, 5 de maio de 2010

A caatinga brasileira já perdeu 53,62% de sua cobertura original, devido ao desmatamento.


Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a área também é a “mais vulnerável” aos efeitos
das mudanças climáticas e corre sério perigo de desertificação


A caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é conhecida como cenário de histórias do cangaço e dos heróis do escritor Ariano Suassuna; e por ser a terra do xote, do xaxado e do baião. Porém, poucos conhecem as riquezas ambientais da região que abriga 13 milhões de pessoas e está presente em 10 estados brasileiros. Esse bioma, encrustrado no semiárido, está agora ameaçado de extinção pelo crescente desmatamento de sua vegetação original. A constatação foi feita no estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que monitorou entre 2002 e 2008 todo o bioma.
Atualmente, a caatinga possui pouco mais da metade de sua cobertura vegetal original, cerca de 53,62%. O monitoramento também revelou que, no período em que foi realizado o estudo, o território devastado foi de 16.576km², o equivalente a 2% de toda a área. “Esse índice é considerado alto, pois a região figura como a mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, com forte tendência à desertificação”, aponta Mauro Pires, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento do MMA (DPCD).
Para combater a devastação do bioma do semiárido, está sendo elaborado o plano de ação interministerial para Prevenção e Controle do Desmatamento na Caatinga (PPCaatinga). A proposta pretende integrar e articular iniciativas dos diversos órgãos dos governos federal e estaduais para implementar ações como o combate e controle do desmatamento e o fomento a atividades sustentáveis. A PPCaatinga deve sair do papel até o fim do semestre.
Entre as ações mais importantes, está o investimento e o desenvolvimento do manejo florestal — conjunto de técnicas empregadas para colher cuidadosamente parte das árvores grandes, de tal maneira que as menores, a serem colhidas futuramente, sejam protegidas. De acordo com os dados do estudo, a principal causa da destruição da caatinga é a extração da mata nativa para ser convertida em lenha e carvão vegetal. O combustível é destinado principalmente para alimentar os fornos dos polos gesseiro e cerâmico do Nordeste, e, também, para o setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Manejo

Segundo Pires, já existem experiências bem-sucedidas no semi-árido com o manejo florestal da caatinga, feito por ONGs, comprovando que essa solução pode ser uma boa alternativa tanto para o desenvolvimento da região, como para a conservação do bioma. “Com a adoção do manejo, a produção de madeira pode ser contínua ao longo dos anos. Os benefícios econômicos do manejo florestal superam os custos”, explica.
A criação e a ampliação de unidades de conservação é outro ponto indicado como fator importante para a proteção do bioma. A caatinga tem apenas 7% de áreas protegidas, sendo que 2% são de proteção integral e os outros 5% são de unidades de conservação de uso sustentável. “Queremos ampliar áreas que tenham atrativos do ponto de vista do turismo, mas que tenham também importância biológica”, disse o diretor do DPCD. Para Élcio Barros da Silva, coordenador do Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco - CERBCAA/PE, a criação de áreas de conservação trará um dos melhores benefícios para o bioma. “A caatinga ainda é muito pouco estudada e seus recursos pouco conhecidos. Sabemos que existem, aproximadamente, 200 espécies de plantas no bioma, algumas só presentes nessa região. Não conhecemos o potencial de toda essa flora. Por isso, a importância dessas unidades.”
Diferentemente da Amazônia e do cerrado, onde há grandes fazendas de monocultura, na caatinga a agricultura familiar é muito mais intensa do que nos outros biomas. Por isso, o plano também visa apoiar o manejo e o desenvolvimento de melhores técnicas de produção agrícola sem a destruição da caatinga(1).

Problemas

A desertificação, certamente, é uma das maiores preocupações dos poucos especialistas que estudam a caatinga. A devastação da vegetação para abastecer o pólo gesseiro causa o empobrecimento do solo, acarretando o problema. Além de transformar a região num deserto, o desmatamento traz como consequência a perda de uma biodiversidade que mal é conhecida. “Algumas espécies só existem na caatinga. Se essa devastação continuar, talvez nem chegaremos a estudá-las, ou sequer conhecê-las”, disse Ednilza Maranhão, professora de zoologia e pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Mesmo em áreas protegidas, ocorre a extração da madeira e, também, outro agravante: a caça. Segundo Maranhão, o Vale do Catimbau (PE) — área de proteção ambiental — sofre, além do desmate, com a presença de caçadores. “A caça é um problema cultural encrustrado tanto no povo carente quanto nos mais abastados. Ela diminui drasticamente a população de mamíferos e répteis.” A solução seria aumentar a fiscalização dentro dessas áreas. “Nesse parque, há apenas uma pessoa para cuidar de toda a área”, lamenta a pesquisadora.
Para sanar o problema de fiscalização no combate ao desmatamento, Pires disse que ações diretas e focadas, realizadas em conjunto com o Ibama e a Polícia Rodoviária Federal, serão tomadas para diminuir desde a produção de carvão ilegal até seu transporte. “Estamos levantando as regiões mais críticas para operar de forma efetiva à coibir toda essa ilegalidade.”
Depois dessas ações imediatas que serão adotadas na PPCaatinga, Mauro Pires disse que o MMA dará início a outro plano mais amplo, que reunirá ações estratégicas de médio e longo prazo. “Nesse sentido, será inserido o fomento ao conhecimento científico como forma de desenvolvimento e conservação da região.”

1 - Sem semelhantes

No planeta, não existe nenhum outro bioma com características semelhantes às da caatinga. A Amazônia abrange áreas de países limitrofes ao Brasil e tem similaridade com outros biomas situados em regiões tropicais. O cerrado tem características das savanas africanas. O Pantanal se extende por áreas do Paraguai e da Bolívia, onde recebe o nome de Chaco. A caatinga, não. Existe apenas no Nordeste brasileiro. Por isso, ela é única no mundo com tais características.
(Fonte: Silvia Pacheco - Correio Braziliense)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Manejo Florestal da Caatinga: Relato da viagem à Serra Talhada (PE).





Conforme informamos em e-mail anterior nos dias 15 e 16 de abril último, visitamos áreas de assentamento de reforma agrária no município de Serra Talhada (PE) em companhia de técnicos do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário, Cássio Trovatto e José Rui, e dos Engenheiros Florestais da APNE - Associação Plantas do Nordeste, Frans Pareyn e Danilo Gomes. No primeiro dia fomos até o assentamento São Lourenço, que fica a 40 kms da sede de Serra Talhada, chegamos lá após duas horas de viagem pois, a estrada de acesso está em péssimas condições, uma vez que na sexta-feira anterior choveu 125 mm.
O assentamento tem uma área de 973 ha explorados por 24 famílias. É uma área localizada ao lado da Serra que dá nome ao município, já na divisa com o Estado da Paraiba, e após excluir as áreas de preservação permanente e de reserva legal restam 125 hectares de caatinga que são manejados através de corte raso da vegetação, arbórea em maior parte, com intervalo de corte para cada talhão de 15 anos.
A lenha obtida no manejo é comercializada na forma de carvão com um preço médio de R$ 7,00/Sc de 30 kgs.
No segundo dia visitamos o assentamento Lajinha, agora contando com a participação de Rivaneide, representante da Ong CECOR no Comitê Estadual da Caatinga - CERBCAA/PE e do técnico agrícola do IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco, Eduardo.O Assentamento Lajinha tem uma área de 736 ha e também tem o mesmo número de famílias e explora a mesma área de Caatinga no sistema de manejo sustentável porque a área de preservação permanente é bem menor. A vegetação é mais rala que o assentemento visitado no dia anterior e a comercialização é feita na forma de lenha ao preço médio de R$ 12,00/m³.
Nos dois assentamentos ouvimos palavras de satisfação referente ao resultado fianceiro proporcionado pelo manejo florestal, e a assistência técnida da APNE. Reclamações apenas para a morosidade das autorizações para corte dos talhões e do licenciamento da atividade pela CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente.
Na volta do assentamento Lajinha, nos reunimos com a direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Serra Talhada, com a participação do Professor Bonzinho, também membro do CERBCAA/PE, e do ex-presidente da CONTAG Manoel dos Santos.
Na oportunidade, Frans Pareyn relatou os trabalhos da APNE sobre Manejo Florestal da Caatinga, onde aproveitei a oportunidade e comentei sobre a composição, os objetivos e as ações que o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE tem realizado no Estado de Pernambuco.
Os técnicos do MDA falaram da impressão positiva que levam sobre os trabalhos que presenciaram e que no retorno à Brasília vão procurar o MMA - Ministério do Meio Ambiente, visando uma atuação conjunta destes ministérios voltada para o manejo florestal da Caatinga.

* Elcio Alves de Barros - Coordenador do CERBCAA/PE

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CERBCAA/PE presta homenagem ao Bioma. Palestras e debates marcam o Dia Nacional da Caatinga no Estado de Pernambuco.


A data homenageia o professor João Vasconcelos Sobrinho

Estudantes de ensino médio e técnicos de diversas instituições ligadas à preservação da Caatinga estavam reunidos na manhã de ontem (28), Dia Nacional da Caatinga, no auditório do Espaço Ciência para debater sobre esse bioma tipicamente brasileiro. Projetos de educação ambiental e ações de preservação da Caatinga que serão financiados pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) também foram apresentados para os participantes. Dos 14 projetos selecionados para financiamento do Fema, seis são relativos ao Bioma Caatinga. Ao todo os 14 projetos receberão um total de R$ 1,1 milhão, somando os recursos do Fema (R$ 705 mil) e os recursos de contrapartida dos proponentes (R$ 399 mil).

Cenário de histórias de cangaço, reino de Lampião e dos heróis sertanejos de Ariano Suassuna, terra de ritmos como o xote, o xaxado e o baião, a Caatinga está presente no imaginário popular brasileiro como um local seco, quente, e de vegetação esquisita. Poucos conhecem as riquezas ambientais da região que abriga grande variedade de espécies (anfíbios, repteis, aves) e grande potencial florestal.
“A caatinga é um bioma extremamente rico em biodiversidade. O que falta são estudos sobre seus recursos e potencialidades”, afirmou a pesquisadora do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Rita de Cássia Araújo, que fez apresentação sobre a "Flora da Caatinga".
A Professora e pesquisadora, Ednilza Maranhão, da UFRPE/UAST, realizou palestra sobre a "Fauna da Caatinga", mostrando fotos das inúmeras espécies que habitam o bioma caatinga, pricipalmente em Serra Talhada e no Vale do Catimbau.
O secretário executivo de Meio Ambiente da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e meio Ambiente, Hélvio Polito, lembrou a importância da elaboração do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE-PE) que contempla em suas linhas de ação atividades de preservação da vegetação da caatinga.
“A criação de unidades de conservação de proteção integral (aquelas em que não é permitido o corte da vegetação) na caatinga também estão previstas nas ações da política de enfrentamento às mudanças climáticas, que está em tramitação na Alepe”, explicou Hélvio reforçando a necessidade de deter a devastação da caatinga. Segundo o executivo de Meio Ambiente o desmatamento gera perda de biodiversidade e contribui para a emissão de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global.
O Coordenador do CERBCAA/PE, Élcio Alves de Barros, destacou as ações do Comitê realizadas no período compreendido entre 28 de abril de 2009 e o Dia Nacional da Caatinga de 2010, destacando a Mostra de Cinema "Bela Caatinga", que foi realizada em 18 municípios e atingiu um público de mais de 10 mil pessoas, exibindos filmes de curta e longa metragem em escolas, associações e em praça pública tendo  como cenário a Caatinga e seus habitantes como personagens. Outra ação importante é a discussão para reformulação da lei do ICMS Socioambiental de Pernambuco, para a qual o CERBCAA/PE apresentou sugestões em reunião do CONSEMA, da Comissão de Meio Ambiente da ALEPE - Assembléia Legislativa de Pernambuco, audiência com Secretário Estadual da Fazenda e agora em grupo de Trabalho criado pela Comissão de Meio Ambiente da ALEPE, enfatizou nosso coordenador que esta questão afeta todos os biomas do nosso Estado, mas, apenas o CERBCAA/PE entre todas entidades ambientalistas, permanece lutando pela revisão desta lei que na forma atual distribui de forma injusta os recursos deste importante instrumento de politica ambiental.
Elcio falou também que a criação de Unidades de Conservação na Caatinga é uma prioridade do CERBCAA/PE. O governo de Pernambuco administra mais de 50 Unidades de Conservação, nenhuma na Caatinga. Lembrou que o CERBCAA/PE entregou à Direção da CRPH, no último mês de janeiro, uma relação de propriedades, e seus respectivos proprietários, totalizando uma área de 5.247,50 ha, na Serra da Canoa, município de Floresta (PE), para criação de uma unidade de conservação na bacia do Rio São Francisco, como também a sugestão para que a Serra Talhada, que dá origem ao nome do município e a Pedra do Cachorro em São Caetano sejam área de Unidades de Conservação. Barros falou da inclusão do CERBCAA/PE recentemente como membro do Comitê no Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas, instituído pelo Decreto nº 33.015/2009. Últimamente, o CERBCAA/PE incentivou a participação das suas entidades membros no Edital nº 01/2009 do FEMA - Fundo Estadual do Meio Ambiente, em que dos 14 projetos aprovados, 06 serão realizados no bioma Caatinga, incluindo o de "Valorização do Bioma Caatinga" que visa desenvolver ações de educação ambiental em 17 municípios do Vale do Pajeú e prevê a sua conclusão com a criação do I Subcomitê do CERBCAA/PE.
O evento, Comemoração do Dia Nacional da Caatinga contou com a participação de mais de 100 pessoas e foi encerrado as 15:00h pelo Coordenador Estadual do CERBCAA-PE, Elcio Alves de Barros (IPA), pelo Vice-Coordenador Guaraci Cardoso (GDMA) e pelo Secretário Executivo, Marcelo Teixeira (Codevasf).
Nossos agradecimentos a todos os que contribuíram para a realização do evento, especialmente a Sectma, APNE, Banco do Nordeste e ao público que homenageou o Dia da Caatinga.

      FOTOS DO DIA NACIONAL DA CAATINGA 2010



Referências sobre a data:
(Fonte: Sectma e com informações da Ascom do MMA)
 Dia Nacional da Caatinga em Pernambuco (Codevasf)
Juizado comemora Dia da Caatinga (Fórum Thomaz de Aquino)
Dia Nacional da Caatinga (Blog Ciência e Meio Ambiente)

Palestra: FLORÍSTICA

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hoje é o Dia da Caatinga: patrimônio brasileiro ameaçado.

Dia da Caatinga - (Foto: Evane Manço / Sectma)


O Dia da Caatinga foi determinado por decreto presidencial, assinado no ano de 2003, que homenageia o ambientalista e pesquisador da UFRPE João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área dos estudos ambientais no Brasil e considerado uma das maiores autoridades em ecologia da América Latina.
Hoje (28), a partir das 08:30h no Auditório do Espaço Ciência, Complexo de Salgadinho em Olinda (PE), o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE realiza com o apoio da SECTMA e APNE e patrocínio do Banco do Nordeste, uma homenagem ao Dia Nacional da Caatinga, com o tema "Mudanças Climáticas e Bioma Caatinga".  O evento é aberto ao público.

Ontem (27), Petrolina homenageou antecipadamente o Dia da Caatinga, que será comemorado oficialmente hoje (28). O evento aconteceu no Sesc Petrolina, das 8h até as 18h, e envolveu acontecimentos paralelos no salão de festas e no auditório, com o tema Bioma Caatinga Ser Tão Lindo.
Foram realizadas palestras, filmes, exposições temáticas com a arte da caatinga através das mulheres rendeiras e fuxiqueiras e as roupas da grife Sertão Linda. Segundo a promotora Ana Rúbia, uma das realizadoras do evento, “a Sertão Linda envia peças de roupas para São Paulo, e nós não conhecemos esta riqueza cultural”, destacou na segunda-feira (26) no programa Carlos Britto no Ar, na Grande Rio AM.
A representante do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga - CNRBCAA, Alexandrina Sobreira de  Moura, também participou do programa e afirmou: “É um privilégio ser caatingueiro, por isso é necessário explorar a potencialidade cultural do artesanato proporcionado pela caatinga. Assim como se faz necessário discutirmos o manejo sustentável deste bioma através da educação tecnoambienal com a população”.
A caatinga é um bioma exclusivo do Brasil e, de acordo com Ana Rúbia, eventos como este colaboram para que as pessoas entendam que é necessário “o desenvolvimento sustentável deste bioma, para que haja um crescimento de forma ordenável e sem degradação”, salientou. Ainda segundo a promotora, a devastação da caatinga preocupa. “O Araripe é nossa maior chaga ambiental. Nessa região são explorados por dia cerca de 80 hectares de caatinga para as fábricas de gesso”.
Durante as comemorações também serão expostos e vendidos produtos agroecológicos. De acordo com Alexandrina esta exposição não só contempla a caatinga, como também o Rio São Francisco.
(Fonte: Blog de Carlos Britto)


Hoje (28/4) é comemorado o Dia da Caatinga. O bioma ocupa cerca de 11% do país e está presente em 10 estados brasileiros. Para preservar a área, está sendo elaborado um Plano de Ação Interministerial para Prevenção e Controle do Desmatamento.

Leia também: Dia Nacional da Caatinga é comemorado no Espaço Ciência
Hoje é o Dia da Caatinga

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dia da Caatinga: Comitê prestará homenagem ao Bioma no próximo dia 28 de abril no Espaço Ciência em Olinda. Em Serra Talhada a UAST/UFRPE promove palestras sob o tema:"Biodiversidade e Sustentabilidade: Uma discussão necessária"

O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco - CERBCAA-PE, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente - SECTMA e a APNE - Associação Plantas do Nordeste, e patrocínio do Banco do Nordeste, estará realizando no próximo dia 28 de abril (quarta-feira) no Auditório do Espaço Ciência, Complexo de Salgadinho, Parque 2, Olinda (PE) o evento comemorativo do Dia Nacional da Caatinga. O tema será: Mudanças Climáticas e Bioma Caatinga. AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS e as vagas limitadas.
Preencha já seu formulário de inscrição! Clique aqui! (confira a programação).

Em Serra Talhada (PE), a Unidade Avançada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST/UFRPE), promoverá no dia 28.04 em seu auditório, a partir das 07:30h o evento com o tema: "Biodiversidade e Sustentabilidade: Uma discussão necessária", constando pela manhã uma homenagem aos Srs.: João Diniz e Homem Bom Magalhães e Ciclo de Palestras. À tarde, a partir das 13h haverá a palestra: “Darwin, Beagle e o Espetáculo da Evolução” (Carlos Saldanha), Exibição de Filmes e encerramento com o Plantio de mudas de plantas nativas.


Instituído através de decreto presidencial, de 20 de agosto de 2003, o 28 de abril foi escolhido em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho. Durante muito tempo pensou-se que a caatinga fosse um ecossistema pobre, por isso a escassez de estudos sobre ela.
O patrimônio biológico da caatinga não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo além do Nordeste do Brasil. Inclui áreas do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o Norte de Minas Gerais. São espécies nativas da caatinga ''barriguda'' (Cavanillesia arborea), amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro. A fauna nativa inclui o sapo-cururu, asa-branca, cotia, preá, veado-catingueiro, tatu-peba, sagüi-do-nordeste e cachorro-do-mato.
No entanto, o estudo minucioso da caatinga não trouxe boas notícias. Os pesquisadores constataram que esse é o terceiro ecossistema brasileiro mais degradado, atrás apenas da Mata Atlântica e do cerrado. 50% de sua área foram alterados pela ação humana, sendo que 18% de forma considerada grave por especialistas. A desertificação, encontrada principalmente em áreas onde antes se desenvolvia o plantio de algodão, apresenta-se bastante avançada.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga comemora o Dia da Caatinga em 27 de abril no Sesc de Petrolina (PE)


Dia 28 de abril é do Dia Nacional da Caatinga. O Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga, vinculado ao Programa Man and Biosphere da Unesco e o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com diversas instituições, organizaram o evento de comemoração no dia 27, no município de Petrolina-PE, envolvendo a apresentação de vários produtos relativos ao bioma caatinga e atividades socioculturais da região do semiárido.
A programação destaca apresentação dos resultados do Projeto Conservação e Uso Sustentável da Caatinga pelo Engenheiro Florestal, Francisco Barreto Campello - IBAMA além de exposições temáticas, palestras oficinas, degustações, capacitações, amostras, visitas e shows temáticos valorizando a biodiversidade do bioma caatinga.
O evento é aberto ao público. O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco - CERBCAA convida a todos a participarem.
Para mais informações:
Alexandrina Sobreira de Moura
Presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga (MaB-Unesco)
Fone : (81) 9967.5840
alexandrina.sobreira@gmail.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Caatinga agora é prioridade para a nova Ministra do MMA



A nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, determinou: quer que um plano de ação para a preservação e controle do desmatamento da Caatinga (PPCaatinga) saia do papel até o final deste semestre.
E a urgência faz sentido. A região já perdeu 45% de sua cobertura vegetal para se transformar em carvão (números do monitoramento revelam que 0,33% de sua biomassa são transformados anualmente neste combustível para abastecer a demanda por energia de indústrias de gesso, cerâmica e ferro gusa). Aliás, este é um dos maiores desafios: encontrar novas alternativas para a geração de energia.
A Caatinga é considerada hoje uma das mais vulneráveis às mudanças climáticas. Lá habitam 13 milhões de brasileiros. Estimativas apontam que 1/3 da economia do Nordeste, onde se encontram 80% deste bioma, pode desaparecer.
Não é à toa que o governo brasileiro incluiu a região no programa de redução de emissões de CO2, instituído pela lei sobre mudanças do clima (aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula no ano passado).
O MMA não descarta a possibilidade de conclusão da etapa preliminar do PPCaatinga até o dia 28 deste mês, quando será comemorado o Dia da Caatinga.
(Fonte: MMA)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Comitê Estadual celebram o Dia Nacional da Caatinga

Marcelo, Suassuna, Rita, Ednilza e Márcio (CERBCAA/PE) João Suassuna (Fundaj) Márcia Vanusa (UFPE) Francis Lacerda (IPA) e Jo...